-- O soldado caído
Rodeados por uma névoa sombria, estávamos aflitos por não ouvir e muito menos ver, algo vivo.
Azingaros estava muito nervoso, dava de perceber pela aura vermelha que estava ficando cada vez mais quente ao redor dele;
Malditos mágicos e seus poderes ocultos.
Senti minha espinha esfriar e apertar de extremidade a extremidade com o grito seco e desesperado vindo do leste.
Eu, Azingaros e Prizinha tratamos de ir averiguar oque poderia ter acontecido, enquanto Frost e os outros aguardavam no local o nosso retorno.
Era uma boa equipe, Druid, Sorcerer e um Knight.
Sempre pertos um do outro nossa guarda estava sempre fechada, mesmo que não ainda tivéssemos tido nenhum contato físico, o terreno era muito hostil.
Ouvi passos de alguém correndo por uma viela daquela rua, passos pesados numa rua cujo chão não era viável para tal corrida; Um solo muito acidentado com restos de barracas queimadas e ossos por todos os lados.
Preferia não ter feito oque fiz, avancei assim mesmo, mesmo com tudo me dizendo para não ir;
O solo desabou;
Os 3 caíram;
Estava muito escuro e eu não conseguia mexer meus braços, sussurrei na esperança que Azingaros ou Prizinha pudessem me ouvir, o escuro se passou quando outro sussurro, agora em latim foi feito.
“Utevo.... Utevo Lux”
A área de iluminou e pude ver que Azingaros estava bem, estávamos presos no meio dos escombros que havia caído junto de nós, daquela maldita rua.
Aos poucos, consegui me livrar daquele monte de ossos e pedras que insistiam em me furar e me sufocar.
Azingaros parecia bem, debilitado e sangrando, mas sua expressão facial não era de dor, e sim de angustia.
Juntos começamos a procurar por nossa Druid. A grande dificuldade era procurar por alguém fazendo o mínimo de barulho possível, com perfurações pelo corpo, e, no escuro.
Vasculhando em meio à pedras escuras e pontudas, tropeço em algo que me faz cair no chão devido a minha instabilidade por ferimentos na perna.
Aviso Azingaros para tomar cuidado com o caminho; Ao direcionar a luz para o chão, vemos entre os escombros o braço de Prizinha estendido para fora das pedras pesadas e sólidas, uma poça de sangue seguia com a direção feita com o braço.
Era tarde demais.







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