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Tópico: O Exército Esmeralda

  1. #11
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Capítulo

    Nossa excelente capítulo, bem descrito e organizado na minha opinião, esses acontecimentos intertemporal da uma sensação de familiaridade com o tibia, mas se semelha ao cotidiano, mas um cotidiano medieval, o que abre muitas portas para a inter ligação do climax do tibia, bom vou aguardar o próximo capítulo.

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  2. #12
    Avatar de Neal Caffrey
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    @CarlosLendario

    Acho difícil, brother. Vou tentar manter uma coisa independente e singular, mas vamos ver o que eu consigo fazer. Obrigado pela presença, novamente.

    @Lacerdinha

    Ah, que atraso o quê, brother! UEHAUHEAUHEA pode vir quando você conseguir, o importante é que compareça a cada capítulo novo para expressar sua opinião.

    Vamos ver o que os três conseguem fazer por Jarrah! =)

    @Sombra de Izan

    Pô, cara, seus comentários são sempre muito difíceis de responder, porque você é muito bom observador. Veja, mesmo que eu não faça qualquer ligação evidente com o jogo, o próprio ambiente e as próprias características da história podem levar a isso, como você mesmo bem frisou.

    No caso, eu sempre tento manter a história com os "pés no chão", de forma a não torná-la como se fosse impossível de acontecer, ou de forma a tentar convencer, de alguma forma, o leitor de que é possível acontecer o que eu estou narrando.

    BTW, espero pelo retorno dos senhores! Os capítulos 3 e 4 estão prontos, assim que tiver tempo para revisá-los, vou postá-los.

    []'s
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  3. #13
    Avatar de Neal Caffrey
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    Galera, vou desde já pedir perdão pelo double post, mas não vi outra forma de alertar o pessoal de que mais um capítulo foi postado.

    Enfim, sinto-me um pouco frustrado, como em minhas outras duas histórias, uma que terminei de forma antecipada pelo estresse e outra que nem cheguei a terminar. Algumas histórias de bom nível são simplesmente negligenciadas por quem as lê.

    Ainda tenho esperanças de receber mais comentários.

    Mais uma vez, perdão pelo double post.

    Aí vai.

    -------------------------
    CAPÍTULO 3 – Empenho na fuga

    Com muita relutância, Jacob conseguiu passar o plano de ação para Lassale e Mary. O problema maior é que o rapaz estava determinado a seguir as recomendações de Jack e, contudo, disso dependia a concordância por parte da família – ela precisava ser escondida, como bem frisaram os amigos.

    Lassale, como gostava muito de agito, aceitou o plano de imediato. Mary, entretanto, sentiu-se muito temerosa e considerou o filho um maluco completo. Sobretudo, argumentou que o pai tinha o emprego na agência de correios há dezessete anos e, por consequência, não poderia largá-lo.

    - Se a Red Sky se estender por todos os cantos, nem mesmo esse emprego do papai vai ser interessante – argumentou Jacob.

    Ao meio dia, Claude chegou em casa, cansado e fatigado. Os olhos traziam olheiras intensas pendendo, roxas, sob o globo, e o corpo parecia tenso, como se não dormisse há dias.

    - Nunca recebemos tantas correspondências – disse, servindo-se do peixe cozido e da salada escassa. – Dreader apareceu e fez com que entregássemos todos os pergaminhos antes do almoço. Ele quer exclusividade na parte da tarde, exige que façamos viagens curtas a povoados vizinhos espalhando as “boas novas” – as aspas eram evidentes no tom de voz.
    - Jacob tem um plano – disse Lassale, alegremente, repetindo o peixe.

    Claude levantou a cabeça, desconfiado, em meio a uma mastigada intensa.

    - E qual é o plano de Jacob? – perguntou, desinteressado.
    - Lassy, você é extremamente volúvel – disse Mary, carrancuda.
    - Jacob acha que será melhor se ele e Jack desertarem da apresentação ao exército e nós nos escondamos na casa de Jack – disse ela, sorrindo.

    Claude engasgou, cuspindo pedaços de peixe pela mesa de mogno.

    - Eu avisei – disse Mary, irritada, limpando a sujeira com um pano puído.
    - Você é doente – vociferou Claude, dando de dedo na cara do filho. – Um completo doente! De onde você tira essas ideias?
    - Pai...
    - Cale-se – disse, irritado, levantando-se da mesa.
    - Mas eu...
    - Não discuta – sugeriu Mary, em voz baixa, quando o pai subiu as escadas pisando duro. – E espero que isso faça você mudar de ideia.
    - Não fará – garantiu Jacob, obstinado. – Se tivermos um bom plano de ação, podemos destituir a Red Sky. Tenho a intenção de protegê-los, se quiserem minha proteção, caso contrário, ficarão sob o jugo do “Imperador”.

    Mary não disse mais nada, batendo as panelas de ferro com força enquanto organizava a louça pós-almoço.

    * * *

    À uma e meia da tarde, entretanto, Claude saiu para trabalhar. Jacob desceu as escadas na sequência, carregando consigo uma trouxa frouxa com algumas roupas e material básico para sobrevivência, trajando uma armadura completa e com sua espada embainhada na cintura. Lassale aplaudiu alegremente, mas Mary não disse nada.

    - Lassy, me acompanhe, por favor – disse ele. – Vou orientá-la para o caso de esses cabeças-dura mudarem de ideia, certo?
    - Tudo bem – disse ela, limpando a boca com um guardanapo e deixando os morangos de lado, levantando-se, alegre.

    O sol brilhava com pouca intensidade do lado de fora, banhando o jardim com uma luz suave e morna. Jacob abriu a portinhola que levava à rua e fechou-a quando a irmão saiu. Deu, entretanto, de frente com quatro soldados da Red Sky que faziam ronda.

    - Onde você vai com essa armadura? – perguntou um deles, desconfiado.
    Jacob sentiu a garganta secar.
    - Estou... vou me apresentar, às três da tarde – disse, de forma pouco convincente.

    Os soldados entreolharam-se.

    - De armadura completa?
    - Não questionem as ordens de Travers, bobalhões – disse Lassale, irritada. – Querem perder a cabeça?

    Eles entreolharam-se mais uma vez.

    - Travers pediu para os Esmeraldas se apresentarem de armadura?
    - Ora, eu farei um alistamento, não farei? – argumentou Jake, mais tranquilo, pegando gancho na deixa da irmã. – Não me façam perder tempo. Preciso estar em forma, vai que nosso Imperador Dreader, o senhor do céu e da Terra, resolve me selecionar.
    - É justo – disse um deles, de aparência mais burra do que a dos demais.
    - É mais do que justo – argumentou Lassale, ainda de cara feia. – Saiam da frente, ele precisa treinar.

    Os dois passaram pela patama em direção à casa de Jack, bendizendo sua escassa sorte. Os soldados conversavam, entretanto, aos cochichos, aparentando muita confusão.

    Jacob e Lassale venceram rapidamente a distância até a residência, sem se atrever a trocar uma única palavra. Jacob bateu à porta e Jack enxotou-os para dentro, sem se certificar de quem era. Também trajava sua armadura, os olhos, no entanto, revelavam tensão.
    - Olá, Lassy – disse, cabreiro. – Suponho que vá verificar as instalações.
    - Sim – disse ela, sorrindo.
    - Como faremos para fugir?
    - Não seja limitado, Jake. Venham.

    Novamente, Jack conduziu-os para os aposentos ao fundo, removendo o criado-mudo e puxando a argola do alçapão. Josh não estava ali.

    - Vocês ficarão aqui – disse Jack, ajudando Lassale a descer. – Tem espaço suficiente para escondê-los por alguns minutos. Há suprimentos naquele armário – ele apontou para um pequeno armário atrás do balcão – caso precisem ficar aqui por mais tempo do que o programado. Não se esqueçam de abastecê-lo.
    - O que os seus pais pensam sobre isso?
    Jack sorriu para ela.
    - São revolucionários. Adoraram a ideia, apesar de me acharem um completo babaca.
    - Somos parecidos, exceto pela parte de adorarem a ideia – disse Jacob, infeliz.

    O amigo gargalhou e dirigiu-se ao fundo da adega, onde uma tapeçaria escondia parte da parede.

    - Olhe só – disse ele, excitado, empurrando a tapeçaria para o lado.
    Uma porta de carvalho materializou-se no escuro. Tinha uma maçaneta de ferro, com uma aldrava com uma fênix de duas cabeças estampada e um “3J” talhado toscamente no centro do semicírculo
    - Triplo Jota – explicou, notando a confusão do amigo. – Nós três, Josh, você e eu.

    Jake assentiu, sinalizando que compreendia.

    - Esta porta contém um túnel, que vai nos levar até a metade das planícies ao leste, próximo à Planície Fantasma. Sairemos no meio de uma rocha, cuja saída foi trabalhada pelo meu pai há dez anos. O túnel é muito consistente, precisaremos apenas de uma tocha para atravessá-lo. Testei-o agora há pouco.
    - Fantástico – saudou Jacob, feliz.
    - E tem mais – disse Jack, soltando a tapeçaria e dirigindo-se a uma das mesas, onde havia uma série de rolos de pergaminho desenrolados. – Fiquei sabendo de coisas interessantes na Planície Fantasma.

    Ele guiou os amigos até a mesa, apontando para um ponto de um mapa toscamente desenhado.

    - Esta caverna – ele bateu com o dedo num ponto marcado com um “X” no mapa – esconde coisas muito interessantes. Talvez enfrentemos criaturas maléficas no caminho, não descarto a possibilidade, mas temos, aqui, equipamentos muito bons para coletarmos.
    - Equipamentos – Jacob franziu o cenho, analisando o mapa.
    - Uma expedição do Rei Tommy, a última antes de sermos tomados, descobriu um baú lacrado com magia negra no coração do calabouço. Foi lacrado por Teronus, o Feiticeiro. Caso consigamos abrí-lo, teremos duas espadas e um cajado formidáveis, conforme reza a lenda.

    Ele apontou para um segundo pergaminho onde havia o desenho, magnífico, de duas espadas de duas lâminas e um cajado trançado com fios do que aparentava ser ouro.

    - Aprendi um pouco de magia na Academia, acho que consigo abrir o baú, Jake – disse excitado. – Sabe o que isso significa? Se tivermos as armas, poderemos enfrentar exércitos. É o que diz a lenda!

    Jake assentiu novamente, sentindo a excitação tomar conta de si, também. Nunca sentira uma reviravolta tão grande de sentimentos – menos de vinte e quatro horas atrás, vira a vida de um amigo ser tirada de forma arbitrária e um exécito maldoso invadir seus territórios. Agora, entretanto, Jack mostrava-lhe o quanto era possível vencer, como era possível destituir a Red Sky e devolver a paz a Jarrah, sem precisar aquiescer às ordens de Dreader e, de quebra, armando uma revolução.

    - Era tudo que eu precisava – comentou, sorrindo.
    - Pegue o que puder.
    - Sem nada devolver*.

    * * *

    Se nada mais era surpreendente, Jacob chegou à conclusão de que as circunstâncias eram, no mínimo, estranhas.

    Quando devolveu Lassale em casa, às duas e quinze da tarde, o pai e a mãe aguardavam no hall maltrapilho com suas malas feitas.

    - O que deu em você? – perguntou Jake, fascinado, apontando para as malas.
    - Digamos que é uma questão de melhor escolha – disse Claude, aparentando muita tensão. – Dreader decretou nossa decapitação. Minha, de Mary, de Lassale, sua, de Jack e dos pais dele.

    Jacob sentiu como se uma pedra de gelo estivesse descendo pelo seu estômago e alojando-se no intestino. O frio interior que sentiu nada tinha a ver com a brisa fresca que sacudi os caixilhos das janelas.

    - Vamos sair daqui – decretou, estourando a porta com um chute preciso. – Agora!

    Os pais não titubearam e seguiram-no, chegando à casa de Jack na sequência. Os soldados, à distância, cercaram a casa de Jacob, gritando e bradando cantos de guerra. Maldição!, pensou, olhando, acuado, pela janela. Temos um desgraçado de um espião! Preciso avisar a Jack que não temos mais tanta segurança assim!

    *Máxima do Capitão Jack Sparrow, da saga Piratas do Caribe. Optei por incluir uma fala dele por considerar o Johnny Depp o profissional mais fantástico da história de Hollywood. Pode ser que tenhamos mais frases similares na sequência.
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  4. #14
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    Capitulo muito interessante. Cara, vc escreve muito bem, parabens!

    A historia tem um ótimo enredo, e boas descrições que deixam o leitor confortavel. Realmente é muito bom ler sua historia e como vc disse que já tinha vindo aqui na seção, então agora vc voltou com tudo!

    Parabens velho, esperando proximo cap.






    ah, e vc também pode ler minha historia, o link dela está na minha assinatura. É para o melhor movimento da seção.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ YouTube ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉

  5. #15
    Avatar de Sombra de Izan
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    Mas que cajazeiro de espião, poxa sempre tem um infeliz infiltrado para atrapalhar os planos do pessoal, mas ficou mais interessante assim, to acompanhando viu.




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  6. #16

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    Bom, eu só li o primeiro capítulo, mas a história tem muito potencial, é extensa eu gosto desse tipo de história, além de que, me deixou um tanto que curioso em respeito ao desenrolar da história
    No tibia há 3 tipos de pessoas: doidas, normais e o Don, uma mistura de doido com mais doido ainda. Leia e divirta-se: Don o doido

  7. #17
    Avatar de Neal Caffrey
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    Obrigado a todos que teceram seus muito válidos comentários até agora. Só continuo escrevendo por causa da presença de vocês.

    Vamos para o próximo capítulo?


    CAPÍTULO 4 – A efetividade do plano

    Jack colocou os amigos para dentro, fechando a porta e lacrando-a com uma barra de madeira, na posição horizontal. Tenso, encarou os pais, que estavam sentados à mesa, sem saber o que fazer. Os pais dos dois garotos cumprimentaram-se rapidamente e todos foram para a parte de trás da casa, onde Josh já os aguardava, de armadura completa e espada embainhada, mas sem capacete.

    - Rápido, todos para dentro – disse, arrastando o criado-mudo.
    - Como vai sair daqui?
    - Ora, Jake, não se preocupe com isso. Vamos, todos para dentro, ainda tenho que fugir deste lugar para não parecer suspeito.

    Um a um, os pais de Jacob e Jack começaram a escorregar para dentro do calabouço, e, quando Josh encaixou o criado-mudo novamente sobre o alçapão, sobre o qual, agora, havia um grosso tapete que forrava todo o chão da sala, mais assemelhado a um carpete, como se fosse fixo ao chão, os soldados de Dreader estouraram a porta.

    - Todos quietos – gritou Travers, contrafeito, o rosto contorcido de fúria. – Doze homens lá para cima, agora! Vocês quatro, me acompanhem!

    A balbúrdia e a correria começaram dentro da casa. Travers enfiou a espada na porta que levava ao cômodo traseiro da residência, espatifando suas dobradiças. De olho em todos os cantos da casa, ordenou que a cortina fosse rasgada e arrancada dos trilhos, que o criado mudo fosse destruído e que o alçapão do forro de madeira fosse aberto.

    - Mas que cheiro de rum – observou o comandante, dilatando as narinas.

    Com a ajuda dos comparsas, um dos soldados alçou-se para cima, mas o forro era composto por apenas dois metros quadrados – insuficiente para esconder qualquer coisa que seja.

    - Mas que droga! Algum sucesso aí em cima?
    - Nada – respondeu, distante, a voz curiosa de um dos soldados. – Mas talvez queira ver isto aqui, comandante.

    Travers praguejou, embainhou a espada e subiu ruidosamente os degraus. O segundo andar era composto por apenas dois cômodos e, aparentemente, nada havia sido levado – nem roupas, nem roupas de cama, travesseiros, cobertas; tudo estava intacto, tudo no mesmo lugar.

    - Não é possível que os desgraçados achem que podem continuar morando aqui – observou ele, incrédulo. – O que você achou, Johannes?
    - Olhe – ele lhe passou um pedaço de pergaminho.
    - Onde está o idiota que sabe ler, pelos deuses? Ei, você, cujo nome eu não sei! Leia isto!

    Ele sacudiu o papiro na cara do soldado que, assustado, como se nunca tivesse recebido uma ordem direta do comandante, o recebeu.

    - Leia o que diz, ande logo!
    - Diz... “Prezado Jeq”... digo... “Prezado Jack” – ele disse, a voz anasalada, o nariz um pouco trancado. Tinha renite alérgica, e o pó da destruição o fazia mal. – “Creio que... precisemos... tomar cudedo”... digo... “tomar cuidado... com a figura de Josh. Ele não compartilhou conosco o plano de fugir, disse que não podíamos trair a Resh Kyre”... digo... “Red Sky.” Mas que letra horrorosa!
    - Leia o restante e pare de reclamar!
    - Sim, senhor, comandante – o soldado voltou a prestar atenção nas letras garranchosas escritas em preto no pergaminho. – “Temos que sair logo daqui. Eu espero uma visita do sacana do Dreader junto com o fedorento do Travers”... desculpe, comandante, é o que diz aqui.

    Travers fechou a cara, irritado, ordenando-o para que prosseguisse, com um gesto com as mãos.

    - “... a qualquer momento. O traidor ouviu nossos planos e vai nos delatar. Há um problema grave, ele tem muitas informações sobre nós! Temo que queira, inclusive, usar sua casa como abrigo. Se isso acontecer, perderemos o esconderijo secreto dos nossos planos, no forro do seu quarto. Não podemos deixar com que isso aconteça. Atenciosamente, Jacob.”

    O comandante pensou um pouco e tomou o pergaminho das mãos do soldado, enrolando-o e o embolsando, na sequência.

    - Senhores, montem guarita nesta casa, até o cerimonial terminar. Josh é o garoto negro, cujas boas atribuições foram recomendadas por aquele patife do Louis, ex-comandante do exército desta cidade, estou certo?
    - Certo, comandante – respondeu o tenente.
    - Excelente. Ele tem boas informações, mostrou-se leal a nós. Assim que o cerimonial terminar, faremos exatamente o que o imbecil temia: barricaremos sua família nesta residência. Quando tudo acabar, vamos estourar o forro do quarto do delinquente.

    Os soldados iniciaram a movimentação, descendo as escadas e armando-se nas entradas e janelas, do lado de fora. Indignado com a audácia de seus desafiantes, Travers ordenou para que metade dos soldados também revistasse a casa de Jacob, de forma que tivessem o maior número de informações possíveis.

    - Senhor – questionou um dos soldados, dirigindo-se a Travers.
    - O que você quer? – respondeu, com maus modos.
    - Mil perdões, é só que... não estamos dando muita importância para dois meros soldados?

    Travers aproximou-se de seu comandado, os olhos injetados de ódio, as narinas dilatadas, o cheiro mais podre do que nunca. Fitou o soldado bem nos olhos, de forma a apresentá-lo a morte em pessoa.

    - Senhor Gracie – disse, controlando-se da melhor forma que conseguiu. – Temos dois agravantes nesta situação, meu caro. Primeiro: deixamos claro que os desertores seriam decapitados e os perdemos, agora. Significa que fugiram das mãos da Red Sky, e ninguém foge das mãos da Red Sky. Em segundo lugar, meu caro... não perdemos dois combatentes... perdemos os combatentes. Eram os melhores do exército Esmeralda, amigo.

    O soldado fez que sim com a cabeça, sem questionar mais nada.

    - Não ousem deixar seus postos – disse Travers, por cima do ombro, enquanto atravessava o jardim. – O preço será a vida de cada um.

    * * *

    No alçapão, as famílias de Jacob e Jack escutavam, apenas isso. Ninguém ousava fazer qualquer ruído que seja. Se eles ouviram toda aquela balbúrdia do lado de fora, certamente quem estivesse do lado de fora seria capaz de ouvir o que diziam ali.

    Os archotes estavam acesos; as tochas, por consequência, lançavam uma luz bruxuleante e deprimente pelo aposento. Claude e Mary, pais de Jacob, e Yuri e Rosa, os de Jack, estavam sentados a uma das mesas, os corações aos saltos.

    - Vocês são completamente loucos – sussurrou Lassale, a mão sobre o peito, sorrindo de forma animada. – Completamente loucos.

    Jacob sorriu, os olhos expressando determinação.

    - Precisamos ir – sussurrou Jack. – Esperem aqui. O pergaminho foi um chamariz, logo vão barricar a família de Josh e eles virão buscá-los. Não façam barulho. Não revelem nada, nem sob tortura, certo? Em breve vamos voltar, e vamos tirar Dreader daqui.
    - Por que não podemos ir? – sussurrou Rosa, alarmada, uma mulher alta, de rosto pontudo e cabelos amarelos como palha, cacheados. – É muito perigoso!
    - Não teríamos onde deixá-los, mamãe. A vida que escolhemos para nós não é a mesma que gostaríamos de impor a vocês. Se Travers nos achar, seremos assassinados. Vocês ainda poderão ter uma chance. A Red Sky recebeu, já, a informação de que somos muito bons. Não vão nos deixar em paz, e Dreader vai nos caçar até no inferno.
    - Tenham cuidado – sussurrou Mary, abraçando o filho coletivamente com Lassale e Claude. – Pelo amor de Zeus.

    Jacob assentiu. Jack despediu-se da família e os dois afastaram a tapeçaria, giraram, sem som, a maçaneta da porta de ferro e, de posse de uma tocha com duração de, aproximadamente, uma hora, fecharam a porta atrás de si.

    - Agora, sim – disse Jack, em voz normal. – Estamos entregues ao destino.

    Jacob olhou para o amigo e sorriu. Sua cabeça trabalhava a mil. Uma rebelião. Era tudo que ele precisava.

    - Vamos – orientou Jack, e os dois puseram-se a caminhar.

    * * *

    Dreader andava de um lado para o outro, no quarto do Imperador. Agora, tudo havia sido remodelado. Em vez do verde-vivo habitual, com poltronas de chintz em branco e verde-esmeralda, o quarto havia sido reconstruído em preto e vermelho, sendo as estampas formadas por uma naja de duas cabeças – o símbolo oficial da Red Sky.

    Os acontecimentos da última hora, entretanto, haviam deixado o Imperador maximamente curioso. Seu instinto lhe dizia que havia algo mais do que apenas a fuga dos homens que deveriam se apresentar ao seu exército; segundo seu informante, os rebeldes buscavam alguma coisa mais, algo mais capcioso, algo mais audacioso. Algo que ele próprio vinha buscando há decadas.

    O Cajado de Ártemis, a Espada de Ares e a Adaga de Atena. Os três equipamentos haviam sido construídos por Hefesto, há muitos anos, na ilha vulcânica da forja olímpica. Embora, agora, Dreader soubesse que os deuses se haviam silenciado, desde que Roma tomara a Grécia, e que não interviriam em qualquer confronto que fosse, a busca dos viajantes pelos equipamentos o deixava apreensivo.

    Infelizmente, seu informante era algo capaz em negociações. Talvez, Dreader pudesse se livrar dele depois da crise terminar. Entretanto, até lá, suas informações eram muito precisas e ele precisava delas, por consequência, precisava dele.

    Três batidas ressoaram na porta. Usando seu habitual manto negro, Dreader virou-se, os cabelos sedosos prateados pouco se movendo.

    - Entre – ordenou.

    Dois soldados, seguidos por Travers, entraram na sala, junto do estranho encapuzado. Dreader sentiu sua excitação aumentar; talvez houvesse maiores informações.

    - Por que este desgraçado não conversa comigo? – ralhou Travers, inconformado.
    - Cale-se, Travers – ordenou Dreader, ao que seu comandante retraiu-se, rancoroso. – Saiam, todos. Exceto você.

    Ele apontou um dedo branco e esquelético para o estranho. Os soldados e um Travers bastante contrariado deixaram a sala, fechando a porta atrás de si e deixando o estranho a sós com Dreader.

    - Vai revelar sua identidade?
    - No momento certo – respondeu o visitante, e Dreader sentiu o sorriso em sua voz. – Tenho maiores informações para você.
    - Conseguiu descobrir onde estão os armamentos?
    - Evidentemente. Já soube de tudo. Tenho acesso irrestrito a informações.
    - E onde estão?

    Ele sorriu.

    - Não seja precipitado, Imperador. Tenho uma sugestão para você, e tenho intenção de que a acate.

    Dreader pensou, irritado. É um negociador nato.
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  8. #18
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    Ler sua história é de encher os olhos - não sei expressar direito -, cara! É boa por demais!

    Me lembra muito As Crônicas de Gelo e Fogo. O modo que você escreve, as expressões que você descreve, me fazem relembrar, e muito, essa obra.

    Por favor, não demore mais 10 dias pra postar o próximo capítulo, rs!

    Abraços!

  9. #19
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    Padrão Excelente capítulo

    Poxa mais um ótimo capítulo, esses negociadores me lembram uma princesa de um livro que tenho em comum leitura com o Darksael, é bem interessante e deixa os pontos certos amarradinhos, to gostando do que leio viu.

  10. #20
    Avatar de Neal Caffrey
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    Padrão Capítulo 5 - O Leviatã

    Obrigado a quem ainda está acompanhando. Reconheço que é um pouco difícil, a história pode estar se desenrolando de um jeito meio estranho, mas começa a ficar boa agora.

    Espero que continuem. Ela já está quase toda concluída, mas tenho a mania de ficar revisando e revisando e revisando capítulos, mas, vá lá. Espero que apreciem a figura do demônio neste capítulo.

    Espero por mais leitores. Neste momento, escrevo mais por prazer porque, se fosse por público, já teria desistido.

    CAPÍTULO 5 – O Leviatã


    Jack e Jacob caminharam por bons trinta minutos, sem se arriscar a trocar nenhuma palavra, nem mesmo olhar para trás. O instinto de Jacob estava aguçado. Ele temia que, a qualquer momento, seus familiares fossem descobertos na adega e, sobretudo, que Josh falhasse em sua missão de protegê-los ou de proteger a si próprio.

    Pelo menos, pelo que conseguiram ouvir no calabouço, Travers havia sido burro o suficiente para acatar o falso temor que Jacob imprimira em sua falsa carta. Josh e a família iriam se instalar na casa de Jack, e Dreader confiaria no garoto, visto que Jacob havia deixado claro, de forma criativa, que ele era um traidor. Agora, o amigo ia fornecer uma porção de falsas dicas, de forma a deixar o Imperador longe o bastante da dupla para que eles pudessem trabalhar e retornar na sequência para derrotar o exército invasor.
    O trecho de passagem do túnel começou a se inclinar para cima, e Jake ficou assombrado ao ver o tamanho dos detalhes que foram empregados por Yuri na construção. Havia degraus, uma escadaria, muito bem moldada, que levava para cima.

    - Pronto, amigo? – perguntou Jack. Sua voz saiu arranhada e rascante, consequência do longo tempo sem uso.
    - Onde vamos sair?
    - Mais ou menos a quatro quilômetros de Jarrah. Não há a menor chance de sermos descobertos na fissura da rocha, mas é importante que sejamos cautelosos, certo?

    Jacob assentiu.

    Chegaram, então, ao fim do túnel. O topo era pontuado por um alçapão de pedra, com argola interna e uma barra de ferro presa à rocha, de forma a ser possível exercer pressão de dentro para fora. Jacob ficou fascinado.

    - Pode me ajudar?

    Jack e ele imprimiram força no alçapão, removendo-o gradualmente para fora. A luz do sol invadiu a entrada do túnel, revelando vários ratos grandes que corriam nos dois sentidos. Mais uma pressãozinha e bum!; o tampo de pedra despencou para o outro lado, fornecendo possibilidade de saída.

    Jacob e Jack alçaram-se para fora e saíram numa antecâmara natural de pedra muito apertada, espaço insuficiente para dois homens da envergadura deles, ainda mais trajando armaduras. Com dificuldade, repuseram o tampo de volta no lugar e Jack saiu pela fissura apertada na rocha, puxando o amigo consigo depois de averiguar as condições.

    A oeste, a cidade de Jarrah, com suas torres em cada entrada, cujo castelo arranhava o céu, avultava-se. Jacob olhou para a cidade com carinho, desejando que não fosse necessário imprimir uma missão daquelas naquele momento da história.

    - A Planície Fantasma fica bem ao leste – informou Jack, apontando para uma rama intensa de trepadeiras naturais que erguiam-se sobre as montanhas a leste. – Precisaremos caminhar com cautela. Existem abrigos pontuados em alguns locais da montanha, mas existem, também, povos que habitam as planícies e os planaltos. Provavelmente teremos problemas, então é importante que tentemos estabelecer laços de coleguismo com os moradores destes lados. São muito hostis, alguns deles, mas muitos outros são hospitaleiros. Meu pai conhece uma parte deles.
    - Qual nosso plano de ação?
    - É importante que sejamos respeitosos. Uma vez na Planície Fantasma, vamos cumprir nosso objetivo, doa a quem doer, independente das consequências. Sobretudo, devemos ser assertivos com o pessoal que mora para estes lados. Suas lendas são muito inviáveis, se quer saber.

    Jacob assentiu. Com vigor, puseram-se a caminhar, observando o pôr do sol na linha do horizonte sobre o mar. Um pesar tomou conta de Jake.

    Será que ele veria a família outra vez?

    * * *

    Travers e Dreader estavam absolutamente calados. O exército inteiro estava aguardando por ordens à sua frente, com suas couraças de aço e suas espadas afiadas de duas lâminas, em tons de vermelho e preto. Os integrantes do exército Esmeralda já haviam se apresentado e todos haviam sido absorvidos, à exceção daqueles dois, cujas técnicas seriam muito apreciadas pelo Imperador.

    Dreader mordeu levemente os lábios finos e de aspecto frágil, as mãos entrelaçadas por baixo do manto que lhe cobria totalmente os braços. Travers, por sua vez, fitava o exército, calado, o rosto inexpressivo.

    - Os senhores foram divididos em vinte tropas independentes – disse Dreader, e sua voz cortou o ar sem esforço, um silvo breve, suave, mas rascante, como o hálito da morte. – Cada um dos senhores terá três superiores imediatos. Sugiro que sigam suas ordens. A pena é a perda da cabeça.
    - Sim, Imperador – gritaram os homens, em uníssono.
    - Dispensados.

    A balbúrdia começou. De forma ordenada, os homens seguiram as ordens de seus superiores, marchando, em sincronia, para fora do aposento gigantesco do quartel general, no castelo.

    Dreader fez um sinal para Travers e o comandante o seguiu. Os dois passaram por uma porta aos fundos, do lado direito, e iniciaram a descida por incontáveis e intermináveis degraus. O ar se tornava mais rarefeito e escasso conforme desciam, e nuvens finas de fumaça se formavam com suas respirações.

    Outro homem os seguia, bem de perto. Travers estava extremamente insatisfeito com a sua presença, como se o Imperador confiasse mais nele do que em si. Era um guerreiro por excelência, excelente combatente, muito bom na arte de manejar a espada.

    E, enfim, havia mostrado seu rosto.

    Dreader havia sorrido, enfim. Sabia que podia confiar em suas informações. Era um homem de sua confiança.

    - O que faremos, senhor? – perguntou Travers, curioso.
    - É hora de despertar... o Leviatã.

    Travers aparentou confusão mas, na sequência, sorriu maldosamente.

    - É o fim dos desgraçados.

    Dreader deu-lhe um meio sorriso, concordando.

    Ao fim da escadaria, chegaram numa porta simples, de madeira, mas sem maçaneta. Dreader ergueu seu braço direito e a porta se dissolveu. Ele orientou Travers a pegar uma das tochas nos archotes nas paredes e, juntos, os três entraram.

    O aposento aparentava ser circular – era impossível dizer, dada a sua escuridão. As paredes eram invisíveis, mas o chão era de linóleo – um quadriculado suave de preto e branco, pontuado por algumas manchas de algo escuro que aparentava ser sangue.

    - Rangel – disse Dreader, de forma suave.

    Um uivo escarnecedor, excitado, ávido por sangue, respondeu das profundezas da escuridão.

    Dreader sorriu, mas sentiu a tensão de Travers e do terceiro homem, os quais certamente sentiram-se assustados.

    Um ranger de dentes rasgou a escuridão e Dreader sabia que a criatura estava se aproximando.

    - Tenho um trabalho para você, meu querido – disse o Imperador, satisfeito com a proatividade de seu comandado. – E sugiro que não falhe.
    - Não falharei – respondeu uma voz rascante, monstruosa, em meio a um sonoro borbulhar de baba.

    A criatura, enfim, apareceu, dentro do campo de iluminação da tocha. Travers se retesou e, por segurança, o terceiro homem retornou à segurança da proximidade da porta, sentindo-se muito tenso.

    Dreader meramente sorriu.

    - Planície Fantasma – disse, de forma solene. – Dois combatentes que atendem pelo nome de Jacob e Jack. Desertores, devo dizer.
    - O que devo fazer? – respondeu a criatura, os olhos vermelhos brilhando.
    - Estão atrás de alguns itens – disse o Imperador, os olhos negros brilhando. – Siga-os. Mate quem falar com eles no caminho. Não falhe. Assim que eles estiverem de posse dos equipamentos, e, veja bem, eles não podem os estar utilizando, mate os dois e traga os equipamentos para mim. Inteiros. Intactos. Você entendeu, Rangel?

    A criatura fungou, espalhando um fedor inacreditável pelo domo. Travers recuou um passo, temeroso, mas Dreader sequer piscou; compreendeu a manifestação de seu comandado como um aceite às ordens.

    - Não falhe – frisou Dreader, mais uma vez.
    - Quando sairei? – respondeu, exibindo seus dentes pontiagudos de mais de dez centímetros.
    - Agora. Não seja visto pelos cidadãos.

    A criatura passou por Dreader, dirigindo-lhe uma reverência, e sorriu de forma maldosa para Travers e para seu visitante. Tinha mais de três metros de altura, e era muito musculoso. Seu focinho comprido conservava marcas de batalha.

    À porta, olhou para trás.

    - Qual a importância dos equipamentos? Apenas para saber como devo tratá-los.
    - É essencial. Traga-os inteiros. Obtenha êxito e será recompensado com o que quiser.

    A criatura fungou mais uma vez e saltou para fora, tremendo os alicerces do castelo.

    - Meu senhor do Olimpo – ofegou o terceiro homem, ajoelhando-se, a mão no peito, ofegando.

    Dreader sorriu para ele.

    - Não há mérito no lado perdedor.
    - Certamente não há – disse Travers, os olhos fixos no ponto mais alto que conseguia enxergar da escada.

    Ele sabia que Jacob e Jack não tinham a menor chance.

    * * *

    Algum tempo depois, do lado de fora, Josh montava guarda na torre leste, conforme havia sido ordenado. E não acreditava no que via.

    Uma criatura monstruosa dirigia-se, a passos largos, mas lentos, para as Planícies Fantasma. O rapaz sentiu um gelo intenso em suas entranhas, algo que nunca havia sentido na vida.

    Dreader mandou o Leviatã para buscar Jacob e Jack! Pelo amor do Olimpo, preciso avisá-los!

    - Banheiro – disse, brevemente, para o outro soldado que estava de observação junto dele. Sonolento, ele assentiu, fechando os olhos novamente.

    Josh desceu rapidamente, enfiou-se no banheiro da guarita e retirou um pergaminho de dentro da armadura, junto de uma pena e um tinteiro, tremendo e suando profusamente.

    Jacob, Jack, por favor, tenham cuidado. Sugiro que se escondam. Dreader enviou o Leviatã, o monstro que dizimou nosso exército inteiro e usou para dominar Jarrah!

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