É bem off, mas como esse Witzel pegou carona no Bolso, e pra não criar um topico a mais, resolvi postar aqui.
https://youtu.be/H_JyMCPxAD4
Afinal, porte de arma tem que ser liberado ou punido com pena de morte sem direito ao devido processo legal?
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É bem off, mas como esse Witzel pegou carona no Bolso, e pra não criar um topico a mais, resolvi postar aqui.
https://youtu.be/H_JyMCPxAD4
Afinal, porte de arma tem que ser liberado ou punido com pena de morte sem direito ao devido processo legal?
Não sou fake, mais respeito com o futuro ministro da economia desse país! Vim do fórum uol que esta prestes a acabar...Aliás já falei com o Presidente eleito pra usarmos a verba da lei rouanet pra comprar o fórum do uol e mante-lo ainda na ativa.
Mesmo sem conhecer ninguém, já percebi quem é de esquerda, e realmente, não me espanta acusações sem provas contra mim, vindo das mesmas pessoas que espalharam calúnias a respeito do Bolsonaro ser fascista, racista, etc...Agora que a esquerda percebeu que acusações de fascismo não colaram, inovaram e agora começaram com acusações de criar conta fake em fórum de tibia! A criativa da esquerda pra moer reputações continua me surpreendendo, mesmo no alto dos meus 69 anos.
...não tenho argumentos, então apelo pro:
Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia identificada quando alguém procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo.
A falácia ocorre porque conclui sobre o valor da proposição sem examinar seu conteúdo.
O argumento contra a pessoa é uma das falácias caracterizadas pelo elemento da irrelevância, por concluir sobre o valor de uma proposição através da introdução, dentro do contexto da discussão, de um elemento que não tem relevância para isso, que neste caso é um juízo sobre o autor da proposição.
Pode ser agrupado também entre as falácias que usam o estratagema do desvio de atenção, ao levar o foco da discussão para um elemento externo a ela, que são as considerações pessoais sobre o autor da proposição.
Fonte: Arthur Schopenhauer
Tem que ser liberado pro cidadão de bem, e obviamente que não fuzil, e não pro CV e traficantes perigosos. E se você tivesse assistido as entrevista do Dr. Witzel, saberia do seguinte:
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Quem tem fuzil e é traficante perigoso é uma ameaça iminente e deve ser abatido. Snipers não irão se confundir com furadeira ou guarda-chuva como disseram os retardados da globolixo, pois a luneta da arma amplia a imagem, e os snipers são altamente treinados. Se ficar muita palhaçada com os "meios moderados" pode dar um tiro no braço mesmo, mas não muda muito, porque a letalidade de um tiro de alto calibre como sniper é alta, mesmo no braço.
E vai ter o devido processo legal, as mortes vão ser apuradas e se ficar constatado que o elemento não estava de fuzil o policial irá responder normalmente. E as condecorações que serão dadas aos policiais serão concedidas seguindo o devido o processo legal :D:P
Aliás, vamos implementar o seguinte, em parceria com Israel:
https://www.forte.jor.br/wp-content/...e-Robotics.jpg
Vejam Dr. Witzel fazendo a globo passar vergonha:
<editando>
Em relação ao Kogos, vou elaborar uma resposta para ele sim. Aguardem. Vai ser de foder.
No Brasil o cidadão comum (não militar) só pode portar uma arma sendo um porte velado, ou seja, caso alguém passe por todo procedimento e prove a necessidade de portar uma arma — algo que é quase impossível na legislação atual —, essa pessoa deve fazer de modo mais discreto possível, com a arma por dentro da roupa, de modo que ninguém veja que ela está armada. O porte ostensivo é dedicado para militares, seguranças e profissionais qualificados e identificados. Finalizando o raciocínio: se tem alguém segurando um fuzil na mão no meio da rua, sem estar com nenhuma identificação de ser militar ou profissional que a lei ampara o porte ostensivo, então essa pessoa é uma ameaça e pode ser abatida sem ser abordada, por uma questão de segurança dos policiais (evitar um confronto dentro de uma favela com possibilidade de moradores serem mortos por balas perdidas).
Espero ter sanado sua duvida.
Por que o porte de fuzil nunca foi liberado para civis e também não será, logo se alguém o porta, sem a vestimenta de policia ou forças armada, em local onde há elementos criminais, é uma simples dedução de raciocínio lógico, sério, é bem fácil... Puta merda sedex...
edit:
Ah! vão dar os fuzis na mão de inocente para transportar pela favela, bem a arma será capturada :shrug:
Sei que alguém vai te quotar e dar aquele "belo" argumento "Mas se um sniper abater o individuo que está portando o fuzil, a arma vai permanecer no lugar e só mudar de mãos". Bom, digamos que nesse caso teremos mãos a menos para segurar esse fuzil :lol:
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Ah, perdão por ter esquecido da explicação ética, então ai vai:
Não quer tomar uma bala no meio da testa? Não saia exibindo um fuzil no meio da rua, afinal, moramos em um país que culturalmente e normativamente não permite tal ação.
Siga as leis e não tenha problemas
Corrigindo pra fazer sentido com assunto em epígrafe
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Só pra sintetizar e esclarecer meu questionamento:
Vcs acham que o estado deveria ter o poder e a autonomia de tirar a vida de alguém, prontamente, unicamente por portar um objeto de determinada maneira?
Se o objeto em questão é uma arma ilegal com potencial destrutivo enorme em poucos segundos, na mão de um ser irracional que provavelmente não ligaria de usar o brinquedo para fazer um buraco do tamanho de uma laranja no meio da tua cara por uma leve ofensa ou um olhar torto que seja, hmm sim. Agora, não tenho certeza sobre bonecas polly, balões coloridos ou até mesmo um acarajé soltando fumaça, sei la é muito complicado, realmente deveríamos conversar democraticamente isso, realmente relevante...
Cai do nada nesse tópico, mas tem um artigo bem interessante do Walter Block que fala sobre a proporcionalidade de proibição de armas. Isto é, não se poderia permitir alguém usar um tanque privado para ir comprar pão numa área altamente populosa, mas poderia ser em uma área extremamente rural/desértica.
Usar fuzis em área urbana - favelas, por exemplo -, pra mim, não poderia ser de todo possível, salvo se cumpridas rigorosas normas técnicas e psicológicas.
Cara, vocês são muito radicais, extremistas, fascistas... Quem nunca saiu em um sábado a tarde dar um rolê com um fuzil?
Vocês precisam assistir mais Globo News. A repórter lá já falou para o Witzel que é absurdo um menor na favela com um fuzil na mão ser abatido, visto que esse não representa perigo algum.
É esse que é o problema dos direitos humanos. Algo que surgiu para proteger os direitos mais básicos das pessoas, hoje é utilizado como escudo para a impunidade. Será que essa turma não percebe que entre abater a vida de um criminoso para preservar a vida de milhares de pessoas que estão em risco ou deixar essas pessoas no meio de tiroteios diários, balas perdidas só para preservar a vida de uma vítima da sociedade, a primeira opção é a mais sensata?
Como assim uma pessoa que não é militar ou das forças de segurança com um fuzil na mão não representa um perigo? O que ela está fazendo com esse armamento pesado na mão? É um paladino da justiça que cansado da violência resolveu defender a população indefesa? Na boa acho que aqui ninguém mais é criança né...
Como já disse, há um claro conflito de direitos em jogo: preservar o direito à vida de um criminoso ou preservar o direito à vida, liberdade e segurança de milhares de inocentes? Ao meu ver, é muito mais coerente a segunda opção.
Vou te atravessar e construir o argumento que você está tentando construir mas os caras ainda não perceberam:
O quão é legítimo (ética e moralmente falando) um Estado punir com morte sumária (sem julgamento e direito ao contraditório e ampla defesa) alguém que vá contra a Lei que esse próprio Estado arbitrariamente determinou? E quando a Lei foi contra algo que você acredita ser correto?
É um discussão ética e sobre autoritarismo e eu entendo totalmente Sadeckss. Mas você não vai conseguir nada nesse tópico, bro. Se tem um tópico ruim pra questionar isso é esse.
Já assistiu um filme chamado Minority Report?
Eu até pensei e esbocei esse debate. Mas agora estava mais interessado em ver a galera que é pró-liberação das armas usando os msm argumentos de quem é contra, para defender o Witzel.
Tbm cogitei citar esse filme, mas já é evidente a opinião sobre o assunto.
Contra, com ressalvas, primeiro porque já sou meio tiozão e lembro perfeitamente que não havia excesso de violência comparado aos dias atuais quando haviam armas com a população civil; segundo porque me lembro que no referendo a própria população decidiu pela manutenção das armas e o petismo gramscista retirou o direito da mesma forma; terceiro porque acredito que todo mundo tem o direito de defender a sua própria vida ou de seus queridos da maneira que o quiser e se necessário o porte, deverá ser concedido; quarto que o que Bolsonaro está tentando liberar é a posse e não o porte, então quem usar na rua será penalizado na forma da lei, o próprio Bolsonaro é contra o porte; quinto armas são caras por natureza, exigem licenças e exames onerosos, não é para qualquer um, nunca foi e nunca será, aliás antigamente não era todo mundo que tinha não ; sexto é hipocrisia da agenda esquerdista querer o controle sobre armas quando reclamam de interferência do estado em liberdades civis; sétimo @Sete.
Também acho contraditório. Mas não estou surpreso. Quando essa questão de armas começou a ser discutida, já cheguei a fazer uma observação aqui no sentindo que muitos estavam encarando a questão de porte e posse para civis como política de segurança pública e não como uma questão de liberdade individual. É isso que gera a contradição que você está apontando. É ética vs. utilitarismo.
Topico
Vou trabalhar um pouco mais esse argumento do caso do fuzil e porque eu acho a proposta do Witzel absurda em vários aspectos.
Primeiro de tudo é a questão da presunção de crime futuro. Obras como o Minority Report trabalharam a nível de ficção científica esse dilema ético: se eu tenho quase certeza de um crime que ainda não aconteceu, posso aplicar as mesmas medidas para o caso em que crime já tenha acontecido? Ninguém nega que uma pessoa com fuzil em uma comunidade não pode indicar um cidadão "inocente". Esse, inclusive, é um espantalho bobo que vem sendo utilizado para defender a medida. Mas todos sabem que o simples porte de armamento militar, por si só, já configura em crime. Entretanto, a ameaça à sociedade que esse indivíduo oferece faz parte de uma subjetividade, de uma presunção de futuro. E não existe nada em constituição nenhuma que trata a presunção de crime futuro da mesma forma que o crime realizado. Portanto, o único crime de quem porta o fuzil, na nossa legislação, é o porte irregular.
Então nós temos que analisar o crime de fato. Mas a punição para o porte ilegal de arma de uso militar não é a morte. E nosso ordenamento jurídico, bem como a maioria do ordenamento jurídico de civilizações ocidentais, é pautado na divisão entre os poderes de repressão e judicial. Polícia prende, justiça julga. E esse processo é amparado pelo princípio da ampla defesa e contraditório. Ou seja, polícia julgar e aplicar pena é também ilegal e também faz do policial um bandido.
Enfim, não preciso me alongar em questões de legalidade, visto que é quase um consenso jurídico que a proposta é ilegal e só seria possível com mudanças na lei.
A outra questão é a ética. O Estado decide arbitrariamente diversas Leis. Qual é a prerrogativa que esse Estado tem de aplicar qualquer pena sumária baseada nessas leis arbitrárias. Vejam só, HOJE, o porte de qualquer armamento é vetado, salvo para agentes públicos e alguns poucas e irrelevantes exceções. Isso significa então que, se eu não tiver porte de uma arma que comprei para me defender de criminosos (por considerar isso necessário na situação atual), o Estado está totalmente aplicar punição arbitrária qualquer, inclusive com presunção de "ameaça à sociedade"? E se o político que controla esse Estado for bandido? E se ele tiver uma opinião extremamente negativa e criminalizante da minha opinião política?
Penso que nossa sociedade tem que se pautar por questões éticas e morais que sejam maiores do que o simples utilitarismo. Existem diversas formas de combater o crime organizado. O fuzil não se teletransporta para a favela. Favelado não tem fábrica de M16 no quintal de casa. Existe uma linha de capital e poder que liga os produtores de armas e drogas à esses traficantes. E é nessa linha que as forças de segurança tem que trabalhar. Desmontar crime organizado não é matar o cara da favela, é seguir o dinheiro e descobrir quem está financiando a criminalidade. Para isso, é fundamental um conjunto de leis que reforcem o trabalho da polícia e uma polícia que seja investigativa e eficiente.
Eu sou a favor do posse facilitado de armas (tenho certeza que vc sabe a diferença entre porte e posse), entretanto isso deve ser feito dentro das leis e com as devidas limitações. Duvido muito que um armamentista defenda que alguém pegue um fuzil ilegal e saia esbanjando no meio da rua, dando tiros ao bel prazer.
Os armamentistas defendem o direito do cidadão se defender, dentro da lei, não estaríamos lutando para a revogação do estatuto do desarmamento se fosse para simplesmente ter uma arma de forma ilegal.
Sim Ukrush, concordo em partes e acho valida a discussão. Mas pra esse debate precisa de boa vontade legitima e eu msm não tenho opinião fechada. Meus conflitos são o mesmo que tenho quanto a opinião de ser crime dirigir alcoolizado
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Perfeito. Liberação de porte de arma é um tema que evidencia certa inconsistência tanto de conservadores quanto de progressistas, como bob falou no post acima
Existe uma diferença entre os casos, Sadeckss. A lei não trata dirigir alcoolizado como homicídio. O crime punido é identificado a partir de uma ótica de irresponsabilidade do motorista.
Além disso, não existe político propondo matar motoristas alcoolizados. Parece até doideira dizer isso, parece uma hipérbole, mas é o caso da proposta do Witzel. Além de pressupor um crime não praticado, contempla punição feita por agente público de repressão. Ou seja, é ilegal e antiético.
Sou a favor só da posse de arma de fogo, porte não. E nem pela segurança nas cidades, porque tem considerável patrulhamento da polícia, mas sim pelo campo e lugares afastados nos quais os cidadãos estão completamente desprotegidos.
No caso do Witzel, acho que esse negócio de atirar de longe em quem ta com o fuzil na mão não vai adiantar nada, até porque depois que matar meia dúzia de marginal eles vão esconder o armamento pesado e ficar só com o leve de forma que não seja identificável, e não vai resolver o problema do crime. Crime organizado só pode ser derrotado com inteligência.
Antigamente seria um tópico. O que percebo hoje é que a mudança de narrativa provocada pela ascensão ao poder da alt-right mudou a narrativa político-ideológica. E, como consequência, gerou um "re-debate" de questões morais e éticas que fizeram a base humanista da sociedade ocidental pós-iluminista. Não digo que isso é "ruim" ou "bom" mas é uma discussão a ser feita. É chato que esse debate esteja sendo feito de forma tão passional e partidária, até no âmbito da academia.
A invocaram o Minority report, que é um filme ficcional com o pressuposto que seria feito a injustiça de recolhimento eterno e definitivo na visão do protagonista vítima, por uma possível ilegalidade.
Pois bem, se o filme mostra-se que as pessoas após o recolhimento e novos teste sendo feitos, não mais cometeriam os delitos e seriam soltos. Não seria uma medida positiva? Será que não estão levando tudo apenas pela visão negativa dos fatos automaticamente ? Será que a questão ética seria superior a vantagem que tal medida traria? Será que a visão não mudaria se a história não fosse contada com o olhar da injustiça. Será ?
@Renato Russo
Acho que a própria obra propõe responder sua questão, que é exatamente a que coloquei: ética vs. utilitarismo.
Não sei se você lembra, mas o conflito do filme era mostrar que os Precogs eram falhos e geravam distorções no PreCrime, ao não reconhecerem a possibilidade de um indivíduo, em posse do conhecimento do seu próprio futuro, poder alterá-lo. A questão é: o sistema ser falho é uma analogia para um sistema que pode ser manipulado por aqueles que estão no poder e utilizado de forma arbitrária. O PreCrime é um ótimo sistema quando ele está "funcionando", quando está dando "resultados". Entretanto, uma vez que ele é inquestionável, se transforma em uma ferramenta punitiva, arbitrária e injusta. E o Tom Cruise só percebeu isso quando o sistema se voltou contra ele.
Na vida real, no caso em que estamos debatendo, é pior, não temos um sistema que conta com tanta credibilidade. Policial é humano, não Precog. Pode ser corrupto (miliciano), pode ser falho (confundir guarda-chuva com fuzil), pode ser enviesado (achar que todo favelado é bandido) ou está sob estresse. É exatamente por isso que o sistema de repressão não pode ser o mesmo sistema punitivo. Não existiria justiça em uma sociedade assim.
E tem aquilo: o autoritarismo não é de todo ruim. Ele é ÓTIMO quando aqueles que estão no poder concordam comigo. Agora, imagina se esses caras não concordam comigo? Vale a pena quebrar cercas morais e éticas apenas pelo "resultado"? Ainda mais quando o resultado pode nem ser tão bom assim (como o @Don Maximus Meridius observou)? Quando o PT voltar ao poder, ele não pode utilizar o mesmo milestone moral para matar "fascistas"? Acho que o debate é por aí.
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Ah é, e quando o sistema se voltar contra a gente, provavelmente não teremos um Tom Cruise pra salvar o dia.
Acho natural. É uma discussão moral e ética. Talvez seja mais fácil ver o concreto do que o abstrato. Nosso sociedade da forma como ela é organizada, é uma construção de conceitos abstratos. O que temos de certo e errado está pautado em valores que não podemos ver com facilidade, a não ser em casos que eles inexistam.
Sobre o debate sobre segurança pública, queria adicionar outro pensamento. Acho que a população brasileira é muito inocente ao lidar com o crime organizado. Mesmo depois de assistirmos e adorarmos Tropa de Elite 2, parece que ninguém realmente entendeu.
Percebam, o crime organizado é o universo da inteligência e dissimulação, mentira e maldade. Bandido de verdade, aquele graúdo, que financia todo o sistema, não está em comunidade carente com fuzil na mão. Quem está com o fuzil na mão são os ignorantes, os burros, os marginalizados, aqueles que são totalmente descartáveis para os líderes de facções, milícias e esquemas. Morre um, tem 10 outros ignorantes para assumir o mesmo fuzil. O líder não mora na comunidade, mora em um casarão de bairro nobre, com família, filhos e trabalho formal.
O bandidão lá de cima não vai receber a polícia na bala. Vai receber com uma equipe de 10 advogados experientes e inescrupulosos. Além daquele político amigo, que vai mover mundos e fundos para convencer a todos que o bandidão é homem de bem, de família, as vezes até religioso. E esse homem de bem pode até se candidatar a um cargo eletivo. E adivinha a qual será a diretriz politica dele? Segurança pública, matar bandido, fortalecer a polícia, acabar com a droga que chega aos nossos filhos. E o eleitor, afundado em discussões ideológicas e partidárias, vai eleger esse cara.
Eu acho muito ingenuidade falar em combater crime organizado enumerando diversas formas de matar os descartáveis. Percebam que não existe a mesma severidade ao tratar de criminosos graúdos, milicianos e políticos corruptos. Será que um corrupto que levou milhões desviados de um hospital merece menos uma bala de sniper que um cara com um fuzil? Mas por que estamos debatendo este e não aquele? Por que o cara pego roubando (de fato sendo uma ameaça para a sociedade) não entra no mesmo julgo de ação arbitraria?
Inteligência policial + justiça eficiente e severa e não precisaríamos perder tempo com dilemas morais.
Outro problema grande a ser resolvido é esse comando de dentro da cadeia, porque a gente até consegue prender chefes e chefes, mas eles continuam dando ordens. E já que não temos pena de morte em caso algum (que seria uma solução pra eliminar da face da terra os chefões), pelo menos precisa saber isolar direito e de forma permanente.
Outra coisa a se fazer é atacar as bases ecônomicas da organização criminosa, foi assim que derrotaram parte delas pelo mundo. Mas aí o Sergio Moro ta bem por dentro do assunto, e vamos ver o que ele vai propor que seja feito.
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O que a galera não ta entendendo muito bem é que força bruta não adianta pra combater esses caras, senão já teríamos conseguido: as forças policiais e o exército tem mais treinamento e suporte, como já mostraram quando o exército retomou o complexo do alemão há alguns anos atrás.
A questão é mais parecida com a luta contra o Estado Islamico, por exemplo, que você tem um bando de covardes se disfarçando entre refugiados e atacando quando tem oportunidade. Se dependesse só da força bruta, EUA ou Russia acabariam com o terrorismo em 1 semana explodindo o território inteiro dos caras.
É justamente isso que está, na primeira vez na história no país, para acontecer. O Moro ficará 6 meses no cargo de ministro da justiça para fazer a proposições de leis necessárias para que os grandes players não consigam utilizar as inúmeras brechas do sistema judiciário.
Vai funcionar? bem de levinho, mas vai.
Os peixes grandes, os intermediários corruptores, vão continuar fugindo e fazendo seus esquemas, tesourando as medidas contrárias no congresso através de seus robozinhos e tentando engessar ainda mais as ferramentas anticorrupção. É necessário muito mais mudanças para pegá-los, não só na questão ética/legal como principalmente cultural. Aliás, a unica coisa que as eleições mostraram é como o brasileiro é burro, tem pensamento monocrático e os porquês de interesses pessoais influenciarem.
As medidas de Witzel são de curto prazo, paliativas, mas tem potencial de crise no funcionamento dessas organizações, vão precisar encontrar novas formas de atuação e onde há alterações, há aumento de risco, o que pode ser bem favorável no combate às drogas e no enfraquecimento no escoamento do dinheiro ilegal, nem sempre o radicalismo é a pior escolha.
No âmbito federal, resta-nos torcer para que o congresso não corte muito do que for proposto e que esse novo superministério da justiça seja mais automático e eficaz no combate a corrupção. Sinceramente essa história do armamento é ridículo perto das transformações que esse governo terá que fazer.
Spoiler: 1
Ou seja: quem é de direita é proibido de criticar a imprensa. Senta lá Claudia. Sim, o público vai decidir entre os argumentos de quem critica a imprensa, e entre os argumentos da própria imprensa.
Não deveria só porque você não quer? Ta anotado aqui sua opinião sobre o que o nosso governo deveria ou não falar ou pensar. Vou falar com o Presidente Eleito pra te consultar antes de falar ou até mesmo pensar em alguma coisa antes de 01/01/2019. E você realmente continua achando que o país deve ficar caladinho não falar nada, senão os países árabes e a china irão impor sansões comerciais terríveis, e ai, é o fim do Brasil, porque né, o que será de nós sem Egito e Palestina.
Já começou mentindo. Os vagabundos que portam fuzil em favela dominada pelo tráfico cometem crimes no passado e no presente. São membros de organização criminosa.
Conforme dito anteriormente:
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Não é punição, é legítima defesa, e não é morte, é uso dos meios necessários pra repelir a agressão iminente.Citação:
Postado originalmente por Bob Joe
Ta meio por fora de como funciona o ordenamento jurídico. Legítima defesa não é aplicação de pena. E a maioria do ordenamento jurídico de países ocidentais civilizados defende o abate do criminoso nestas circunstâncias.
O bom é que os juristas não julgam e sim o júri popular, e se o policial for a júri(o pior cenário possível) quem vai decidir se os meios moderados foram utilizados com moderação, e se o meliante apresentava perigo iminente, não são esses "juristas" nem você, e sim as pessoas sorteadas pro júri. E ai, é absolvição certa, porque o povo pobre ta cansado dessa palhaçada.
Quem decide é o parlamento eleito democraticamente pelo povo nas urnas. Seguindo esse raciocínio o pedófilo vai sair por ai atacando geral alegando que as leis são arbitrárias...
Se for um fuzil, numa área dominada pelo tráfico, sim. Tá lá no artigo 25 do código penal, que não foi aprovado arbitrariamente, e sim pelo parlamento eleito nas urnas. E o cidadão de bem apoia.
E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ? E se ? E se? E se? E se ?
:newspaperguy:
Uma coisa não anula a outra. Existem diversas formas sim, ninguém quer acabar com a inteligência. Quanto mais estratégias melhor. Ao mesmo tempo que trabalhamos nas fronteiras, e melhorando a educação, colégios militares pra botar essa molecada sem limites na linha, tem sim que abater quem tá de fuzil.
https://scontent.fcgh14-1.fna.fbcdn....ad&oe=5C786E4C
Legítima defesa não se aplica a essa situação. Nem o Witzel utilizou esse argumento, simplesmente porque não faz sentido jurídico. Um sniper em posição privilegiada e possivelmente escondido abater uma pessoa armada sem confronto não configura dentre elementos objetivos mínimos da legítima defesa, que leva em conta, inclusive, proporcionalidade.
Mas isso não cabe nem a mim colocar aqui. O Witzel já está avisado pela procuradoria e STF que a ação é ilegal. A questão levantada no tópico é ética.
Nossa, eu podia jurar que ouvi ele citando o art. 25 do CP nesta entrevista....(e em outras)
Ta com ciúmes? :ultragay::nyan:
Li, reli, e tá lá escrito que os meios moderados podem ser utilizados para conter um perigo iminente a vida de outrem. Também li no CPP e na CF que o júri popular vai decidir se for o caso. Que parte você não entendeu?
Minha visão é com certeza simplista, sem peripécias filosóficas ou jurídicas. Se o cara ta com um pau de fogo, policial não vai chegar la e pedir pra ele entregar o fuzil e prender ele numa boa. Se alguem é a favor disso, favor escolher se prefere ter empatia com o bandido ou com o policial, nessa situação para ter com os dois é só na base da omissão (que seria então não ter com todo o restante da população). A opção é abater ou deixa ele lá com o fuzil de boa, o que não parece boa opção. Para abater pode ir la e provocar uma troca de tiros ou pode dar um jeito de fazer isso na surdina. Opto pelo abate. Vai Witzel, vai.
A questão é que tem gente que não enxerga a situação como ela é verdadeiramente: guerra. Não adianta ficar com demagogia no meio de uma guerra urbana. Não é a solução (até porque solução seria soma de várias medidas, provavelmente, com resultados a curto, médio e longo prazo), mas não da pra abandonar totalmente a população por algumas decadas enquanto se espera que educação e políticas sociais deem resultados.
Só pra trazer um pouco de experiencia histórica pra discussão
https://www.history.com/news/black-p...rt-mulford-actCitação:
https://www.history.com/.image/c_lim...der-title.webp
throughout the late 1960s, the militant black nationalist group used their understanding of the finer details of California’s gun laws to underscore their political statements about the subjugation of African-Americans. In 1967, 30 members of the Black Panthers protested on the steps of the California statehouse armed with .357 Magnums, 12-gauge shotguns and .45-caliber pistols and announced, “The time has come for black people to arm themselves.”
The display so frightened politicians—including California governor Ronald Reagan—that it helped to pass the Mulford Act, a state bill prohibiting the open carry of loaded firearms, along with an addendum prohibiting loaded firearms in the state Capitol. The 1967 bill took California down the path to having some of the strictest gun laws in America and helped jumpstart a surge of national gun control restrictions.
“The law was part of a wave of laws that were passed in the late 1960s regulating guns, especially to target African-Americans,” says Adam Winkler, author of Gunfight: The Battle Over the Right to Bear Arms. “Including the Gun Control Act of 1968, which adopted new laws prohibiting certain people from owning guns, providing for beefed up licensing and inspections of gun dealers and restricting the importation of cheap Saturday night specials [pocket pistols] that were popular in some urban communities.”
The Black Panthers were “innovators” in the way they viewed the Second Amendment at the time, says Winkler. Rather than focus on the idea of self-defense in the home, the Black Panthers brazenly took their weapons to the streets, where they felt the public—particularly African-Americans—needed protection from a corrupt government
Olha, eu como cristão, não acho certo o Estado abater nenhuma vida sob qualquer pretexto que for.
Mas olhando pela ótica da realidade, concordo com o @Sete .
Estão tentando tratar a questão do RJ como só mais uma questão de crime, mas a verdade é que já tomou proporções absurdas de guerrilha. Onde locais são dominados por verdadeiros exércitos clandestinos onde o Estado não tem vez. E na guerra, amigos, não existe regras. Inimigo tem que ser abatido, ainda mais quando este está portando armamento pesado.
Eu sou a favor da posse de arma no Brasil ser direito dos cidadãos de bem. Acredito que todo cidadão deve ter o direito de se defender e defender a sua família e seus bens se ele assim desejar.
Com relação ao porte, eu já acho que tem que ser bem mais restrito mesmo. Imagina o porte liberado no Brasil o que iríamos ver de mortes porque o cara mudou de faixa sem dar seta, por exemplo.
Em relação ao porte de fuzis por criminosos, já me manifestei, porém sigo a linha do que o Joe falou aí em cima. O Rio de Janeiro vive uma guerra civil e soa absurdo o policial ter de esperar o criminoso atirar para poder repelir. Já disse e repito, ninguém com um fuzil na mão é um cidadão de bem com boas intenções (exceções aos casos legalmente previstos, é claro).