Boa Wrath, disse isso pois tem muitos desenhistas que se incomodam quando suas obras são alteradas, então fiquei um pouco receoso de fazer o que eu fiz (Apesar de não ter mudado tanto o que você mandou de início).
Mais uma vez, muito obrigado pelo desenho, cara. Ele tá realmente excelente.
Opa Neal, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Nightcrawler brilhará muito nesse final, para o seu alento. Isso eu garanto. E, originalmente, eu não ia colocar essas reflexões, mas foi algo que me surgiu enquanto escutava alguns dos mixes que deixei no capítulo da luta entre Nuito e Senzo. Ele simplesmente entrar em Chaur e matar todo mundo me parecia muito seco.
E sim, Wrath fez um ótimo trabalho, mas não me senti exatamente como Rowling ou Tolkien; Talvez parecido com como quando algum fã fez uma reprodução artistica de algo dentro da obra de ambos. Mas ainda assim, é uma ótima sensação.
Espero que esse capítulo te agrade, pois pra mim, foi um ótimo trabalho.
E aí, vamos ao penúltimo capítulo de Bloodtrip?
Para quem curtir ou não se incomodar com eletrônica ou dubstep, eu recomendo escutar algumas das músicas do Dex Arson enquanto a luta estiver no seu ápice, o que dura boa parte do capítulo, e recomendo fortemente essas duas pro início da luta, pois são as que usei para escrever.
Espero que gostem do capítulo! Essa será a última semana de Bloodtrip!
No capítulo anterior:
Nightcrawler aceita seu lado ruim antes de entrar em Chaur, o que lança uma grande massa de poder aos céus forte o suficiente para atrair a atenção da Irmandade. Dessa forma, ele consegue entrar na cidade e chegar até a catedral onde eles se organizam. Lá, ele acaba com a maioria dos Sangues antes de se encontrar e começar a lutar com Soulslayer.
Capítulo 34 – Fatal
A morte aguarda as criaturas mais bondosas e as mais nefastas, dando-lhes uma punição na mesma medida: Um descanso.
O jovem moreno de olhos escuros observa o deserto logo além das fronteiras da cidade de Darashia. Logo, um jovem, com padrões um pouco pálidos de pele para os darashitas, surge por trás de um edifício. Eles estão logo ao lado da torre de vespas e abelhas, de onde vem outra grande fonte de riqueza para Darashia: O mel.
O moreno está com uma expressão agridoce – um pouco preocupado, e um pouco animado –, tão distraído que nem perceberia se um ladrão batesse seus bolsos. Não que ele tivesse algo neles, já que não passa de um jovem com vestimentas puídas, sujo de areia, fácil de ser ignorado. Já o outro parece melhor cuidado e limpo. Está de bermudas verdes e uma regata branca e folgada. O moreno usa bermudas brancas e um único colete bege e sujo.
— Ei, Suzio! O que faz aí? É perigoso! — Questiona o rapaz branco, de dez anos, assim como Suzio.
— Ontem... Ontem, eu vi ela. Aquela criatura gigante, de olhos alaranjados.
— Você viu... O Nightcrawler?
— Sim... Ele olhou pra mim e voltou pro chão. E não voltou mais.
— Eu não acredito! Você será alvo dele na próxima vez... Suzio... Você não pode morrer tão cedo!
Suzio virou-se para Senzo e abriu um sorriso sorrateiro.
— Não esquenta, Senzo. Meus pais me deixaram a mercê dos vizinhos doidos que eu tenho e eu não morri até agora. Não vai ser uma lacraia gigante que vai me matar agora. E se eu continuar vivo, vou tomar o nome dessa criatura pra mim, pode apostar!
Senzo parece preocupado, mas ri da frase de Suzio. Ria muitas vezes dele sempre que o encontrava.
— Tudo bem. Vamos embora de Darashia logo, então.
— Vamos!
Queria que essa época tivesse durado mais tempo.
Pra eu não me matar dessa maneira estúpida só por sua causa, Senzo.
O choque das armas de ambos sacode todo o salão da catedral. As armas de Nightcrawler evaporam ao contato, então ele se vê obrigado a tomar outra decisão rápida para contra-atacar os punhais vorazes de Soulslayer.
Ele enche ambos os braços de sua energia demoníaca mais uma vez e aplica vários jabs seguidos no oponente, mas ele desvia de todos. No último, ele desaparece em sangue e aparece logo atrás de Nightcrawler, dando-lhe um chute reto na ponta final de sua espinha, fazendo ele se curvar e morder a própria língua tamanha a força do chute. Jogado para a frente, ele aproveita que está indo direto para o chão para entrar dentro dele antes que Soulslayer tente algo, mas ele é mais rápido. Ele atira seu punhal, ligado com uma corda quase transparente, e acerta a arma no sobretudo do inimigo, puxando-o em seguida.
Para o azar do detetive, sua vestimenta é mais resistente que o normal, e ele é puxado para trás pela força colossal de Soulslayer. Ele força sua entrada contra o chão tocando ambos os pés nele, e tem sucesso; Ele reaparece logo atrás de Soulslayer, mas este já estava preparado previamente, e usa um chute cavalar – do mesmo tipo que Nightcrawler usou antes – forte o suficiente para atirá-lo contra o ar. Em pouco tempo, dezenas de agulhas surgem ao lado de Soulslayer e correm em alta velocidade atrás de seu alvo. O homem só tem tempo de proteger o torso para cima, e criar uma proteção superficial para as pernas. No último segundo, ele ainda consegue tempo para uma última proteção.
— Utamo Vita!
Ninguém nunca o colocou sobre tanta pressão antes. A situação está exatamente como na primeira vez em que ambos se enfrentaram.
Nightcrawler se impulsiona com energia psíquica contra a parede do salão logo atrás dele, e reaparece no lado esquerdo de Soulslayer, chutando a lateral de seu torso. Ele retorna aos jabs logo ao chegar perto dele, mas mais uma vez seu oponente desvia com facilidade. O detetive aplica uma diferença para os golpes, invocando fogo do chão logo onde Soulslayer está pisando, a cada golpe, sem pronuncias. Quando seu oponente ameaça desaparecer, ele envolve-o com seus braços demoníacos, que crescem livremente de tamanho o suficiente para funcionarem como cordas.
O detetive arde em chamas por conta própria, fazendo o oponente avermelhado gritar de dor. Ele só para quando Soulslayer faz surgir mais um pulsante na mão direita e o explode na própria mão, obrigando-o a recuar. Logo em seguida, dezenas de agulhas o precedem, mas ele tem sucesso em entrar no chão.
Mas, para a sua surpresa, ele acaba surgindo no mesmo lugar em que estava.
As agulhas o acertam e o perfuram, mas ele consegue segurar a maioria com a proteção do espírito de Varmuda. Parado, ele atrai Soulslayer, que faz mais um punhal surgir em sua mão. Ao chegar perto, ele é surpreendido por um espírito que sai do corpo de Nightcrawler e agarra seu pescoço com a própria mão. Nightcrawler surge por trás dele e dá um dos socos mais fortes que já deu em sua vida no queixo de Senzo, lançando-o no ar.
Mas ele não será derrotado dessa maneira. Um dos portais roxos, com um círculo e um hexagrama cobertos de símbolos em tenrajiinês que ele criou em Yalahar, surge na direção de onde ele estava indo, e o portal o atira de volta contra o chão. Ele quica ao se chocar contra o chão, e usa esse impulso para ficar de pé e se atirar como um míssil na direção do detetive. Logo, o detetive percebe que todo o chão ao seu redor está roxo, com o mesmo formato do portal anterior, que provavelmente o cobrirá de agulhas em breve.
Ficar no chão será a sua morte, ir para o chão também será. Ficar parado também. É uma situação digna para um detetive como ele resolver.
Ele leva todo o seu poder de uma vez para a perna direita e dá um chute imensamente poderoso para cima, acertando Soulslayer antes que ele o alcançasse. Mais uma vez atirado para cima, mas alheio ao dano físico, ele usa a tática do portal mais uma vez.
Não é possível que alguém com tanta experiência de combate usaria a mesma tática mais de uma vez...Pensa Nightcrawler, enquanto observa a formação do portal roxo.
Nightcrawler prevê seu próximo movimento. Ele salta para trás, mas percebe que o portal trouxe o inimigo logo para onde Nightcrawler saltou. Hora de um golpe arriscado.
Um espírito semelhante ao que o protege agora soca as costas de Nightcrawler, mas seu soco a atravessa. A mão do espírito se transforma em várias facas, lançadas na direção de Soulslayer enquanto este vem em alta velocidade na sua direção. O detetive junta as mãos.
— Consumationnem!
Uma explosão gigante surge em seguida, por pouco não pegando Nightcrawler também, graças ao seu controle sobre o fogo. Direcionada para cima, ela faz o inimigo sumir no meio do fogo, e atirar o homem em dúvidas. Mas quando ele cai no chão sem sentir nada o perfurando, ele sabe que sua aposta deu certo: Ele lançou aquela explosão para que a área roxa diminuísse. Onde ele caiu é justamente um lugar seguro.
Não demora muito para Soulslayer surgir, na outra ponta do salão. Nightcrawler se levanta também, e o encara.
Ambos ficam em silencio por alguns segundos antes de se atirarem um contra o outro na mesma velocidade insana de antes.
Facas na mão do detetive, punhais brancos na do assassino, ambos se chocam novamente e sacodem a estrutura, que já apresenta sinais de que não vai aguentar mais outro choque daqueles. Em seguida, vem uma troca de golpes surreal, numa velocidade quase impossível de se acompanhar. Facadas, chutes, o espírito de Varmuda interferindo algum golpe ou o sangue de Soulslayer criando proteções e escudos para si, tudo surge para completar aquele combate entre dois deuses de um mundo próprio criado por eles.
Ambos se afastam por um instante. Nightcrawler gira e atira quase todas as facas que possui em alta velocidade. Soulslayer atira agulhas de vários tamanhos.
— Tumultuantuem!
Explosões de fogo e sangue se convergem e se misturam numa dança sincronizada e coreografada engenhosamente. Não há descanso. Sempre que elas surgem, ambos se chocam novamente para uma nova troca de golpes. É uma verdadeira dança sem fim, um show exclusivo para aqueles que trilharam caminhos que os fizeram abandonar a própria humanidade.
Sarutevo assiste pacientemente junto de outros seis Sangues que sobraram. Não há dúvidas de que aquilo era muito esperado. Era melhor que eles tivessem lutado desde o começo; Ainda seria um espetáculo sem igual. E muito provavelmente Nightcrawler acabaria com todos também, da mesma maneira.
Entretanto, o detetive já está escondendo qualquer sinal de cansaço há algum tempo. Aquilo está desgastando ele demais, e seu corpo se esforça para não perder a velocidade, assim como sua alma. Soulslayer é forte demais, e mesmo que ele soubesse disso, ele preferiu vir sozinho. Mesmo que Sarutevo acabe com sua raça no fim e seus esforços sejam em vão, ele quis que fosse assim. Não quer que mais ninguém morra. Essa luta desgastante é a forma dele se redimir pelos seus pecados, pelas pessoas que morreram por sua culpa. Então, pouco importa o resultado final para ele.
Eles recuam novamente. Soulslayer nem parece estar cansado, mas o chão coberto pelos portais dele já recuou bastante. Seus movimentos perderam levemente a velocidade. Isso significa que ele possui um limite.
O avermelhado corre na sua direção em alta velocidade, mais uma vez. E dessa vez, Nightcrawler faz o mesmo, mas antes mesmo deles ficarem a alguns passos um do outro, ele para com o pé direito, concentra mais energia na mão direita e soca Soulslayer. Dessa vez, o golpe acerta seu inimigo, atirando-o para o outro lado, num choque feroz.
Soulslayer sente o golpe, mas ao invés de demonstrar dor, ele faz um sorriso surgir em sua máscara acompanhado de olhos saltitantes e animados. Ele volta a correr, mas desaparece em sangue no meio do caminho. Nightcrawler se vê cercado de longas lanças feitas de sangue logo em seguida, mas vê uma solução simples para escapar, e uma oportunidade.
Ele pula, fazendo as lanças se chocarem. Em seguida, Soulslayer surge do meio do choque e tenta atirar algo contra o detetive, mas ele faz uma das suas chakrams cair de seu sobretudo e acertar a cabeça de Senzo. Ele junta as mãos outra vez.
— Motum!
Dezenas de runas esverdeadas surgem e cobrem seu rosto, e em pouco tempo, todo o seu torso. É a chance perfeita.
A alma de Nightcrawler arde em fúria e dor. Em troca, o poder dele cresce grandemente, cobrindo-o de um brilho alaranjado. O laranja de seus olhos fica mais forte e mais intenso.
— A primeira e a última habilidade criada por mim usando Varmuda! Bu’Koros!
Nightcrawler cria várias cópias suas, que se espalham e começam a acertar Soulslayer com facas. Inúmeros golpes seguidos são dados contra Senzo, sem que ele consiga reagir. Sua cobertura de manequim se destrói aos poucos, sua roupa é reduzida a frangalhos. Não há como se defender dos golpes nem dos clones, que surgem e desaparecem em menos de um segundo. A paralisia não dá nenhum sinal de que vai parar. É a pior situação possível para um dos Sangues mais poderosos da Irmandade.
Após vinte segundos de golpes incessáveis, os clones recuam. Eles deixam um rastro alaranjado e brilhante pra trás. Num segundo, um círculo tão brilhante quanto os rastros se forma, conectando cada clone, que erguem em suas mãos algo semelhante à pistola que Nightcrawler deu para Dartaul.
Todos atiram ao mesmo tempo. Os tiros destroem toda a proteção de Soulslayer na região do torso e perfuram seu corpo pálido. É o fim.
Os clones desaparecem, e Nightcrawler finalmente demonstra seu cansaço. Ele anda ofegando até Soulslayer, que ainda se mantém de pé, mas a um fio de cair no chão. Sua máscara se quebrou e seu capuz sumiu. Ele está sorrindo.
Suzio vai até a sua frente.
— Já sabíamos o final dessa história.
— É... A-Acho que sim. — Responde com esforço Senzo, melancólico e conformado.
Nightcrawler preenche seu braço direito do poder de Varmuda mais uma vez e enfia sua mão no peito de Soulslayer. Dali, ele consegue envolver sua mão em seu coração, e ao fazê-lo, arranca-o para fora com força, contudo, com leve cautela para não destruí-lo.
Ele levanta o coração adiante dos olhos chocados e irritados de Senzo, mostrando algo que só podia ser visto uma única vez na vida.
— Adeus, velho amigo.
Nightcrawler explode o coração de Soulslayer com a própria mão, atirando sangue para todos os lados. Ele cai no chão, sem vida. Suzio mostra indiferença para a sujeira sobre sua roupa e sua máscara. Respira fundo, tentando encontrar folego e evitando a todo custo sentir algo pelo que causou a Senzo naquele momento. Em seguida, ele olha para Sarutevo.
Mas ele não está mais lá.
Ele olha para trás, para os lados, e se esforça em tentar sentir qualquer energia estranha, mas ele não consegue. Os membros de antes também desapareceram.
Ele não aguenta mais e ajoelha-se. Não está mais em condições de continuar lutando, e nem enfrentou o líder ainda.
E antes que ele pudesse refletir sobre a própria vida, algo surge embaixo do chão. Fios. Muitos fios. Fios grossos, desfazendo-se devagar.
Ao olhar para os lados, ele percebe que todo o seu arredor é feito de fios grossos. Todos se quebrando, destruindo-se com a estrutura ao redor, que parece nada mais que um novelo de lã por dentro. Enquanto ele se destrói, ele revela vários Sangues ao redor. Quando todos viraram pó, Suzio percebe que caiu na maior armadilha da sua vida.
Todos os Sangues que ele matou antes estão vivos, todos reunidos, seja no andar de cima ou no de baixo. Ao fundo, destaca-se uma estátua estranha que Nightcrawler não reparou antes, feita junto com a estrutura da catedral, possuindo um tamanho quase colossal. Todo o seu corpo brilha numa cor alaranjada. Ela ajuda a mostrar os mais de noventa membros reunidos na catedral.
Adiante, está Soulslayer, sentado numa cadeira, com as pernas cruzadas. Sarutevo está ao seu lado. Lalori está um pouco a frente, ajoelhado. Ele parece olhar para o desacreditado e chocado Suzio.
— Desculpe. — Disse Lalori, com uma voz fraca.
O membro desaba no chão, morto. Certamente criar uma reprodução tão fiel daqueles membros e de Soulslayer acabou com ele.
Senzo cruza os braços e torce a cabeça para o lado.
— Nuito. Vamos conversar.
Próximo: Capítulo 35 – Machina
THE END IS COMING
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