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Tópico: Gerena

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  1. #1
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    CAPÍTULO 2


    Um bipe soou ligeiramente. O vento castigava bastante a tenda dos integrantes da equipe, mas não era algo de se preocupar, afinal. O mestre havia prometido muito mais do que qualquer um deles ganharia, nem se trabalhassem pelo resto de suas vidas. Estava escuro. Como sempre. Eles estavam acostumados com aquilo, e suas vidas resumiam-se, agora, a aquelas ações. Ordens do mestre. Ordens são ordens, mas as ordens do mestre eram obrigações involuntárias.

    Eram quatro, dentro da tenda. O material acrílico, apesar de ser forte, estava prestes a ceder, por causa do vento. É o momento de trocarmos de lugar. A escuridão não era nada para o primeiro homem, que deixou a tenda, porque eles dispunham de material altamente secreto e muito avançado. Os óculos de visão noturna deixavam tudo na maior clarividência possível, tornando impossível ao homem que qualquer coisa que se mexesse ou que tivesse calor escapasse aos seus olhos. Outro homem deixou a tenda. Parecia bem disposto para o dia que se iniciara.

    O primeiro homem atendia pelo codinome de Guerreiro-Um. Os outros, por Guerreiro-Dois, Guerreiro-Três e Guerreiro-Quatro, respectivamente. Guerreiro-Um era alto, forte e robusto, austero. Não brincava em serviço. Apesar de a altura dar ao sujeito a impressão de ser lento, Guerreiro-Um era ágil e muito rápido, principalmente pensando. Usava um macacão inteiramente azul, sem logomarcas ou marcas de costura. Era um macacão feito de borracha, que o isolava completamente de toda a mudança atmosférica. Guerreiro-Dois, o segundo soldado que saíra da tenda, era um pouco mais baixo, porém tinha as mesmas características físicas do outro. Era bem mais lento raciocinando, mas, na arte de puxar uma pistola e disparar, não conhecia ninguém no mundo que tivesse a mesma habilidade.

    - É o momento de trocarmos de posto. Falando nisso, eu não aguento mais esse frio castigando o meu rosto – disse o primeiro homem.
    - Concordo, Guerreiro-Um. A tenda vai ceder em breve. Temos pouco tempo, talvez apenas quinze minutos. Guerreiro-Três foi atrás de suprimentos, Guerreiro-Quatro continua dormindo – fez uma expressão de nojo. – Temos que treiná-lo melhor, não parece ser um combatente militar de ofício.
    - Está enganado - Guerreiro-Quatro saiu da tenda, já pronto e com o trenó pesado carregado com todos os equipamentos que dispunham, devidamente embalados dentro de uma lona também de material acrílico. – Eu aposto que a minha frieza em combate se justifica com minhas oito horas noturnas de sono. Não quero mais saber desse tipo de comentários. Trabalhamos juntos, portanto temos de nos respeitar. É o mínimo exigido.

    Guerreiro-Um concordou com um aceno de cabeça. A contragosto, Guerreiro-Dois também fez o mesmo sinal. Guerreiro-Três surgiu numa depressão à frente, puxando outro pesado trenó. Caminhava com precisão militar. O trenó trazia em sua bagagem alguns animais abatidos. Pareciam lobos, e era impossível de não notar o urso polar fazendo pesar ainda mais o trenó. Guerreiro-Três vinha atrás do mesmo, conduzindo-o através de um controle remoto. O trenó movia-se sem esforço, e Guerreiro-Três vinha despreocupado. Olhou para Guerreiro-Um e deu-lhe um sorriso.

    - Você me parece bem mal das pernas, amigo.

    Guerreiro-Um devolveu-lhe o sorriso.

    - Estamos melhorando. Agora, temos de deixar este local. O mestre, pelo bipe, nos informou de que...
    - De que um helicóptero chegará para nos transportar, sei, sei. O nosso bipe soa numa precisão inacreditável, realmente, em perfeita sincronia. O mestre parece ser uma pessoa bem fluente dentro do exército dos Estados Unidos.

    Guerreiro-Um olhou com orgulho para Guerreiro-Três. Fora o soldado em que depositara toda sua confiança, passando horas treinando-o para a missão. O mestre ligara para Guerreiro-Um cerca de três meses atrás, quando, em Miami, eles ainda sofriam com a falta do que comer. O mestre deu-lhe uma missão e recrutou Guerreiro-Dois, que foi escolhido a dedo dentro do exército afegão, que combatera as tropas estadunidenses com bravura desde o atentado ao World Trade Center em 2001. Guerreiro-Um recrutou Guerreiro-Três e o treinou bravamente, enquanto Guerreiro-Quatro fora escolhido por Guerreiro-Dois, para que fechasse a equipe do mestre. Agora, temos um porquê de viver. Temos uma missão. Teremos dinheiro!

    - Então, vamos. O mestre mencionou inclusive o modelo da aeronave. Eu fico surpreso com a influência dele dentro dos Estados Unidos. Realmente é uma pessoa de se admirar.

    Os dois pesados trenós passaram a mover-se em extrema sincronia. Os guerreiros moviam-se em fila indiana, guiados pelos dois trenós à sua frente. Mal sabiam o que os esperaria, 900 metros adiante.

    * * *

    Frank Jordan e Jackeline Thurman estavam sentados à frente da mesa de Springfield. Apenas os três compunham a reunião, até então. Uma quarta pessoa era esperada, mas não tão cedo quanto as outras duas. Não passava sequer das oito da manhã.

    Thurman ouvia incessantemente a gravação, mal podendo acreditar no que ouvia. Ela era a presidente do FBI. E era um fugitivo dela que estava ameaçando o presidente de toda uma nação.

    - Inacreditável! Passamos anos tentando capturar esse maldito filho-da-mãe, presidente! Não é possível que ele esteja...
    - Sim, é possível – Springfield cortou-lhe a fala, impedindo Thurman de fazer outros comentários que ele considerava desnecessários. – Meu telefone, senhorita Thurman, é particular. Cá entre nós, o cara precisa ser realmente muito bom pra conseguir acessar minha linha particular.

    Thurman tinha de admitir que Springfield tinha razão. Não é qualquer um que consegue acessar a linha particular do presidente dos Estados Unidos. Jordan sequer abrira a boca desde que a presidente do FBI entrara no salão oval. A Ala Oeste da Casa Branca nunca lhe pareceu tão necrótica quanto no momento, apesar do sol irradiando luz pelas janelas da sala. Jordan observou o gravador por um longo momento. Não havia o que dizer.

    A águia da paz e da guerra, sem explicação, parecia estranhamente estar olhando para as flechas, naquele momento.

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  2. #2

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    Bem... Primeiro peço que não fique magoado pelo meu comentário anterior. Foi sem malícia que eu disse aquilo, só uma coisa que apareceu na minha cabeça e encomodou um pouco.
    De qualquer maneira, entendo a tua reação e vou medir melhor minhas palavras. Realmente não foi a minha intenção.

    Compreendo que tu goste de escrever de um jeito descontínuo, mas tu há de concordar que se tu coloca partes intercaladas, ao menos os personagens precisam estar bem definidos e as ações precisam ser bem delimitadas. Se as cenas se confundirem, se só o que você têm dos personagens pra caracterizá-los é o nome e o gênero (somado aos erros de gênero das palavras), quem perde é o leitor. Aliás, quem perde sempre é o leitor, porque pro escritor o texto faz sentido mesmo antes de ser escrito, e faz sentido da maneira correta.

    Mas é questão de estilo de escrita. Eu gosto de confundir o leitor também, mas usando informações inconclusivas ou falsas dadas pelos próprios personagens e pelo cenário, não pela forma em que o texto está estruturado. Sou contra usar o formato pra causar confusão, pois considero que o tipo de confusão que isso causa é muito negativa pro entendimento da história... mas é só a minha opinião. (Não gosto de ter que pescar nomes no texto pra entender o que está acontecendo.)

    Sobre "Dan Brown", "informação", e eu estar precipitado em dizer que o trecho foi desnecessário... Espero conseguir te responder sem causar nenhum mal-entendimento... Lá vai: Sem querer parecer chato, eu não gosto de Dan Brown. Ele sabe bem escrever blockbusters fazendo reciclagem de temas, e só. Só pra frisar, não tenho nada contra quem lê Dan Brown nem contra o dito cujo e seus livros. É que, nessa situação, não faz diferença de onde a informação veio, mas para onde ela vai. Ter vindo do Dan Brown não confere a ela nenhum mérito em especial.

    Só o que eu disse foi que, sem aquela informação (ou com uma versão reduzida), a reação dos personagens teria sido igual. Essa citação no meio da conversa não foi importante, mas ao contrário é totalmente descartável. A prova disso é que o assunto "helicóptero Kiowa Warrior" morre logo após ser mencionado, e não gera nenhuma consequência. Enfim, não faz diferença nenhuma pro enredo a citação do nome completo seguido da informação, apenas servindo pra uma coisa: Quebrar o ritmo de uma conversa crucial que deveria ter sido o foco único daquela cena: a conversa entre o presidente e o Gerena que, ao meu ver, foi o centro do capítulo. Agora, no meio da conversa, tu simplesmente interrompeu o fluxo (e a tensão entre os personagens, por conseguinte), e pra quê? Pra deixar o leitor mais informado sobre a tecnologia bélica norte-americana? Que diferença fez pro enredo, além do impacto negativo de ter forçado o leitor a retomar a cena de tensão após receber um banho gelado trazido por aquele trecho "neutro"?

    A informação é sempre bem vinda, desde que esteja entrelaçada com o enredo e as ações dos personagens. Se for só feita para informar... então no mínimo que informe sem romper com o ritmo de uma cena-chave. E sim, o ritmo das cenas é muito importante.


    Sobre o capítulo dois:

    Um capítulo bem neutro, e isso não tem nada de ruim. Às vezes capítulos assim são necessários mesmo pra fazer transições.

    Só o que eu tenho a dizer pra tentar acrescentar alguma coisa é que tu não ta desenvolvendo teus personagens. Ja ta no segundo capítulo e, a não ser pelo nome, não temos nada dos persoangens principais. Eles não tão ocupando o espaço que é de direito deles, acabando apenas representados e notados no texto pelas ações que fazem. Não sei se tou conseguindo ser claro, mas o que quero dizer é que eles não estão marcando presença. Eles entram em cena, atuam e saem. Personagens não são só aqueles que fazem as coisas. Eles são responsáveis por grande parte do interesse dos leitores pelo enredo, porque uma vez que tu te apega a um personagem, se identifica com ele, sente algum afeto/desafeto por ele ou algo do tipo tu começa a querer saber o que vai acontecer a seguir. Personagens sem profundidade, que são apenas parte do cenário, morrem e ninguém nota nem sente falta.

    E uma pequena coisa que me chamou a atenção:
    Eu aposto que a minha frieza em combate se justifica com minhas oito horas noturnas de sono.
    Soou artificial. Quando ele fala "minha frieza em combate", o personagem se auto-elogiando de um jeito formal... Não parece o tipo de coisa que alguém de carne e osso falaria. Algo mais informal, uma metáfora, uma coisa coloquial cairia melhor. Mesmo que eles sejam guerreiros, eles tão no meio do gelo sem nenhum superior por perto. Ninguém aguenta ficar 24h por dia falando formalmente. Ainda mais logo depois de acordar.
    Eu acharia melhor algo do tipo: "Quando eu estiver com a minha arma, o bicho estiver pegando e eu salvar o teu rabo... daí tu vai ver que valho oito horas de sono" (Hehe)



    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I
    Última edição por Melgraon I; 19-01-2009 às 23:53.

  3. #3
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    Citação Postado originalmente por Melgraon I Ver Post
    Bem... Primeiro peço que não fique magoado pelo meu comentário anterior. Foi sem malícia que eu disse aquilo, só uma coisa que apareceu na minha cabeça e encomodou um pouco.
    De qualquer maneira, entendo a tua reação e vou medir melhor minhas palavras. Realmente não foi a minha intenção.
    Tudo bem, entendi. Tô tentando dar pro meu texto uma cara mais minha, então.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Compreendo que tu goste de escrever de um jeito descontínuo, mas tu há de concordar que se tu coloca partes intercaladas, ao menos os personagens precisam estar bem definidos e as ações precisam ser bem delimitadas. Se as cenas se confundirem, se só o que você têm dos personagens pra caracterizá-los é o nome e o gênero (somado aos erros de gênero das palavras), quem perde é o leitor. Aliás, quem perde sempre é o leitor, porque pro escritor o texto faz sentido mesmo antes de ser escrito, e faz sentido da maneira correta.

    Mas é questão de estilo de escrita. Eu gosto de confundir o leitor também, mas usando informações inconclusivas ou falsas dadas pelos próprios personagens e pelo cenário, não pela forma em que o texto está estruturado. Sou contra usar o formato pra causar confusão, pois considero que o tipo de confusão que isso causa é muito negativa pro entendimento da história... mas é só a minha opinião. (Não gosto de ter que pescar nomes no texto pra entender o que está acontecendo.)
    Concordo. Estou tentando mudar as coisas aos poucos. Espero que eu consiga, realmente não tá fácil. Retratar o mundo real, com coisas reais, é muito mais difícil do que escrever um roleplay medieval :~.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Sobre "Dan Brown", "informação", e eu estar precipitado em dizer que o trecho foi desnecessário... Espero conseguir te responder sem causar nenhum mal-entendimento... Lá vai: Sem querer parecer chato, eu não gosto de Dan Brown. Ele sabe bem escrever blockbusters fazendo reciclagem de temas, e só. Só pra frisar, não tenho nada contra quem lê Dan Brown nem contra o dito cujo e seus livros. É que, nessa situação, não faz diferença de onde a informação veio, mas para onde ela vai. Ter vindo do Dan Brown não confere a ela nenhum mérito em especial.

    Só o que eu disse foi que, sem aquela informação (ou com uma versão reduzida), a reação dos personagens teria sido igual. Essa citação no meio da conversa não foi importante, mas ao contrário é totalmente descartável. A prova disso é que o assunto "helicóptero Kiowa Warrior" morre logo após ser mencionado, e não gera nenhuma consequência. Enfim, não faz diferença nenhuma pro enredo a citação do nome completo seguido da informação, apenas servindo pra uma coisa: Quebrar o ritmo de uma conversa crucial que deveria ter sido o foco único daquela cena: a conversa entre o presidente e o Gerena que, ao meu ver, foi o centro do capítulo. Agora, no meio da conversa, tu simplesmente interrompeu o fluxo (e a tensão entre os personagens, por conseguinte), e pra quê? Pra deixar o leitor mais informado sobre a tecnologia bélica norte-americana? Que diferença fez pro enredo, além do impacto negativo de ter forçado o leitor a retomar a cena de tensão após receber um banho gelado trazido por aquele trecho "neutro"?
    Foi apenas uma informação, para explicar como funcionava o mecanismo de isolamento do aparelho do cara - que é o mesmo do Kiowa Warrior. Infelizmente, não saiu como eu esperei. Da mesma forma, eu não quis dizer em momento algum que por a informação ter sido dada pelo Dan Brown, ela era 100% proveitosa, longe disso.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Sobre o capítulo dois:

    Um capítulo bem neutro, e isso não tem nada de ruim. Às vezes capítulos assim são necessários mesmo pra fazer transições.

    Só o que eu tenho a dizer pra tentar acrescentar alguma coisa é que tu não ta desenvolvendo teus personagens. Ja ta no segundo capítulo e, a não ser pelo nome, não temos nada dos persoangens principais. Eles não tão ocupando o espaço que é de direito deles, acabando apenas representados e notados no texto pelas ações que fazem. Não sei se tou conseguindo ser claro, mas o que quero dizer é que eles não estão marcando presença. Eles entram em cena, atuam e saem. Personagens não são só aqueles que fazem as coisas. Eles são responsáveis por grande parte do interesse dos leitores pelo enredo, porque uma vez que tu te apega a um personagem, se identifica com ele, sente algum afeto/desafeto por ele ou algo do tipo tu começa a querer saber o que vai acontecer a seguir. Personagens sem profundidade, que são apenas parte do cenário, morrem e ninguém nota nem sente falta.
    Sim, realmente. Trabalhei bem melhor nisso para o capítulo 3.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    E uma pequena coisa que me chamou a atenção:
    Soou artificial. Quando ele fala "minha frieza em combate", o personagem se auto-elogiando de um jeito formal... Não parece o tipo de coisa que alguém de carne e osso falaria. Algo mais informal, uma metáfora, uma coisa coloquial cairia melhor. Mesmo que eles sejam guerreiros, eles tão no meio do gelo sem nenhum superior por perto. Ninguém aguenta ficar 24h por dia falando formalmente. Ainda mais logo depois de acordar.
    Eu acharia melhor algo do tipo: "Quando eu estiver com a minha arma, o bicho estiver pegando e eu salvar o teu rabo... daí tu vai ver que valho oito horas de sono" (Hehe)
    Existe uma passagem parecida no capítulo 3, que é um pouco mais agressiva, da mulé que é a presidente do FBI, e eu acho que vai ser mais ou menos o que você esperava. =)

    Obrigado pelos comentários, Melgraon.

    Abraços!
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    Totalmente off-topic a parte a seguir
    Citação Postado originalmente por Manteiga
    Esse caso que tu citou é o que eu estou pensando?
    Vou lá saber o que tu está pensando.:dry:


    Então, desculpe a demora, mas estou bem atarefado em organizar minha vida para o vestibular esse ano, além de aproveitar minhas últimas semanas livres para adiantar alguns livros de escola inúteis para qualquer coisa, além de estar vendo alguns vários filmes.

    Eu tenho umas várias coisas para te falar de novo.

    A primeira é que eu só li o capítulo 1, mas que vou ler o resto assim que dispor de mais tempo.

    A segunda coisa é que se você espera comentários, você precisa manter um ritmo moderado em postar os capítulos, e saber a hora de postar - e isso eu duvido que você soube, porque encheu de capítulos a seção num momento em que há um frenesi diante do concurso. Parecia até que nenhum tópico ia pra frente ali.

    E uma coisa, tenha mais calma ao escrever seus capítulos. Todos aqui, quando sentam e vão ler tua história, prontos para comentar, normalmente tem bastante tempo para fazer isso.
    Quanto mais calma você mantiver para escrever seus capítulos, mesmo que sejam algumas linhas por dia, mais tempo tirar para revisar, mais qualidade o texto terá. E conseqüentemente, mais comentários.


    Mas vamos lá.
    O presidente estava com os olhos vermelhos. Sua cabeça prestes a explodir. Seu autocontrole, no entanto, permanecia o mesmo de sempre.
    - Desgraçado – o autocontrole do presidente fora-se há tempos. – Nos deixe em paz!
    Creio que vê esses trechos, não? Qual o problema neles? Nenhum erro nem nada. No entanto, em poucas linhas o presidente perde a calma e isso se formos analisar pela quantidade de falas, em 30 segundos. É uma coisa que se passa rápido demais. Por mais que você se defenda que ele estava nervoso/ com raiva, isso não é motivo para ele perder o controle assim pra quem tinha o autocontrole "no mesmo de sempre".

    Outro erro aqui e um dos mais cruéis, é que o presidente dos Estados Unidos normalmente tem um assessor/secretário pra todo telefonemas e outras coisas, não importa o momento, por motivos de segurança e outros protocolos imbecis, então, eu duvido muito de quem atenderia primeiro seria o presidente.

    E uma última coisa, nunca tinha ouvido falar desse Gerena, pra te falar sério, não sei sobre suas ações e tudo mais. não sei qual era o perímetro que uma de suas ações podiam afetar, mas se há golpes internacionais o que suponho que deve haver, então, não existe só FBI e CIA, mas também NSA e Interpol, sendo que o FBI fora do Estados Unidos, não tem jurisdição alguma. Apenas pra frizar isso, e pra te acordar que não há só CIA e FBI no mundo.

    O capítulo 1 em si, como o Melgraon bem citou, está um pouco confuso. Eu não vou começar a repetir tudo o que ele falou, mas essa confusão se dá pelos personagens, que como ele falou, parecem apenas nomes e não representam coisa alguma pra história.
    Eu queria ver ênfase nessa parte daqui pra frente, mas não adianta você se focar só em uma parte, mas em todas ao mesmo tempo.

    Porque senão, a qualidade já era.

    Hovelst

  5. #5

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    Hmm... Gostei bastante do terceiro capítulo. Deu uma leve forçada na descrição, depois uma leve forçada no humor, mas foi bom o capítulo no geral. Afinal, ambas "forçadas" foram leves.

    Nâo sabia que helicóptero podia voar a Mach 17. Hehe... Mas não sou nenhum especialista. Só acho bem difícil.

    Enfim, desculpe a demora. Gostei do rumo que teus personagens e a história em si estão tomando. Até a informação foi útil à história, trazendo repercussão nas ações e mostrando importância. Deu pra perceber a melhora. Continue com o esforço, que trabalho traz resultado.


    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I




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  6. #6
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    Eu tirei mais um tempo para ler os capítulos 2 e 3.

    Agora, temos um porquê de viver. Temos uma missão. Teremos dinheiro!
    Desculpe, cara.
    Mas longe disso, uma das únicas coisas que um afegão não quer, é dinheiro. Ainda mais se ele for mulçumano. Eles preferem ir pro paraíso islâmico prometido por Maomé.

    Afinal, tenho a impressão de que eles são sedentos por sexo detrás daqueles turbantes e véus, por que quem afinal vai querer 72 virgens em um palácio?
    É por essas e outras que elas estão em falta no mundo.

    Eu duvido muito que haja algum afegão que lute por essas causas por dinheiro. Eles podem lutar por diversos fatores além da causa islâmica, como lutar por ter nojo contra os Estados Unidos - que invadiu o Afeganistão na Guerra Fria e invadiu de novo por agora.

    Mas bem, é uma opção tua.

    A águia da paz e da guerra, sem explicação, parecia estranhamente estar olhando para as flechas, naquele momento.
    Puts, cara. Eu realmente gostei dessa frase. Apesar de eu não achá-la correta para esse momento.

    Eu definitivamente não tenho nada a falar sobre o capítulo 2. O que eu tinha para falar, eu falei ali em cima.

    Jackeline era loira, mais baixa que Jordan, e tinha o cabelo cortado no estilo “jornal do almoço”.
    Pareceu bem desnecessário no texto, pelo menos para mim. Apenas uma informação descartável que não serve nem para descontração, além de quebrar o ritmo de leitura. Sem falar que, se não fosse pela outra frase mais ã frente, eu não saberia como era o corte.

    Olha. O capítulo 3 realmente mostrou uma evolução quanto aos personagens e eu finalmente consegui me achar com os nomes. Mas mesmo assim, as ações ainda soaram para mim, bem superficiais.
    Jackeline, na verdade, para ter chego até ali tem muita influência, ou seja, deve ser rica, ou deu para as pessoas certas (risos). Isso não quer dizer quase nada, aliás não diz nada pra onde eu quero chegar, mas ficou legal, então vou deixar. (Mais risos)

    De qualquer forma, eu acho que é meio arriscado para ela, já que esses altos rankings são bem sensíveis e uma queda lá de cima deve doer para qualquer um, se é que entendeu. É bem arriscado para ela criar inimizades com qualquer um, mesmo com Mark. Soa bem impensado.

    Mas por outro lado, faz com que os outros tenham cuidado com ela.

    No entanto, a cena pareceu um pouco superficial – mas ficou bem humorada - porque além de quebrar o protocolo, é algo que dificilmente ela faria, porque ela realmente - por estar ali, tem grande astúcia - pensaria duas vezes antes de qualquer coisa.

    E uma última coisa, eu vejo um puta erro na tua história e em tudo que eu já vi teu.

    Todas as ações e processos, como a que Bruce fez para tentar rastrear a ligação, não são as pessoas no topo que fazem, meu rapaz. As coisas simplesmente não funcionam assim.

    Usemos esse caso de rastreamento como exemplo. Sabe como funciona? Eles normalmente conectam o telefone com a parafenarnalha deles. E normalmente, não será com uma simples mesinha que eles fazem isso. É um puta complexo de aparelhos, talvez não tão grande assim, mas grandinho.

    De qualquer forma, Bruce provavelmente apenas coordenaria as coisas e não as faria. É assim que as coisas funcionam. Eles sempre terão uma equipe à disposição para trabalhar bem.

    Isso é uma coisa inaceitável, na minha opinião, para um futuro trabalho, se tu continuar a repetir.

    E outra coisa sobre esses caras, eu realmente estou sentindo falta do serviço secreto por aí. Onde estão todos aqueles seguranças circundando o presidente que eu me lembro do prólogo. Normalmente, pelo menos na minha concepção, nessas ocasiões sempre fica o segurança de confiança do presidente.

    E por último, novamente não pude deixar de notar Dan Brown puro na tua história. E não adianta enrolar, porque a história do helicóptero foi Dan Brown em sua pura essência.

    Você pode continuar da forma que está, mas como o Melgraon disse, você estará se inspirando num autor modinha de blockblusters. Eu acho que toda o teu estilo de narrativa é baseado em Dan Brown, e por mais que ao teus olhos pareçam grande coisa, não é. Você, com isso, pode virar um puta best-seller, mas e daí? Vai ser comparado à Augusto Cury, Paulo Coelho, Dan Brown e outros vendedores de milhõess de livros.

    Pode te parecer grande coisa chegar à isso, mas eu sou muito mais Machado de Assis e qualquer outro tipo de escritor. Posso parecer gostar de ler romances históricos, aliás aprecio muito. Mas eu não discarto um livro com essência, que traga alguma mensagem. Esses, são na verdade, os melhores livros que tem e normalmente são estes que ganham nóbeis de literatura.

    Você se vale demais dele, e além de estar na hora de se valer mais de você. Tu não vai muito longe se tu viver às sombras de um autor.


    Eu meio que gostei do capítulo, pois a trama até que está tomando um rumo interessante, apesar de várias coisas parecerem fora do eixo.

    Até a próxima.

    Hovelst



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