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Tópico: O mago e o andarilho

Visão do Encadeamento

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  1. #12
    Avatar de Gabriellk~
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    @ Emanoel:

    Obrigado por comentar e por estar gostando da história.
    Agora, sobre a transição do capítulo um para o dois. Você não é o primeiro que diz ter a impressão de estar lendo histórias diferentes. Agora percebo que foi um erro mudar o ambiente de modo tão brutal =/. Sobre os personagens, no que devo melhorar? Você diz que devo trabalhar melhor suas personalidades? Se for isso, vou tentar melhorar nos próximos capítulos.
    E por último, o mundo em que se passa a história. Realmente, lembrei de Final Fantasy (por sinal uma série que gosto muito) ao criá-lo. Sua história já li a algum tempo, mas não posso comentar lá mais.





    Resolvi postar aqui o terceiro capítulo, pra não dar double post. Ai vai:


    Capítulo três - Jyvia



    Chad recobrou a consciência, e um cheiro de madeira úmida imediatamente tomou conta de suas narinas. Logo em seguida abriu os olhos, mas distinguia apenas sombras indistintas, pois estava num local muito mal iluminado. Ele estava sentado, com as costas apoiadas em uma parede. Suas pernas estavam esticadas, e seus pés descalços roçavam na parede paralela à que se encostava, o que o fez perceber que estava num aposento bem estreito. Então, sentiu que suas mãos estavam presas umas as outras por uma corrente. Seus olhos foram se acostumando com a escuridão, e ele pode ver que estava numa espécie de corredor muito comprido e estreito, e que havia vultos escuros por toda sua extensão, mas esses ele não pode distinguir o que era. Suas mãos, além de presas umas às outras, estavam presas á parede por uma grossa corrente enferrujada. O local balançava, lhe dando uma sensação de enjôo.
    - Que diabo de lugar é esse? – Exclamou ele, enquanto olhava para os lados e tentava soltar as mãos, aflito.
    Então, parou e tentou se acalmar, e analisou sua situação melhor. Pelo balanço enjoativo do lugar, ele supôs que estivesse em um navio. Mas como era possível? Nem Tsahua nem Cátir ficavam perto de mar nenhum. Pelo que ele sabia, a costa leste era a mais próxima, e ficava a pelo menos duas semanas de distância, a cavalo. Franziu a testa, enquanto pensava. Não poderia ter desmaiado por tanto tempo. Ou seus captores haviam viajado incrívelmente rápido, ou ele não estava em navio nenhum.

    E por que ele havia sido capturado? Então lembrou-se da morte de Cryus Anvet, e pensou que o novo governador – se já havia um – poderia não ser tão indulgente com criminosos. Mas mesmo assim esse não poderia ser o caso. Chad sempre teve cuidado para nunca molestar os cidadãos comuns, de modo que nunca fora acusado de ladrão por eles. E havia também o fato de que ele vira o viajante, Umeth, ser abatido também.

    Nesse momento, ouviu um ruído metálico vindo de um canto, parecido com o que suas correntes faziam. Então, várias portas se abriram ao longo do corredor, inundando o aposento com uma luz lúgubre e amarelada. Os olhos dele doeram por um momento, acostumados com a escuridão. Ele viu, com um sobressalto, que as sombras que não conseguia distinguir anteriormente eram pessoas, dispostas da mesma maneira que ele pelo corredor. A maioria estava inconsciente. Vivas ou mortas, era impossível dizer. Um sujeito com cabelos castanhos e sujos acabara de acordar à esquerda dele, e passava as mãos imundas e cheias de calos pelo rosto, deixando a vista suas unhas enormes e pretas de sujeira. Sua aparência era lastimável. Era esquelético, e parecia que passara muito tempo naquele lugar deprimente.

    Pelas portas recém abertas, entraram homens com aparência de soldados. Vestiam armaduras completas, e espadas pendiam do lado do corpo de todos eles. Eles carregavam pesadas bandejas de ferro, que continham pratos com água e pão. Foram pelo corredor, movendo-se com dificuldade e distribuindo as bandejas para os presos no chão, e acordando os que ainda dormiam. Uma mulher de rosto seco disse a um canto, num tom de nojo, quando recebeu seu prato:
    - O que é isso? Nunca alguém como eu comeria esse tipo de coisa. – E empurrou o prato para um canto.
    O preso ao lado direito dela riu debochadamente e pegou o prato para si. O soldado que havia entregado o prato disse num tom duro:
    - Não vai comer? Só haverá comida novamente quando chegarmos à Fernonia. Vocês pagam agora pelos seus crimes, não vão receber comida de primeira aqui.
    Quando Chad recebeu seu prato, apressou-se a perguntar zangado ao soldado:
    - Ei, que porcaria de lugar é este? Onde raios é Fernonia? E o que estou fazendo aqui? Sou inocente! – Mas o soldado nada respondeu, apenas continuou distribuindo pratos.
    Ele gritou xingando o soldado e chamando-o de volta. Este se virou, zangando-se:
    - Cale-se, insolente! Sou um simples soldado, não o dono do mundo! Se você não sabe porque está aqui, por que eu haveria de saber?
    Chad ia replicar, mas o sujeito de cabelos castanhos e sujos ao seu lado disse num tom de voz baixo e arrastado:
    - Deixe-o, ele não poderá lhe responder. Apenas coma sua comida, você deve estar faminto.
    Chad percebeu que realmente estava faminto, como se sua fome tivesse sido causada pelas palavras do outro preso. Esquecendo-se do soldado, pegou seu prato e devorou seu pedaço de pão duro em poucas mordidas, e depois esvaziou o copo de água em três goles. Achou a refeição tão insuficiente que parecia sentir mais fome agora do que antes de comer.
    - Esses idiotas, não tem a mínima consideração. Nos jogam aqui como se fôssemos mortos-vivos, que se comprazem com a escuridão e umidade. – Chiou de repente o sujeito de cabelos castanhos sujos.
    - Hum, e quem é você? E que lugar é esse? – Perguntou Chad ao homem, depois que parou de olhar triste para seu prato vazio.
    - Ninguém importante. – Respondeu ele, rindo sonsamente – E estamos no navio, indo para Fernonia, não é?
    Então é um navio, pensou Chad. Mas como? Nada fazia sentido. Não perguntou mais nada sobre isso ao outro preso, ele não deveria saber muito mais do que já havia dito, e não parecia ser muito são da cabeça. Nesse instante, os guardas terminaram de entregar os pratos, e saíram do lugar, que mergulhou novamente na escuridão.
    - E por que você está aqui? – Perguntou Chad num tom de voz desinteressado.
    - Ah, bem, é uma história estranha. – Respondeu o outro, e sua expressão ficou séria de repente. – Já estou aqui há semanas, sabe. Eu era um grande amigo do ex-governante da cidade de Fhrotíad. Um dia, fui visitá-lo em sua casa, mas me deparei com uma cena lastimável. A porta da frente estava destrancada, e todos os seus guardas pessoais estavam mortos. Encontrei-o suspenso alguns centímetros no ar por um gancho enfiado no crânio. Nada bonito. Fiquei paralisado, não sabia o que fazer. Por azar, um de seus servos ainda vivia, e me encontrou na cena do crime. Então ele berrou e saiu correndo. Tentei fugir enquanto podia, mas já era tarde. Quando ía saindo da casa, fui cercado por um bom número de soldados, que acharam que eu era o assassino. Então fui detido e mandado a este navio, que tem navegado incessantemente durante vários dias, para o norte. Bem, resumindo, foi isso.

    Chad não disse nada, surpreso. Se o que o homem dizia era verdade, então o governador de Fhrotíad fora morto do mesmo modo que Cryus Anvet e a família. Então ponderou que ele devia estar falando a verdade, ou parte dela, ou não teria inventado um assassinato idêntico ao que ocorrera em Tsahua. O que significava tudo aquilo?

    Então as portas tornaram-se a se abrir, e novamente soldados entraram, mas dessa vez não carregavam bandejas de ferro. Eles iam dizendo a todos os presos pelo corredor:
    - Estamos chegando a Fernonia. Vocês agora serão soltos e escoltados para um outro compartimento, para o desembarque. Não tentem fazer nada, ou morrerão aqui mesmo.
    Os guardas começaram a libertar os presos por todo o corredor, enfiando chaves nos estranhos cadeados que prendiam as correntes de suas mãos à parede. Obviamente não soltaram as mãos dos presos. Então mandaram todos se levantarem e fazerem uma fila. Todos obedeceram, e eles saíram por uma das portas, ladeados pelos guardas. Achavam-se agora num aposento amplo e de teto alto, bem diferente do anterior. Não era umido nem escuro, mas estava frio. Archotes presos a suportes iluminavam toda a sua extensão com sua luz amarelada e tremulante. Havia diversas portas do lado oposto, de onde saia um grupo idêntico ao deles. Uma suntuosa escadaria branca no canto esquerdo levava a um andar superior.

    Os dois grupos se juntaram e começaram a se mover em direção a uma enorme porta levadiça, no canto direito do salão. Enquanto andavam, Chad lançava olhares para os outros para ver se reconhecia o viajante, cujo nome agora lhe escapava. Não o encontrou ali.

    Havia soldados guardando a porta. Estes eram diferentes, ostentavam lanças de cabo negro que seguravam ao lado do corpo. Grandes escudos retangulares, incrustados com uma enorme opala brilhante iam presos à outra mão. Um dos guardas dos presos adiantou-se para falar algo aos guardiões da porta. Estes acenaram positivamente com a cabeça, e, logo em seguida, começaram a baixar a porta levadiça. Um vento mortalmente frio perpassou o aposento quando a pesada porta foi baixada totalmente. Todos os presos tremeram de frio, pois só usavam trapos velhos como roupas. Puderam ver que o navio onde estavam havia ancorado, e a porta foi baixada na água rasa do mar logo depois da costa. Era noite, algo impossível de se saber dentro do navio. Podiam ouvir o barulho das ondas quebrando contra o litoral.

    Novamente, os soldados os conduziram e eles seguiram em frente, descendo pela porta até a água fria. Chad arregalou os olhos, surpreso, e assim fizeram várias outras pessoas. O navio estava ancorado não num porto, mas num lugar que parecia ser o início de uma cidade. Havia uma larga rua de pedra, que começava logo ali na areia e ia até uma construção colossal, com aparência de fortaleza, no lado oposto da cidade, que obscurecia a lua e seu brilho. Suas torres de pedra pontiagudas se projetavam assustadoramente, a muitos metros do chão. As construções da cidade estavam enegrecidas pela noite, e em algumas ainda havia luz saindo por alguma janela, indicando que seus moradores estavam acordados.
    -Aquela é Jyvia, - Disse um dos soldados aos presos, apontando o indicador para a fortaleza – a Prisão do Infortúnio, como é chamada.



    Não sei não. Minha impressão é que esse cap não ficou tão bom quanto os outros =/. E peço desculpas a vocês pela falta de explicações, isso será resolvido nos próximos capítulos (espero).
    Bem, comentem e digam o que acharam do cap. Se possível apontem erros e digam-me aonde posso melhorar.

    Edit: Adicionei um índice no primeiro post, para melhor visualização. (Tem um modo melhor, que mostra só o post e não a página inteira, mas não sei como faz, alguém me ensina?)
    Última edição por Gabriellk~; 09-12-2009 às 23:28.
    “The big questions are really the only ones worth considering, and colossal nerve has always been a prerequisite for such consideration”.
    - Alfred W. Crosby

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