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Tópico: Gerena

Visão do Encadeamento

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    CAPÍTULO 1


    A sede do FBI localiza-se em Washington, na 4th Street, a poucos quilômetros da Casa Branca. O departamento policial do FBI foi criado no governo de Theodor Roosevelt, por um promotor público. Nos Estados Unidos, a criminalidade cai cada vez mais devido à eficiência do órgão policial. O FBI abrange o serviço de coletar as atividades domésticas dos cidadãos estadunidenses e nos arredores do mundo, sendo que a CIA é expressamente proibida, de acordo com a lei, de coletar tais informações, assim como o FBI também não tem o direito de intervir em assuntos diretamente relacionados com a CIA.

    Mark Phillman, o vice-diretor da empresa, estava apavorado. Ele nunca sabia como agir, em casos de extrema pressão. Apesar da aparência intimidadora, o robusto e austero vice-diretor era apenas mais um peão num tabuleiro de xadrez repleto de reis, rainhas, bispos, torres e cavalos. Ele sabia que as ordens eram expressamente proibidas de serem retransmitidas por linhas inseguras, mas não havia como fazer diferente. O presidente do FBI estava fora, seu pager e celular estavam desligados. Havia apenas a conexão direta, por um telefone sem fio, até o telefone do veículo do presidente. E foi assim que a situação correu. Phillman sabia que ganharia para si o maior dos sermões possíveis na face da Terra, e talvez também perdesse o próprio emprego. Mas ordens eram ordens.

    Jackeline Thurman conduzia seu Citröen Xsara Picasso através da rodovia principal que ligava Washington a Virgínia. Ela mal sabia as informações que estava prestes a receber.

    * * *

    - Digníssimo presidente dos Estados Unidos! É uma honra conversar contigo novamente, senhor Springfield!
    - Quem é? O que deseja?
    - Muitas pessoas me conhecem por pseudônimos diferentes, mas eu prefiro o meu nome, de verdade. Sou Victor Manuel Gerena, senhor. Como está o assento de Vossa Excelência na Casa Branca, doutor?

    Silêncio na linha. A ligação era telefônica. Springfield não imaginou de que forma aquele homem conseguira seu número de telefone particular, mas não importava. Gerena era o primeiro fugitivo do FBI de todos os tempos. O mais perigoso.

    - O que é que você quer, seu desgraçado?

    Silêncio do outro lado. Springfield percebeu que Gerena divertia-se com a ocasião.

    - Puxa vida, presidente! Isso é forma de conversar com os velhos amigos?

    O presidente estava com os olhos vermelhos. Sua cabeça prestes a explodir. Seu autocontrole, no entanto, permanecia o mesmo de sempre.

    - Se não me disser o que quer, eu vou desligar o aparelho. Não faço idéia de como conseguiu o meu número, Gerena, mas vou logo lhe avisando que a ligação está sendo rastreada neste momento.
    - Ah, isso não é problema, senhor. Meu aparelho está protegido pelas mesmas ondas eletromagnéticas que o seu digníssimo helicóptero de ataque Kiowa Warrior dispõe.

    O Kiowa Warrior era o maior helicóptero ofensivo do arsenal estadunidense. A aeronave dispunha de mísseis altamente destrutivos, e de um alcance nuclear incontestável. Era uma arma destrutiva inabalável, negra, que sobrevoava independente da pressão.

    - Desgraçado – o autocontrole do presidente fora-se há tempos. – Nos deixe em paz!
    - Springfield – a voz de Gerena soou firme, decidida -, dos Estados Unidos, eu não desejo nada. Vocês é que me dirão o que desejam dar. Senhor, eu vou ser bem sincero quanto a minha intenção. Ouça com atenção.

    * * *

    - Senhor Phillman, eu espero que saiba que estamos correndo grave risco por falarmos em uma linha desprotegida – a voz de Thurman soou firme, áspera, exatamente como Mark imaginou que seria, e com a mesma rigidez que Mark temia que fosse. – Alguns tipos de falhas, senhor, não são toleradas pelo FBI. Você sabe disso. Só por estar fazendo essa chamada, meu veículo pode estar sendo alvo de um atentado terrorista. Tem noção dos riscos?

    Phillman ficou mudo, do outro lado da linha. Ele já estava acostumado com o tom arrogante de Jackeline Thurman, mas desta vez, ela havia pegado pesado.

    - Sim... – as palavras mal saíram. – Sim senhora, senhora Thurman. Mas, seu Pager estava desligado, e o seu celular que carrega a linha segura também. Não havia formas de eu...
    - Esperasse eu chegar – ríspida, Thurman cortou a fala do agente. – Este tipo de falha não se comete, Mark. Isto pode custar-lhe o emprego.

    Mark engoliu em seco, do outro lado da linha. Reorganizou os pensamentos, e resolveu tomar as rédeas da situação.

    - Jackeline – seu tom soou mais arrogante do que ele desejava -, eu não posso fazer nada, se os seus equipamentos seguros estão indisponíveis. Ordens são ordens, e eu devo cumpri-las. O presidente deseja vê-la na Casa Branca. Você tem meia hora para estar lá, são as ordens. Até mais – e desligou.

    Jackeline, durante alguns segundos, observou, pasma, o aparelho de telefone embutido ao Picasso. Ela já estava a caminho de Washington.

    * * *

    Gerena deu-lhe um sorriso amarelado. A ligação fora interceptada. O homem ao seu lado, com certeza, era o maior líder terrorista de toda a história. Gerena fora um grande assaltante, mas nunca passara pela sua cabeça se vingar dos Estados Unidos da maneira que programara.

    - Jackeline está indo para Washington. O idiota mordeu a isca – deu uma gargalhada sonora. – Fez uma ligação por linha aberta. Tivemos sorte de conseguir isolar a área, o pager dela e o celular ficaram indisponíveis até que Mark resolveu ligar para o telefone do carro.

    O homem ao lado sorriu de modo bizarro. Estava pronto para voltar a assombrar os Estados Unidos. Desta vez, eu vou derrubar a Casa Branca.

    - Entendi, Gerena. Vamos deixar Jackeline chegar ao encontro. Afinal, temos todo o tempo do mundo. Não há o que temer. Temos as rédeas da situação.
    Última edição por Neal Caffrey; 19-01-2009 às 01:48.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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