Gostaria de pedir desculpas pela minha ausência.
MAs estava fazendo outras coisas, definhando por outras coisas.
Não passei na UFPE por míseros 0,2 pontos.
O Tipo de coisa que desistimula alguém.
Daí criei um char em tibia e em 3 semanas ele estava soltando sd na cabeça da galera
O Tipo de coisa que me faz ver como eu estava sendo idiota
Me trancando por horas em casa para conseguir lvl's e ml's
Mas agora eu pretendo voltar a escrever =]
O Capítulo que segue não é dos melhores,
Mas é um capítuo, digamos, importante.
Espero que gostem
e que a demora não os tenha feito perder o interesse.
Sem mais,
Euronymous de Liancourt.
____________________
X
O vento soprava calmamente e acariciava cada fio de seu cabelo. Ele estava pensando em tudo o que diria aquela noite quando ouviu o pequeno som de pés pisando as folhas lá fora. No mesmo instante reconheceu quem era e desceu.
Já estava vestido para o jantar, um colete azul comprado há pouco tempo lhe caia muito bem por cima de toda roupa, e sua mulher estava na cozinha, acabando de preparar a comida. Quando ele desceu, ela perguntou como estava, e com um beijo em sua testa ele disse que as visitas haviam chegado.
A madeira na frente da casa estava rangendo debaixo dos pés, e ele abriu a porta antes que batessem. Assustados, os visitantes olharam para ele e sorriram. Era uma bela visão, seu cabelo claro caindo sobre o seu rosto branco, alguns fios diante de seus olhos, chegava a ser sublime e sedutor.
Uma mulher com vestes simples acompanhada pelos jovens primos de Noah deu um passo à frente e o abraçou, enquanto os outros entravam em silêncio. Seu irmão fora o último a entrar, e Noah não deixou que ele passasse sem lhe dar um forte abraço.
Estava tudo indo bem. Os planos de Noah até agora caminhavam perfeitamente como ele desejara. A família toda estava sentada à mesa, seus primos, sua mãe e irmão, os pais de Diana. Todos estavam ali para escutar o que ele tinha para dizer, apenas não sabiam disso.
Ele havia pensado em cada momento, e agora que chegara a hora de contar a todos, parecia mais um sonho. Suas decisões, tão bem tomadas, poderiam ser mal vistas, mas ele não pensava assim. Esperava o momento certo, e quando este chegasse, todos teriam de aceitar o que ele pretendia fazer.
A comida aos poucos sumia dos pratos, a conversa fluía, era uma festa particular depois do grande casamento. Apenas a família, bebendo vinho e comendo porco, boi e frango. E finalmente quando os talheres haviam parado e a conversa acalmara, a voz de Noah soou diferente; séria.
- Preciso contar uma coisa a vocês.
Todos pararam para ouvi-lo, mas nenhum deu tanta atenção quanto Diana.
- Eu e Diana vamos embora. – Ele a olhou, estava tão calma, como se sugasse cada palavra de forma diferente, para entender algo maior do que o que ele queria dizer. – vamos viajar para Edron ainda este mês.
Por um momento todos haviam prendido a respiração. Ninguém entendera de fato o que ele estava dizendo. As pessoas não tinham o direito de viajar livremente nas terras de tíbia, havia os nobres a quem prestar conta, que os deram terra e moradia, eles não poderiam deixar suas casas assim.
- Noah, meu filho, não pode sair como um errante por aí, a ainda por cima, carregar sua mulher junto. – Sua mãe parecia assustada – Vão lhe caçar como um criminoso!
- Acorde do seu sonho, meu primo – A voz de Thales soou sarcástica por sobre a mesa – Não poderia ir para Edron nem que conseguisse uma carta do Conde lhe permitindo servir a outra pessoa. É uma terra de nobres – E dizendo isso, jogou um pedaço de osso na sua frente.
Um murmúrio começou enquanto todos falavam juntos. Ele olhou para Diana e a viu calada, olhos vidrados nele, esperando para ver o que ele iria fazer. Ele sabia que ela o entendia. Como, ele não poderia dizer, mas ela o havia visto sair e voltar diferente hoje, entendia que ele havia feito algo importante lá fora.
- Ouçam todos. – Ele falou para que se calassem, desviando os olhos dela. – imaginei que diriam isso. Agora vejam.
Dizendo isso, ele tirou um pergaminho do meio de sua roupa e o atirou em cima da mesa. Ninguém se moveu, até que seu irmão estendeu a mão e abriu o pedaço de papel. Todos ficaram atônitos, até mesmo Diana, tão seria, pareceu ofegar. Não era um papel comum. Era uma carta do próprio Rei.
Nela, a letra bem desenhada e inclinada dizia que reconhecia Noah como cavaleiro do reino de Thais, membro da cavalaria real, homem a quem o Rei confiaria sua vida. Lá dizia que por ser mestre das armas e da honra ele fora escolhido e abençoado pelos deuses através dos poderes concedidos ao próprio Rei.
No pergaminho havia muito espaço com esboços, tudo o que alguém precisaria para prosperar. Havia as linhas para serem preenchidas com o nome de uma futura família nobre se ele chegasse a conquistar o direito de ter uma, no meio de tudo, havia os traços que marcavam a base para o desenho de um brasão de armas. Os dedos de Fares deslizaram pelas linhas que montavam o padrão dos brasões de Thais. Seu irmão possuía o direito de virar um nobre caso conseguisse isso. Tudo estava ali, naquele papel, uma carta branca do Rei, preparada para contar seu progresso e suas vitórias, a história de sua família, se apenas ele desejasse prosperar.
Todos olharam para ele e o fitaram duvidosos. Não precisavam fazer perguntas, Noah sabia as respostas que eles procuravam, e no mesmo instante começou a falar. Falou como vendeu as armaduras, como foi sua conversa com o Rei, omitindo apenas o fato dele ter lhe devolvido o dinheiro, o que fora bastante estranho. Disse como foi levado depois para uma grande e ornamentada sala, onde lhe fizeram todas as perguntas precisas, anotaram tudo o que era preciso neste pergaminho que estava em sua frente e como, em algum tempo depois, deram-no para ele com um ar de inveja nos olhos, assinado pelo Rei, logo abaixo do selo real de Thais.
Ele estava feliz. Todos estavam felizes. Suas suspeitas confirmaram-se, por mais que doesse deixá-los partir, todos concordaram. Os pais de Diana a abraçaram e desejaram-lhe boa sorte, orgulhosos do futuro de sua filha. A família de Noah o abençoou e seus primos conseguiram uma desculpa para voltar a beber dizendo que comemoravam por ele.
____________________
Comentem, por favor.
:rolleyes: :rolleyes: :rolleyes: