Grande Neal, sempre mandando elogio até não poder mais
Não é pra menos, eu imaginei que fosse gostar desse capítulo a esse nível. Foi o prometido retorno dos combates e da violência, e com força, pra compensar o tempo que só houve tensão e mistério. E combates são a minha especialidade.
E... Nightcrawler supersaiyajin?![]()
Juro que não foi a intenção, o que eu queria era passar a impressão que a alma dele brilhou através do corpo por um breve instante, sem mudar cor do cabelo dele nem nada. Tive uma inspiração especial para os movimentos, mas Dragon Ball não tem nada a ver, e nunca terá. assim espero kj
Também não acho que seja exatamente um alento o Suzio ser comparado ao Goku, já que o Goku é meio retardado e só quer saber de lutas, o extremo oposto ao Suzio. Então...
Obrigado pela presença até o fim Neal, tu me ajudou bastante a continuar com a história até o final. Diria que você foi fundamental para que Bloodtrip continuasse e até tivesse o fim que terá agora. Obrigado mesmo, e fico feliz que o anterior tenha te agradado tanto. Espero que esse também agrade (Não no mesmo nível né, mas que seja um bom final).
Agradeço a presença de todos! Bloodtrip chega ao seu fim. Esse é o último capítulo da história, e não sei exatamente quando lançarei sua sequência. Tenho algumas coisas pessoais a resolver antes de decidir dar início a essa história nova, pra que eu possa inclusive ter tempo suficiente pra trabalhar nela e escrever capítulos ao mesmo nível que vocês estão acostumados a ver aqui.
Obrigado por tudo! O Epílogo sairá amanhã.
No capítulo anterior:
Nightcrawler e Soulslayer lutam mortalmente na Catedral Sombria. Nightcrawler vence, mas ele descobre que aquele Soulslayer era uma ilusão, assim como os outros membros que matou, criados pela Segunda Natureza de Sangue de Lalori, e agora se vê diante dos reais sem poder para lutar.
Capítulo 35 – Machina
Não existe céu ou inferno para demônios como nós, Nightcrawler.
Então fico feliz em recebê-lo no nosso purgatório particular.
Nightcrawler mal podia acreditar. Ele se desgastou ao extremo somente para derrotar uma cópia de Soulslayer criada por Lalori, então ele não consegue mais imaginar como seria Soulslayer com seu poder total, sem limitações. Outro fato inacreditável é o próprio Lalori estar ali, após Nightcrawler ter o salvado, quando este pensara que ele era o único Sangue consciente do que está acontecendo e do que está fazendo, acreditando que ele poderia ser salvo.
Mas ele não conseguia dizer se o tecelão estava errado ou não. Afinal, é incompreensível a traição de Lalori. Certamente ele desejava ser cooperativo com Nightcrawler e seu time, mas algo o impediu no meio do caminho. E esse algo provavelmente era Sarutevo.
Sarutevo. Ele está exatamente do lado do que deveria ser seu trono. Soulslayer está triunfante enquanto sentado nele. O líder da Irmandade tem uma expressão de como aquilo fosse totalmente natural. O líder da Irmandade deveria realmente estar de pé ao lado do que deveria ser o seu trono, enquanto o mais poderoso fica nele? São as únicas coisas que Nightcrawler consegue pensar no momento.
Ele se recusa a pensar que perdeu pois decidiu ir sozinho enfrentar o inferno.
— Nuito, Suzio, Nightcrawler... — Disse Soulslayer, levantando-se de seu trono e dando passos lentos até o detetive — Não importa quem você é. Nightcrawler não passa de uma figura, um símbolo sem rosto que qualquer um corajoso e capaz o suficiente pode tomar para si. Não importa a figura por trás, e sim o próprio estar aqui, nas minhas mãos, para eu fazer o que eu bem entender.
Nightcrawler não perdeu seu chapéu ou sua máscara ainda pois ambos estão presos com linhas invisíveis, mas parece que ele não será mais capaz de defendê-las do inimigo para defender sua verdadeira aparência.
Soulslayer aproxima-se e retira sua máscara com força, e depois seu chapéu, e deixa-os cair no chão, perto dele. A surpresa e o choque pode ser ouvido e visto por todos os lados, apesar de não ter como ver as expressões dos Sangues.
— Então você realmente não morreu, Suzio.
— Eu morri. — Disse Suzio, permitindo o luxo dos Sangues verem suas expressões — Morri desde o dia em que todos os meus amigos morreram nas Plataformas do Inferno. Por sua culpa.
— Ah, você quer dizer a Poção de Kia, que deu horrivelmente errado? Ah, aquilo acabou sendo útil pra mim. É parte dos poderes dos Sangues agora.
— Milhares de pessoas morreram ao redor do mundo inteiro por sua incompetência. Sua inexperiência.
— Não diga isso. Eu estava totalmente ciente dos riscos.
— E por que acabou fazendo do mesmo jeito?
— Eu estou velho demais pra me preocupar com a vida alheia, Suzio.
O detetive está ciente que nasceu no mesmo ano que Senzo, mas provavelmente as coisas não foram tão normais assim.
— Veja bem. — Soulslayer vira-se, levantando sua cabeça para o teto — Eu estou vivo há mais de 80 anos. Quando eu entrei nessa vida, eu conheci aquele que foi o irmão do seu bisavô, chamado de Nuito Resgakr. Genial até o último resíduo de pó de seu corpo, ele desenvolveu algo para destruir minha ferramenta de criação orgânica sem nem mesmo ser um alquimista, e ainda assim, foi executado em praça pública, pra aliviar os problemas que o governador de Edron estava lidando com as questões públicas.
Suzio realmente não se lembra de ter um parente tão distante que tenha feito tal coisa, mas lembra-se de menções a um homem que salvou Edron de uma doença degenerativa que atingia a flora e a fauna, que tinha uma forma semelhante aos membros da Irmandade.
— Achei aquilo nojento, e ainda hoje eu acho. É pior do que tudo que eu já fiz... Matar um herói para aliviar a carga de reclamações no gabinete. Não concorda?
— Não, seu filho da puta. Não há nada que se compare com o que você já fez.
Senzo dá uma gargalhada bem alta e medonha. Sarutevo parece incomodado.
— Senzo. Até quando irá continuar com isso?
— Cala a porra da boca, Norbron. Eu sou o dramaturgo. Eu decido o que eu faço no meu palco.
Sarutevo cerra os olhos em desaprovação. Suzio lembra-se desse nome, mas não sabe exatamente de onde. Está tudo confuso para ele.
— Ah, a propósito, Suzio. Você já deve ter reparado, mas não é Sarutevo o nosso líder, e sim eu.
Suzio dá uma risada triste.
— Você fez isso pra distrair minha atenção de você, assim considerando-o apenas um inimigo comum, não é?
— Exatamente. Seria mais conveniente se você evitasse Sarutevo por ele ser o líder, pois assim você nunca imaginaria para que ele serve. Dessa forma, você continuaria distante de me matar da mesma maneira, bem como do plano original. Preocupando-se com seus amigos mortos, com os demônios aparecendo em todos os cantos, você não teria tempo de ir atrás de mim. Acabei tendo tempo suficiente para formar isso aqui.
— É. E graças a você, Devovorga pode surgir em qualquer ano para tentar devorar esse mundo, e não há um raio de previsão pra quando isso pode acontecer. A taxa de mortos por ela só sobe a cada ano que ela surge.
— Eu não me importo.
— Não se importa com o tanto de pessoas que morreram por sua causa?
— Suzio... Alguma vez você já se preocupou em não pisar nas formigas que estão no chão enquanto você anda?
Suzio irrita-se com aquela frase, mas não tem forças para reagir. Seu olho esquerdo está totalmente branco e o outro está perdendo a cor, bem como a sua pele. Agora, sangue sai do seu olho direito e do seu nariz, e as dores no corpo continuam, mas piores que o normal.
— Olhe. Deve se lembrar de que as vítimas da Irmandade não morreram, apenas estão em coma. É parte do plano original, como eu disse. Pois quando ele estiver completo, essas pessoas voltarão a vida mais poderosas do que qualquer tibiano que ande por essa terra.
Suzio não responde, apenas abaixa a cabeça.
— Permitirei que saiba dessa vez, mesmo que não haja sentido em contar isso para alguém que vai morrer logo, logo... Enfim. Muitos anos atrás, eu morri. Mas Machina permitiu que eu voltasse a vida um século depois, que eu reencarnasse. Na minha reencarnação, em algum lugar do mundo, Norbron também surgiu. Ele foi minha primeira vítima. O primeiro que sofreu nas mãos do arauto seria o receptáculo perfeito para o patrono de Tibia.
Suzio levanta a cabeça e faz uma expressão de como não se importasse com o que está sendo dito para ele.
— Ele também foi a primeira vitima humana dos meus experimentos nessa nova vida. Ele funciona como um relógio para saber o quão próximo estou de trazer Machina. As veias gigantes são os ponteiros. Um está inteiramente vermelho. O outro está quase. Falta apenas um lugar.
— Então... Todos os lugares que você atacou...
— Eram preparações. Todos eles formam triângulos de invocação. Rookgaard, Carlin e Monte Sternum. Nargor, Baía da Liberdade e Sabrehaven. Vengoth, Yalahar e, em breve, Razachai. Todos os triângulos se ligam até uma única linha de sangue formada a partir de Chaur, alimentada pela completa falta de vida nas Planícies do Horror. Elas terminarão formando um tridente. É aí que Sarutevo será possuído pelo nosso deus e tomará o tridente para mudar Tibia para sempre.
Suzio ri com algum esforço. Senzo não entende a atitude.
— Tudo isso... Apenas para dominar o mundo? Você não tem algo menos clichê em mente? Que não inclua transformar as pessoas em bonecos e um deus pagão em um titereiro?
— Falou um dos principais bonecos da trama.
Suzio levanta uma sobrancelha.
— Deixe-me falar uma coisa interessante para você, Suzio. Ninguém será controlado. O poder de ter poderes que correspondam aos seus desejos mais profundos, as suas habilidades mais notáveis, isso será possível. Todos terão isso. Formarei um novo mundo ao lado de Machina, e se caso ele não der certo, eu mesmo volto tudo do zero e desapareço.
— Verme. Você realmente pensa que pessoas são seus experimentos, seus ratos de laboratório? O quão desumano você pode ser?
— Ser humano ou não já não tem mais importância. Meu plano já começou há dez anos. E você tem sido um experimento ótimo ao longo de mais anos do que você pode imaginar.
— O quê?
— Ora. Cadê o Suzio do loop? Essa normalmente era a hora dele se revelar.
Suzio tenta achar alguma explicação para o que ele quis dizer, mas não consegue. Mas sente que a resposta é a mais óbvia possível.
— Ué, Suzio! Você realmente achou que Varmuda quem lhe dava as instruções do que fazer na sua mente, tudo ajeitadinho, para você fazer perfeitamente, como um detetive genial? É óbvio que não. Você sabia onde ficava Chaur, pois já veio aqui quatro vezes antes. Você sabia exatamente como fazer o plano da emboscada usando a população de Yalahar, pois já o executou da mesma maneira quatro vezes antes. Tudo que você já sabia exatamente o que fazer, foi porque você já fez. Já tivemos essa conversa quatro vezes. Essa é a quinta. E última.
Suzio é atingido por uma onda de água fria. A sensação em seu peito é indescritível, assim como em sua cabeça. Ondas de pensamentos, memórias e sensações parecidas, que ele já havia sentido antes. Agora, nem mesmo o mundo parece real o suficiente para ele. Não há mais onde ele se apoiar. Está sozinho e sem resposta contra um fato praticamente impossível em sua concepção.
— Você teoricamente morreu há mais de dez anos atrás, mas, na verdade, você fugiu. Eu sabia que você faria isso, então eu apliquei uma maldição em você durante nosso combate, parte dos meus experimentos. E o loop tem funcionado bem. Na primeira vez que você me confrontou, exatamente nas mesmas circunstâncias de agora, você perdeu do mesmo jeito e morreu. Voltou exatamente ao mesmo ponto de antes, quando fugiu. Tentou mais uma vez e morreu mais uma vez. Voltou pro mesmo ano, tentou de novo, e morreu de novo. Foi aí que os cinco anos passaram a funcionar, e na terceira vez, você voltou pra cinco anos após nosso confronto. Quando Rookgaard foi atacada.
— Você só pode estar tirando com-
— O fato de você ter perdido tantas vezes e não se lembrar que esteve fazendo a mesma coisa é porque você perdia a memória do que fez logo ao voltar ao ponto de início. Seu verdadeiro eu não tinha controle do seu corpo. Ele só podia assistir, e eventualmente, com muito esforço, achar espaço e oportunidade pra fazer algo que o salvasse do loop. Mas parece que ele nunca conseguiu nada senão lembrá-lo dos locais de onde ir e do que fazer. Heh. Detetive um cacete. Pois no começo você não era metade do que é agora.
Suzio põe as mãos na cabeça. Mais sangue sai dos seus olhos. Não está mais suportando a dor do que fez, nem as revelações que está recebendo agora. Ele é capaz de segurar isso, mas algo está destruindo sua resistência. Algo tenta tomar o controle, luta para sair. O homem sente sua cabeça querer explodir.
E, finalmente, o verdadeiro aparece.
Com esforço, ele limpa seu rosto, pega sua máscara, seu chapéu, e levanta-se. Ele põe seus principais apetrechos de volta e fita Soulslayer com uma fúria animalesca, mas um pouco controlada.
— Eu venci. Eu conseguirei reverter tudo para o ponto principal se algo der errado, mas não acho que isso vá acontecer. Machina, aquele que nasceu dos ossos e do sangue de Tibiasula, o Senhor das Dimensões, jamais permitirá que isso aconteça.
— Eu já me cansei de ouvir isso.
— Essa será a última vez. Depois disso, você morrerá. Definitivamente.
— Você está muito convencido para alguém que matará a própria criação a partir do momento em que tomar um golpe fatal.
Senzo ri, mas não responde. Suzio ainda sangra pelos olhos. Será difícil continuar. Seu corpo está esgotado, sua mente está esgotada. Reviveu tudo várias vezes, sem parar. Viveu tantos anos que já perdeu a vontade de contá-los. Mas sabe que já tem quinze anos desde que tudo começou.
Nightcrawler toma seu último artificio de dentro de seu sobretudo: Uma faca congelada e cinzenta com uma runa de Morte Súbita gravada nela. Se ele conseguir usar em Soulslayer, ele morrerá em um golpe. Se ele morrer, toda a Irmandade morre junto, pois todos eles estão diretamente conectados ao líder.
Soulslayer toma distância e prepara-se para avançar. Tem um pulsante em mãos.
— Farei você sentir a sensação de viajar... Ao menos uma vez. Nunca soube como criamos isso, não é? Mas é a forma dos humanos de liderarem com uma avalanche de informações vindo na sua cabeça. De forma descontrolada. Sobre tudo que está além de Tibia. Sobre todos os universos, dimensões e mundos que existem além daqui. Eu tenho todo esse conhecimento na minha cabeça, Suzio. E sabe de uma coisa? É maravilhoso.
— Eu não te perguntei nada.
— Eu gosto de falar. É um costume que tenho desde que eu era um jovem alquimista em Yalahar.
— Há quantos anos será que foi isso, velhote?
Soulslayer ri.
— Não sei. Não importa mais.
Ambos se preparam para avançar. Mas Nightcrawler não avançará, apenas fará de conta. É a melhor forma de usar a experiência que adquiriu.
Num momento inoportuno, ele se lembra de memórias que não são dele. Via Senzo sentado numa escadaria. Senzo trabalhando numa espécie de inseto gigante de ferro. Uma elfa lhe dando socos não tão sérios. Coisas envolvendo um Senzo jovem e pessoas que não conhecia. E então, Norbron sendo vítima da criação de Senzo.
Ele olha para Sarutevo uma última vez. Ele nem mesmo parece ser um combatente. E se ele era o tal mago que foi a primeira vítima do alquimista pálido, faz sentido que ele esteja ali.
Terminadas as contemplações, Nightcrawler vira seu olhar para seu nêmesis.
— Vamos.
—Com Tibiasula eu me deito, com Tibiasula eu me levanto.
Soulslayer salta na sua direção em alta velocidade, com o pulsante. Nightcrawler fica no mesmo lugar, dá alguns passos pra frente e golpeia o ar, aproveitando-se da velocidade do seu oponente. Mas seu inimigo cessa o avanço antes da faca acertá-lo e consegue usar o pulsante próximo da cintura do detetive.
Ele estoura e vira um grande acumulado de poeira vermelha, assim como nas outras vezes que Nightcrawler testemunhou aquilo.
Vou morrer? De novo?
Eu falhei mais uma vez? O mundo será tomado mais uma vez por ele e seu deus?
Deixarei que todas as mortes e experiência que adquiri sejam em vão?
...
Não.
Não dessa vez.
Pois agora eu também tenho um deus do meu lado.
Uma proteção branca e clara surge ao redor do corpo de Nightcrawler e a poeira do pulsante é sugada por um buraco semelhante ao vácuo, formado na região onde Soulslayer o acertou. É a proteção espiritual que Zoe deixou no corpo de Suzio. Dessa vez, quem está chocado é Senzo.
Nightcrawler sorri, vai para o chão e volta atrás dele, e usa a faca amaldiçoada no pescoço de seu inimigo. Uma pequena implosão escura cerca a área afetada e põe Soulslayer de joelhos.
— É hora de ouvir o choro das almas vazias dos seus bonecos. — Disse Nightcrawler, deixando o resto da faca cair no chão.
Quem grita de dor primeiro é Sarutevo. Em seguida, todos da catedral gritam. Eles sentem a mesma dor, e colocam as mãos na cabeça ou no pescoço, sentindo como se todo o corpo deles estivesse prestes a explodir. E, em sequência, todos eles explodem em sangue, deixando de existir, um a um.
Não demora muito para toda a sala ser inundada por sangue. A estátua gigante, abstrata e estranha no fundo da catedral, perde sua luz, e começa a se quebrar e a se desmanchar. Todo o resto da catedral começa a sofrer o mesmo efeito. Sarutevo cai de joelhos, as veias desmanchadas, jorrando sangue pelo seu corpo, enquanto olha com terror para um Nightcrawler mais sombrio do que nunca.
— O Nightcrawler sempre matará a presa quando ele a ver pela primeira vez.
O detetive lança uma das runas que ele deixou sem uso num dos últimos bolsos do seu sobretudo, aparentemente, guardada especialmente para Sarutevo. Uma runa roxa, com símbolos circulares. Quando ela se choca contra o ex-receptáculo de Machina e antigo amigo de Senzo, ela o faz explodir em pedaços. Após isso, ele se vira para Soulslayer.
A implosão fez o capuz e a máscara de manequim de Souslayer sumirem. Ele está chorando, mas não parece ter uma expressão triste. Conforme o teto cai, a luz ilumina a catedral. Não está mais chovendo.
— Por quê...? — Pergunta Senzo, fraco, quase sem voz.
— Foi necessário. A balança que formamos dentro de Tibia é poderosa demais para esse mundo. Ela precisa ser quebrada.
— Mas você também irá morrer...
— Eu já fiz tudo que precisava fazer nesse mundo, Senzo. E você também. Hora de descansar.
Senzo sorri. Suzio também, apesar de não saber que seu inimigo também está sorrindo.
— Olhe o que você fez... Eu sou um maldito criminoso agora.
Senzo cai no chão cheio de sangue, morto. Agora, Nightcrawler tem certeza que aquilo não é mais uma ilusão. Ele realmente matou seu algoz, depois de tantas tentativas.
Ele fita o céu. Um grande pedaço do telhado está prestes a cair em cima dele, mas ele não se importa. Ele retira sua máscara e seu chapéu, e se dá ao luxo de contemplar algo bonito antes de morrer, embora o céu esteja nublado.
Ele ajoelha-se, sem força. Seus olhos estão totalmente brancos. Sua alma já está quase morta. O veneno logo matará o seu corpo. Mas ele conseguiu dar cabo da Irmandade do Caminho de Sangue, mesmo ao custo de sua própria vida. Mesmo que ninguém mais saiba o que eles realmente eram, e quem realmente os liderava.
— Eu também, Senzo.
O pedaço do telhado cai.
Mas não há mais vida no corpo de Nightcrawler.
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