Muito bom!
Só um pequeno errinho:
Esperando o próximo capítulo (Amanhã?!)Citação:
– Eu conheço muito bem o Barba Sangrenta – disse fitando a sua perna de madeira. – Ele é o motivo pelo qual eu me torneio um pirata...
Versão Imprimível
Muito bom!
Só um pequeno errinho:
Esperando o próximo capítulo (Amanhã?!)Citação:
– Eu conheço muito bem o Barba Sangrenta – disse fitando a sua perna de madeira. – Ele é o motivo pelo qual eu me torneio um pirata...
ótimos capítulos!!!
que que aconteceu dan?comprou um livro de ditados populares?ta usando 1 em cada capitulo.qual será que vai ser usado no próximo capitulo?
vamo ver dan 2 semanas, quero ver essa "risca" que você vai seguir
"o navio começou a pegar fogo! e agora, quem poderá nos salvar?""eeeoooooo o chapolim pirata!!!"
Como sempre, cumprindo as promessas! :D
thomzi: Coloquei logo mais dois nesse cap! hehehehe
Arckyus: Capítulo saiu hoje, como prometido! Já corrigi o errinho!
Derp: Valeu pelo incentivo! E continue comentando!
Cicero Kwey: Que bom que gostou! Espero que também ache este legal!
Ps: Daqui a duas semanas, mais um cap! :)
Capítulo 4 - Raymond Striker
– O Pirata Ray Striker! – exclamou Dan lembrando-se do que o Oráculo havia lhes contado. – Meu irmão cresceu neste navio! Não acredito que quase deixei isso passar!
O jovem praticamente saltou da cadeira e correu até o velho pirata. Seus dois amigos o seguiram rapidamente.
– Senhor Ray, posso lhe fazer uma pergunta? – questionou Dan.
– Até duas, garoto. – respondeu Raymond enquanto terminava de sinalizar para os demais piratas.
– Você conheceu um Cavaleiro chamado Konan? – Dan não perdeu tempo.
Aquele nome roubou toda a atenção do marinheiro, que se virou para o jovem e começou a falar mais seriamente.
– Eu não o vejo desde quando ele era apenas um adolescente, animado para começar a sua jornada em Rookgaard – a voz de Raymond deixava claro que ele estava triste. – Ele passou quase toda a sua infância neste navio, era como um filho pra mim... Mas ele não quis seguir a vida de pirata para a qual eu o preparei e desde que ele se tornou um cavaleiro, eu nunca mais o vi...
– E você sabe onde ele está agora? – Dan estava mais interessado em encontrá-lo do que em saber o que ele fez quando era criança.
– Até onde eu sei, ele está naquela gelada cidade de Svargrond... Mas por que você está me perguntando sobre essas coisas? – perguntou desconfiado.
– É... – saber que seu irmão estava em Svargrond roubou toda a atenção do jovem, por isso ele nem conseguiu refletir sobre se podia falar a verdade. – Eu sou irmão dele...
– Irmão dele? – assustado, o pirata pegou o rosto do jovem e começou a virá-lo de um lado para o outro. – Gabrielle teve mais um filho! Quem diria!? – Raymond exclamava em um misto de surpresa e felicidade. – Quantos anos você tem? Doze, treze?
– Catorze, senhor. Minha mãe, Gabrielle. – disse Dan como se sempre soubesse o nome – Você sabe onde ela está agora?
– Da última vez que a vi, você ainda não era nascido garoto – Raymond falou de forma ríspida, deixando um olhar triste no rosto do jovem. – Você pode perguntar ao seu irmão, ou talvez aos Druidas de Carlin, eles devem saber...
– Sim... Os Druidas... É exatamente por isso que estamos indo para lá... – Dan não sabia se sorria por tudo que acabara de descobrir ou se ficava triste por não ter tido grandes avanços na missão de ajudar a sua mãe.
– Então anime-se, garoto! Carlin está logo ali! – o pirata sorriu apontando para a costa. – Vá lá para a amurada ver! É uma ótima vista!
Dan seguiu até a mureta do navio, seguido pelos os seus amigos. Os três ficaram ali parados por alguns minutos, apenas admirando a grande cidade que se aproximava.
– Nessa cidade vamos começar a busca pela minha mãe... – disse Dan com os olhos vidrados na paisagem. – Se aquele cavaleiro do meu sonho estiver certo, ela pode estar correndo sérios perigos... – terminou com um tom apreensivo.
– Não há motivos para desconfiar dele, Dan – respondeu Lignuns virando-se para o seu amigo. – Ele nos avisou sobre o Rei Tibianus e no fim das contas ele estava certo – ele voltou a admirar a cidade, antes de continuar a falar: – Eu acredito que os druidas de Carlin poderão nos ajudar... Mas de toda forma, já sabemos que podemos encontrar o seu irmão em Svargrond, se for necessário...
– É verdade... Essa cidade pode ser só o começo... – disse Dan – Ela pode estar em qualquer lugar do continente...
Calmamente, Dan se afastou da mureta, caminhou até o outro lado do navio, se apoiou e começou novamente a observar a paisagem.
Uma grande floresta estava podia ser vista, assim como diversas montanhas, sendo as duas maiores: a Grande Anciã e Femor Hills.
O navio já estava perdendo velocidade quando certo alvoroço começou a ser ouvido e os jovens viraram-se novamente para Carlin.
A guarda da cidade estava chegando ao porto. Eram todas mulheres, berravam avisando a todos sobre os piratas e se preparavam para a possível batalha. Alguns aventureiros que estavam passando por ali também decidiram se juntar às protetoras da cidade. Curiosamente, o navio do capitão Greyhound não estava no porto.
– Espero que elas nos deixem atracar... – disse o velho marinheiro que se aproximava calmamente dos jovens.
Os piratas estavam mais agitados do que antes. Luna passou por entre eles, seguindo novamente até o outro lado do barco, apoiou-se na mureta e começou a observar a movimentação no porto. Lignuns e Dan se aproximaram e também começaram a olhar para a cidade.
– E então, o que você vê? – Lignuns perguntou para Luna.
Dan não entendeu aquela pergunta, pois a Paladina parecia estar vendo exatamente a mesma coisa que eles.
– Vão nos atacar... – disse vidrada na movimentação das guardas e dos aventureiros. – As mulheres estão em uma posição básica de combate, esperando a ordem da líder, aquela – apontou para uma Cavaleira cuja armadura tinha contornos dourados. – Ela está com a mão levantada, quando abaixar, flechas virão em nossa direção.
Naquele momento, Dan lembrou-se de como sua amiga havia elaborado estratégias quando eles tiveram que invadir a fortaleza do Kraknaknork. Ela parecia saber muito sobre assunto. Não demorou ao jovem perceber que também podia contribuir com alguma coisa, afinal, ele cresceu naquela cidade e conhecia os seus habitantes.
– Pela armadura, aquela deve ser Bunny, a líder do clã Bonecrusher... Ela vive no Castelo da Rainha... – o garoto ficou com um olhar pensativo antes de completar. – Ela deve estar muito preocupada, se não, ela não teria vindo até aqui pessoalmente...
– Ela parece nervosa... – Luna foi falando apreensiva – Pode baixar a mão a qualquer momento...
– Precisamos fazer alguma coisa logo! – exclamou Lignuns.
O jovem druida virou-se para procurar Ray Striker ou mesmo o marinheiro Kurt, mas um som de madeira batendo em madeira lhe poupou o trabalho.
O pirata da perna de pau passou apressadamente por entre os outros marinheiros e se posicionou no mesmo lugar onde ele estava quando resgatou os jovens do navio em chamas. A embarcação já estava praticamente parada, a poucos metros do porto, quando Raymond começou a falar.
– Fiquem calmas, minhas senhoras – gritou gesticulando de forma cortês. – Não estamos aqui para saquear a sua cidade, viemos apenas fazer um entrega! – concluiu abaixando a cabeça em sinal de submissão.
A guarda de armadura com contornos dourados deu um passo à frente, ainda com a mão levantada e retrucou.
– Diga logo o que quer entregar, não me venha de gracinhas, pirata, ou eu irei ordenar o ataque agora mesmo! – gritou a Bonecrusher, sem esconder a tensão.
– Glynch! Traga-os aqui! – gritou o Raymond, mas não foi necessário que o pequeno goblin os chamasse, os jovens rapidamente correram para o lado do pirata. – São apenas três garotos que eu encontrei enquanto o navio do capitão Kurt afundava... – completou gritando com certo desdém.
– Como vamos saber que não é um truque, pirata? – Perguntou Bunny, fitando os jovens. – Eles poderiam ir para qualquer outra cidade!
Ray Striker olhou seriamente para os três aventureiros, esperando que eles dissessem alguma coisa.
– Eu moro nessa cidade! – Dan gritou um pouco mais alto que o necessário. – Com o druida Alexsander, na viela dos magos.
Bunny Bonecrusher consultou rapidamente suas guardas e um burburinho se formou no porto.
– Tempo é dinheiro, minha senhora! – recorreu ao velho lema dos marinheiros. – Se não for recebê-los, me avise logo, que eu lhes deixarei no próximo porto que encontrar...
– Você deve ser o Dan? – gritou Bunny, interrompendo as conversas paralelas e ignorando Raymond.
– Isso, eu sou o Dan! E esses são meus amigos! – estendeu o braço apontando para os dois ao seu lado. – O pirata fala a verdade – concluiu.
O burburinho no porto recomeçou e após consultar suas guardas novamente, Bunny voltou a falar:
– Tudo bem, você pode atracar, apenas para eles descerem. Mas aviso que qualquer movimento errado, eu ordeno o ataque imediatamente! – disse em um tom firme.
Cordas foram arremessadas do porto para o navio, e puxadas pelos piratas até que a embarcação estivesse finalmente seguramente atracada. Os três jovens se despediram rapidamente de Kurt, Ray e até o do goblin, e pularam para foram do navio.
– Muito bem, marujos! Levantar velas! Vamos para a Baía da Liberdade! – Ray gritou para os piratas que comemoraram e começaram a trabalhar. – Foi muito bom fazer negócios com a senhora – replicou novamente um lema dos marinheiros dirigido à Bunny, quando a embarcação começou a andar.
Os jovens estavam perdidos no meio daquela confusão, com guardas e aventureiros indo embora do porto e levaram um susto quando a chefe da guarda real se dirigiu a eles.
– Cerdras nos avisou que vocês estavam para chegar – disse calmamente. – Alexena venha cá! – gritou para uma paladina que se aproximou sorridente. – A guia da cidade vai levá-los até a casa do druida Alexsander.
– Isto não é necessário, senhora – disse Dan calmamente. – Eu sei o caminho!
– Cedras foi bem claro quanto a isso! Vocês precisam chegar na casa em segurança! E a cidade está um caos... – esclareceu Bunny.
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Próximo: [Capítulo 5 - Beco dos Magos, Número 4]
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Gostei, tá cumprindo o prazo! hahahaha
Muito bom capítulo, esperando as longas 2 semanas...
Acho que temos mais um errinho:
Citação:
Uma grande floresta estava podia ser vista, assim como diversas montanhas, sendo as duas maiores: a Grande Anciã e Femor Hills.
uau, essa foi por pouco.
um pouco de tensão nesse capitulo,sempre bom não é?
gostei de ver dan, 2 semanas! agora é ver se vai durar :-P
quase perdi esse capitulo, :( começou a época de provas e trabalhos de novo, e quase não da tempo de nada!
Duas semanas, cadê capítulo? Agora que comecei a confiar em vc Dan, pô ;/
Bom de retorno das trevas de um tempo sem net, sem tempo por causa das complicações da vida, retornei, mas por enquanto só de visitante, bom sobre o capítulo achei bem bacana, pena que perdi o fio da meada, acho que só irei acompanhar as publicações mais recentes, ta tudo meio diferente vou explorar novamente o fórum.
ABC
mode nuub onn:D
Perdi o prazo por 3 dias dessa vez :(
Mas pode deixar que eu compenso isso no próximo capítulo! :D
thomzi: Espero que não perca esse capítulo! :)
Arckyus: Não perca a confiança, por favor! :hum:
Sombra de Izan: Que bom que tá volta! Vê se fica dessa vez! :y:
Ps: Daqui a uma semana e quatro dias, mais um cap! :)
Capítulo 5 - Beco dos Magos, Número 4
A cidade realmente não era mais a mesma. Aventureiros de todos os tipos andavam por ela, paladinos, cavaleiros, feiticeiros e druidas, com diversos elmos e armaduras, muitos montavam animais como ursos, búfalos, asnos e cavalos.
Tendas e barracas estavam espalhadas pelas ruas, algumas ainda estavam sendo armadas, parecia que a cidade havia mais que dobrado o número de habitantes.
Os jovens já haviam saído da Rua do Porto e entrado no Beco dos Magos, quando Dan resolveu falar.
– Tem muito mais gente aqui do que no ano passado... – comentou com os seus amigos.
– Refugiados... – disse Alexena, entrando na conversa. – A maioria vem de Thais, mas outros vieram das cidades próximas, ou colônias de Thais... – ela não encarava os jovens enquanto falava.
– Todos temem uma guerra... – completou Lignuns.
Dan mal teve tempo para refletir naquilo, pois logo avistou sua antiga casa, no Beco dos Magos, número 4.
– Ali está! Venham! – disse o feiticeiro apressando o passo.
Coube a Lignuns e Luna agradecerem à guia Alexena, que se despediu e seguiu de volta ao porto.
Com pouca paciência para seguir à direita pela rua e entrar pelo caminho de pedras, Dan seguiu em linha reta, pisando na grama antes de chegar à casa.
Seus amigos ainda não tinham lhe alcançado quando ele segurou a maçaneta, girou-a e bem devagar abriu a porta.
– Alexsander? – perguntou ao encontrar o local vazio.
Sem perder tempo, ele correu para subir as escadas, mas também não encontrou nada lá em cima.
– Dan, aqui em baixo, acho que é uma carta... – Lignuns ainda estava na soleira, mas notou um papel sobre um baú ao lado da porta.
Aquela arca pertencia ao druida Alexsander, estava sempre trancada e Dan nunca havia sido autorizado a abri-la, mas naquele momento, o cadeado não estava ali. O jovem feiticeiro não perdeu tempo, desceu as escadas correndo e pegou a carta, Lignuns já estava ao lado do baú, e Luna a ultima a entrar, estava fechando a porta.
– “Para que você sempre consiga fugir do perigo” – Dan foi lendo. – Só diz isso! – exclamou incomodado.
Lignuns não esperou pelo seu amigo, abriu o baú e pegou o que havia dentro. Para surpresa de todos, era apenas um par botas, que pareciam ser mais frágeis que as suas atuais, contudo nas partes de trás de cada calçado havia um par de asas brancas.
– Botas de Velocidade! – exclamou Luna enquanto se aproximava, antes de toma-las das mãos do druida. – Aventureiros iniciantes normalmente compram um par dessas... Ao menos os ricos... – concluiu pensativa.
– Eu já li sobre elas... – acrescentou Lignuns. – Acho que irão dobrar a sua velocidade! – rapidamente ele lembrou da carta e sorriu. – Você vai sempre conseguir fugir do perigo!
Dan poderia ter ficado triste com o fato de Alexsander desejar apenas que ele possa fugir e não confiar nas suas capacidades, mas naquele momento, a alegria do presente dominou suas emoções. Ele tirou rapidamente suas botas antigas, calçou as novas e começou a andar pela sala. A cada movimento, as asas batiam e aceleravam o passo.
O jovem feiticeiro estava radiante, sendo observado pelos seus amigos, quando a porta da casa abriu-se novamente, era Cerdras entrando apressadamente. Ele vestia a tradicional cabeça de urso como elmo, mas suas vestes verdes pareciam mais sujas assim como sua bota marrom.
– Que bom que estão aqui! – disse sorrindo. – Eu vim assim que recebi a notícia de que estavam na cidade! Olá Dan! Feiticeiro hein... – disse torcendo o nariz, antes de se virar para o pequeno druida. – Você deve ser o Lignuns, estou certo? – o jovem confirmou com a cabeça, apesar de desconfiado, e Cerdras sorriu. – E você? Quem é? – perguntou para a garota.
– Sou Luna, de Thais. – respondeu confiante.
– Ela nos ajudou em Rookgaard... – Dan interveio inseguro quanto à reação do velho druida.
– Muito bem... Seja bem vinda, Luna... Você vai encontrar muitos thaianos por aqui esses dias... – disse à garota antes de completar: – Vamos nos sentar, precisamos conversar, eu tenho alguns biscoitos... – foi falando rapidamente.
Todos se sentaram na pequena mesa, de apenas quatro lugares, a mesma em que se sentavam os aventureiros convidados por Alexsander a se hospedarem na casa.
Após colocar uma sacola com biscoitos sobre a mesa e pegar um deles, Cerdras externou rapidamente a sua maior preocupação.
– A maçã, Dan! Aonde ela está? – perguntou com os olhos sérios sobre o jovem.
– Está aqui, comigo... – o jovem abriu a mochila que estava ao lado da sua cadeira, pegou a fruta e estendeu para o experiente druida. – Eu só dei duas mordidas...
– Acho que ela ainda suporta mais uma... – refletiu observado a maçã. – Utevo Ina... – sussurrou passando a outra mão sobre a fruta e fazendo-a sumir.
– Que magia é essa? – perguntou curioso, sem sucesso, pois o velho druida apenas balançou a cabeça e pegou mais um biscoito, já se preparando para mudar de assunto.
– Ute... Evo... Ina... – Lignuns foi repetindo pausadamente as sílabas ditas por Cerdras, enquanto pensava. – Parece que ele criou uma ilusão... Tornando a maçã invisível...
Cedras sorriu satisfeito, sem conseguir esconder um pouco de surpresa.
– Você descobriu isso pelas palavras mágicas? – perguntou Dan desconfiado.
– Não é tão difícil, né? – comentou Lignuns – O livro que eu te dei no navio explica isso – terminou sorrindo.
“Círculos da Magia”, lembrou Dan. Ele apenas tinha conseguido ler o título daquele livro antes de pegar no sono, e quando acordou eles estavam sob ataque, assim, o jovem não conseguia se lembrar de onde havia deixado o objeto, que provavelmente foi queimado ou naufragado, ou os dois.
– Esta maçã é única, Dan... – retomou Cerdras – A última mordida é mais poderosa que as duas anteriores juntas... O problema é que essa fruta possui uma irmã... – ele encostou-se à cadeira novamente, se preparando para contar uma história. – Na época em que os magos eram apenas druidas, ou seja, as magias eram apenas derivadas da empatia com a natureza, um deles começou a descobrir como manipulá-la... Seu nome era Noodles...
– Como o cachorro do Rei Tibianus? – Perguntou Dan, ao lembrar-se da história de um aventureiro que se gabava por ter encontrado o cão real após o animal ter se perdido na floresta.
– Exatamente... Mas existe um motivo para isso... Muitos cães em todo o Tibia já foram homenageados com o nome do antigo mago... – Cerdras apoiou-se novamente na mesa, para ficar mais perto dos jovens – Pelo que se conta, o Mago Noodles utilizando-se da sua empatia com a natureza, podia fazer surgir novas criaturas ou alterar as existentes do modo como quisesse... Seus poderes não tinham limites, após descobrir como fazer os mortos voltarem a andar, ele passou a se considerar imortal, como um deus... Mas dizem que os deuses de verdade não gostaram nada disso e o puniram, tiraram a sua magia e o transformaram em um cachorro, o obrigando a viver para sempre em quatro patas, dependendo de outros humanos. Mas a arte do mago não foi esquecida e seguindo os seus ensinamentos, uma nova classe surgiu: os feiticeiros. Contudo, para que o equilíbrio fosse mantido, estes não teriam mais a empatia com a natureza, que ficou restrita aos druidas.
– Dizem que o cachorro real é o verdadeiro Noodles transformado em cão... – interveio Luna, confiante.
– A cada ano que passa, dezenas de pessoas dizem ter encontrado o verdadeiro Noodles... – respondeu Cerdras, calmamente.
Luna pensou em retrucar, mas decidiu não fazer e se encostou novamente. Após alguns instantes de silêncio, Dan enfim abriu a boca novamente.
– Mas onde entra a maçã nessa história?
– Ela foi uma das primeiras criações de Noodles... – respondeu Cerdras rapidamente – Ele tentou juntar o máximo do poder da natureza em um único fruto... E criou a maçã... Mas quando ele apresentou-a ao conselho dos magos, ele foi severamente repreendido por afetar o equilíbrio da natureza... A fruta foi confiscada e ele foi afastado do conselho... Só que naquele momento, os druidas cometeram um erro... Eles não consideraram o fato de que a natureza sempre tenderá ao equilíbrio... Assim, um fruto da morte também foi criado, com um enorme poder das trevas. Ninguém sabe aonde está a maçã das trevas, mas o que se sabe é que a maçã que estava com você pode ser a chave para contrabalancear a sua irmã negra... Por isso eu vou mantê-la escondida... Até que ela seja novamente necessária! – Ele esperou um aceno positivo do jovem antes de continuar falando para todos. – Ouvi falar das suas aventuras... Tiveram que enfrentar um Orc Shaman e um Goblin Assassino... Notaram alguma semelhança neles? – perguntou calmamente.
Os três poderiam responder àquela pergunta, mas a paladina e o feiticeiro decidiram deixar a tarefa para o jovem druida.
– Pelo que descobrimos, eles foram ajudados por humanos com capa preta...
– Exatamente – Cerdras sorriu disfarçadamente. – Estes são os homens do Revolucionário... Seu trabalho começou há muito tempo, mas só agora ele deu as caras... Todos sabiam que o Oráculo não aceitaria um assassino como Rei, por isso ele procurava uma raça que pudesse derrubar os humanos e manter Rookgaard sob o seu controle, quando ele enfim se anunciasse... Felizmente, vocês estragaram os seus planos – completou com um largo sorriso.
– Parece que nós ajudamos, não é? – Dan perguntou rapidamente, esperando um aceno positivo de Cerdras para continuar: – Então agora nós precisamos da sua ajuda...
– Vocês sempre poderão contar com a minha ajuda, no que eu puder ajudar...
– Eu tenho sido visitando durante a noite, por um viajante dos sonhos... – Dan foi contando calmamente. – Ele diz que a minha mãe está precisando da minha ajuda... Mas eu não sei quem é ela... E muito menos onde ela está...
– Alexsander lhe privou de toda a história de sua família, Dan... – respondeu Cerdras, pesaroso. – Mas eu não irei cometer o mesmo erro! Se sua mãe precisa da sua ajuda, você deve ir até ela imediatamente! Eu mesmo iria, mas a Rainha precisa de mim e não permitirá que eu saia da cidade...
– E onde minha mãe está? – Dan perguntou antes que o druida terminasse de falar.
– Eu não sei onde ela está agora, mas sei de um lugar onde nós podemos descobrir!
– Ótimo! Vamos para lá agora! – disse Dan.
– O local só abre ao entardecer... Comam um pouco, descansem e mais tarde nós partimos!
– Combinado! – concordou o feiticeiro.
– Luna... – Cerdras dirigiu-se à garota um pouco sem jeito. – Infelizmente, você não poderá ir nesse lugar com a gente... Mulheres não são permitidas... – completou encabulado.
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Próximo: [Capítulo 6 - As Missões e Seus Mistérios]
1 semana e 4 dias... anotado! hahaha
Muito bom, mais uma vez o clima de mistério aparece na história... Esperando atualização :D
Obs: Um pequeno errinho pra ser corrigido:
Citação:
– Eu tenho sido visitando durante a noite, por um viajante dos sonhos... – Dan foi contando calmamente. – Ele diz que a minha mãe está precisa da minha ajuda... Mas eu não sei quem é ela... E muito menos onde ela está...
Que maçãzinha misteriosa não?como que tem coragem de entregar um objeto tão poderoso para um rooker?e o dan já deu duas das três mordidas nela!NÃO DESPERDICE DAN!!!!!!!!!
Um lugar em CARLIN que não permite mulheres? O que tramam por lá?Já não basta uma revolução em thais, agora em carlin também.
Ótima leitura como sempre dan:y:"Daqui a uma semana e quatro dias, mais um cap" otímo!
Acabei pulando uma semana dessa vez :(
Mas o prazo de duas semanas continua! :)
Uma história que já teve mais de 20 leitores por capítulos, agora só tem dois... É difícil motivar assim, mas enquanto tiver pelo menos um, eu continuo... :y:
thomzi e Arckyus: Obrigado por continuarem lendo!
Capítulo 6 - As Missões e Seus Mistérios
– Tudo bem... – Luna concordou resignada. – Eu espero aqui...
Com pena da jovem, Cerdras pensou rapidamente em algo para distraí-la.
– A líder dos druidas, Pandreia, está precisando de muita ajuda por esses dias, você gostaria de ajuda-la? – O druida pareceu se arrepender da pergunta e rapidamente fez outra: – Ou eu posso leva-la até a líder dos Paladinos... O que você acha?
– Pandreia está bom... – respondeu sem muita animação.
– Então, vamos lá! – Cerdras se levantou. – Vocês dois, esperem aqui!
O velho druida caminhou até a porta, esperou a garota sair e a seguiu, fechando a porta logo depois.
– Lignuns, eu perdi livro que você me deu... – Mesmo sem ninguém ter mais tocado no assunto, Dan não tirou aquilo da cabeça, e assim, logo que ficou sozinho com seu amigo, não resistiu e confessou rapidamente.
– Sem problemas, Dan. Depois procuramos outra cópia para você! – Lignuns sorriu, ele parecia estar contente pelo interesse de seu amigo pelo livro.
– É! Pode ser! – Dan respondeu sem jeito, não era bem isso que eu ele queria, ele só queria ser perdoado, mas decidiu concordar para não estragar a alegria do seu amigo.
Os jovens ficaram em silêncio por um tempo, comendo os biscoitos que Cerdras havia deixado na mesa. Após deixarem a sacola completamente vazia, Lignuns bocejou, se ajeitou na cadeira e começou a observar o local.
As camas pareciam atrativas para o druida, mas muita claridade entrava pelas janelas, assim, ele deu uma olhada para as escadas e notou que o andar superior estava um pouco mais escuro.
– Acho que vou dormir um pouco... Tem camas lá em cima, não tem? – Perguntou Lignuns.
– Duas camas! Pode ir para lá, talvez eu vá depois!
– Obrigado!
Lignuns se colocou de pé e subiu as escadas calmamente. Dan se viu sozinho novamente na casa da sua infância. Por diversas vezes, ele já esteve só naquela casa, mas sempre que Alexsander saia, ele lhe dava dizia algo sobre para onde estava indo, ou pelo menos o que pretendia fazer. Nesse dia, ele não tinha a mínima ideia.
Incomodado, Dan decidiu procurar alguma pista de para onde Alexsander teria ido. Após revirar o andar inferior e não encontrar nada relevante, o jovem subiu as escadas.
Para a sua surpresa, Lignuns já dormia em um sono profundo. Dan teve que ser mais silencioso nesse andar e lidar com a claridade menor, mas acabou não tendo muito trabalho, pois sobre uma pequena mesa, estava um envelope já aberto. O feiticeiro pegou o envelope, notou no selo da Rainha de Carlin e sentou na cama antes de ver o que havia dentro.
A carta que encontrou era praticamente um bilhete: “Uma aliança com esse povo pode ainda ser possível. Precisamos que você os encontre o Rei deles, o mais rápido possível! Estou lhe enviando o mapa até o local, feito pelo carteiro. Boa Viagem. Que os deuses abençoem a Rainha. Emma.”
Como Dan bem sabia, Emma era a líder da CGB, responsável pelas operações da cidade de Carlin contra as cidades inimigas. Aparentemente, ela havia mandado Alexsander procurar algum povo, mas o mapa citado não estava ali.
Dan rapidamente começou a procurar pelo mapa pelo resto do quarta, sem nem se preocupar com o sono de seu amigo. Para a sua tristeza, o jovem não teve sucesso.
Desapontado, o feiticeiro sentou na cama vazia e começou a arriscar mentalmente, quais seriam os possíveis povos que Alexsander teria ido procurar: Anões do norte, Humanos de Tibiantis, Raças de Elfos antigas, Minotauros da cidade perdida, criaturas do mundo submerso, gigantes de alguma montanha ou mesmo qualquer cidade humana distante. Perdido em seus pensamentos, Dan deitou-se na cama e acabou dormindo por algum tempo, até que algo o despertou.
Por um instante, o jovem pensou que tinha tido um pesadelo, mas o barulho de algo batendo continuou. Ao olhar para lado, Dan viu seu amigo tremendo e balançando os braços, ele parecia que estava sendo atacado por alguma magia ou sendo amaldiçoado pelos deuses.
Na esperança de que fosse apenas um pesadelo, Dan se inclinou tentou segurar os braços do seu amigo e gritou:
– Lignuns! Lignuns! Acorda!
As palavras do jovem pareciam estar apenas agitando mais o druida, que se soltou de Dan e agarrou os seus braços, o apertando com as suas unhas.
– Lignuns! – o grito saiu ainda mais forte pela dor que Dan sentia em seu braço.
O druida enfim despertou. Por alguns segundos, Dan podia jurar que os olhos do seu amigo estavam completamente vermelhos, mas quando prestou mais atenção, eles não estavam.
– O que foi? – Lignuns perguntou assustado e sonolento.
– Você... – Dan sentiu uma pontada de dor no braço. – Você estava tendo um pesadelo. – ele olhou para as suas novas feridas após terminar de falar.
– E o que foi isso? – perguntou inocentemente.
– Bem... Acho que foram as suas unhas...
Lignuns encarou as feridas e comparou com as suas unhas, ele podia imaginar suas unhas naqueles locais, mas não achava que elas poderiam fazer aquele estrago.
– Mas como? – perguntou pensativo.
– Talvez... Suas unhas estivessem maiores...
– Isso não faz sentido, Dan...
– É eu sei... Mas não se preocupe! Exura! – disse passando as suas mãos sobre as feridas, que de repente não estavam mais lá.
Lignuns sorriu aliviado, mas não teve tempo de dizer mais nada, um bater na porta o interrompeu. Os dois desceram rapidamente.
– Quem está aí? – perguntou Dan.
– Dan, sou eu! Cerdras! – a voz era inconfundível.
O velho druida estava mais calmo dessa vez, e não quis entrar abruptamente como fez pela manhã.
Ao abrir a porta, Dan descobriu que Luna também tinha voltado.
– Achei que garotas não poderiam ir com a gente... – comentou.
– Pandreia deu uma missão a Luna, e os nossos caminhos serão os mesmos até certo ponto! – respondeu sorridente. – Os sóis irão encontrar o horizonte em breve, já está na hora de ir!
E assim eles partiram, esperando uma longa viagem, através dos limites da cidade, e por isso, não entenderam quando Cerdras parou sob um bueiro. Apenas Luna não pareceu surpresa.
– Nós vamos encontrar nossas respostas nos esgotos? – perguntou Dan, com um pouco de nojo.
– Não sei de vocês, mas eu estou indo para lá... – comentou Luna tentando se mostrar superior.
– É para lá que vamos todos nós – Cerdras removeu a tampa do bueiro. – Quem vai primeiro?
– Se vocês estão com medo, eu vou primeiro – Luna saltou sem esperar uma resposta.
Lignuns e Dan a seguiram rapidamente e o velho druida desceu por último.
– Utevo Gran Lux! – Exclamou Cerdras, fazendo seu longo cajado brilhar intensamente, como um grande candelabro.
Insetos estavam ao redor, Luna já tinha atravessado dois deles com suas flechas, quando Dan notou um terceiro se aproximando. O feiticeiro apontou sua varinha e esperou a criatura estar ao seu alcance para disparar sua magia. Mas o arco da garota era mais eficiente, e quando Dan pensou em dizer as palavras mágicas, o inseto já estava morto.
– Eu teria matado ele... – resmungou. – Se você tivesse esperado...
– Teria, não é? – Luna sorriu. – Talvez sim! Mas não matou! Nós não estamos mais em Rookgaard! Isso não é uma brincadeira! As pessoas morrem aqui... – completou zangada, antes de virar a cara.
Dan não entendeu porque a menina teve aquela reação, mas não deu atenção, ele ainda achava que deveria ter matado o inseto.
– Luna, venha cá! – Cerdras caminhou até uma pequena ponte de madeira sob o esgoto, e esticou seu cajado. – Você segue por aqui!
A garota apenas anuiu com a cabeça e seguiu, sem dizer mais nada.
– Vocês dois, venham! – falou Cedras enquanto passava pelos jovens.
Eles seguiram apenas sobre terra seca, o local mais parecia uma masmorra do que um esgoto.
Após certo tempo, vozes começaram a ser ouvidas, como se uma reunião estivesse ocorrendo ali perto.
O som foi aumentando, se transformado em uma pequena algazarra, não demorou até Lignuns identificar a fonte.
– Ali, Dan! – o pequeno druida apontou para um corredor à esquerda que parecia um pouco mais iluminado.
Cerdras caminhava na frente e quando alcançou o corredor, anulou a magia de luz do seu cajado e anunciou:
– Chegamos!
Os dois jovens apertaram o passo, curiosos para ver o que havia no fim daquele corredor.
Quando viu, Dan sorriu, lembrando-se das histórias que ouvia em sua infância sobre aquele local, onde homens se reuniam secretamente, longe das mulheres que governavam Carlin.
Lignuns, contudo, ainda estava confuso:
– Uma taverna aqui?
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Próximo: [Capítulo 7 - A Taverna Secreta]
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Agora vou ficar um ano imaginando o que aconteceu com o Lignuns durante o sono... af, odeio histórias inacabadas :(
2 semanas hein? Vou cobrar hahaha!
Peraí!...já se passou tanto tempo assim?dan já pode beber?!?!LOL vamos ver o quanto ele e o lignus aguentam e vamos ver quem vai ser o primeiro a cair no bostero de carlim haha
não sei se era um sonho não, acho que o lignus tava endemonhado naquela hora ou tinha tomado toxicos
pode contar comigo como leitor dan, enquanto você fizer boas historias pode contar.
Danboy, meus parabéns!
Sua imaginação e criatividade são ótimas!
Comecei a ler a história semana passada, alcancei hoje o capitulo atual e espero que você continue essa história!
Criei uma conta no fórum só pra te motivar mais a escrever!
Att, Warder.
Também acho que Lignus estava endemoniado.
Bela história, e já se foi uma semana hahahahahaha.
Acompanhando :3
Bem no prazo dessa vez! :)
Mais duas semanas e vocês terão um novo! :D
thomzi e Arckyus: Obrigado por continuarem lendo e comentando! :y:
WarderM e LadyForfun: Obrigado por aparecerem para me dar apoio! Espero que mais sigam seus exemplos! :D
Capítulo 7 - A Taverna Secreta
– Na verdade, esse é o quartel general secreto da resistência dos homens em Carlin – explicou Cerdras. – Só não fiquem espalhando isso por aí!
– Resistência? Contra o quê? – perguntou Lignuns.
– Contra as mulheres... – respondeu Cerdras. – Elas proibiram bebidas alcoólicas na cidade...
A taverna estava muito vazia. Apenas quatro pessoas estavam sentadas e um homem completamente bêbado caminhava com dificuldade por entre as mesas.
Cerdras foi até o balcão falar com o sujeito que estava atrás. Grandes barris de cerveja podiam ser vistos dentro de um buraco na parede.
– Olá, Karl! Como vão as coisas? – Cerdras cumprimentou sorridente.
– Não tão alto Druida... Eu sei que você trabalha para a Rainha... E o que você pretende trazendo crianças para cá? – perguntou Karl desconfiado.
– Eu também sou homem, Karl! Também preciso de cerveja!
Aquele comentário quebrou rapidamente o olhar duro do taverneiro, que enfim sorriu.
– Você está certo! Perdoe-me, mas eu preciso proteger esse lugar, não é? Afinal, sou o líder da resistência!
– Eu te entendo, Karl! Agora me dê uma caneca de cerveja! Quanto está custando? Dois, três? – a negativa do taverneiro o levou a uma última pergunta: – Cinco?
– Vinte!
– Vinte moedas de ouro? Mas... – Cerdras pretendia argumentar, mas Karl o interrompeu:
– Esses foragidos de Thais aumentaram muito a demanda e a Rainha não deu nenhuma trégua, caçando todos os contrabandistas de cerveja que consegue. Mas tudo isso deve melhorar quando Todd voltar!
– Certo – Cedras pegou algumas moedas de ouro e colocou sobre o balcão, recebendo uma caneca em troca. – E quando Todd volta? – indagou parecendo interessado.
– Não sabemos, mas esperamos que o Bardo tenha alguma informação sobre ele.
– Então é verdade? Um Bardo irá visitar essa taverna hoje?
– Certamente, e eles esperam por isso – Karl sinalizou com a cabeça para trás dos jovens.
Dan se virou e viu que mais pessoas estavam chegando e se acomodando.
– Você não tem nada para mim aí, Karl? – incomodado Cerdras praticamente sussurrou: – Estou esperando um pacote...
– Parece que sim! Eu estava relutante em acreditar que um Druida que trabalha para a Rainha estava recebendo pacotes ilegais por meio de nós... – Karl se abaixou e pegou um pacote tradicional dos correios, a única diferença era a ausência de selo.
– Obrigado, Karl! – em um movimento suave, Cerdras se virou e caminhou até a mesa que estava mais vazia, apenas um homem de cabelos grisalhos estava sentado ali.
Dan se sentou entre Cedras e o homem grisalho, enquanto Lignuns ficou do outro lado do velho druida.
O feiticeiro estava radiante, admirando os outros homens no bar e imaginando se poderia tomar ao menos um gole de cerveja. Lignuns, por sua vez, estava com suas dúvidas.
– Cerdras, quem é Todd?
– Em Todd nós confiamos! – gritou uma voz atrás deles, interrompendo a conversa. Era o bêbado que andava com dificuldade. – Todd! Todd! Todd!
O homem embriagado seguiu gritando enquanto cambaleava por entre as mesas e em poucos instantes, toda a taverna gritava “Todd”. Cedras esperou algum silêncio voltar antes de começar a explicar.
– Todd é o principal contrabandista desta taverna. Karl juntou o máximo de ouro que pôde e o mandou para Thais, para que ele trouxesse as melhores bebidas da cidade e ainda conseguisse o apoio do Rei Tibianus para a causa dos homens em Carlin. – Cerdras levantou a cabeça para ver quem estava entrando. – Vejam, Chip chegou!
Um homem vestido como caçador caminhou calmamente até o balcão, pegou uma cerveja e a tomou por inteira antes de sentar-se à mesa com eles.
– Olá Tim! – disse Chip, sorrindo para o sujeito de cabelo grisalho.
– Plll ghn nhhh. – Dan não conseguiu entender uma única palavra, mas notou que faltava um dente ao homem.
– Olá para você também Chip. – interveio Cedras.
– O que você quer Druida? Não vou parar de cortar as suas preciosas árvores! Eu preciso de madeira... Você não entende...
– Eu sei o que aconteceu, Chip... E posso ajudar! A cidade está cheia de visitantes procurando por aventuras. Eu posso reunir um grupo e enviá-los atrás dos bandidos...
– Eles estão longe... – Tim abaixou os olhos, resignado. – Eu nunca vi o esconderijo deles, mas acredito que seja naquelas planícies ao sul! Eles só me mandam mensagens... – Uma desconfiança apoderou-se do caçador, que levantou os olhos novamente. – Mas por que você faria isso? – Ele observou os jovens antes de completar: – E não me diga que pretende enviar esses dois garotos?
– Os garotos estão aqui para outra missão. Eu pretendo te ajudar se você me ajudar na missão deles.
– E o que você quer de mim?
– Informações... Eu soube que você tem negociado com as amazonas...
– Fale baixo... – Chip se inclinou, aproximando-se de Cerdras. – Para a sua informação, eu não negocio mais com aquelas mulheres... – o homem se certificou que ninguém das outras mesas estava ouvindo antes de perguntar: – Mas o que você quer saber?
Cerdras também se inclinou e foi imitado pelos jovens. Apenas o homem de cabelo grisalho seguiu impassível, tomando a sua cerveja e admirando o ambiente.
– Preciso de informações sobre as amazonas... – sussurrou Cerdras. – Eu soube que a líder delas se chamava Gabriela... Mas faz algum tempo que ninguém ouve falar dela...
– Neste ponto você está bem informado, Druida. Gabriela tornou-se a líder há poucos anos, mas nos últimos meses uma bruxa chegou do sul e tudo mudou. Desde então, as amazonas pararam de negociar comigo. Não ouvi mais notícias de Gabriela, não sei se ela foi presa, morta ou se apenas decidiu ficar reclusa na torre. Acredito que a bruxa tenha tomado o seu lugar, por isso as coisas ficaram diferentes. Lamento não ter mais informações... Antes elas vendiam madeira pra mim, mas agora elas ficam com a madeira toda para elas... E o número de acampamentos delas também está aumentando... Isso tudo é muito estranho...
– Não se preocupe Chip... Foi o suficiente! E amanhã mesmo haverá um time indo atrás dos bandidos!
Aquilo não pareceu o suficiente para Dan, e aparentemente, também para Lignuns que já tinha uma pergunta na ponta da língua.
– Gabriela é a...? – Lignuns foi subitamente interrompido.
– Depois conversamos... Lá fora... – disse Cerdras rapidamente antes de voltar a encostar-se à cadeira.
Após alguns segundos de silêncio, Dan notou que o bêbado caminhante vinha novamente na direção deles, só que desta vez ele tinha um olhar fixo no feiticeiro.
– Você! – ele seguiu cambaleando e apontando para Dan, antes de sentar e colocar sua caneca cheia de cerveja sobre a mesa. – Você voltou! Não acredito! Veja Tim!
– Mhrm buchhh acha hnnn. – o homem sem dente murmurou palavras incompreensíveis novamente.
– É verdade... Droga, eu estou começando a imaginar coisas... De novo...
O bêbado se levantou e retomou o seu percurso. Cerdras e Lignuns conversavam sobre o que o tal Todd faria agora que o Rei estava morto e Dan se sentiu a vontade para fazer uma pergunta ao lenhador.
– Chip... Como vocês conseguem entender o que ele fala? – Dan sinalizou para Tim com a cabeça.
O homem deu um ligeiro sorriso antes de responder.
– Tim já foi um verdadeiro mulherengo, mas hoje em dia, você precisa estar bêbado para entender o que ele fala...
O barulho das conversas diminuiu de repente, dando início a um burburinho. Cerdras esticou novamente o pescoço para ver o que estava acontecendo.
– O Bardo chegou! – anunciou.
Karl deu ordens para que lhe dessem uma cadeira. Uma bandeja com cerveja rapidamente surgiu ao lado do Bardo, que tomou um gole, sentou-se, sacou uma lira e começou a tocar.
– Meu nome é John, o Bardo, e uma história eu vou contar... – uma melodia suave e lenta começou. – Tenho uma novidade para agora lhes falar...
O bardo vestia uma simples túnica verde, mas era adornado por um amuleto dourado, um anel de esmeralda e uma bonita tiara de ouro com detalhes verdes. Na sua mochila podia ainda ser visto um sobressalente cabo de alaúde.
Após algum silêncio, John iniciou sua canção, de forma lenta, porém em um ritmo diferente.
“O Rei está morto...
Essa é a verdade...
O Rei está morto...
Foi crueldade...”
A música foi se tornando mais rápida, com a oração “O Rei está morto” se tornando mais agressiva.
“O Rei está morto!
Na sua cidade...
O Rei está morto!
Mas que maldade...”
A canção estava na metade quando Dan notou que o bêbado andante havia esquecido sua caneca de cerveja sobre a mesa deles. A partir desse momento, o jovem feiticeiro sentiu uma vontade imensa de experimentar cerveja e ainda por cima tentar conversar com o homem sem dente de cabelo grisalho, e assim, Dan quase esqueceu que uma canção estava sendo cantada.
Um grito de “O Rei está morto!” seguido por um “O Rei está morto...” extremamente lento, indicava que aquela música havia terminado. Aplausos começaram, com gritos de homens bêbados, Cerdras se colocou de pé para bater palmas e Lignuns o imitou. Aquela era a oportunidade que Dan esperava, em um ato só ele pegou a caneca esquecida e a levou a boca, na esperança de tomar todo o conteúdo de uma vez, mas não teve sucesso. Felizmente, as palmas se prolongaram e mais dois longos goles foram suficientes para que Dan terminasse de tomar toda a cerveja daquela enorme caneca, antes que seus amigos se sentassem.
Ao olhar ao redor, o feiticeiro não sentiu nada diferente. “Talvez eu tenha bebido pouco”, pensou. Chip tinha acabado de pegar uma nova caneca, ela estava cheia e parecia atrativa. Curiosamente, o lenhador parecia ser o único da mesa que estava prestando atenção no jovem e com um sorriso discreto, empurrou a sua caneca disfarçadamente para Dan.
Lignuns e Cerdras estavam agora animadamente sobre conversando sobre a canção e o feiticeiro não se fez de rogado, com mais três goles, tomou toda a cerveja. Ele ainda não estava certo de que sentia algo diferente, mas sabia que havia uma maneira de saber se estava bêbado.
– Olá, Tim! – disse inseguro para o homem grisalho.
– Olá, meu pequeno amigo! Que dia esplêndido nós temos hoje, não é mesmo?
A sensação de entender as palavras de Tim deixou Dan radiante, ele virou-se para ver se seus amigos estavam vendo, mas Lignuns e Cedras continuavam conversando. O bardo estava agora com o seu alaúde tocando uma canção mais animada. Alheio àquilo, o feiticeiro então voltou sua atenção para Tim.
– Eu soube que você já foi um verdadeiro mulherengo. É verdade?
– Bem... Na minha juventude eu pude beijar as mais finas garotas e todas se sentiram satisfeitas com os meus beijos... – Tim sorriu, mostrando o buraco nos dentes. – E você? Quantas garotas você já beijou?
– Bem... É... – encabulado, Dan não quis responder.
– Nunca beijou nenhuma garota? Já passou da idade... Me diga, tem alguma garota que deseja beijar...
Aquela conversa não era bem o que Dan imaginava. Assustado, ele apenas arregalou os olhos.
– Isso é um sim? Não tenha medo... Eu poderia te contar como beijar para você fazer com ela! Ou poderia te mostrar! Você está pronto? – o homem de cabelo grisalho juntou os lábios e fez um bico para que Dan o beijasse.
Aterrorizado, Dan tentou segurar o braço de Cerdras e pedir ajuda:
– Me ajuda, ele é louco! – foi o que ele quis dizer.
Cerdras estava segurando o pacote que Karl havia dado e estava entregando-o para Lignuns quando Dan tocou o seu braço. Os dois druidas olharam confusos para Dan, indicando que não haviam entendido uma única palavra do jovem.
– Vamos, não seja um bebê! – o homem grisalho se aproximou novamente. – Você nem vai notar o dente faltando e eu estou certo de que o álcool mata todas as bactérias.
O feiticeiro tentou se afastar, mas começou a ter uma dificuldade imensa para se equilibrar na cadeira. Quase todos no bar estavam cantando, acompanhando o alaúde do bardo. Tudo parecia estar rodando quando Dan sentiu o impacto no chão frio.
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Próximo: [Capítulo 8 - Vestida para o Sucesso]
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Danboy além de escritor é poeta também!
Gostei muito do bardo :D
Fui só eu que li cantando?
Ótimo capítulo!
Na espera para descobrir o que acontece quando um feiticeiro fica bêbado, imagina se fosse o feiticeiro Ferumbras bêbado! :hmm:
"em um ato só ele pegou a caneca esquecida e a levou a boca, na esperança de tomar todo o conteúdo de uma voz," <- seria VEZ não é?
Dan sou se fã \o/, capitulo 10.. e wtf, feiticeiro bêbado? vai da m*rda '-'
esperando o próximo capitulo.
Vish, cheguei atrasado dessa vez...
Muito bom capítulo, esperando o próximo :D
No prazo mais uma vez! :)
Não vou nem mais avisar que o prazo é de duas semanas, pois isso já virou uma regra básica! :D
Arckyus, IgorLGC e WarderM: Obrigado por não deixarem a história morrer! Os seus comentários além de motivarem, ainda me dão ideias para os capítulos! :y:
Capítulo 8 - Vestida para o Sucesso
Dan podia se lembrar de apenas alguns momentos. Na hora de voltarem para casa, Lignuns estava ao seu lado, o segurando e o ajudando a andar no esgoto. E em algum momento, ainda lá embaixo, eles encontraram Luna.
– O que ele tem? – a garota parecia estar toda suja por uma gosma verde.
– Cerveja... – respondeu Lignuns.
E então eles deviam ter o levado para foram dos esgotos.
Dan não sabia como, mas percebeu que havia chegado à sua cama, a mesma que esteve por toda a sua infância.
Um incômodo surgiu dentro do jovem feiticeiro e antes que ele entendesse o que acontecia, ele estava involuntariamente colocando para fora cerveja e biscoitos. O chão se tornou nojento, mas Dan se sentiu melhor.
Ele ficou alguns segundos na cama, recuperando as forças, depois lavou rapidamente o rosto e então desceu as escadas.
Apenas Luna estava no andar de baixo, sentada na mesa, admirando quatro pequenas pedras preciosas, em uma delas, o jovem reconheceu o verde de esmeralda que ornamentava o cantor na noite anterior. Quando a garota o olhou, Dan tratou de falar algo antes que ela fizesse alguma pergunta.
– Que pedras são essas? – foi a primeira coisa que ele pensou.
– Safira, Rubi, Ametista e Esmeralda – Luna foi nomeando cada uma enquanto apontava com o dedo. – Se divertiu bastante ontem, não foi?
– Bem... Eu não me lembro de muita coisa... – Dan sorriu. Ele estava falando a verdade, mas aquilo mais parecia uma piada. Ele ficou feliz ao ver que Luna também estava sorrindo. – E você? Como foi a sua missão?
– Aqui estão minhas recompensas! – com um ligeiro sorriso ela abriu os braços para que Dan pudesse ver melhor as pequenas pedras.
– E onde está Lignuns?
– Ele não veio para cá... Foi direto para a biblioteca... Ele disse que queria aprender um pouco mais sobre os próximos inimigos antes de começarmos a missão, mas prometeu que estaria aqui pela manhã... – Luna olhou rapidamente para a janela, como que para ter certeza que já era dia.
– E o Cerdras?
– Ele seguiu com o Lignuns para a biblioteca, mas disse que não poderia nos acompanhar a partir de agora... A rainha precisa dele...
“toc, toc”. Alguém estava batendo na porta.
– Deixa que eu... – ao pisar em falso na escada, Dan caiu sentado, e por sorte, não rolou.
– Acho que você ainda não está livre do álcool... – Luna se levantou e foi abrir a porta.
Lignuns surgiu com um novo manto. Ele tinha ombreiras de metal, mas todo o resto tinha aquele tom verde e marrom da natureza. Parecia que o manto havia sido feito com uma única folha de árvore, exceto pelas ombreiras e pelos caroços cortados no meio que serviam como botões.
Por alguns instantes, Dan pensou que Alexsander tinha voltado para casa, mas então cerrou melhor os olhos e viu que era o seu jovem amigo druida. A admiração de Dan pelo manto foi imensa, mas quando Lignuns começou a falar, uma pitada de inveja surgiu.
– Cerdras me deu... Era o que estava naquele pacote! Ele disse que esse manto vai absorver os ataques da natureza, como venenos, por exemplo, além de impedir que eu tenha aquele “problema durante o sono” de novo, Cerdras disse para eu jamais deixar de usá-lo... Principalmente durante a noite... – Lignuns notou que o olhar radiante de Dan estava murchando e então prosseguiu: – Ele me deu algo para você também, Dan!
Lignuns abaixou-se pegou um manto menor, azul esverdeado, e jogou para o seu amigo.
Era um traje típico de feiticeiros. Sobre os ombros, ele era longo, com uma ligeira elevação nas pontas. Na frente, o manto fazia apenas uma meia lua cobrindo o peito, mas atrás a capa quase tocava o chão. Ele tinha alguns detalhes em vermelhos, mas a cor predominante era um mistério, poderia ser azul ou verde, dependendo do ângulo e da iluminação local.
– Ele é magnífico! – o jovem feiticeiro não se conteve enquanto vestia.
– Cerdras disse que o manto vai dar mais força às suas magias! – Lignuns então se virou para a garota: – Luna, também tenho algo para você aqui... – o druida retirou um pacote de aproximadamente quinze flechas.
– Era tudo que eu precisava! – Luna sorriu, guardou algumas flechas na sua aljava, outras em sua mochila e perguntou: – Isso é tudo? Podemos ir?
– Cerdras fez uma runa para mim... – Lignuns mostrou uma pedra branca com um símbolo estranho no meio, parecia ser um “u” com a segunda perna estendida. – Com ela eu posso curar um de vocês... Se for preciso... – Lignuns levantou a cabeça para concluir: – Então vamos!
O druida e a paladina saíram rapidamente, mas tiveram que esperar do lado de fora enquanto o feiticeiro descia as escadas com dificuldade. Quando Dan enfim saiu, Lignuns pegou um livro, abriu em um mapa e eles seguiram rumo ao norte da cidade.
– E então, Lignuns, quem são os nossos inimigos? – Dan perguntou.
– Você não ouviu o Chip falando na taverna?
– Ouvi sim... Nós vamos enfrentar amazonas? É isso?
– Parece que sim... Dan... – Lignuns parou e encarou seu amigo. – Você lembra o que ele falou sobre uma amazona chamada Gabriela?
– Eu lembro... Ela era a antiga líder das amazonas, mas agora está sumida.
– Dan... – Lignuns teve que respirar antes de prosseguir. – Gabriela é a sua mãe!
O feiticeiro apenas abaixou a cabeça e começou a pensar. Aquilo fazia sentido, sua mãe precisava de ajuda e até onde ele sabia Gabriela podia estar presa na torre das amazonas. A missão enfim ficou clara na cabeça de Dan, eles teriam que ir até a torre e libertar a sua mãe.
– Mas se a mãe do Dan era a líder das amazonas... Ela não iria gostar que lutássemos contra as suas companheiras... – Luna quebrou o silêncio.
– É a melhor opção, Luna... O que você quer fazer? Entrar lá fingindo ser uma delas? – Lignuns estava dizendo com desdém, mas os outros dois pareceram gostar da ideia.
– Eu posso fazer isso! – Luna disse com firmeza. – Assim poderemos entrar em segurança para saber a real situação...
Lignuns não parecia satisfeito, mas Dan concordou:
– Podemos tentar esse jeito... Mas se der errado, eu vou atacar qualquer amazona que encontrar... Se minha mãe hoje esta lá presa, é porque ela foi traída ou no mínimo abandonada por suas companheiras...
– De acordo... Vamos ter que passar por algumas lojas então... – concluiu Lignuns olhando novamente para o seu mapa.
Após alguns minutos de caminhada, eles encontraram a loja de armaduras da Cornelia, próxima ao centro da cidade. A mulher se vestia como um cavaleiro.
– Sejam bem vindos a melhor loja do continente... O que desejam?
– Eu preciso parecer uma amazona... – Luna foi direto ao ponto.
– Bem... Eu posso lhe oferecer um objeto para o cabelo igual ao delas – ela pegou algo no seu baú e colocou sobre o balcão. – Posso oferecer também o cinturão que elas usam... – ela também colocou o cinturão sobre o balcão. – No centro do cinturão, as amazonas utilizam um ruby... Infelizmente eu não tenho um aqui...
– Eu tenho um ruby. – Luna pegou o cinturão, encaixou a sua pedra nele e também pegou o objeto para o cabelo. – Mais alguma coisa?
– Infelizmente, armaduras de amazonas são raras... Você pode conseguir alguma com os mercadores ricos lá perto do depósito...
Luna anuiu, deu sua pequena pedra de ametista como pagamento e saiu da loja.
Dan não pode deixar de notar que apenas com aqueles dois objetos Luna já parecia ser uma mulher guerreira, como as amazonas das histórias que ele ouvia.
O centro da cidade estava fervilhando. Dan não sabia para onde olhar. Maravilhosas montarias, escudos ornamentados, armaduras brilhantes, espadas gigantes, para onde olhasse ele veria alguém com algum item que ele desejava.
Dan quase não deu atenção á busca pela armadura de amazona, por isso, quando eles enfim encontraram um vendedor, o feiticeiro não conseguiu ouvir o preço pedido, mas pela reação dos seus amigos, ele pôde perceber que era um preço exorbitante.
– Não se preocupem, eu só preciso ir ao banco... – disse Luna indo em direção ao depósito.
– Ela tem dinheiro no banco? – Dan perguntou à Lignuns.
– Deve ter... Ela vem de uma família rica... Espero que eles tenham deixado algum dinheiro para ela...
Não demorou até Luna voltar com um pequeno saco na mão. Ela entregou o saco ao vendedor que o virou no chão, revelando uma boa quantidade de moedas de um tom azul brilhante que Dan não conhecia. O vendedor sorriu satisfeito e entregou a armadura para Luna.
A armadura de amazona tinha uma cor roxa, com bordados dourados e uma pequena capa vermelha presa. Quando Luna a vestiu, Dan achou que aquela era a visão mais bela que ele havia tido. Se até então, a garota parecia uma mulher guerreira, ao vestir àquela armadura ela passou a parecer uma princesa de algum reino rico.
– O que você está olhando, Dan? Não vai debochar de mim!
– Não, não... – completamente encabulado, ele não sabia o que responder. – Não estou olhando nada.
– Então vamos! Eu estou pronta! E sua mãe precisa de ajuda!
E assim eles seguiram, rumo ao norte de Carlin.
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Próximo: [Capítulo 9 - Assalto à Torre das Amazonas]
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Por 27 minutos não te acuso de atraso...
Amazon armor? Aí sim :o... e de onde vieram tantos KK's? Agora fiquei curioso :|
Isso que é riqueza!
Mt bom o capítulo.
Fomos enrolados novamente :(
Acabei pulando uma semana dessa vez! :(
Fiquei na esperança de mais uma pessoa comentar, mas não aconteceu.. :'(
Mas tudo bem, porque o Arckyus e WarderM comentaram, então tá valendo! Mais um capítulo pra vocês! :y:
Capítulo 9 - Assalto à Torre das Amazonas
Luna estava na frente, colocando o rosto entre dois arbustos para enxergar a movimentação das amazonas. Dan e Lignuns estavam logo atrás, com as mãos amarradas nas costas.
– Você lembra das falas, não lembra? – Dan quis ter certeza.
– E você lembra que precisa ficar calado, não lembra? – retrucou a garota. – Elas não estão usando a mesma armadura que eu... – comentou apreensiva.
– Cornelia disse que essas armaduras são raras... – Lignuns respondeu pensativo como sempre. – É possível que somente as amazonas com algum cargo possuam uma armadura com essa... Talvez você possa usar isso a seu favor, Luna...
Luna anuiu com a cabeça e voltou a falar.
– Onagros, Arietes e Balistas... São muitos... E elas estão protegendo eles.
– Armas de Cerco... Agora sabemos onde elas estão usando a madeira... Talvez nós devêssemos destruí-los...
– Não! – Dan interveio. – Nós estamos aqui para salvar a minha mãe! Vamos, Luna...
A garota concordou novamente, foi para atrás dos jovens, segurou ambos pelo pescoço e os empurrou através dos arbustos.
Duas amazonas estavam naquele local guardando as armas de cerco e o barulho dos aventureiros pisando na grama foi ouvido pelas guerreiras que rapidamente viraram em direção a eles. Realmente, elas usavam apenas pedaços de túnicas verdes sobre o peito, mas o cinturão e a decoração do cabelo eram idênticos ao da Paladina.
– O que é isso? – A amazona que estava mais perto perguntou para Luna.
– Estou levando eles para a nossa líder! – Mais firmeza na voz da Luna seria impossível. – Ela pediu para eu leva-los até ela!
– Isso é uma piada? – A amazona mais distante se aproximava cautelosamente. – Seres inferiores não são permitidos na torre!
– Pera aí... Quem é você? – a primeira amazona interrompeu, armando o seu arco. – Eu nunca te vi aqui antes!
– Sou amiga da líder! Eu vou fazer o que ela me pediu! Vocês podem tentar me impedir se quiserem!
Sem desviar o olhar, Luna seguiu arrastando os dois “prisioneiros” em direção à torre. Quando já estavam a meio caminho, Lignuns se permitiu falar.
– A torre é o quartel general das amazonas de Carlin... A cada passo nós encontraremos mais amazonas, e você terá que usar todo o seu poder de convencimento novamente...
Luna não respondeu. Isso significava que ela tinha entendido e concordado, mas decidiu não incentivar mais a conversa entre eles. Lignuns percebeu isso e seguiu calado, e até Dan que estava curioso para saber por que eles tinham sido chamados de “seres inferiores” conseguiu ficar em silêncio. E assim eles chegaram à entrada da torre, guardada por uma única amazona.
Luna tentou passar sem falar nada, mas a estratégia não deu certo e a guarda logo entrou na frente.
– Pera aí! Você não pode entrar com eles! Seres inferiores são proibidos aqui!
– São ordens da nossa líder! Se não concorda, vá questioná-la! – Luna retrucou e novamente se preparou para entrar.
– Nossa líder pode ser muito poderosa, mas ela não pode contrariar os ensinamentos de Amaza! – a guarda parecia extremamente decidida.
– Tudo bem! A líder me mandou trazer esses dois, mas você diz que eu não posso entrar com eles, então você trate de ir até lá em cima e avisá-la de que eu estou aqui fora com eles!
Por alguns instantes, parecia que a amazona iria fazer o que foi dito sem questionar, mas então ela pensou por alguns segundos e retrucou.
– E por que eu deveria fazer o que você manda?
– Não vê a minha armadura? Eu sou uma oficial!
– Eu nunca te vi por aqui... – apesar de estar quase sendo convencida, a guarda viu alguns erros no que a garota estava falando. – E você é muito nova para ter sido promovida a Valquíria!
– Se você não acredita, – Luna largou os jovens e sacou o seu arco rapidamente – eu posso te mostrar por que fui promovida! Ou você pode subir e perguntar para a líder sobre mim!
Dan e Lignuns estavam prontos para o possível combate, mas a guarda recuou.
– Não saia daqui até eu voltar! – Com isso, a amazona deu meia volta e seguiu em direção à escada.
Luna não deu um único passo após a guarda começar a andar, mas esperou até ela estar a quase um metro da escada para disparar uma flecha certeira que derrubou a amazona de imediato.
– Vamos... – disse Luna friamente.
Os jovens seguiram até a escada e ali esperaram Luna colocar a guarda morta em uma cama antes de subir.
O andar de cima era o dormitório das amazonas de classe mais baixa. Lá estavam duas delas que pareciam ter acordado há pouco tempo. Uma ainda estava se vestindo. Dan notou e teve que utilizar toda a sua força para controlar a sua curiosidade e manter a cabeça baixa.
– Mas o que diabos é isso? Seres inferiores vivos subindo a torre? Você está louca? – a amazona que se vestia interpelou Luna.
– Louca é você se acha q pode falar assim comigo! – Luna retrucou sem hesitar. – Estou seguindo ordens! Agora trate de se arrumar logo e esteja pronta quando eu descer!
Sem dar mais chances para o azar, Luna levou os dois acima por mais um lance de escadas. Felizmente, eles tiveram um pouco de sorte. Todas as amazonas naquele andar estavam dormindo, mas eles não deixaram de notar que uma delas tinha uma armadura igual a de Luna, apenas a cor era um pouco diferente, era cinza. Possivelmente, as batalhas haviam tirado a pintura, deixando o metal exposto.
Com pressa, mas também com cuidado para não fazer barulho eles subiram as escadas novamente.
Quando chegaram ao andar seguinte, também o encontraram vazio, mas passos foram ouvidos, e em seguida, uma amazona desceu as escadas. Ela era jovem, quase tão nova quanto Luna, e diferente das outras, sua túnica era marrom. Ela estava com uma cara de quem acabou de ver um fantasma e quase não viu a Paladina com os dois garotos passando por ela, mas antes que eles alcançassem a escada, ela não resistiu e falou.
– Me perdoe por perguntar isso... Mas homens são permitidos na torre? – a amazona perguntou em um tom de medo e curiosidade.
– Não está vendo a minha armadura? Eu sou uma Valquíria, então me deixe fazer o meu trabalho!
– É verdade! Estou vendo a sua armadura! Mas como você conseguiu isso? – a amazona não parava de falar. – Eu acabei de me tornar uma de vocês, mas meu sonho sempre foi ser uma Valquíria... Posso ser sua aprendiza e te acompanhar?
– Não! Não pode! Aliás, – pela primeira vez Luna ficou nervosa – você pode me acompanhar, mas só quando eu voltar! Fique aqui e me espere! Não faça nada a não ser que eu lhe ordene!
A jovem amazona sorriu e foi procurar um lugar para se sentar. Luna respirou aliviada e se preparava para subir, mas a tensão voltou rapidamente, duas outras mulheres estavam descendo as escadas. Pela armadura cinza que usavam, eram Valquírias.
– O que está acontecendo aqui? – perguntou a primeira logo que viu os dois garotos. – Mate-os imediatamente! – Ordenou para a Luna.
– Não! A nossa líder quer vê-lo! – retrucou a Paladina.
– Mentira! – exclamou a outra Valquíria. – E mesmo que ela quisesse, as leis de Amaza são superiores! Mate-os!
– Vocês que os matem, se quiserem! Eu também sou uma Valquíria e vou fazer o que a nossa líder nos ordenou! Se quiserem contrariá-la, fiquem à vontade! Mas depois vocês irão sentir a ira da Bruxa!
Os dois jovens prenderam a respiração naquele momento, Luna estava ousando de mais e eles não sabiam se ela tinha dado um passo em falso.
– Você não é uma Valquíria... – disfarçadamente, a mulher foi sacando a sua lança. – E nós não nos referimos a nossa líder como Bruxa... Talvez eu mate mesmo esses dois... Mas antes, talvez eu deva matar você! – ela apontou sua lança na direção da Paladina.
– Tudo bem! – Luna soltou os dois jovens. – Agora! – Com um movimento rápido ela pegou seu arco e disparou uma flecha.
– Exori min frigo. – sussurrou o druida.
– Exori min flam. – sussurrou o feiticeiro.
Com suas magias, ambos se livraram das suas cordas. Dan sacou sua varinha e começou a disparar bolas de energia, enquanto Lignuns com seu cajado disparava bolas mágicas verdes, que surgiam da boca de uma serpente.
A flecha de Luna havia sido rápida o suficiente para atingir a Valquíria, mas não tão rápida o suficiente para evitar que a lança fosse arremessada em sua direção acertando-a no lado da barriga. A dor fez a Paladina cair com um joelho no chão.
Quando os garotos derrubaram a segunda Valquíria, Luna, ainda ajoelhada, apontou seu arco para a primeira amazona, aquela que já estava no local, mas nenhum perigo vinha dali.
Sentada em uma cama, a nova adepta chorava copiosamente.
– Eu jamais deveria ter vindo... – foram as poucos palavras compreensíveis que ela disse.
Lignuns fez um sinal para que Luna baixasse o seu arco e caminhou até a jovem amazona.
– Fica calma... Nós não queremos lhe fazer mal... Estamos aqui para ajudar alguém... – a amazona não estava demostrando reação e Lignuns continuou: – Qual o seu nome? Me diga...
– Meu nome... É Xenia... – segurando o choro, ela seguiu falando: – Eu nunca imaginei que seria assim... Não sabia que teriam tantas mortes... Não sabia do plano... Não sabia que teria que atacar...
– Exura. – a Paladina se recuperou do golpe e se levantou. – Não temos tempo para isso, Lignuns, se não quiserem mata-la, deixem ela aí...
– Calma Luna! – falou ansioso ainda olhando para a amazona. – Qual é o plano? O que você não queria atacar?
– Carlin... Eu não sabia que as amazonas pretendiam tomar a minha própria cidade... – e novamente ela desatou a chorar.
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Próximo: [Capítulo 10 – Rumo ao Topo]
Se a história não fosse boa, não ia te perdoar...
Tinha certeza que amazon armor era demais pra essa missão hahahaha xD
Muito bom cap, acho que deveria compensar a gente lançando outro já na semana que vem ;)
Amando essa história cada vez mais *-*
A historia continua Boa Danboy!!! Não nos abandone, fiquei um tempo sem acompanhar, mas estou devolta!!!
Dan ! Sumi e estou de volta ! E gostando muito da história como sempre ! Sei que deve desanimar o número de leitores que existem atualmente, e o número de leitores que um dia já teve, mas não desanima não ! A história é boa, e vale a pena continuar ela ! E tenho certeza que existem muitos leitores que leem a história, mas não comentam nada !
Se cuida da Dan ! Abraço :) !
Como, falei em um post alguns dias atras, venho percebendo o esforço de alguns, tentando manter essa seção do fórum viva. Eu sou um grande apreciador de Rpgs. Já tendo mestrado e escrito histórias. Nunca postei uma aqui. Estou adaptando uma de minhas histórias para poder postar futuramente.
Li alguns capítulos da história de Dan. E achei muitooo boa a sua história. Continue escrevendo, não pare, vou continuar acompanhando, tentarei me atualizar sobre as aventuras passadas. Com um pouco de empenho e sorte, podemos sim reavivar a seção.
No momento, podem com certeza, contar com a minha contribuição, seja lendo, comentando, ou mesmo publicando em breve uma história.
Continue Dan!!! Muito boa sua história!!!!!
Opa galera, valeu pelos comentários!
Dei uma pausa pra copa, mas já estou terminando o próximo capítulo e em breve vou postá-lo!
Não posso parar agora nessa reta final de livro III, né?
Obrigado a todos!
Woohooo ! Aiiii siiiim Dan ! :D
Não pode parar na reta final do Livro III, e não pode parar nunca(até o final da história) hahaha !
Boa! Como vc mesmo disse a alguns posts atrás, uma história que já teve 20/30 pessoas acompanhando, mas que caiu bem o número de expectadores. Mas olhe pelo lado bom, eu cheguei praticamente agora, li toda sua história, e vou estar aqui acompanhando com certeza!!!!
Sei que a seção tá paradona, mas da minha parte, com certeza, acompanharei tudo oque puder por aqui!!!
Abração Dan, e no aguardo do próximo cap.
Já estava quase desistindo... aí vc aparece!
Aguardando a continuação.. só acho que tinha que compensar esse mês parado :)
A história é excelente! To gostante bastante!
O caral** eu passei 3 dia leno :@ cade os novos cápitulos, to ficando sem mundo já.... e luna e dan ficarão juntos ?
Bem, após uma longa pausa para a Copa do Mundo 2014, estou de volta! :)
Estou muito feliz por ver que a galera seguiu comentando e mais alguns ainda apareceram! Valeu galera! :D
Ta aí o capítulo 10!
Capítulos 11 e 12 serão curtos, mas eu vou postá-los dentro do prazo, nos dias 16 e 30!
O Capítulo 13 vai ser o capítulo final desse livro, vai ser grande e com muita novidade! Eu pretendo postá-lo até o dia 28/09 quando a nossa história irá completar 3 aninhos! :D
Valeu galera, espero que gostem desse capítulo!
Capítulo 10 - Rumo ao Topo
Após ouvir sobre o plano de atacar Carlin, Lignuns teve que respirar fundo antes de voltar a falar:
– Nós precisamos fazer alguma coisa... – o druida suplicou para os seus amigos.
– Eu também não quero ver a minha cidade invadida, Lignuns, mas nós precisamos primeiro encontrar a minha mãe. – retrucou Dan.
– Tudo bem... Primeiro a sua mãe... – ele pensou um pouco antes de continuar. – É possível que nós consigamos fazer as duas coisas! Sua mãe era a líder das amazonas! Se nós a libertarmos, ela poderá reassumir o posto e evitar o ataque! – Lignuns virou o olhar para a amazona novamente. – Talvez ela possa nos ajudar...
– Por favor... Eu não quero fazer parte disso... Eu deveria ter me tornado uma cantora... Meus pais sempre disseram que eu tinha uma bela voz... Uma voz poderosa...
– Xenia... – o druida interrompeu – Nós estamos aqui atrás da mãe de nosso amigo... – completou apontando para Dan. – Ela esta sendo mantida presa aqui e nós precisamos salvá-la... Se você nos ajudar, nós podemos te tirar daqui em segurança, e você poderá fazer o que quiser... – o druida deixou a amazona pensar por alguns segundos antes de concluir. – Apenas nos conte, o que tem lá em cima?
– Ela disse que era amiga da bruxa... – a amazona olhou para Luna desconfiada.
– Era mentira... – Luna explicou rapidamente. – Eu apenas estava tentando chegar lá em cima!
– Tudo bem... Vou acreditar em vocês... – Xenia encarou os olhos de cada um, por uma última vez, antes de voltar a falar. – No andar de cima está o conselho das Valquírias... Três delas devem estar lá agora. A líder fica logo acima... Eu acabei de vir de lá, não vi nenhuma prisioneira... Ela poderia estar no solar... É o último andar... Eu nunca fui lá... Vocês tem certeza que ela está aqui?
– Não temos certeza... – Lignuns balançou a cabeça negativamente – mas agora que estamos aqui, vamos até o topo! E seja lá onde a mãe do Dan esteja agora, a bruxa que assumiu o seu lugar irá nos contar exatamente como encontra-la! – o druida esperou um aceno positivo dos seus amigos antes de terminar a conversa com a jovem amazona. – Xenia, muito obrigado! Agora espere aqui, finja que está dormindo e não faça nenhuma besteira! – Lignuns segurou a mão da jovem por alguns segundos antes de se virar para sair. – Luna e Dan, vamos! Precisamos ser rápidos aqui, antes que notem a nossa presença e chamem reforços!
Os dois concordaram novamente e viraram para segui-lo.
– Botas bonitas... – Xenia comentou distraidamente sobre Dan.
Os três subitamente pararam de andar.
– É isso, Dan! Vamos usá-las! – Lignuns disse rapidamente.
– Não... – Luna discordou. – Feiticeiros são frágeis... Eu que deveria fazer isso... Paladinos são mais rápidos e resistentes!
– Mas você não tem as botas! – retrucou o druida.
– O Dan poderia me emprestar...
Ao ouvir seu nome, o feiticeiro pareceu despertar.
– Não... – Dan não queria emprestar seu bem mais precioso. – As Botas são minhas, então eu vou usá-las! O que eu tenho que fazer?
– Correr... – respondeu o druida. – As distraia enquanto nós as atingimos.
– Acho que eu posso fazer isso...
Assim, os três subiram devagar as escadas e Luna deu uma olhada para o andar superior:
– São mesmo três amazonas, oficiais, elas estão ao redor de uma mesa, no centro.
Dan apenas anuiu com a cabeça, passou a frente deles e sozinho pisou no andar de cima. As amazonas pensaram que estavam vendo um fantasma quando o jovem apareceu.
– Mas o que é isso? Como você veio parar aqui? – perguntou uma valquíria antes de exclamar rispidamente: – Não importa! Atacar!
Utilizando as suas botas, Dan correu o mais rápido que pôde. Indo próximo à parede e desviando de lanças e facas, ele conseguiu chegar até o outro canto da torre, e então voltou, correndo próximo à outra parede. Quando retornou à escada, seus amigos já estavam ali, e as amazonas atrás dele já haviam sido derrotas por flechas e bolas de gelo.
Após recuperar o fôlego, Dan perguntou:
– E no andar de cima? Qual o plano?
– Nós precisamos da líder delas viva para saber onde está a sua mãe. Vamos derrotar qualquer outra amazona e deixar a líder por último. Vamos, o tempo é importante!
Assim, os três foram subir as escadas, e como de costume, Luna deu uma primeira olhada.
– Quatro oficiais estão falando com uma mulher. Ela está vestida de preto e usa um chapéu preto.
– É a bruxa... – sussurrou Lignuns.
– Deve ser mesmo... Ela parece ser a líder... – complementou Luna após terminar de olhar.
– Tenha cuidado, Dan! – disse o druida dando um último aviso: – Ela usará ataques de magia...
– Pode deixar!
Confiante, Dan subiu e se preparou para correr, mas sentiu que alguém estava olhando para ele. Era a bruxa. O jovem então hesitou e virou-se para olhar.
– Olá! – gritou a mulher.
Com medo e assustado, o feiticeiro ficou parado sem saber o que fazer. Luna e Lignuns levantaram um pouco a cabeça para ver o que estava acontecendo.
– Olá para vocês dois também! – disse a mulher ao ver os outros que tentavam se esconder.
Sabendo que foram descobertos e que o plano havia falhado, o druida e a paladina foram para o lado do Dan. As valquirias, por sua vez, viraram e se preparam para o combate.
– Esperem um pouco, minhas amazonas – ordenou a bruxa. – Eu gostaria de saber como eles chegaram aqui, e mais ainda, por que eles vieram até aqui, e isso eu não vou conseguir descobrir se vocês os matarem.
– Nós viemos lhe obrigar a libertar a minha mãe! – Dan avisou firmemente.
– Vieram atoa então! – a bruxa riu longamente antes de completar: – Nós não temos prisioneiros aqui!
– Então você vai me dizer onde ela está! – retrucou o feiticeiro, sem se importar com as risadas.
– Não sei quem você é, e muito menos quem é a sua mãe!
– Eu sou Dan, da cidade de Carlin. E minha mãe é a Gabriela.
Aquelas palavras assustaram as amazonas, algumas delas abaixaram as suas armas e olharam confusas para a líder.
– É uma pena que você seja de Carlin... Pois a sua mãe está morta. Eu a matei quando me tornei uma líder. E em breve, eu vou destruir também a sua cidade. Acho que a sua vida já não vale mais nada e seus amigos também vão morrer por terem vindo até aqui. Amazonas, atacar!
Próximo: [Capítulo 11 - Morte à Bruxa]
OOOOOOOOOOOO jesus, porque tão curto :(, você deveria escrever um livro cara :)
Queria ter dinheiro para produzir um filme baseado em dan de carlin, imagina o sucesso KSOAKOSKO
PS: passa 3 anos escrevendo e eu leio em 2 dias :(
Aiiii siiim Daaan ! Gogogo mais capítulos haha ! E ainda não acredito que os próximos vão ser mais curtos ... Mas como você vai compensar com o último tranquilo haha !
Isso aí Dan, não para não, força, a história é muito boa !
Olá pessoal!
Como prometido segue o pequeno capítulo 11!
Muito obrigado ao Fujitera e ao NoobiQuatrupi por terem comentado no último capítulo!
Espero que gostem desse! :D
Capítulo 11 – Morte à Bruxa
Dan ficou por alguns instantes em choque, enquanto as amazonas avançavam.
– Vamos, Dan! Acorde! Faça alguma coisa! Pelo menos, corra e deixe que nós as derrubaremos! – pediu Lignuns, em um tom desesperado.
– Não vou correr! – respondeu o feiticeiro sem pensar. – Ou melhor, eu vou correr, mas vou correr até aquela maldita bruxa e mata-la! Ela matou a minha mãe, vai morrer! E não vai destruir a minha cidade!
E então, Dan correu.
Uma primeira amazona saltou sobre ele, mas foi atingida em cheio por uma flecha da Luna e caiu sem ação. Uma segunda valquíria atirou uma faca, mas Lignuns conseguiu congelar o objeto no ar.
– Exori mim flam... Exori mim flam... Exori mim flam... – Dan foi utilizando as suas magias para se livrar das demais amazonas.
– Exori flam. – Uma grande bola de fogo surgiu das mãos da bruxa e seguiu em direção ao feiticeiro.
Dan se jogou no chão para evitar o ataque, mas conseguiu se levantar rapidamente e continuou correndo.
– Exori mim flam. – dessa vez o alvo do ataque era a líder.
A pequena bola de fogo atingiu o braço esquerdo da bruxa, que reclamou da dor e logo contra-atacou:
– Exevo grav flam – e o chão na frente do jovem começou a pegar fogo.
Sem conseguir diminuir a velocidade, Dan atravessou o fogo, sentiu os pés queimarem e caiu do outro lado, a um passo da bruxa.
Lignuns e Luna estavam lutando com as amazonas que restavam e quase foram derrotados quando pararam de atacar para ver se Dan estava bem.
Para felicidade dos jovens e apreensão da bruxa. O jovem se levantou, jogou sua varinha para longe e sacou sua Espada de Carlin.
A mulher, assustada, tentou dar um passo para trás, mas esbarrou na parede. Dan levantou sua espada para dar um grande golpe, mas uma voz suave o interrompeu:
– Donan... Não... Por favor... – as palavras surgiram na boca da bruxa.
– Como...? – Dan parou o ataque e desceu a espada calmamente. – Como você sabe desse meu nome? – Por estar tão próximo da mulher, o feiticeiro pôde prestar atenção no seu rosto, e viu algo familiar nos seus olhos e no seu nariz.
– Sou eu Dan... – A bruxa abaixou a cabeça e sussurrou olhando para baixo. – Eu sou a Gabriela... Sua mãe... Não me mate...
Dan então se deu conta que algumas feições da mulher pareciam com a suas. Ele largou a espada de vez, que colidiu com o chão produzindo um alto ruído.
– Você é a minha mãe? ... – as palavras iam fugindo. – Mas por quê? ... O quê?
A mulher deu um passo à frente e abraçou o jovem feiticeiro que seguiu sem reação.
Próximo: Capítulo 12 - Sua Mãe é uma Bruxa