O homem em seu orgulho, criou Deus a sua imagem e semelhança.
Friedrich Wilhelm Nietzsche
Quando leio essa frase, penso que deus pode ser tudo: até mesmo Ayah Pin, líder da Seita do Bule Gigante. Deus é quem as pessoas dizem ser deus. Se disserem que uma formiga é deus, surge mais uma nova religião. Aberturas como estas ensejam o surgimento de religiões esdrúxulas, tal como a Cientologia. Apesar de eu tê-la como uma crítica à religiosidade, há quem leve isso a sério. Isaac Hayes, que fazia o papel do
Chef na série animada South Park abandonou-a após episódios que enfurecerem os adeptos da indigitada religião.
Respeito aqueles que acreditam em deus, desde que não o usem como blindagem de seus maus atos. Mas a maioria não se desconverte por medo do Inferno ou porque é mais fácil justificar seus atos, sejam bons ou maus, sob a flâmula divina. Típica falácia argumentativa
ad baculum. Eu peço a estes que reflitam o que estão fazendo com vossas vidas. Isso lhe torna extremamente vulnerável a culturas massificadas: se eu disser para todos andarem de quatro para não irem ao Inferno e isso virar algo, digamos,
pop, assim o farão.
Posso estar errado? Claro! Todos podemos estar errados. Por isso mesmo, parece-me mais sensato nos pautar naquilo que há de mais sensato no mundo, o conhecimento, independente do que religião X ou Y ateste. Antes a certeza do conhecimento do que a incerteza da religião.
Conhecer religiões? As religiões tem em comum a dogmática. Isso é suficiente para eu descartá-la como premissa utilitarista. Mas como bom espitemólogo, busco informação até mesmo nas fontes que eu considere mais chifrins e desconexas.