Grande Neal, obrigado pelo comentário e pelos muitos elogios(de novo).
Cara, é justamente por eles nunca publicarem algo ruim que te comparam com eles. Sua escrita tá no nível desses caras, mesmo que você diga que não. É o que muitos daqui pensam. Também escrevo por diversão, mas no fundo, desejo melhorar mais e mais minha escrita para me tornar um escritor profissional. Mas acho que vai demorar muito ainda para eu me tornar algo assim.
Bom, eu lembro-me de sua menção a essa autora, acho que vou acabar indo atrás de PDFs dela, carteira tá dando aranha já.
E eu fico realmente feliz que Nightcrawler esteja agradando você nesse nível. Não mostrei tudo que podia sobre ele ainda, então talvez você acabe gostando ainda mais do cara nesses últimos capítulos. Não sei se você já viu Code Geass, mas eu baseei-me muito no protagonista, Lelouch, pra poder criar esse personagem. O resto foi criação minha mesmo, como os diálogos, jeito de agir, métodos e passado sombrio. Recomendo que dê uma olhada no anime, ele é considerado uma obra-prima japonesa por milhares de pessoas no mundo todo.
Obrigado por tudo Neal. Já deve saber que grande parte do meu desenvolvimento nessa reta final foi graças a Jason Walker. Por isso, não pare com ela, talvez eu não tenha atingido meu limite ainda.
Pessoas, venho apenas dizer que o próximo capítulo, o 31, vai ser maior que o Capítulo 20, que tem quatro partes. Meu plano é contar grande parte dos mistérios da história e isso vai gerar muitos capítulos. Então, fiquem prontos, e usem esse capítulo para se preparar.
Bagulho vai ficar louco, parceiro.
No capítulo anterior:
Zoe se introdus como uma deusa com domínio total sobre o vácuo entre mundos. Nightcrawler, sem acreditar, tenta matar Alayen de uma forma que Zoe possa pará-lo, e ela consegue, mandando seu golpe para o espaço. Após isso, a mulher vai embora com o objetivo de devolver Bryca para o seu pai em Svargrond.
Capítulo 30 – Fadado
É uma manhã escura. Literalmente escura.
O sol não se levantou no horizonte, mas já se sabe que são 9 horas no relógio. A neblina cobre as colinas ao redor, bem como as construções daquela vila quase destruída.
Há um estranho brilho solitário no céu, branco e sombrio. Ele ilumina um homem imponente, com uma espada em mãos, mas sem uma armadura. Essa espada possui runas de vários tamanhos, semelhantes a um losango, encravadas em sua lâmina. Esta pessoa está de frente com outra, caída no chão, cheia de sangue. Entretanto, mal há cortes no seu corpo, e o homem da espada sabe que ele mal foi ferido por aquela lâmina. E há pouco tempo, esse mesmo homem estava controlando todo aquele sangue que está sobre ele. Mas aquilo nem mesmo é sangue.
Esse sangue não é dele.
É o que pensa o homem da espada.
~*~
Suzio se senta suando frio. Não entende o sonho que teve, tampouco o que esteve fazendo nas últimas horas. Ele olha pro quarto que Trevor lhe cedeu, e percebe que fez uma grande bagunça nele.
As paredes estão cheias de círculos de vários tamanhos. Eles possuem quadrados, pentagramas, hexagramas e hectogramas, variando entre um círculo e outro, além de alguns possuírem palavras em hanrajiinês e runas. Há inúmeros papéis e pergaminhos pinados nas paredes e livros no chão. Há algumas ilustrações aqui e ali feitas por artistas desconhecidos. O detetive, ao primeiro lance, não entende porque tudo aquilo está ali, nem como trouxe. E ao olhar para si mesmo, nota que está sem camisa, usando apenas uma calça marrom.
Ele passa os olhos pelos documentos e começa a entender. Ele reparou que não dormiu na noite retrasada e passou o tempo todo estudando aquelas coisas. Formas de matar Sangues. De se proteger deles. Então, lembra-se como trouxe tudo aquilo: Os poderes de Varmuda também permitem transportar coisas de um local a outro. Tudo aquilo estava no Arsenal de Ratos, agora vigiado pelo exército yalahari.
E então, tudo fica claro. Não há tantos documentos a respeito da Irmandade. Há pelo menos quatro círculos com letras em hanrajiinês. Apenas 40% do quarto está coberto de informações da Irmandade, segundo sua breve, mas precisa análise.
O restante são informações desconexas e fantasiosas, acompanhadas de ilustrações de humanoides com asas e chifres. Há alguns que lembram anões cujos braços e pernas não engordaram, além da falta visível de um pescoço, acompanhados de uma boca com fileiras de dentes afiados. E a principal, no centro da parede à direita da sua cama, é de um rosto de um humanoide com olhos enormes e chifres grandes, além de um sorriso maligno.
Ele esteve pesquisando sobre como matar demônios.
Ele olha para a esquerda. Há um pote com um líquido transparente, e boiando nele, está um círculo feito de barro com um humano com asas no centro. Possui a mesma cor do sangue, e parece ter sido embebido nele. Suzio pega-o e traz até o seu peito nu, sem esboçar algo.
Enquanto aquilo age, as coisas ficam claras. Varmuda, de fato, perdeu sua rainha. Mas ela não perdeu a peça de forma literal. Ela simplesmente se rebelou. E agora, busca tirá-la do jogo a todo custo. Pois essa peça está cansada de ser colocada em situações de morte.
O corpo de Suzio começa a parecer vidro, um pouco transparente. Então, esse vidro começa a rachar e se partir. Fragmentos caem aos poucos. E quando o detetive fecha os olhos, fica claro que há outra figura dentro dele, cuja ainda está de olhos abertos. O homem se quebra como vidro, mas revela-se novamente como a mesma pessoa que estava naquela cama. E este vidro fantasioso se transforma em areia, sumindo de pouco a pouco.
O símbolo não possui mais aquela cor sangrenta. E Suzio não possui mais conexões com Varmuda, apesar de seus poderes ainda poderem ser usados.
~*~
Embora já fosse de manhã, o clima parece sombrio parece o de uma noite. Incerto, misterioso, perigoso.
Faz uma hora que Trevor está sentado na mesa de jantar, juntamente de Alayen. Ele não dormiu a noite, temendo que os guardas de Thais viessem checar sua casa após a confusão da noite passada. Mas, por algum milagre, ninguém apareceu.
Há dez minutos, Dartaul e Aika chegaram e se juntaram ao café da manhã, entretanto, nada de Nightcrawler. Aquela seria a hora perfeita para Alayen caçoar novamente de Dartaul por ele dormir junto com Aika, implicando que os dois fizeram alguma coisa, mas o rapaz parece decepcionado e frustrado demais para fazer qualquer gracinha. Dessa forma, eles estão de frente de mais uma refeição silenciosa.
Trevor está cansado disso.
— Faz algum tempo que Nightcrawler está fora do ar conosco, não é? — Disse o capitão, buscando alguma interação, mas ele foi ignorado. Ele esperava por isso. — Bem, não é novidade pra mim, veja o quanto de coisas que passamos nos últimos tempos. Estivemos de frente pra morte várias vezes. É normal culpar o responsável por isso, eu mesmo estou fazendo isso agora.
O homem pigarreia e toma um longo gole do seu café.
— Mas vocês estão esquecendo de algo muito importante. A culpa não é dele por estarmos sendo colocados nessas situações. É de vocês. Quem entrou nessa situação foi cada um de nós, quando decidimos nos juntar a ele. Afinal, vocês se lembram de terem sido convidados para enfrentar a Irmandade? Eu garanto que não. Ele nunca precisou de ninguém para segui-los e lutar contra eles. Vocês estão meramente o acompanhando e o fato dele estar lá dentro daquele quarto agora, evitando contato conosco, é porque ele não precisa de nós, e nunca vai precisar. Ele é a porra do Nightcrawler, um dos maiores detetives que já passou por Tibia. A própria existência dele contraria todo o conceito de aventureiros tibianos que existe hoje em dia. Ele pode descobrir em poucos dias a localização de um lugar que um aventureiro toma um mês pra encontrar.
“Vocês podem muito bem dizer que eu estou babando o ovo dele, beijando o cu dele, mas não podem negar nada do que estou dizendo. Todos vocês conheciam ele antes de se juntar a ele, e sabem que ele nunca precisou de ninguém pros seus feitos, nem mesmo quando ele trabalhava para os yalahari, há dezessete anos.”
“Ele não depende de ninguém. Vocês é que dependem dele. Então parem de criar ódio sobre ele, de ir contra ele, de atrapalhá-lo. Ele é o único no momento que quer enfrentar a Irmandade, pois nem os inúteis da Academia Noodles de Magia de Edron, nem os magos de Thais, os druidas de Carlin, os magnatas de Venore, tampouco os arcanistas de Ab’Dendriel querem se dar ao trabalho de os enfrentar, quando podem sim fazer isso e ainda os derrotar. Nightcrawler é o único que pode nos salvar. Então parem com essa molequice dos infernos.”
Trevor terminou seu café, colocou os braços sobre a mesa e começou a olhar para o nada, levemente irritado, bem como os outros. Pois tudo o que ele disse é verdade.
Dartaul pediu autorização de Trevor para se juntar a ele e conhecer Nightcrawler.
Alayen foi atrás dele pois sentia a sua falta e queria entrar no mundo de investigações dele, dando informações sobre alguém que estava na mira da Irmandade.
Aika foi capturada por ele, mas decidiu se juntar a ele por causa de Dartaul, perdoando seus métodos brutos.
Nem Borges ou Zoe sentiam raiva do detetive. E no final, mostraram confiança ao detetive, mesmo que suas vidas estivessem em risco. Sabiam que não tinham nada a temer ficando do lado dele, mesmo quando morreram dolorosamente. E Lea, mesmo sabendo que talvez nunca mais o viria, não o amaldiçoou por ter feito ela se apaixonar por ele para depois ser abandonada. Ela sabia do seu fardo, e não o odiou por isso. Ela simplesmente o esperou.
Percebendo isso, os três lembraram-se do quão infantis estavam sendo. E que os mais velhos estão com a razão mais uma vez.
— Você foi convidado, Trevor?
Dartaul ultrapassou seu próprio mar de reflexões em velocidade recorde para perguntar aquilo.
— Fui.
O investigador sorri pela primeira vez em semanas.
~*~
É noite. Aquele dia foi feito para algumas discussões a respeito das decisões que Nightcrawler irá tomar, e o que farão. Mas Dartaul foi o único alheio a tudo aquilo, mesmo estando no meio das conversas.
Ele é o único pensando no que virá depois. O que ele fará depois que tudo aquilo acabar?
Quando preso no hakugai, ele percebeu que não havia sobrado nada para ele. Acreditou que ia perder seu emprego, viveria sozinho em sua casa sem saber no que se dedicar, sem um futuro certo, sem um cargo para se dedicar. Tudo que lhe sobraria de importante seria seu colar, onde está a sua cruz de paladino. Pelo que ele se lembra, ele o fez depois que decidiu desistir de ser um aventureiro.
Foi logo após a missão da Caverna do Deserto*, onde na volta, ele e seu trio de amigos foram parados por um grupo de quatro experientes aventureiros logo ao sair da missão. Os três foram mortos e perderam a moeda de cristal que ganharam, a maior conquista daquela aventura. Dartaul lutou como um monstro e derrotou com sucesso os bandidos, que fugiram; ele conseguiu de volta o dinheiro perdido, mas não os seus amigos.
Uma poderosa paladina passava por ali quando notou o rapaz ajoelhado no meio do deserto, chorando, com um colar em mãos, parte da recompensa da missão. Ele contou o ocorrido, e ela fez algo que ele jamais viu outro paladino fazer: Ela trouxe as almas daqueles aventureiros para aquele colar, transformando ele no símbolo exato dos paladinos, o ankh. Ela lhe disse que o colar, caso fosse quebrado, lhe daria poder ilimitado, mas ele perderia seus amigos para sempre. Dartaul quebrou aquele colar apenas naquela projeção de Lalori, acreditando que ele não seria realmente quebrado. E foi o que aconteceu.
Ele sabe que terá que fazer isso um dia, enquanto estiver seguindo Nightcrawler. Terá que proteger a todos com esse poder. Mas ele não sabe o quanto de poder está guardado, afinal, ele conseguiu destruir um mundo projetado inteiro, da última vez.
Ele está pensando em tudo isso enquanto está sentado naquela cama. Dartaul agora está certo de que não é mais aquele rapaz perdido dentro do hakugai, e que amadureceu mais. Que agora, ele tem uma luz em sua vida, e que seu cargo está seguro por Nightcrawler. Ele respira fundo, aliviado.
Então, abre os olhos. Há passos no andar de baixo da casa. E todos estão dormindo.
Ele toma um cinto de facas explosivas que está embaixo da cama e coloca-o enquanto se apressa para interceptar o que está lá embaixo. Enquanto desce as escadas, devagar, vê a porta aberta e alguém saindo por ela. O rapaz dispara até ela com uma faca em mãos, e consegue impedir que o homem feche-a, abrindo de novo e colocando, com rapidez, a arma em seu pescoço.
Então, ele repara que é Nightcrawler, com sua máscara de teatro no rosto.
— Será que você não consegue ficar pelo menos um mês sem me ameaçar ou tentar me matar? — Disse Nightcrawler, em tom sério.
— Onde você pensa que vai?
O mascarado fica em silêncio por algum tempo. Tem a resposta certa para aquela pergunta, mas não está com vontade de colocá-la pra fora. Dartaul tornou-se um rapaz diferente em pouco tempo, e agora ele consegue entendê-lo melhor. Principalmente com o espectro de Varmuda assombrando-o.
— Dar uma volta.
Dartaul abaixa sua lâmina. Ele deveria expressar dúvida, mas agora parece compreender melhor a situação.
— Está indo embora, não é?
— De onde tirou isso?
— Não há bons cenários para agir contra a Irmandade. Você está sendo caçado em Yalahar e em Thais. A Irmandade já sabe como agir contra seus planos e sabe como você atrai seus membros. Está sem saída. Estou certo?
— Não.
Dartaul dá um sorriso triste e coloca sua faca de volta no cinto.
— Que merda. Parece que não importa o que eu faça, eu nunca conseguirei alcançar você.
— Cala a boca. Você tem vinte e cinco anos, seu débil mental. Tá jovem demais pra ser um gênio da investigação.
— Mas você já era um gênio da investigação dois anos mais velho do que eu...
— E daí? Desde quando você tem o dever de ser um gênio?
O rapaz parece surpreendido.
— Exatamente. Dartaul, você pode ter perdido um monte de coisas, mas ainda assim você pode conseguir novas. Olha lá, no teu quarto. Tem uma garota legal pra você se casar, ter filhos, consolidar família. Os documentos que te dei. Você pode voltar a ser um investigador, se manter nesse trabalho e ganhar sua merreca mensal, talvez ser promovido, essas coisas.
Nightcrawler coloca sua mão direita sobre o ombro do jovem.
— Lembro que você disse que não tem nada te esperando quando a missão acabasse. E daí que você não tem? Quando eu voltei do inferno, eu também não tinha. Mas eu criei com minhas próprias mãos motivos para continuar vivendo e trabalhando. Você pode fazer o mesmo, Dartaul Aurecino. Exatamente como eu te disse agora.
— E porque você está jogando sua vida fora agora?
— Pois é o meu dever. Sou um detetive. E estou indo solucionar um crime.
— Está indo para Chaur, não é? — Disse Dartaul, perplexo, aumentando o tom da voz — Direto pra morte! Está colocando uma faca na garganta e rasgando ela por conta própria! Não é algo que você faria!
— É, tem razão. Mas vou te dizer algumas coisas sobre minha decisão.
O homem afasta-se e deixa as lamparinas da rua e a lua iluminá-lo melhor. E então, retira sua máscara, mostrando várias lágrimas derramando de seus olhos, de forma quase incessante. Sua pele está um pouco mais escura que o normal, e o seu olho cego parece estar apodrecendo.
— Eu estou morrendo, Dartaul. O veneno da aranha de Calcanea mata em alguns dias aquele que o toma. Para que um grande grupo saia de lá, é preciso um sacrifício, e eu escolhi ser ele, por já estar velho e acabado.
O rapaz se surpreende e se assusta mais do que o esperado.
— Além disso, meu plano está concluído. A missão acabou. Eu sei onde fica Chaur, eu sei como derrotá-los, e eu tenho poder suficiente para fazer tudo isso. Eu irei no coração da Irmandade do Caminho de Sangue e vocês nunca mais irão ouvir falar sobre ela, nem sobre mim. Viverão uma vida normal sem novos infortúnios.
— Espera... Isso está errado! Suzio, como você...
— Essa era a minha missão, Dartaul. Eu queria saber onde eles se reúnem e o que usar para matá-los, e então organizar uma incursão para atingi-los. Mas como eu perdi todo o apoio que tinha dos três reinos dos quais eu estava relacionado, eu não posso fazer mais nada senão ir sozinho.
Dartaul soca a porta, frustrado.
— Você tem a nós, imbecil! Nós podemos ir com você e destruir juntos o ninho deles!
— Não seja estúpido. Olhe pro que está dizendo. Quer ser usado como uma peça por mim mais uma vez?
E o rapaz é pego de surpresa mais uma vez. Nightcrawler realmente acreditava que seus parceiros estavam sendo usados por ele.
— Faça o que eu te disse e diga para eles que estão livres pra fazer a merda que quiserem. Recomende para Trevor pra voltar a guarnição, ou talvez para a Baía da Liberdade, deve estar uma confusão lá agora com a morte dos rebeldes de Sabrehaven. A irmã dele estar em perigo.
— A irmã... Dele?
— A família Van Amaro. Da mãe dele. Ele deve voltar para lá pra protegê-la, ainda mais depois da morte de Eleonore pelas mãos da Irmandade, e também porque ele tem um sobrinho novo lá. E Alayen... Ele pode muito bem voltar para proteger Lea e Rachel. Acho que ele e Rachel dão um casal interessante... Dê essa sugestão.
— Por que você está dizendo tudo isso como se fosse uma despedida?
— Porque é. Você próprio não disse que eu estou indo para a minha própria morte?
Dartaul está quase chorando sem nem perceber. Não sabe o que sentir. Nem mesmo sabia que o detetive tem tanta importância para ele.
— Peço perdão pela morte de Borges. Eu nem sabia que ele cuidou de você durante a sua adolescência. Foi como um pai para você, e eu o descartei como se fosse uma simples peça. Então, quero que me perdoe aceitando isso.
Nightcrawler abre seu sobretudo e tira dele uma arma. É a pistola que Borges estava usando, semelhante a uma garrucha, mas muito mais bonita e decorada, e menos rústica. Possui gravações próxima do cano num idioma desconhecido.
— Uma arma que importei de Edron. Ela se chama Gatinan FC-37. Também chamada de Fire Chaos. Deixei munição no meu quarto. Passe pela ilha ou vá para Kazordoon, ambos sabem fazer a munição se você mostrar para eles. Ela é bem simples, basta colocar uma bolinha de chumbo pelo cano, usar esse palito branco na lateral para socá-la dentro, colocar pólvora negra e tá feita a mágica.
Dartaul pega-a e analisa-a em suas mãos. Parece feliz com o presente, apesar de não esboçar isso.
— É isso, meu caro amigo. Sei que terá um futuro brilhante, desde que não ligue pra vagabunda que tenta te falar como o poder dela é conveniente. Não ouse aceitá-lo.
— Por quê?
— Pois ele se chama Manipulação da Alma. Ou seja, quanto mais você usa, mais ela se desgasta e mais próximo da morte você fica. Se sua alma morrer, seu corpo vira um zumbi.
Agora o rapaz entende. O detetive está morrendo por dois motivos, aparentemente.
— Adeus, Dartaul. Estou partindo para acordar alguns coitados.
O detetive segue pela rua sinuosa, calado, em direção da saída leste. Está andando devagar, quase como um zumbi. De certa forma, Dartaul entende que o homem realmente não tem mais lugar nesse mundo. Que está fadado a morte e que também matará quem estiver perto dele. É uma existência cruel.
— Quem te matou, Nightcrawler?
Nightcrawler para e se surpreende com uma pergunta tão complexa para alguém tão simples.
— A vida.
Ele some nas sombras da noite, que são o seu lugar.
Em pouco tempo, Suzio Bahrl Resgakr foi mais mestre para ele do que qualquer outro professor. É por isso que aquela lágrima caiu de seu rosto.
Está vendo o seu mestre, fadado a morrer, indo direto para a morte.
Próximo: Capítulo 31 – Res
Nota:
*: Tradução pra Desert Dungeon Quest.
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