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Tópico: O mago e o andarilho

  1. #21
    Avatar de Gabriellk~
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    ...Quarto cap:


    Capítulo quatro - Um homem em desgraça





    O grupo de Chad ia sendo levado ininterruptamente em direção à prisão, sob o frio cortante da noite da cidade de Fernonia. Jyvia ia ficando maior a cada segundo que se passava, revelando detalhes sobre sua estrutura. Era feita de enormes pedras irregulares, muitas maiores do que um humano. Um enorme portão maciços feito de algum aço negros protegia seu interior. Duas horrendas gárgulas estavam posicionadas de cada lado do portão, como dois guardiões implacáveis e imóveis. Havia incontáveis janelas gradeadas por toda sua extensão, dispostas num padrão regular, provavelmente as janelas pelas quais os prisioneiros podiam observar o mundo exterior. Vários guardas, parecidos com os que guardavam a porta levadiça do navio, protegiam a entrada.

    Abriram passagem para o grupo quando este se aproximou, sem dizerem palavra alguma. Achavam-se agora numa espécie de recepção, um aposento quadrado, com quatro grandes arcos de pedra em cada lado, que levavam ao interior da prisão, e um deles, para fora. Várias mesas de madeira estavam espremidas nos cantos, iluminadas por lampiões e por archotes nas paredes, onde se sentavam escrivães, que liam pergaminhos velhos e amarelados. Ali também havia vários guardas. Um dos guardas do grupo aproximou-se do que parecia ser o chefe dos escrivães, um homem calvo e de cabelos brancos, e os dois começaram a conversar. O guarda fez algumas perguntas ao homem, que respondia sempre negativamente. Por fim, o escrivão disse muito claramente num tom de voz irritado, que pode ser ouvida por todos no silêncio da noite:
    - Jogue-os nas mais vazias que acharem. – E voltou a ler um de seus pergaminhos, num gesto claro de dispensa ao guarda.
    O guarda voltou ao grupo e o dividiu em três, e cada um seguiu por um dos arcos de pedra. O grupo de Chad foi pelo arco da esquerda. Subiram por uma longa escadaria. Os únicos barulhos ouvidos eram o ruído metálico que faziam as armaduras dos guardas quando eles caminhavam, o barulho de suas pisadas no chão, e o ocasional cantar de um grilo no lado de fora.

    Chegaram num longo corredor, ladeado por celas, divididas entre si por paredes de pedra. Seguia, invariável, até fazer uma curva brusca para a direita. Iam seguindo pelos corredores, e os guardas deixavam vez ou outra um preso em uma cela, trancavam-o e seguiam o caminho. Chegaram numa cela e um soldado abriu-a. Depois, empurraram bruscamente três pessoas para dentro da sala. Chad, o velho de aparência esquelética e cabelos sujos do navio, e Ferus, que Chad não havia reconhecido antes, pois seus rosto estava completamente desfigurado por hematomas roxos. Chad arregalou os olhos de surpresa.
    - O que faz aqui, homem? – Perguntou ele em tom de assombro, quando foram jogados na prisão. Era uma cela bem simples. Havia quatro beliches nas paredes com cobertores finos por cima. Uma janela ficava ao fundo, por onde podia se ver o mar e toda a cidade de Fernonia, abaixo. Por ela, entrava uma brisa gélida, como a que varria a cidade abaixo.
    - Fui capturado logo depois de você, companheiro. – Respondeu Ferus, dirigindo-se para um dos beliches. Sentou-se e passou as mãos pelos hematomas, mas parou na hora, com uma careta de dor. O homem esquelético foi para outro beliche, sem dizer nada. – Cryus Anvet foi substituído por um tipo muito estranho, cujo nome nem sei. – Começou a explicar Ferus - Sua primeira medida foi tentar capturar os marginais de Cátir, por isso enviou um bando de seus melhores soldados à cidade. Alguns deles estavam no bar, lembra? Uns sujeitos encapuzados que saíram logo depois de dizermos que éramos ladrões.
    Chad fechou os olhos e bateu a palma na mão na testa, ao mesmo tempo que resmungou um palavrão. Lembrou-se dos sujeitos, e deduziu o que deveria ter acontecido. Eles entraram no bar para beber alguma coisa, e proveitosamente ouviram-no dizer que era um ladrão. Então saíram e preparam uma emboscada para ele em uma ruela deserta. Foi abatido e, de algum modo, levado ao navio, que navegou até Jyvia. Então, perguntou como Ferus havia sido capturado.
    - Fui surpreendido logo depois de você, quando sai do bar, por outro grupo. Mas foram mais gentis comigo, não me deram um safanão na cabeça, como em você, pelo que soube. Não pude fazer nada, eles eram em maior número e mais hábeis na espada do que eu. – Terminou ele, com amargura. – Fui enviado a uma caravana na saída leste da cidade, onde já estavam vários outros bandidos capturados. A população da cidade deve ter sido reduzida pela metade. – Brincou, com uma risada rouca, embora ainda com a voz amarga. – Havia muitos cavalos puxando carroças. Todos os abatidos foram postos em algumas delas. Outras estavam carregadas de suprimentos para a viajem até a costa leste. Havia vários presos no mesmo estado que você, inconscientes. Os soldados captores iniciaram viagem para o leste viajando num ritmo muito rápido. O que sei é que seus cavalos não eram normais. Eram maiores e mais saudáveis do que cavalos comuns. Nem o corcel da melhor linhagem poderia se comparar a eles. Atingimos a costa em um tempo recorde, quatro dias. Havia...
    Mas nesse instante foi interrompido por um ruído gutural muito alto. Chad e Ferus olharam para os lados, assustados. Então viram o homem esquelético estirado na beliche, roncando profundamente. Ambos riram, e Ferus retomou sua explicação:
    - Então quando atingimos a costa, havia um navio nos esperando. Era maior do que qualquer outro que eu já tenha visto, e não tinha velas nem remadores visíveis. É estranho, primeiro os cavalos e depois o navio, sinto que não conheço nada sobre o mundo onde vivo. Depois disso, você pode deduzir o que aconteceu.
    Chad assentiu com a cabeça, pensativo. Pelo jeito ficou inconsciente por vários dias, sem receber nenhum tipo de alimento.
    - Como consegui sobreviver até aqui sem comer nem beber? – Perguntou ele, e imediatamente, a fome e a sede assaltaram-no novamente, com força total. – Tenho que sair daqui! – Exclamou ele, depois de uma pausa. – Não posso apodrecer numa cela de prisão a vida toda!
    Ferus ergueu uma sobrancelha.
    - E vai fazer o que? Essa prisão é mais bem guardada do que qualquer lugar que eu já tenha visto. Parece haver mais guardas do que prisioneiros. E supondo que você consiga sair da prisão, como vai escapar da ilha? Talvez você não tenha notado, mas estamos numa ilha. Vai pegar um navio e sair navegando-o sozinho até achar terra? E quanto a como você sobreviveu, você não ficou inconsciente por vários dias sem alimento, isso seria impossível. Os outros que desmaiaram acordavam as vezes e os guardas davam de comer e beber a eles. Depois, voltavam a desacordá-los com pancadas. Não sei porque faziam isso apenas com alguns e não com todos, mas provavelmente foi assim com você também, mesmo que não se lembre.
    Chad foi até a janela e olhou para baixo, sem dizer nada. A cidade estendia-se até o mar, ao longe. Várias torres de vigia estavam dispostas a intervalos regulares por toda a costa visível da ilha. Chad percebeu um padrão nas construções da cidade. As mais altas eram as mais próximas da prisão; as casas perto do mar não tinham mais de um andar. Era uma cidade pequena, pouco maior que Cátir. Então, Ferus quebrou o silêncio:
    - Já está tarde, e seja lá que planos mirabolantes você esteja pensando para fugir, deixe-os para serem executados amanhã. Vou dormir agora.
    Mas neste instante, ouviram um barulho de passos que se aproximavam no corrredor. Então, dois guardas apareceram em frente as grades da cela. Seguravam um rapaz de rosto jovem, cujos olhos muito negros combinavam com os cabelos curtos da mesma cor. Parecia abalado, mas de outra forma, inteiro. Um dos guardas abriu a porta e forçou o jovem para dentro, depois trancando-a de novo.
    - E temos mais um companheiro de cela. – Disse Chad, olhando para o recém chegado com sobrancelhas erguidas.
    - Qual o seu nome? – Perguntou Ferus – E o que fez para estar aqui?
    O jovem encaminhou-se lentamente para o beliche restante, e desabou sobre ele. Ficou quieto por um minuto, seu rosto impenetrável. Só então olhou para Ferus, e disse num tom de voz inexpressivo:
    - Meu nome é Geibridor, e sou um homem em total desgraça. – Então deitou-se na cama e colocou uma das mãos sobre os olhos, tampando-os. – Agora, quero dormir. Se quiserem fazer mais perguntas, façam pela manhã.
    - Um homem em total desgraça? Sem dúvida, está exagerando, não? – Perguntou Ferus, uma expressão estranha em seu rosto, mas rapidamente disse: – Muito bem então, boa noite a todos, como falei, está tarde, e amanhã teremos todo o tempo do mundo. – Dito isso, virou-se de lado e não falou mais nada.
    Chad ficou mais alguns minutos olhando pela janela, mas logo recolheu-se também, para a escuridão aconchegante do sono.




    @Arctic Wolf:
    Não se preocupa não, não é sempre que se tem tempo pra ler histórias aqui =P
    Sobre a quebra de ritmo entre o um e o dois, já reparei que foi muito brutal e quebrou o clima da história. Agora a história focará alguns capítulos em Chad e nas situações da prisão, mas não por muito tempo.
    De qualquer forma, obrigado novamente por acompanhar e por gostar da história.

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    Última edição por Gabriellk~; 09-12-2009 às 09:56.
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  2. #22
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    Olá, gostei do capítulo embora tenha preferido os anteriores. Ferus parece ser um personagem interessante, mas está cedo para tirar conclusões sobre personagens.

    Notei alguns erros de escrita como :

    Um enorme portão maciço feito de algum aço negro protegia seu interior
    Creio que uma virgula antes de "feito" e depois de "aço negro" ficaria melhor para descrever o portão.

    Outras estavam carregadas de suprimentos para a viajem até a costa leste
    Pelo que sei, o certo seria viagem com "g" pois se trata de substantivo.




    Sobre descrições, continua indo bem, consegui imaginar o corredor de celas e algumas cenas. Sobre a história, ainda está meio parada, mas compreendo essa inicial situação de enredo e personagens. Mais mistérios surgiram como o cavalo veloz e o navio sem remos e velas. Bom... O que tenho a falar sobre o enredo por enquanto é so isso. Aguardando o próximo capítulo. Até mais!
    Leia minha roleplay :Terras Distantes

  3. #23
    Avatar de Emanoel
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    Você fez um belo trabalho descritivo nesse capítulo e, apesar de ter sido transitório e explicativo, não deixou o interesse pela história se apagar.

    Não lembro se mencionou algo sobre a idade anteriormente, mas, por algum motivo, eu tinha imaginado o homem de cabelos castanhos como um jovem.

    Foi extremamente conveniente Chad, Ferus e o "velho de aparência esquelética" terem caído na mesma cela, sendo que existiam vários outros prisioneiros. Além disso, o momento em que Chad entende o que está acontecendo ficou meio estranho, talvez pela obviedade das informações.

    No mais, nada mais.

  4. #24
    Avatar de Gabriellk~
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    @Meltoh:
    Realmente, esse capítulo foi mais parado, apenas explicativo.
    Sobre os erros que você citou, já vou corrigir.
    Obrigado por ler minha história e por comentar novamente. =)

    @Emanoel:
    Realmente não disse se o cara dos cabelos castanhos sujos era velho ou novo, agora que percebo =o Mas ele é tipo um cara de meia-idade =P.
    E foi realmente conveniente os três caírem na mesma cela. Foi uma "coincidência" incrível. =>
    Agradeço por se dar ao trabalho de ler minha história com tantas outras ai, e por comentar. Obrigado.
    Última edição por Gabriellk~; 09-12-2009 às 08:54.
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  5. #25
    Avatar de Drasty
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    Terminei de ler. Valeu a pena, muito bem escrito. Não vou me prolongar, porque li tudo de uma vez, então só vou comentar esse último capítulo. Gostei bastante das descrições do cenário e das impressões das personagens. Pelo menos de quase todos, a única que me soou falsa foi a de Ferus. Ele me pareceu conformado demais com a situação.

    No demais, tenho a dizer que já estou bastante interessado no enredo. Você soube envolver bem o leitor, parábens.

    Estarei acompanhando.




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  6. #26
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    @Drasty:
    Obrigado pelos elogios à história, e principalmente obrigado por ler e comentar.
    Sobre a reação de Ferus, não é que ele seja um "conformista", embora tenha ficado parecido com isso mesmo. Ele apenas usa mais a cabeça, na minha opinião.
    Obrigado novamente e aguarde e próximo capítulo.
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  7. #27
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    Quinto capítulo. Espero que vocês comentem, não só batam o olho na história.



    Capítulo cinco – Soam as trombetas



    Um grito alto de repente cortou o silêncio da noite. Chad e Ferus acordaram com um sobressalto, sentando-se em suas camas. Olharam para os lados, aparvalhados, até identificarem o motivo do barulho. O jovem novato da cela estava sentado em seu beliche, ofegante. Seu rosto empapado de suor frio apresentava um semblante de surpresa e medo. Demorou um bom minuto até que começasse a se acalmar. Limpou o rosto molhado com um pedaço do trapo velho e sujo que vestia, e ficou olhando para o nada, paralisado e com os olhos arregalados.
    - Rapaz, você está bem? – Perguntou Ferus, inseguro, a ele. Não houve resposta. Então virou-se para Chad, que coçava os olhos vermelhos devido ao sono. – Vai voltar a dormir? – Perguntou.
    Chad apenas andou capengamente até a janela, bocejando. Uma rajada de vento gelado vindo de fora despertou-o eficazmente, balançando seus cabelos espetados, quando se apoiou no parapeito. Caía agora uma chuva rala e enjoada sobre os telhados de madeira da cidade abaixo. No horizonte, uma tênuíssima linha acinzentada despontava, na junção do céu com o mar, que àquela hora apresentavam quase a mesma cor. O navio no qual tinham estado não estava mais lá.
    - Agora, perdi o sono. E já está quase amanhecendo. – Disse Chad, rabugento, depois de pensar um pouco. Ficou calado por um momento, e então perguntou irritado: - Nunca faz calor aqui? – Em Cátir, nunca tiveram grandes friagens, pois era uma cidade bem calorenta, cujo inverno era pouco rigoroso.
    Uma rajada particularmente fria de vento invadiu a cela, fazendo todos tremerem. Chad voltou para seu beliche, resmungando.
    - Rapaz? O que houve? – Perguntou Ferus novamente, vendo que o jovem ainda não saíra de seu transe. Desta vez, Geibridor ergueu os olhos para ele, seu rosto agora confuso, como se não soubesse o que estava fazendo ali.
    Um instante depois, o jovem pareceu voltar a si. Seu rosto se fechou.
    - Não foi nada. Por que está tão interessado? – Perguntou desconfiado.
    - Ora, vamos. Não poderemos fazer nada contra você se nos contar. Diga-nos, o que fez para estar aqui? – Perguntou Ferus. – Queremos ouvir, não queremos, Chad?
    - Seria ótimo – Respondeu Chad. Ferus pareceu não notar o sarcasmo na voz dele.

    Geibridor hesitou por duas vezes, mas enfim disse, resignado:
    - Acho que não fará mal contar. Não posso ficar pior do que já estou. Bem, o único crime que me lembro de ter cometido, foi ter me aliado à um louco. – Ferus aprumou-se em sua cama, e até Chad pareceu se interessar. – Envergonho-me do que vou dizer a vocês. – Disse o jovem, triste.
    - Não tem problema. Somos ladrões, não sabemos nada sobre vergonha ou honra. – Disse Chad, que agora parecia querer ouvir, encorajando-o a continuar.
    - Bom, o fato é que alguém me prometeu riquezas, honras, e tudo o mais que vocês puderem imaginar, em troca de serviços, e depois me enganou. Em resumo é isso. - Começou Geibridor. – Eu até hoje não sei o nome desse homem. Ele se apresentava para nós como “O mago”, e nada mais do que isso.
    - Para nós quem? – Interrompeu-o Ferus.
    - Bem, eu digo nós mas não posso me incluir nisso. Eu era um simples servo e mensageiro, indigno da atenção dele e dos outros. Por nós eu quero dizer as várias pessoas que o estão ajudando em sua causa. São um grupo variado de pessoas. Pessoas influentes, nobres ricaços e obesos, mas em sua maioria, magos que anseiam por um pouco de seu poder. – Terminou Geibridor.
    - E que causa é essa? – Perguntou de repente o velho esquelético, que prestava atenção na conversa sem ser notado. Todos olharam para ele. Seu rosto expressava uma curiosidade divertida.
    Geibridor olhou para ele um instante, então disse: - Isso nem eu sei direito. Ele tem vários objetivos. Nos últimos meses, ele se tornou obcecado em encontrar alguém. Seguiu procurando em várias cidades, onde ouvia rumores de que esse alguém tinha estado. Também mandou alguns de seus súditos atrás dele, incluindo eu, prometendo recompensas fantásticas àqueles que encontrassem esse alguém. Sabia que se fosse encontrado, esse alguém iria sofrer. Muito. – Então deu uma exclamação de desgosto. – Mesmo assim, eu estava disposto a entregá-lo, se o achasse. Então aconteceu que, um dia, vi uma pessoa idêntica à que o mago tinha descrito, numa cidade chamada Gízena. Imediatamente voltei e reportei a ele. Ele me enganou e tentou me matar. – Deu uma risada. – Fui um idiota.
    Chad xingou baixinho ao ouvir as últimas palavras.
    - O que foi? – Perguntou Ferus, virando-se para ele.
    - Se há uma coisa que meu maldito pai me ensinou, é que se não se deve mexer com bruxos, magos e essa gente que pratica magia negra. – Disse Chad.
    - É verdade. – Concordou Ferus. – Bem, mais duas perguntas, meu amigo. – Disse Ferus, voltando-se novamente para Geibridor. Por que você foi preso? E quem é essa pessoa que seu mestre procurava?
    Geibridor pensou por alguns momentos.
    - Bem, vocês sabem o que é um andarilho? Essa pess...
    Mas então foram interrompidos por um som grave, vindo de fora. O som parecia ecoar nas paredes, e vinha de todas as direções. Um som sobrenatural. Como uma trombeta que anuncia o infortúnio. Todos na cela sentiram calafrios. Então, mais sons foram se juntando ao primeiro, e ficando mais altos. Ferus e Chad foram para a janela, ver se conseguiam identificar a origem daquele barulho. Chad inicialmente não viu nada, mas então exclamou.
    - Lá! – E apontou para o mar, onde um navio começava a aparecer no horizonte que ia clareando ao pôr-do-sol. Seu casco negro pouco se diferenciava da água. As velas eram vermelho-sangue, com o desenho de uma cruz dourada.
    - Tenho certeza de que aquele navio não faz parte da frota dessa cidade. Os que vi aqui não tinha essas cores. – Disse Ferus franzindo a testa. – Se for um inimigo, está cometendo suicídio, vindo direto para cá.
    Então uma enorme fileira de navios surgiu atrás do primeiro, que era o líder. O som das trombetas vinham daqueles navios.
    Chad e Ferus arregalaram os olhos de surpresa.
    - O que é isso? Será que querem tomar a cidade? – Perguntou Ferus, com assombro na voz.
    Então, um guarda surgiu em frente a porta da cela. Todos se viraram para ele. Ele tirou seu capacete, revelando cabelos compridos e negros que caíam até os ombros, e um rosto melancólico e triste.
    - Umeth! – Exclamou Ferus, surpreso.
    - Quieto, vocês aí. – Disse Umeth, ríspido. – Tenho as chaves de sua cela. Aqueles navios são sua chance de escapar. Vou abrir, e vocês saiam sem fazer barulho. - Antes de abrir, porém, acrescentou. - Só terão de me prometer: Se eu soltar vocês vocês daí, deixarão eu ir com vocês onde quer que forem.




    Na minha opinião, o capítulo mais fraco até agora, estou desanimado e sem inspiração, talvez pelas poucas respostas que a história recebe. =/
    Última edição por Gabriellk~; 14-12-2009 às 08:19.
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  8. #28
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    O capítulo mostrou algumas coisas interessantes e revelou parte da história. Apesar de esse capítulo ter sido parado, acho que no próximo capítulo talvez ocorra alguma ação.

    Foi outro capítulo bem escrito, e não desanime sobre a falta de comentários. O Terras Distantes está sofrendo com esse mesmo problema de falta de comentários. Acho que as pessoas tem preguiça de ler e comentar as histórias um pouco mais avançadas em termos de capítulo. O que é uma pena. Mas não desanime, a história parece que vai começar a ficar mais interessante agora.

    Bom... Quanto aos erros, encontrei esse nessa frase :

    - Quieto, vocês aí. – Diss Umeth, ríspido.

    A palavra "disse"

    Bom... Aguardando o próximo capítulo! Boa sorte.
    Leia minha roleplay :Terras Distantes

  9. #29
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    Capítulo estranho, continuação direta do quarto, finalmente linkando Geibridor com o resto do grupo, mas criando vários outros mistérios. Só lendo os próximos para saber até quando o roteiro é funcional.

    Correção: encontrei um "cabelos compridos e negro" no antepenúltimo parágrafo.



    O problema dos comentários é típico, pois a seção é pequena e histórias avançadas não costumam ganhar muitos leitores. Convenhamos que poucos gostam de ler e pouquíssimos gostam de ler na frente do computador. Eu estou em quase todos os tópicos e ainda assim tenho dificuldades para embarcar em uma história longa, afinal, o grande atrativo da seção é acompanhar e comentar as obras passo a passo.

    Já desenrolei uma história e bem sei como é chato ter de lançar outro capítulo depois de receber apenas dois ou três posts, mas não é possível obrigar ninguém a comentar e ficar insistindo é chato para todo mundo. Tenho alguns conselhos para vocês, escritores que ainda não são muito conhecidos por aqui:

    • Invistam em uma propaganda marcante, mas nada agressiva. Para quem posta bastante na seção, uma boa ideia é utilizar links mais chamativos na assinatura ou até um banner (por favor, antes de destruírem o fórum com imagens ou textos enormes, leiam as regras sobre assinaturas e avatares). Evitem utilizar tópicos de outras histórias para mendigar comentários.

    • Tenham preferência pelo índice no topo do tópico, bastante visível; isso evita que o curioso se assuste pela quantidade de posts e saia rapidamente. Um prólogo, curto e interessante, também serve para fisgar os mais preguiçosos.

    • Talvez o fator mais importante seja ter paciência. Fiquem calmos e decidam qual é o momento correto para postar aquele novo capítulo. Poucos se importam em comentar quando sai um atrás do outro; além disso, existem alguns momentos em que a seção fica muito parada por conta de usuários ausentes.



    Desculpem-me por desviar o assunto do tópico e até o próximo capítulo.
    Última edição por Emanoel; 13-12-2009 às 22:00.

  10. #30
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    @Meltoh
    Obrigado pelo elogio ao capítulo.
    Já notei essa "preguiça" em ler histórias que já possuem vários capítulos, mas fazer o que. =/
    Obrigado pela correção, já arrumei lá. =P

    @Emanoel
    Obrigado por passar por aqui. =)
    E já corrigi o erro que você citou também.
    Agora vamos lá, sobre os comentários. Ficar pedindo comentários é chato mesmo, vou parar com isso. Até porque duvido que muito mais gente vá ler a história nesse estágio, mesmo com meus apelos.
    Coloquei o índice no início do primeiro post, é melhor mesmo.
    Enfim, obrigado pelas dicas.

    @Ambos
    Agradeço novamente por lerem e por comentarem a história.

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