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Tópico: Gerena

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  1. #1
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    Olha, cara. Eu acho a sua idéia muito boa para o gênero. Se realmente não existir nada parecido com isso, o que acho que não há, então é uma idéia fantástica. Mas, você se precipitou.
    É muito fácil alguém roubar a sua idéia aqui na Internet. Você chegou a pensar nisso? Você conhece cada um que freqüenta aqui a ponto de confiar em nós? Quem te garante que eu não possa pegar sua idéia e roubá-la? Quem te garante que qualquer outro não possa fazer isso.
    Além disso, é uma coisa até fácil, porque caso qualquer babaca pesquisa Gerena no Google, é até bem simples achar sua história bem específica por lá.

    Isso é um erro até dos grandes, e por mais que possa parecer paranóia minha e improvável de acontecer, uma vez isso aconteceu por aqui. Não em tão grande escala assim, mas deu um rolo legal por aqui quando o verdadeiro dono apareceu.

    Mas enfim, eu tenho algumas várias coisas para te falar.

    A primeira coisa é que não sei se tu já leste Mario Puzo, mas eu o considero um dos melhores autores nesse gênero específico. Mas é preciso saber escolher bem entre seus livros, porque há histórias de máfia e tudo mais. Mas um que te interessaria bastante, por envolver o presidente dos Estados Unidos, descrições da Casa Branca e de vários locais pelo Estados Unidos, então te recomendo “O Quarto K”, que é uma ficção que conta sobre um quarto Kennedy que nunca existiu e chega à presidência.
    Eu acho que ele te ajudaria muito nesse teu treinamento.
    E também para bolar algum golpe mirabolante, também As Aventuras de Sherlock Holmes, por Arthur Conan Doyle.

    Agora, a história.

    Como muitos falaram, não tenho noção sobre o carro, apesar de “muitos carros circularem aqui no Brasil”. Já sobre os prédios tenho uma vaga noção sobre eles, por serem prédios bem famosos, que senão me engano, carregam o nome de presidentes.

    Será que todas as portas neste edifício são feitas de carvalho puro?
    Afinal, existe alguma coisa que não é feita de carvalho puro? Desculpe a ignorância, mas nunca ouvi falar que exista uma forma de misturar madeiras. Pra mim soa redundante, mas possa ser que eu esteja errado.

    Outra coisa, tome cuidado, cara. Você está apresentando a história de um jeito bem americano. Não que possa haver um mal nisso, afinal, ela se passa lá, então precisa de traços de lá. Mas isso não significa que tu precisa manter na história um puta ar americano. Muitos dos pensamentos trazem idéias americanas sobre tal fato. Um exemplo disso está aqui.
    Osama Bin Laden fora astucioso ao tentar lançar um míssil altamente destrutivo em direção à residência presidencial. Larson, na situação, era um agente da CIA, e foi o primeiro a detectar, por meio de escutas, a ação do terrorista.
    É claro que aqui estamos falando de um capítulo com um americano, ainda presidente da CIA, mas e com outros personagens da história. Será que eles vêem tudo da mesma forma que o governo? Será que Bin Laden seria um terrorista para eles?

    É sempre bom você manter duas opiniões diferentes para a história, e é por isso que existem personagens variados para você expor opiniões contraditórias.

    *Quanto à parte em negrito, tire o verbo, dá o mesmo efeito.

    No mais, eu tinha mais alguma coisa para falar, mas o fluxo de idéias me fez esquecer. Se eu voltar a me lembrar, eu comento em uma próxima oportunidade. Mas, quanto ao capítulo, ele está bom. É assim que deve ser um prólogo. Prendendo a atenção do começo ao fim e terminar de uma forma bombástica.

    E uma coisa que eu esqueci de falar. Por mais que isso seja um treinamento, ele só servirá para você aprimorar sua escrita e seu estilo, porque um livro é uma coisa totalmente diferente, onde os capítulos são bem mais extensos e as descrições são bem grandes e minuciosas.
    É diferente escrever aqui e escrever um livro.

    Obs: Sua imagem está fora dos padrões. Ficaria resolvido facilmente, se tu tirasse o último trecho da primeira linha e tirasse o Gerena dali e centralizasse embaixo do nome dele.

    Mas continue com seu treinamento.

    Hovelst

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  2. #2
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    @Hovelst
    Fico feliz de ter recebido comentários positivos vindos de você. Como eu disse anteriormente, muito me surpreendeu a presença do Melgraon aqui na minha história, e mais ainda comentários positivos seus.

    Quanto às suas críticas/sugestões, adotei todas elas para os próximos capítulos que vou escrever. Enfim, essa história não será publicada, obviamente. Eu preciso primeiro conseguir a admiração de pessoas daqui do fórum, pra depois tentar a de outras pessoas pelo resto do mundo.

    Obrigado pelos comentários. Espero você aqui em próximas oportunidades.
    Abraços.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
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  3. #3
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    Aew... fiz esse gift pra você e sua RP... não tava aguentando a morte do Layout...


    Use... ou não... :rolleyes:

    Sem mais,
    ..:: Lorofous ::..


    “I'm a traveler of both: time and space."

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  4. #4
    Avatar de Neal Caffrey
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    CAPÍTULO 2


    Um bipe soou ligeiramente. O vento castigava bastante a tenda dos integrantes da equipe, mas não era algo de se preocupar, afinal. O mestre havia prometido muito mais do que qualquer um deles ganharia, nem se trabalhassem pelo resto de suas vidas. Estava escuro. Como sempre. Eles estavam acostumados com aquilo, e suas vidas resumiam-se, agora, a aquelas ações. Ordens do mestre. Ordens são ordens, mas as ordens do mestre eram obrigações involuntárias.

    Eram quatro, dentro da tenda. O material acrílico, apesar de ser forte, estava prestes a ceder, por causa do vento. É o momento de trocarmos de lugar. A escuridão não era nada para o primeiro homem, que deixou a tenda, porque eles dispunham de material altamente secreto e muito avançado. Os óculos de visão noturna deixavam tudo na maior clarividência possível, tornando impossível ao homem que qualquer coisa que se mexesse ou que tivesse calor escapasse aos seus olhos. Outro homem deixou a tenda. Parecia bem disposto para o dia que se iniciara.

    O primeiro homem atendia pelo codinome de Guerreiro-Um. Os outros, por Guerreiro-Dois, Guerreiro-Três e Guerreiro-Quatro, respectivamente. Guerreiro-Um era alto, forte e robusto, austero. Não brincava em serviço. Apesar de a altura dar ao sujeito a impressão de ser lento, Guerreiro-Um era ágil e muito rápido, principalmente pensando. Usava um macacão inteiramente azul, sem logomarcas ou marcas de costura. Era um macacão feito de borracha, que o isolava completamente de toda a mudança atmosférica. Guerreiro-Dois, o segundo soldado que saíra da tenda, era um pouco mais baixo, porém tinha as mesmas características físicas do outro. Era bem mais lento raciocinando, mas, na arte de puxar uma pistola e disparar, não conhecia ninguém no mundo que tivesse a mesma habilidade.

    - É o momento de trocarmos de posto. Falando nisso, eu não aguento mais esse frio castigando o meu rosto – disse o primeiro homem.
    - Concordo, Guerreiro-Um. A tenda vai ceder em breve. Temos pouco tempo, talvez apenas quinze minutos. Guerreiro-Três foi atrás de suprimentos, Guerreiro-Quatro continua dormindo – fez uma expressão de nojo. – Temos que treiná-lo melhor, não parece ser um combatente militar de ofício.
    - Está enganado - Guerreiro-Quatro saiu da tenda, já pronto e com o trenó pesado carregado com todos os equipamentos que dispunham, devidamente embalados dentro de uma lona também de material acrílico. – Eu aposto que a minha frieza em combate se justifica com minhas oito horas noturnas de sono. Não quero mais saber desse tipo de comentários. Trabalhamos juntos, portanto temos de nos respeitar. É o mínimo exigido.

    Guerreiro-Um concordou com um aceno de cabeça. A contragosto, Guerreiro-Dois também fez o mesmo sinal. Guerreiro-Três surgiu numa depressão à frente, puxando outro pesado trenó. Caminhava com precisão militar. O trenó trazia em sua bagagem alguns animais abatidos. Pareciam lobos, e era impossível de não notar o urso polar fazendo pesar ainda mais o trenó. Guerreiro-Três vinha atrás do mesmo, conduzindo-o através de um controle remoto. O trenó movia-se sem esforço, e Guerreiro-Três vinha despreocupado. Olhou para Guerreiro-Um e deu-lhe um sorriso.

    - Você me parece bem mal das pernas, amigo.

    Guerreiro-Um devolveu-lhe o sorriso.

    - Estamos melhorando. Agora, temos de deixar este local. O mestre, pelo bipe, nos informou de que...
    - De que um helicóptero chegará para nos transportar, sei, sei. O nosso bipe soa numa precisão inacreditável, realmente, em perfeita sincronia. O mestre parece ser uma pessoa bem fluente dentro do exército dos Estados Unidos.

    Guerreiro-Um olhou com orgulho para Guerreiro-Três. Fora o soldado em que depositara toda sua confiança, passando horas treinando-o para a missão. O mestre ligara para Guerreiro-Um cerca de três meses atrás, quando, em Miami, eles ainda sofriam com a falta do que comer. O mestre deu-lhe uma missão e recrutou Guerreiro-Dois, que foi escolhido a dedo dentro do exército afegão, que combatera as tropas estadunidenses com bravura desde o atentado ao World Trade Center em 2001. Guerreiro-Um recrutou Guerreiro-Três e o treinou bravamente, enquanto Guerreiro-Quatro fora escolhido por Guerreiro-Dois, para que fechasse a equipe do mestre. Agora, temos um porquê de viver. Temos uma missão. Teremos dinheiro!

    - Então, vamos. O mestre mencionou inclusive o modelo da aeronave. Eu fico surpreso com a influência dele dentro dos Estados Unidos. Realmente é uma pessoa de se admirar.

    Os dois pesados trenós passaram a mover-se em extrema sincronia. Os guerreiros moviam-se em fila indiana, guiados pelos dois trenós à sua frente. Mal sabiam o que os esperaria, 900 metros adiante.

    * * *

    Frank Jordan e Jackeline Thurman estavam sentados à frente da mesa de Springfield. Apenas os três compunham a reunião, até então. Uma quarta pessoa era esperada, mas não tão cedo quanto as outras duas. Não passava sequer das oito da manhã.

    Thurman ouvia incessantemente a gravação, mal podendo acreditar no que ouvia. Ela era a presidente do FBI. E era um fugitivo dela que estava ameaçando o presidente de toda uma nação.

    - Inacreditável! Passamos anos tentando capturar esse maldito filho-da-mãe, presidente! Não é possível que ele esteja...
    - Sim, é possível – Springfield cortou-lhe a fala, impedindo Thurman de fazer outros comentários que ele considerava desnecessários. – Meu telefone, senhorita Thurman, é particular. Cá entre nós, o cara precisa ser realmente muito bom pra conseguir acessar minha linha particular.

    Thurman tinha de admitir que Springfield tinha razão. Não é qualquer um que consegue acessar a linha particular do presidente dos Estados Unidos. Jordan sequer abrira a boca desde que a presidente do FBI entrara no salão oval. A Ala Oeste da Casa Branca nunca lhe pareceu tão necrótica quanto no momento, apesar do sol irradiando luz pelas janelas da sala. Jordan observou o gravador por um longo momento. Não havia o que dizer.

    A águia da paz e da guerra, sem explicação, parecia estranhamente estar olhando para as flechas, naquele momento.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
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  5. #5

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    Bem... Primeiro peço que não fique magoado pelo meu comentário anterior. Foi sem malícia que eu disse aquilo, só uma coisa que apareceu na minha cabeça e encomodou um pouco.
    De qualquer maneira, entendo a tua reação e vou medir melhor minhas palavras. Realmente não foi a minha intenção.

    Compreendo que tu goste de escrever de um jeito descontínuo, mas tu há de concordar que se tu coloca partes intercaladas, ao menos os personagens precisam estar bem definidos e as ações precisam ser bem delimitadas. Se as cenas se confundirem, se só o que você têm dos personagens pra caracterizá-los é o nome e o gênero (somado aos erros de gênero das palavras), quem perde é o leitor. Aliás, quem perde sempre é o leitor, porque pro escritor o texto faz sentido mesmo antes de ser escrito, e faz sentido da maneira correta.

    Mas é questão de estilo de escrita. Eu gosto de confundir o leitor também, mas usando informações inconclusivas ou falsas dadas pelos próprios personagens e pelo cenário, não pela forma em que o texto está estruturado. Sou contra usar o formato pra causar confusão, pois considero que o tipo de confusão que isso causa é muito negativa pro entendimento da história... mas é só a minha opinião. (Não gosto de ter que pescar nomes no texto pra entender o que está acontecendo.)

    Sobre "Dan Brown", "informação", e eu estar precipitado em dizer que o trecho foi desnecessário... Espero conseguir te responder sem causar nenhum mal-entendimento... Lá vai: Sem querer parecer chato, eu não gosto de Dan Brown. Ele sabe bem escrever blockbusters fazendo reciclagem de temas, e só. Só pra frisar, não tenho nada contra quem lê Dan Brown nem contra o dito cujo e seus livros. É que, nessa situação, não faz diferença de onde a informação veio, mas para onde ela vai. Ter vindo do Dan Brown não confere a ela nenhum mérito em especial.

    Só o que eu disse foi que, sem aquela informação (ou com uma versão reduzida), a reação dos personagens teria sido igual. Essa citação no meio da conversa não foi importante, mas ao contrário é totalmente descartável. A prova disso é que o assunto "helicóptero Kiowa Warrior" morre logo após ser mencionado, e não gera nenhuma consequência. Enfim, não faz diferença nenhuma pro enredo a citação do nome completo seguido da informação, apenas servindo pra uma coisa: Quebrar o ritmo de uma conversa crucial que deveria ter sido o foco único daquela cena: a conversa entre o presidente e o Gerena que, ao meu ver, foi o centro do capítulo. Agora, no meio da conversa, tu simplesmente interrompeu o fluxo (e a tensão entre os personagens, por conseguinte), e pra quê? Pra deixar o leitor mais informado sobre a tecnologia bélica norte-americana? Que diferença fez pro enredo, além do impacto negativo de ter forçado o leitor a retomar a cena de tensão após receber um banho gelado trazido por aquele trecho "neutro"?

    A informação é sempre bem vinda, desde que esteja entrelaçada com o enredo e as ações dos personagens. Se for só feita para informar... então no mínimo que informe sem romper com o ritmo de uma cena-chave. E sim, o ritmo das cenas é muito importante.


    Sobre o capítulo dois:

    Um capítulo bem neutro, e isso não tem nada de ruim. Às vezes capítulos assim são necessários mesmo pra fazer transições.

    Só o que eu tenho a dizer pra tentar acrescentar alguma coisa é que tu não ta desenvolvendo teus personagens. Ja ta no segundo capítulo e, a não ser pelo nome, não temos nada dos persoangens principais. Eles não tão ocupando o espaço que é de direito deles, acabando apenas representados e notados no texto pelas ações que fazem. Não sei se tou conseguindo ser claro, mas o que quero dizer é que eles não estão marcando presença. Eles entram em cena, atuam e saem. Personagens não são só aqueles que fazem as coisas. Eles são responsáveis por grande parte do interesse dos leitores pelo enredo, porque uma vez que tu te apega a um personagem, se identifica com ele, sente algum afeto/desafeto por ele ou algo do tipo tu começa a querer saber o que vai acontecer a seguir. Personagens sem profundidade, que são apenas parte do cenário, morrem e ninguém nota nem sente falta.

    E uma pequena coisa que me chamou a atenção:
    Eu aposto que a minha frieza em combate se justifica com minhas oito horas noturnas de sono.
    Soou artificial. Quando ele fala "minha frieza em combate", o personagem se auto-elogiando de um jeito formal... Não parece o tipo de coisa que alguém de carne e osso falaria. Algo mais informal, uma metáfora, uma coisa coloquial cairia melhor. Mesmo que eles sejam guerreiros, eles tão no meio do gelo sem nenhum superior por perto. Ninguém aguenta ficar 24h por dia falando formalmente. Ainda mais logo depois de acordar.
    Eu acharia melhor algo do tipo: "Quando eu estiver com a minha arma, o bicho estiver pegando e eu salvar o teu rabo... daí tu vai ver que valho oito horas de sono" (Hehe)



    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I




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    Última edição por Melgraon I; 19-01-2009 às 23:53.

  6. #6
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    Citação Postado originalmente por Melgraon I Ver Post
    Bem... Primeiro peço que não fique magoado pelo meu comentário anterior. Foi sem malícia que eu disse aquilo, só uma coisa que apareceu na minha cabeça e encomodou um pouco.
    De qualquer maneira, entendo a tua reação e vou medir melhor minhas palavras. Realmente não foi a minha intenção.
    Tudo bem, entendi. Tô tentando dar pro meu texto uma cara mais minha, então.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Compreendo que tu goste de escrever de um jeito descontínuo, mas tu há de concordar que se tu coloca partes intercaladas, ao menos os personagens precisam estar bem definidos e as ações precisam ser bem delimitadas. Se as cenas se confundirem, se só o que você têm dos personagens pra caracterizá-los é o nome e o gênero (somado aos erros de gênero das palavras), quem perde é o leitor. Aliás, quem perde sempre é o leitor, porque pro escritor o texto faz sentido mesmo antes de ser escrito, e faz sentido da maneira correta.

    Mas é questão de estilo de escrita. Eu gosto de confundir o leitor também, mas usando informações inconclusivas ou falsas dadas pelos próprios personagens e pelo cenário, não pela forma em que o texto está estruturado. Sou contra usar o formato pra causar confusão, pois considero que o tipo de confusão que isso causa é muito negativa pro entendimento da história... mas é só a minha opinião. (Não gosto de ter que pescar nomes no texto pra entender o que está acontecendo.)
    Concordo. Estou tentando mudar as coisas aos poucos. Espero que eu consiga, realmente não tá fácil. Retratar o mundo real, com coisas reais, é muito mais difícil do que escrever um roleplay medieval :~.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Sobre "Dan Brown", "informação", e eu estar precipitado em dizer que o trecho foi desnecessário... Espero conseguir te responder sem causar nenhum mal-entendimento... Lá vai: Sem querer parecer chato, eu não gosto de Dan Brown. Ele sabe bem escrever blockbusters fazendo reciclagem de temas, e só. Só pra frisar, não tenho nada contra quem lê Dan Brown nem contra o dito cujo e seus livros. É que, nessa situação, não faz diferença de onde a informação veio, mas para onde ela vai. Ter vindo do Dan Brown não confere a ela nenhum mérito em especial.

    Só o que eu disse foi que, sem aquela informação (ou com uma versão reduzida), a reação dos personagens teria sido igual. Essa citação no meio da conversa não foi importante, mas ao contrário é totalmente descartável. A prova disso é que o assunto "helicóptero Kiowa Warrior" morre logo após ser mencionado, e não gera nenhuma consequência. Enfim, não faz diferença nenhuma pro enredo a citação do nome completo seguido da informação, apenas servindo pra uma coisa: Quebrar o ritmo de uma conversa crucial que deveria ter sido o foco único daquela cena: a conversa entre o presidente e o Gerena que, ao meu ver, foi o centro do capítulo. Agora, no meio da conversa, tu simplesmente interrompeu o fluxo (e a tensão entre os personagens, por conseguinte), e pra quê? Pra deixar o leitor mais informado sobre a tecnologia bélica norte-americana? Que diferença fez pro enredo, além do impacto negativo de ter forçado o leitor a retomar a cena de tensão após receber um banho gelado trazido por aquele trecho "neutro"?
    Foi apenas uma informação, para explicar como funcionava o mecanismo de isolamento do aparelho do cara - que é o mesmo do Kiowa Warrior. Infelizmente, não saiu como eu esperei. Da mesma forma, eu não quis dizer em momento algum que por a informação ter sido dada pelo Dan Brown, ela era 100% proveitosa, longe disso.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    Sobre o capítulo dois:

    Um capítulo bem neutro, e isso não tem nada de ruim. Às vezes capítulos assim são necessários mesmo pra fazer transições.

    Só o que eu tenho a dizer pra tentar acrescentar alguma coisa é que tu não ta desenvolvendo teus personagens. Ja ta no segundo capítulo e, a não ser pelo nome, não temos nada dos persoangens principais. Eles não tão ocupando o espaço que é de direito deles, acabando apenas representados e notados no texto pelas ações que fazem. Não sei se tou conseguindo ser claro, mas o que quero dizer é que eles não estão marcando presença. Eles entram em cena, atuam e saem. Personagens não são só aqueles que fazem as coisas. Eles são responsáveis por grande parte do interesse dos leitores pelo enredo, porque uma vez que tu te apega a um personagem, se identifica com ele, sente algum afeto/desafeto por ele ou algo do tipo tu começa a querer saber o que vai acontecer a seguir. Personagens sem profundidade, que são apenas parte do cenário, morrem e ninguém nota nem sente falta.
    Sim, realmente. Trabalhei bem melhor nisso para o capítulo 3.

    Citação Postado originalmente por Melgraon I
    E uma pequena coisa que me chamou a atenção:
    Soou artificial. Quando ele fala "minha frieza em combate", o personagem se auto-elogiando de um jeito formal... Não parece o tipo de coisa que alguém de carne e osso falaria. Algo mais informal, uma metáfora, uma coisa coloquial cairia melhor. Mesmo que eles sejam guerreiros, eles tão no meio do gelo sem nenhum superior por perto. Ninguém aguenta ficar 24h por dia falando formalmente. Ainda mais logo depois de acordar.
    Eu acharia melhor algo do tipo: "Quando eu estiver com a minha arma, o bicho estiver pegando e eu salvar o teu rabo... daí tu vai ver que valho oito horas de sono" (Hehe)
    Existe uma passagem parecida no capítulo 3, que é um pouco mais agressiva, da mulé que é a presidente do FBI, e eu acho que vai ser mais ou menos o que você esperava. =)

    Obrigado pelos comentários, Melgraon.

    Abraços!
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  7. #7
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    Totalmente off-topic a parte a seguir
    Citação Postado originalmente por Manteiga
    Esse caso que tu citou é o que eu estou pensando?
    Vou lá saber o que tu está pensando.:dry:


    Então, desculpe a demora, mas estou bem atarefado em organizar minha vida para o vestibular esse ano, além de aproveitar minhas últimas semanas livres para adiantar alguns livros de escola inúteis para qualquer coisa, além de estar vendo alguns vários filmes.

    Eu tenho umas várias coisas para te falar de novo.

    A primeira é que eu só li o capítulo 1, mas que vou ler o resto assim que dispor de mais tempo.

    A segunda coisa é que se você espera comentários, você precisa manter um ritmo moderado em postar os capítulos, e saber a hora de postar - e isso eu duvido que você soube, porque encheu de capítulos a seção num momento em que há um frenesi diante do concurso. Parecia até que nenhum tópico ia pra frente ali.

    E uma coisa, tenha mais calma ao escrever seus capítulos. Todos aqui, quando sentam e vão ler tua história, prontos para comentar, normalmente tem bastante tempo para fazer isso.
    Quanto mais calma você mantiver para escrever seus capítulos, mesmo que sejam algumas linhas por dia, mais tempo tirar para revisar, mais qualidade o texto terá. E conseqüentemente, mais comentários.


    Mas vamos lá.
    O presidente estava com os olhos vermelhos. Sua cabeça prestes a explodir. Seu autocontrole, no entanto, permanecia o mesmo de sempre.
    - Desgraçado – o autocontrole do presidente fora-se há tempos. – Nos deixe em paz!
    Creio que vê esses trechos, não? Qual o problema neles? Nenhum erro nem nada. No entanto, em poucas linhas o presidente perde a calma e isso se formos analisar pela quantidade de falas, em 30 segundos. É uma coisa que se passa rápido demais. Por mais que você se defenda que ele estava nervoso/ com raiva, isso não é motivo para ele perder o controle assim pra quem tinha o autocontrole "no mesmo de sempre".

    Outro erro aqui e um dos mais cruéis, é que o presidente dos Estados Unidos normalmente tem um assessor/secretário pra todo telefonemas e outras coisas, não importa o momento, por motivos de segurança e outros protocolos imbecis, então, eu duvido muito de quem atenderia primeiro seria o presidente.

    E uma última coisa, nunca tinha ouvido falar desse Gerena, pra te falar sério, não sei sobre suas ações e tudo mais. não sei qual era o perímetro que uma de suas ações podiam afetar, mas se há golpes internacionais o que suponho que deve haver, então, não existe só FBI e CIA, mas também NSA e Interpol, sendo que o FBI fora do Estados Unidos, não tem jurisdição alguma. Apenas pra frizar isso, e pra te acordar que não há só CIA e FBI no mundo.

    O capítulo 1 em si, como o Melgraon bem citou, está um pouco confuso. Eu não vou começar a repetir tudo o que ele falou, mas essa confusão se dá pelos personagens, que como ele falou, parecem apenas nomes e não representam coisa alguma pra história.
    Eu queria ver ênfase nessa parte daqui pra frente, mas não adianta você se focar só em uma parte, mas em todas ao mesmo tempo.

    Porque senão, a qualidade já era.

    Hovelst

  8. #8

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    Hmm... Gostei bastante do terceiro capítulo. Deu uma leve forçada na descrição, depois uma leve forçada no humor, mas foi bom o capítulo no geral. Afinal, ambas "forçadas" foram leves.

    Nâo sabia que helicóptero podia voar a Mach 17. Hehe... Mas não sou nenhum especialista. Só acho bem difícil.

    Enfim, desculpe a demora. Gostei do rumo que teus personagens e a história em si estão tomando. Até a informação foi útil à história, trazendo repercussão nas ações e mostrando importância. Deu pra perceber a melhora. Continue com o esforço, que trabalho traz resultado.


    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I

  9. #9
    Banido Avatar de Hovelst
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    Eu tirei mais um tempo para ler os capítulos 2 e 3.

    Agora, temos um porquê de viver. Temos uma missão. Teremos dinheiro!
    Desculpe, cara.
    Mas longe disso, uma das únicas coisas que um afegão não quer, é dinheiro. Ainda mais se ele for mulçumano. Eles preferem ir pro paraíso islâmico prometido por Maomé.

    Afinal, tenho a impressão de que eles são sedentos por sexo detrás daqueles turbantes e véus, por que quem afinal vai querer 72 virgens em um palácio?
    É por essas e outras que elas estão em falta no mundo.

    Eu duvido muito que haja algum afegão que lute por essas causas por dinheiro. Eles podem lutar por diversos fatores além da causa islâmica, como lutar por ter nojo contra os Estados Unidos - que invadiu o Afeganistão na Guerra Fria e invadiu de novo por agora.

    Mas bem, é uma opção tua.

    A águia da paz e da guerra, sem explicação, parecia estranhamente estar olhando para as flechas, naquele momento.
    Puts, cara. Eu realmente gostei dessa frase. Apesar de eu não achá-la correta para esse momento.

    Eu definitivamente não tenho nada a falar sobre o capítulo 2. O que eu tinha para falar, eu falei ali em cima.

    Jackeline era loira, mais baixa que Jordan, e tinha o cabelo cortado no estilo “jornal do almoço”.
    Pareceu bem desnecessário no texto, pelo menos para mim. Apenas uma informação descartável que não serve nem para descontração, além de quebrar o ritmo de leitura. Sem falar que, se não fosse pela outra frase mais ã frente, eu não saberia como era o corte.

    Olha. O capítulo 3 realmente mostrou uma evolução quanto aos personagens e eu finalmente consegui me achar com os nomes. Mas mesmo assim, as ações ainda soaram para mim, bem superficiais.
    Jackeline, na verdade, para ter chego até ali tem muita influência, ou seja, deve ser rica, ou deu para as pessoas certas (risos). Isso não quer dizer quase nada, aliás não diz nada pra onde eu quero chegar, mas ficou legal, então vou deixar. (Mais risos)

    De qualquer forma, eu acho que é meio arriscado para ela, já que esses altos rankings são bem sensíveis e uma queda lá de cima deve doer para qualquer um, se é que entendeu. É bem arriscado para ela criar inimizades com qualquer um, mesmo com Mark. Soa bem impensado.

    Mas por outro lado, faz com que os outros tenham cuidado com ela.

    No entanto, a cena pareceu um pouco superficial – mas ficou bem humorada - porque além de quebrar o protocolo, é algo que dificilmente ela faria, porque ela realmente - por estar ali, tem grande astúcia - pensaria duas vezes antes de qualquer coisa.

    E uma última coisa, eu vejo um puta erro na tua história e em tudo que eu já vi teu.

    Todas as ações e processos, como a que Bruce fez para tentar rastrear a ligação, não são as pessoas no topo que fazem, meu rapaz. As coisas simplesmente não funcionam assim.

    Usemos esse caso de rastreamento como exemplo. Sabe como funciona? Eles normalmente conectam o telefone com a parafenarnalha deles. E normalmente, não será com uma simples mesinha que eles fazem isso. É um puta complexo de aparelhos, talvez não tão grande assim, mas grandinho.

    De qualquer forma, Bruce provavelmente apenas coordenaria as coisas e não as faria. É assim que as coisas funcionam. Eles sempre terão uma equipe à disposição para trabalhar bem.

    Isso é uma coisa inaceitável, na minha opinião, para um futuro trabalho, se tu continuar a repetir.

    E outra coisa sobre esses caras, eu realmente estou sentindo falta do serviço secreto por aí. Onde estão todos aqueles seguranças circundando o presidente que eu me lembro do prólogo. Normalmente, pelo menos na minha concepção, nessas ocasiões sempre fica o segurança de confiança do presidente.

    E por último, novamente não pude deixar de notar Dan Brown puro na tua história. E não adianta enrolar, porque a história do helicóptero foi Dan Brown em sua pura essência.

    Você pode continuar da forma que está, mas como o Melgraon disse, você estará se inspirando num autor modinha de blockblusters. Eu acho que toda o teu estilo de narrativa é baseado em Dan Brown, e por mais que ao teus olhos pareçam grande coisa, não é. Você, com isso, pode virar um puta best-seller, mas e daí? Vai ser comparado à Augusto Cury, Paulo Coelho, Dan Brown e outros vendedores de milhõess de livros.

    Pode te parecer grande coisa chegar à isso, mas eu sou muito mais Machado de Assis e qualquer outro tipo de escritor. Posso parecer gostar de ler romances históricos, aliás aprecio muito. Mas eu não discarto um livro com essência, que traga alguma mensagem. Esses, são na verdade, os melhores livros que tem e normalmente são estes que ganham nóbeis de literatura.

    Você se vale demais dele, e além de estar na hora de se valer mais de você. Tu não vai muito longe se tu viver às sombras de um autor.


    Eu meio que gostei do capítulo, pois a trama até que está tomando um rumo interessante, apesar de várias coisas parecerem fora do eixo.

    Até a próxima.

    Hovelst

  10. #10
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    Devo dizer que estou realmente decepcionado. Esperava que uma história envolvendo o mundo real globalizado chamasse mais a atenção dos leitores desta seção. No entanto, eu permanecerei firme com a minha decisão de fechar a história com 13 ou 14 capítulos. E aqui vai o terceiro. Outra coisa, senta que lá vem história. Estou tentando melhorar com os comentários do Melgraon, e isto me rendeu este enorme capítulo.
    -----------------------------------------------------------------
    Capítulo 3


    O terceiro homem entrou no salão oval. Era exatamente quem esperavam. O homem era baixo, calvo e moreno, não chegando a ser negro. Usava trajes informais, calça jeans e camisa de linho branca, comum. Não era o que Springfield esperava, mas, considerando-se as circunstâncias, não havia tempo para futilidades. Junto do homem, outras seis pessoas entraram, carregando equipamentos de escuta e de rastreamento altamente avançados.

    - Bruce Fletcher. Seja bem vindo ao salão oval novamente.
    - Obrigado. A que devo a honra?

    Bruce Fletcher era o diretor da NSA, a National Security Agency, uma empresa norte americana diretamente ligada à desencriptação de códigos que vêm e vão através da troca de e-mails pela internet. Englobando totalmente as funções da empresa, a NSA deveria interceptar e desencriptar, trocando em miúdos. Mas Bruce tinha ali uma função maior que isso. Gerena prometera fazer novo contato, e sua função era localizar a chamada, que dispunha de diversos mecanismos de propagação de sinal. Bruce era conhecido por ir sempre direto ao assunto e não deixar que a conversa tomasse muitos rumos diferentes.

    Jordan e Thurman cumprimentaram-no rapidamente, e colocaram-se nos arredores de uma mesa improvisada no centro do salão oval. Jordan mostrava-se firme diante da situação, mas Thurman não parecia nem um pouco familiarizada com ela. Seria mais correto que ela soubesse lidar melhor com o problema, já que era a presidente do FBI, mas não era o caso. Gerena era seu maior fugitivo.

    - Enfim, vamos lá. Coloquem os aparelhos e posicionem-os com delicadeza. Precisamos de total precisão – Bruce dava as ordens. – Frank, Jackeline, preciso que se distanciem. Preciso trabalhar sozinho. Podem fazer o favor? – deu-lhes um sorriso gentil.

    Com acenos rápidos de cabeça, Jordan e Thurman distanciaram-se. Era claro que Bruce era o dono da situação por onde passava, e até mesmo Springfield dera-lhe carta branca dentro de seu local de trabalho.

    Jordan e Thurman sentaram-se em duas poltronas no lado oeste da sala, enquanto Springfield permaneceu em sua cadeira, olhando para fora.
    Jordan era alto e forte, e suas feições firmes davam a quem estivesse no seu arredor total segurança. O presidente da CIA era uma das pessoas mais honestas e uma das figuras públicas mais conhecidas dos Estados Unidos da América. Jackeline era loira, mais baixa que Jordan, e tinha o cabelo cortado no estilo “jornal do almoço”. Era totalmente repicado e o comprimento descia até o ombro. Era linda. Seu corpo era escultural.

    Diversas vezes nos corredores da sede do FBI, circulavam comentários sobre a presidente da instituição. Comentários sobre sua beleza física. Certa vez, o diretor do departamento de relações públicas do FBI fora demitido, porque algumas fotomontagens feitas a partir do corpo de Jackeline foram expostas na mídia. Com frieza e total tranquilidade, Jackeline foi a fundo com a investigação até que detectou o culpado. O diretor de relações públicas fora demitido no minuto seguinte, e a carreira do colunista, que aceitara publicar as fotos, fora totalmente devastada. Jamais qualquer tipo de comentário fora dito em voz alta nos corredores do FBI depois do ocorrido.

    Ela parecia exausta. Jordan olhou rapidamente para o rosto dela recostado no encosto da poltrona confortável.

    - Parece cansada.

    Jackeline surpreendeu-se com o comentário e olhou para o diretor da CIA, com expressão preocupada.

    - Você acha?
    - Está no seu rosto, Jackeline. Eu acho que seria melhor se você descansasse um pouco.
    - Temos o caso do maior fugitivo do FBI se arriscando, ameaçando os Estados Unidos. Se há algo que eu jamais poderia fazer neste momento seria descansar.

    Jordan observou-a por um longo tempo. Trocaram olhares discretos. Bruce, com os fones nos ouvidos, observava a conversa dos dois, sem nada dizer. Tentava concentrar-se em seu trabalho.

    - Bom, então eu acho melhor pegarmos logo esse cara, concorda?

    Jackeline recebeu com bom humor a brincadeira do amigo.

    - Realmente, Jordan – deu uma risada espontânea. – Gostaria que fosse fácil, realmente. O desgraçado roubou muito dinheiro e desapareceu diante dos olhos dos nossos agentes como fumaça sendo movida pelo vento.

    Um ruído cortou a sala. Era o celular de Jackeline, novamente. Mark Phillman, pelo jeito, não aprendera a lição adequada.

    - Diga, Mark.
    - Senhora, digo, senhorita Thurman, a senhorita já se encontra na Casa Branca?

    Jackeline revirou os olhos e dirigiu-os para Jordan. Ele parecia divertir-se
    com o viva-voz do aparelho.

    - Escute aqui, Mark – Jackeline resolveu ser mais enérgica, com a sua voz aguda de sempre. – Você está falando comigo novamente por uma linha aberta. Se você fizer isso outra vez, eu vou enfiar esse celular pelo seu rabo e eu acho que você vai ter dificuldade pra tirar. Ou sai por cima, ou sai por baixo. Fico com a segunda opção.

    Todos na sala riram, inclusive o presidente.

    Phillman estava branco, do outro lado.

    - Mil perdões, senhorita! Eu apenas estava...
    - Sei o que estava fazendo, Mark. Já pode parar. Vai para casa descansar. Acho que comprar um pouco de vaselina será importante, eu acho complicado que um aparelho desse tamanho entre sem que você sofra um pouco.

    Mark desligou sem dizer uma palavra sequer. Springfield dava suas primeiras risadas no dia. Jackeline divertiu, realmente, a todos.

    * * *

    Guerreiro-Um estava surpreso, assim como todos os outros. A aeronave que os esperava era um MD 520 Notar. O helicóptero fora, basicamente, remontado para ser uma aeronave de ataque. Era grande, forte e toda preta. O mestre não quer que sejamos vistos por enquanto, mas mandou uma mega aeronave. Sabe lá o que ele quer.

    Os guerreiros embarcaram nela. O controlador observava estupefato a uma grande leva de animais num pesado trenó ser deixada para trás. Mas não podia perguntar nada. Suas ordens eram chegar, buscar os tripulantes e levá-los para outro local.

    - Ah, me sinto bem melhor - Guerreiro-Três manifestava-se. – Eu não agüentava mais esse lugar frio e sem vida. Vamos embora daqui.
    - A Antártida nos deu boa experiência, amigo. Nos vai ser útil mais tarde.

    Todos os guerreiros estavam sentados confortavelmente na aeronave, própria para cinco tripulantes. Tudo na maior perfeição. O mestre é realmente inteligente.

    - Para onde vamos? - Guerreiro-Um estava curioso desde que vira a aeronave.
    - Para a Suíça.

    Os guerreiros entreolharam-se. Para a Suíça?

    - Mas o mestre nos disse que estaremos lá daqui a quatro horas! A Suíça fica a 14 mil quilômetros daqui.

    O controlador achou graça na preocupação do guerreiro. Mas entendeu.

    - Sim, amigo. Ele prometeu que estarão lá em quatro horas, e vão estar.
    - Então explique.
    - Não se deixem levar pelo tamanho do helicóptero, amigo. O mestre realmente é uma pessoa muito cuidadosa. Ele remontou totalmente o helicóptero. Agora, esta aeronave voa a Mach 17. Um pouco estranho para um helicóptero, mas quem sou eu para questionar as ordens do mestre, correto?

    Guerreiro-Um observou-o durante alguns instantes. Havia alguns sacos plásticos sobre a poltrona de cada um dos tripulantes.

    - Ah – o controlador voltou a falar. – Os sacos plásticos serão úteis. Caso sintam enjôo, não pensem duas vezes. Antes aí dentro do que no chão da aeronave.

    * * *

    As risadas fizeram bem ao grupo. Agora, Jackeline estava com a cabeça recostada na poltrona, quase dormindo. Jordan não desgrudara o olho dela sequer uma vez.

    Bruce ainda tinha os fones grudados ao ouvido, tentando captar qualquer sinalização. Por enquanto, nada. Jordan sentiu a necessidade de esticar as pernas, portanto se levantara e andava pelo salão para lá e para cá.

    Repentinamente, outro ruído cortou o ar. Era uma ligação no celular do presidente. Instantaneamente, Bruce pressionou a válvula de destrava dos equipamentos e começou a receber o sinal. Vinha de longe. Da Europa.

    Trêmulo, Springfield tomou o aparelho e digitou uma senha de cinco dígitos que confirmava sua identidade. Em seguida, o aparelho cessou o ruído e deu lugar a um bipe agudo, que indicava que a ligação estava sendo escutada.

    Springfield aceitou a chamada. No mesmo instante, as caixas de som do equipamento emitiram um bipe curto, e uma voz foi ouvida por elas, antes mesmo de o presidente dizer “alô”.

    - Senhor Springfield – a voz, para o presidente, era familiar. Para Jackeline, era inconfundível. Victor Manuel Gerena estava fazendo contato. – Como estão todos vocês, acomodados no salão oval?
    - Diga o que quer, Gerena.
    - Meu recado é para Jackeline Thurman e também para Bruce Fletcher.

    Instintivamente, os dois citados levantaram-se e se aproximaram do aparelho.

    - Senhores, e... Senhorita. Enfim, que seja. Jackeline, o primeiro recado será para você.

    Jackeline curvou-se em direção às caixas de som.

    - Eu sei que a ligação está sendo escutada. Então você pode me ouvir. Enfim, eu quero lhe dizer para que não se meta comigo outra vez. Eu fugi uma vez, e não será problema pra mim repetir o feito. Vocês não têm as condições necessárias para me enfrentar, desistam.

    Jackeline ferveu de raiva, mas manteve-se em silêncio.

    - Bruce Fletcher – Gerena prosseguiu, sabendo que as palavras ditas anteriormente tinham feito o efeito desejado. – Eu sei que está tentando rastrear minha chamada. Infelizmente, você é mais inteligente que o presidente. Mas, é em vão. Mesmo que você saiba a minha localização, dadas as circunstâncias, vocês não poderão chegar até aqui. E é isso. Entrarei em contato em breve.

    Quando a ligação chegou ao fim, Bruce entendeu o que Gerena quis dizer. Um ponto brilhante, azul, piscava no GPS do aparelho. Apontava a Europa. Apontava o Afeganistão.

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