Capitulo 13 – O Príncipe, A micro cidade subterrânea e uma guerra
Capitulo 13 – O Príncipe, A micro cidade subterrânea e uma guerra
Galadion agora era um membro muito respeitado em Dark Catedral pois era o único que aprendera todas as artes de luta e mágica, aprendera a ser rápido e ficar invisível por um tempo como os Assassinos, a esperteza dos Ladrões, a força bruta dos Homens Selvagens, o controle do fogo das Bruxas, as magias de cura dos Monges das Trevas, somente um homem aprendeu todas essas artes, era Niviano o “Rei” de Dark Catedral.
Avaloch já era um Assassino, embora nunca saiu em missões para Niviano, ele continuava sendo o melhor amigo de Galadion, que pra ele era Dark Heru.
Galadion não tinha mínima noção do tempo, vivia em meio o crepúsculo que era cortado pelas tochas, como se todo o dia fosse noite, mas ele estimava que estava lá em media um ano e meio. Nesse período de tempo tudo corria muito bem, até que Niviano o chamou.
- Vejo que não é mais aquele jovem garoto fraco que chegou aqui a um tempo, Galadion das Fadas!
Ao ouvir a ultima palavra Galadion foi tomado por um forte sentimento, que nem mesmo ele sabia explicar, não sabia se estava feliz ou se uma forte onda de ódio o tinha acertado ou um forte pânico subiu em sua mente, mas de certa forma esta feliz pois isso lhe trouxe lembranças de casa!
- Como Sabe que me chamam de Galadion das Fadas?
- Eu descobri quem você é, sei de quem é neto, mais isso agora não importa. Chamei você porque cresceu muito aqui dentro, tal desempenho como o seu só vi em uma pessoa, eu, talvez você seja tão forte quanto a mim. Mas não fique feliz por isso, jamais me derrotaria com o poder que adquiriu aqui.
- Jamais faria tal coisa senhor, mais trairia alguém que me acolheu...
- Deixe-me terminar de falar. Como ia dizendo você é a segunda pessoa que conseguiu dominar todas as artes aqui de Dark Catedral. Mas tenha sempre em mente que tudo o que você cresceu aqui ainda é pouco para seu objetivo, você terá uma longa estrada de aprendizagem.
- Então você já sabe não só minha origem mais também sabe sobre meu propósito, meu destino...
- Sei tudo sobre você, mais vamos deixar esse assunto para depois, pois chamei você aqui para mostrar gratidão a tudo que você aprendeu aqui. Quero que você nos ajude!
- Oh sim, claro, mais de que tipo de ajuda você precisa?
- Preciso de um trabalho seu, um trabalho que só confiaria a o mais querido e confiável dos amigos, mas não tenho escolhas, tenho amigos capacitados para esse serviço, mas eles não tem poder tal como o seu.
- Pois então diga-me logo senhor, qual o meu trabalho?
- Seu trabalho é dirigir o exercito de Dark Catedral, na guerra contra os Orcs.
- Comandar o exercito de Dark Catedral? – um pânico tomou conta da face de Galadion – e porque guerrear contra os Orcs?
- Bom, você é príncipe de Idrinis, e comandava alguns homens e sei de sua Inteligência extraordinária, saberá o que fazer. Quanto aos Orcs, é uma longa historia; a um tempo atrás, os Orcs do Sul tiraram os olhos das pequenas cidades e vilas e voltaram seus olhos para cá, cheios de inveja querem fazer de Dark Catedral a sua nova moradia. Um de nossos espiões da superfície nos avisou que eles irão nos atacar em breve, muito em breve.
- Farei o que for preciso, mas precisarei de ajuda de outras pessoas aqui de dentro e lá de fora, e com a sua permissão poderia chamar os soldados de Idrinis para nos dar reforços.
- Não, não envolva Idrinis nisso. Quanto a homens para te ajudar, isso será providenciado.
- Já escolhi um, Avaloch, tenho total confiança nele.
- Como quiser.
Galadion então se despediu e saiu em busca de Avaloch. Avaloch não era bem o tipo de pessoa mais indicada para ajudar um comandante, aparentava ter treze anos, era troncudinho, mas ao mesmo tempo magro, alto, cabelos castanhos claro, e olhos azuis, mas o fato da aparência não dizia nada sobre suas abilidades, era muito abilidoso nas artes de assassino e também era muito inteligente. Depois de um longa caminhada encontrou Avaloch.
- Avaloch, preciso de sua ajuda.
- Sim, o que Deseja de mim?
- Preciso que chame todo o exercito e os reúnam no pátio da entrada. A e falando nisso, você é meu novo ajudante, me ajudara a comandar o nosso exercito!
Capitulo 14 – O ataque dos Orcs
Capitulo 14 – O ataque dos Orcs
Depois de um tempo Galadion já tinha ensinado ao exercito alguns movimentos, algumas posições e alguns jogos de guerras. Tinha planejado da seguinte forma: os homens selvagens e os bandidos iriam atacar primeiro, mas antes de qualquer ataque as bruxas dominadoras de fogo iriam fazer uma parede de fogo, para os bandidos e os homens selvagens se prepararem e ficarem na posição certa pra o ataque. Depois iriam ao ataque os monges das trevas e os assassinos, assim derrotando a resistência. Se os planos e os jogos de guerra não tiverem nenhuma falha, os moradores de Dark Catedral não seriam expulsos pelos Orcs.
Quando menos se esperava, um homem trajado com o uniforme de assassino entrou descendo as escadas, correndo, indo direto a sala onde Niviano se encontrava.
- Niviano... Niviano – gritava ele, entrando na sala.
- Acalme-se meu jovem... não precisa gritar mais, estou na sua frente – disse Niviano com um ar de preocupado na cara.
- Os Orcs... os Orcs meu senhor – disse ele com dificuldade – Estão a caminho. – nesse exato momento Avaloch entrou na sala para falar com Niviano.
- Avaloch – gritou Niviano – Chame Dark... Dark Heru, rápido. – Avaloch sem falar nada, saiu correndo em direção ao quarto de Galadion, sem nem mesmo saber o motivo pelo qual Niviano o mandou.
- Dark... Dark...
- Ola Avaloch.
- Não temos tempo para formalidades, Niviano me mandou te chamar o mais rápido possível, e deve ser algo muito serio, pois o tom de voz dele e o rosto dele estavam com uma espécie de assombro.
- Então vamos... sem mais demora! – Chegando lá Galadion presenciou a expressão de pânico no rosto de Niviano, pois estava sempre acostumado a ver naquele rosto envelhecido sem barba, uma expressão sempre calma e espirituosa.
- Dark, chegou a hora, os Orcs estão se alinhando na superfície. – Disse Niviano num tom de voz que Galadion nunca tinha ouvido.
- Avaloch – gritou Galadion – chame e reúna todo o exercito, leve todos eles para o pátio de entrada, vá logo, corra, não perca mais tempo, vá!
O jovem Avaloch, correu como nunca antes tinha corrido, saiu aos berros, para que todos escutassem-no, depois de um tempo todos já estavam reunidos no pátio de entrada.
- Todos prontos? – Gritou Galadion – estão todos com os planos em mente? – Todos responderam com um sim bem enfático, que ecoou pelos corredores escuros de Dark Catedral.
- Então vão bruxas dominadoras de fogo, vão Selvagens e vão bandidos – a pos essas ordens, as bruxas dominadoras de fogo saíram para a superfície fazendo uma parede de fogo, para os homens ganharem tempo, para se alinharem e ficar em posição de batalha.
A o ver a parede de fogo os Orcs ficaram muito agitados, e saíram totalmente de suas posições de batalha, dando vantagem aos soldados de Dark Catedral. Mas mesmo assim os Orcs estavam levando vantagem sobre os homens, pois os homens estavam a muito tempo sem ver a luz , alguns estavam vendo a luz do sol pela primeira vez na vida, isso atrapalhou o visão deles, acarretando uma vantagem aos Orcs. Isso forçou as bruxas a entrarem na batalha, já que elas foram ordenadas apenas para fazer a muralha de fogo.
- Logo será nossa vez de subir, fiquem em suas posições, assem que nos for mandado o sinal, todos nos subiremos. – Embora Galadion fala com firmeza e coragem, em mente pedia proteção a Lara e a Sir Clathasah. Não demorou muito e o sinal foi dado...
Todos subiram dando gritos de guerra. Galadion ficou muito surpreso ao ver os Orcs, criaturas horrendas, alguns tinha um tom amarelado de pele, outros num tom esverdeado, tinham os olhos fundos, com rugas e verrugas em todo o rosto, vestiam roupas grosseiras de couro mal curtido, cabelos ralos, armados com machados e alguns com espadas que aparentemente pertenciam a homens. Galadion não conseguiu ver mais detalhes por causa da luz do sol que ele não via a muitos meses.
A guerra era como uma qualquer, se é que se pode dizer assim, sangue jorrando para todos os lados, cenas horríveis para uns, cenas comuns para outros. Podia-se sentir no ar o medo de morrer, a vontade de proteger-se, a vontade de vencer, e muitas outras vontades e sensações estavam espelhadas pelo ar através da guerra.
Em meio aos sangues, batidas de metais, gritos e gemidos de dor e agonia, Galadion passou a se preocupar com Avaloch, pois não o encontrava , entrou numa espécie de desespero controlado, mas logo viu Avaloch, mas para a sua surpresa, Galadion viu um Orc avançando com um machado por traz de Avaloch, ao ver a cena Galadion ficou paralisado e teve uma sensação muito estranha, uma mistura de calor subindo desde os pés até a cabeça e frio descendo da cabeça aos pés, eus olhos de pretos como o crepúsculo mudaram para verde como as folhas de arvores e um raio prateado lançou-se contra os Orcs, destruindo todos eles, dando a Vitória para Dark Catedral.
Capitulo 15 – O Adeus a Escuridão
Capitulo 15 – O Adeus a Escuridão.
Dias após a vitória de Dark Catedral, Niviano chamou Galadion em sua sala, para uma conversa muito seria.
- Galadion, não sei nem como te agradecer por tudo que fez nessa guerra, praticamente derrotou todos os orcs.
- A que isso, foi um trabalho em equipe...
- Não seja tão modesto – interrompeu ele – eu não estava presente mais vi tudo com minha bola de cristal, e o que você fez foi incrível.
- Sobre aquilo... prefiro esquecer, não quero nem comentar, pois eu não sei como conseguiu fazer aquilo.
- Mais eu sei, passar quase dois invernos aqui na escuridão te fez esquecer que tem a essência dos sete grandes magos? O poder que você usou foi o poder do Mago do Vento.
- Como assim? Como sabe sobre essas coisas?
- Bom, como eu sei dessas coisas, só diz respeito a mim mesmo, o importante é que sei. E sabendo que guarda tamanho poder dentro de si, preciso mandar-te para um outro lugar.
- Porque? Meu poder representa risco aos moradores daqui? Ou Gorlois já sabe que estou aqui? – Disse Galadion com um tom de preocupação na voz.
- Não – disse Niviano com uma voz risonha – nenhuma das duas coisas. Você nem sabe usar os seus poderes, tenho que te mandar para outro lugar para você pelo menos aprender a usar um quarto dos seus poderes. E Gorlois ainda não sabe que você está aqui, e ele ainda não tem noção de quem ou como é você, ainda está seguro por enquanto.
- E para onde pretende me mandar?
- Primeiramente para Idrinis, para ver seus familiares e desfrutar um pouco do luxo que você não possui aqui em Dark Catedral, e depois você devera seguir viagem para o norte, para o Monastério da Águia Vermelha, que fica numa ilha ao norte de Lintagel.
- Mais eu já domino o poder dos Monges... dos Monges das Trevas.
- Mas lá é o lar dos monges brancos, você aprendera a usar os poderes dos monges brancos e principalmente dominar um pouco do poder dos Sete Grandes Magos que existe em você. Repouse e logo depois devera partir.
- Sim mestre Niviano – Disse Galadion com um brilho nos olhos, esta muito feliz só de pensar que iria ver todos de novo – mas posso te pedir algo?
- Claro, afinal, poderia eu negar algo ao herói de Dark Catedral?
- Posso levar Avaloch comigo? Pretendo leva-lo para morar em Idrinis, lá ele será criado aos modos da corte, e será nomeado como um dos meus cavaleiros.
- Leve-o e faça dele um cavaleiro tão nobre quanto você.
- Então... Adeus... e muito obrigado por me acolher aqui. – Disse Galadion com um tom de tristeza, pois embora estava feliz por voltar para Idrinis, ele estava triste por ir embora de Dark Catedral, onde aprendeu muitas e muitas coisas.
- Só mais uma coisa Galadion das Fadas – a expressão de Niviano mudou de calmo e feliz para tenso e preocupado – Assim como você, Gorlois também está mais forte, e esta a sua procura, embora ainda o desconheça, por isso tome muito cuidado em sua viagem, ele pode ter aliados espalhados por todos os lados dessa terra, em todo lugar que for tome muito cuidado para não revelar quem você realmente é.
- Muito obrigado pelos conselhos, e antes que eu vá embora, quero que saiba que sou tão leal a Dark Catedral quanto sou a Idrinis e a Lintagel.
Galadion saiu então da sala de Niviano e foi em busca de Avaloch, ao encontra-lo disse a ele que ele iria junto consigo para Idrinis e que iria partir no “dia seguinte”, já que não tinham noção de tempo lá dentro iriam após acordarem.
Galadion não conseguia dormir, estava muitíssimo feliz em saber que iria voltar para Idrinis, mesmo sabendo que permaneceria lá por muito pouco tempo. Pensou em como seria bom ver Soren, seu irmão Galahad e sua esposa Ellie, sua irmã Elaíne e seu sobrinho, o pequeno Gwydion, e foi pensando nessas coisas que ele adormeceu.
Ao acordar arrumou seus pertences e deu uma ultima volta no corredores de Dark Catedral.e nessas voltas ele se encontrou com Avaloch, que estava explodindo de Felicidade, pois sabia que em Idrinis ele teria uma vida de “príncipe” comparado a vida que leva em Dark Catedral.
- Bom Avaloch, antes de irmos, preciso falar algumas coisas para você. Primeiramente meu nome não é Dark Heru, esse é apenas meu nome de guerra, meu nome na verdade é Galadion. – Ao falar seu nome, Galadion pareceu mais alto e iluminado por um momento e depois voltou a ser o que era.
- Ga... Galadion? Porque nunca me contou isto antes?
- Acredite, tive meus motivos, mais isso não importa, agora deixe-me continuar. Também precisa saber que eu sou a única esperança desse mundo, pois tenho dentro de mim a essência dos Sete Grande Magos, e tenho um inimigo que me procura para me destruir antes que eu tome conhecimento de meus poderes.
- O que? Como é que é? – Disse avaloch atônito com um ar de medo, espanto e surpreso no rosto.
- Sim é isso mesmo que você ouviu, mais poderá tomar conhecimento dessas coisas em Idrinis. Quanto a nossa viagem, demorara em media seis dias ou mais, pois iremos andando e em algumas noites teremos que dormir perto da estrada,a não ser que tenham construído algumas pousadas no meio do caminho enquanto esta presente aqui. Então já podemos ir?
- Sim vamos... sentirei muita saudade desse lugar – Disse Avaloch com lagrimas no olhar.
Galadion e Avaloch deixaram o crepúsculo de Dark Catedral e seguiram o caminho rumo a Idrinis.
GALADION FALA:
Dark Catedral para mim foi uma escola, uma escola melhor que Rookgaard... Aprendi muito aqui, embora Niviano tenha me falado que isso não é nem o começo da minha aprendizagem, mais de qualquer forma, foi aprendendo as técnicas usadas nesse lugar que o poder de um dos Grandes Magos se despertou em mim. Agora estou seguindo viagem com Avaloch, ainda não sei se fiz certo em traze-lo comigo, pois muitos perigos me rodeiam, e telo do meu lado pode acarretar a morde dele.
Não vejo a hora de chegar em Idrinis e ver Soren, meus familiares e meus amigos, e lá ficar meditando no que me espera no monastério da águia vermelha, as vezes penso que não quero saber sobre meus poderes ocultos, mas as vezes quero muito saber do que sou capaz. Espero ver logo o que o futuro me reserva.
Capitulo 16 - Outlaw Camp
Capitulo 16 - Outlaw Camp.
Galadion e Avaloch seguiram para Outlaw Camp, iriam passar a noite lá.
Avaloch estava maravilhado com o que estava vendo, arvores, rios, grama, e principalmente a luz do sol, pois só a viu uma vez em sua vida, e não foi numa ocasião boa, por isso ele considerava essa a primeira vez que estava fora de Dark Catedral. Alem de ver coisas novas, Avaloch também sentiu sensações novas como o cansaço, e parecia que o calor do sol parecia aumentar essa sensação, mas os dois fizeram somente uma pausa, quando o sol estava no topo do céu, sentaram embaixo de uma arvore e comeram algo.
- Avaloch, está vendo aquela grande bola que irradia luz no centro do céu?
- Sim, não sou tão tolo assim Dar... Galadion, é o Sol.
- Exatamente, e nós não só nos aproveitamos da sua luz e calor, nós também usamos ele para tem noção do tempo; veja bem, quando ele está no leste, é manha, o inicio do dia e quando ele está no centro do céu, como agora, é chamado de meio-dia, pois separa o começo do fim do dia, e quando ele esta no oeste é o fim do dia. Entendeu?
- Sim Ga... Da... Galadion – Disse Avaloch com um tom de interesse e curiosidade – Mas e quando é fim do dia, o que acontece?
- A noite cai, ela é quase tão escura quanto Dark Catedral, a diferença é que a noite tem a Lua e as estrelas, que nos proporciona uma leve claridade.
- E o que é essa lua e essas estrelas?
- As estrelas são um monte de pequenas luzes espalhadas pelo céu; elas são muito útil para nós e principalmente para os marinheiros se localizarem. Já a lua é uma esfera assim como o sol, de cor cinza, ela tem quatro fases, é muito bonita e tem um toque feminino; infelizmente não poderemos vê-la, pois em Outlaw Camp tem muitas arvores que tampam o céu.
- Nossa, Galadion, como você sabe de tudo isso? E o que são marinheiros?
- Bom – Disse Galadion soltando umas gargalhadas – Eu aprendi tudo isso lendo os livros e os pergaminhos da biblioteca do meu castelo; quando criança as outras crianças não brincavam comigo, os pais deles não deixavam, falavam para eles que eu era filho das fadas, filho do pecado... só tinha uma pessoa que brincava comigo... mais prefiro não falar sobre isso. E quanto aos marinheiros, é uma longa historia e não temos tempo de ficar conversando, vamos andando que eu te explico.
Galadion e Avaloch recolheram suas coisas e continuaram a caminhada. Avaloch dicava cada vez mais maravilhado em ver e ouvir as coisas que Galadion falava para ele; Avaloch queria saber todos os detalhes sobre marinheiros e isso levou a ele perguntar tudo sobre piratas que levou ele a perguntar tudo sobre as sereias.
- Bom quanto as sereias, eu não tenho muitas informações, sei que são um povo que vive no mar, tem metade do corpo peixe e outra metade humana, sei também que os tritões que é o masculino de sereia, nunca sobem a superfície, já as sereias sobem com freqüência, elas são extremamente lindas, e elas encantam os homens com suas belíssimas vozes, e muitos homens morrem afogados pois vão atrás da mais bela mulher com a mais bela das vozes.
- Que povo estranho, mas o que é...
- Ah Avaloch – gritou Galadion – por hoje chega de perguntas; e olhe, lá está a floresta , a cidade de Outlaw Camp, embora ela esteja bem próxima temos que andar mais de pressa, pois o azar caiu sobre nos, o sol já esta se pondo, logo cairá o crepúsculo.
- Porque essa preocupação? – Indagou Avaloch.
- Outlaw Camp já é bem escura com o sol dominando o céu, ao anoitecer é muito pior.
- Mas porque é tão escura assim, se fica na superfície? – perguntou Avaloch.
- Você não vê? São muitas arvores, umas muito próximas das outras, apenas pequenos feixes de luz cortam a escuridão da floresta, por isso temos que ir rápido, temos que chegar antes que o sol se vá duma vez. Chegando lá ficaremos numa pousada e depois procuraremos um guia para atravessarmos os deserto, isso vai nos economizar um dia de viagem, podemos contorna-lo também, mais isso custaria mais de um dia de viagem.
Ao entrarem em Outlaw Camp o sol ainda iluminava um pouco com pequenos feixes de luz, mais não demorou muito e logo caiu o crepúsculo, e a escuridão passou a tomar conta do local, dificultando cada vez mais a caminhada.
- E agora Galadion, a cada passo dado parece ficar mais escuro e mais obstáculos aparecem.
- Hum, eu não fiquei em Dark Catedral a toa, lembre-se, aprendi todas as técnicas usadas lá, consigo dominar o fogo tão bem quanto as bruxas dominadoras de fogo que vivem lá – Disse Galadion parando levantando a mão direita e então gritou – Tsaydê – e então uma pequena bola de fogo pairava sobre a mão dele. – Acho que isso ir no ajudar a chegar na pousada.
A bola de fogo feita por Galadion agilizou a caminhada e não demorou muito eles chegaram a pousada – Amanha bem cedo iremos procurar por um guia para atravessarmos o deserto – Disse Galadion.
- E depois de atravessaremos o deserto?
- Vamos ficar numa pousada de um pequeno vilarejo chamado Melegaret, agora vamos dormir.