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Tópico: Guia Botânico para Rookgaard: Como seria a flora da Ilha na vida real?

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    Avatar de jean_satan
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    Padrão (consertado) Guia Botânico de Rookgaard: Como seria a flora da Ilha na vida real?

    Guia de Botânica para Rookgard

    A beleza escondida no seu primeiro contato com o jogo



    As pessoas costumam dizer que a primeira impressão é a que fica.
    Sendo Rookgaard o primeiro contato que o jogador tem com Tibia, a Ilha teve de passar por uma revisão para fornecer ao iniciante uma experiência-tutorial mais fluida em uma pacata e pequena vila com ares de interior, enquanto, ao mesmo tempo, fora da segurança das muralhas da cidade, oferece perigosas situações onde o jogador pode colocar à prova suas habilidades antes de escolher uma profissão e ir para o continente principal.

    Abundante em áreas florestais, a Ilhota foi visualmente reformada no verão de 2008 para se enquadrar aos gráficos mais modernos que a CipSoft vinha implementando no jogo. Ainda que a maioria dos jogadores prefira rushar até o level 8 e sair dalí o mais rápido possível, Rookgaard se tornou um belo lugar pra se passar o resto de seus dias.

    Enquanto a maioria não costuma notar ou sequer se importa em tentar, uma das mais notáveis coisas em Rookgaard acabou se tornando o número de árvores e outras plantas com as quais o jogador cruza em algum momento do inicio de sua jornada. Juntamente, claro, com uma horda de espécies animais que dependem desse sistema pra sobreviver, como serpentes, lobos, veados e cobras.

    Como você já deve saber, leitor, não é difícil encontrar algum nível de classificação taxonômica dos seres vivos (alguns nem tão vivos assim) animais espalhados pelo Mundo de Tibia se você olhar em qualquer fansite/wikia. Entretanto, posso lhe assegurar que há apenas algumas classificações (paupérrimas) que se baseiam em divisão de biomas como “plantas do pântano” ou “plantas do deserto”. Alguns casos sequer tem alguma divisão e são um aglomerado de plantas organizadas como se tivessem sido jogadas no canto da roupa-suja.

    É vergonhoso que todo o tempo e trabalho empregados pra reformar a área dos iniciantes passe praticamente despercebido pelos olhos dos jogadores. A ideia de uma espécie de guia-para-amadores das plantas dispersas em Rookgaard vem para tentar mudar isso .

    Antes de começar, é importante dizer que Tibia tem seu próprio estilo gráfico-retrô. Sendo assim, até mesmo objetos e animais que seriam facilmente retratados em desenhos ou modelagens 3D precisam ser adaptados ao universo ficcional do jogo, podendo chegar a mudar drasticamente de aparência quando visto “in-game”.
    Em seguida, gostaria de destacar que o mapa de Rookgaard foi desenhado ainda nos primórdios do jogo. Lá no início, quando ainda não existiam desenhistas profissionais como o Penciljack, muitas plantas eram adaptações de plantas do dia a dia, encontradas pela cidade ou pelo País-sede da Cip. Em função disso, a maioria das plantas de Rookgaard são típicas plantas do hemisfério norte e os jogadores que vivem no “Novo Mundo”, como os brasileiros, talvez extraiam muito mais informação desse artigo do que os que vivem na Europa ou os que costumam visitá-la.

    Por último, é de suma importância destacar que minha ideia inicial era apresentar as mais precisas e completas informações possíveis das espécies a seguir, mas esse cenário se mostrou extremamente científico (pra não dizer chato para a maioria das pessoas) e requeria um mínimo de conhecimento botânico prévio do público-leitor. Em razão disso, foi decidido que o artigo seria refeito do zero para focar em informações mais simples ou em curiosidades infinitamente mais fáceis de serem absorvidos.
    Tenham em mente, também, que por mais que eu esteja tentando apresentar as informações mais corretas possíveis, eu não sou biólogo botânico (sequer sou qualquer tipo de biólogo) e não tive o acompanhamento de algum pra revisar meu trabalho, então, saibam que algumas inconsistências podem (e provavelmente vão, como é comum nesse tipo de trabalho) ocorrer.
    Se você se deparar com qualquer erro, por favor entre em contato explicando e eu ficarei feliz de consertá-lo.


    Meu Reino por um Cavalo



    Por acaso você sabe no que consistem as plantas?
    À primeira vista parece fácil defini-las e a maioria das pessoas classificaria os seres vivos em dois grandes Reinos, de uma forma ultrapassada para o desenvolvimento científico atual: “Os Animais (que se locomovem e que comem) e as plantas (o resto. Aqueles seres que não podem se deslocar nem comer uns aos outros). Infelizmente não é tão simples assim, afinal de contas, há organismos que não são se locomovem e mesmo assim ainda não podem ser chamados de plantas. Cogumelos e bolores, por exemplo, pertencem ao Reino Fungi.

    De uma forma geral, plantas podem ser classificadas como organismos multicelulares, integrantes do Reino Plantae, que tem a habilidade de retirar energia da luz solar atrás de um processo conhecido como fotossíntese (ainda que algumas plantas tenham um comportamento parasita), produzindo sua própria comida.
    Integram esse Reino as plantas que produzem flores, as que produzem apenas sementes, os musgos, samambaias e algumas algas verdes.

    A maioria das espécies a serem analisadas a seguir são classificadas como angiospermas. Isso que dizer que nada mais são do que organismos produtores de sementes que, além de desenvolverem um o chamado endosperma (tecido que envolve e nutre o embrião) dentro de suas sementes, também desenvolvem flores, uma estrutura reprodutiva.Talvez vocês as conheçam pelo nome árvores ou plantas frutíferas.


    Seguindo pela Estrada de Tijolos Amarelos


    Pra fazer desse artigo um estudo mais intuitivo, eu resolvi seguir o caminho que o jogador iniciante trilha enquanto desenvolve a história da Rookie Guard Quest. Devo confessar que tentei diversos outros métodos de organização, mas nenhum deles se mostrou mais eficaz do que o caminho que o próprio jogo sugere que seja feito.
    Em adição, escolhi ignorar a ilha-anexa onde se desenvolve o tutorial pós-criação do personagem por motivos meramente estéticos.


    Ao Novato, as Novidades



    Seja passando por todo o tutorial ou pulando-o com o NPC Santiago, logo o jogador se encontrará no Templo de Rookgaard. O local é rico em árvores e arbustos que fazem dele o local perfeito pra coelhos e veados viverem.


    O centro do Universo



    Tão logo o jogador apareça no andar inferior do Templo, é possível notar algumas árvores em volta sem nem sair do local. A primeira espécie de planta que um jogador vê em Rookgaard é o Álamo.

    Álamo (Poplar):
    Crescendo de um tronco marrom-escuro, suas densas folhas escuras ocultam os galhos e proporcionam à árvore o formato de um algodão-doce no palito.



    “Álamo” é um termo usado na descrição do grupo de plantas integrantes do gênero populus, cujos quais possuem grande diversidade genética, o que pode gerar ampla variação entre espécies que deveriam ser, em teoria, parecidas.
    Dentro do gênero há um grupo de árvores conhecido como cottonwood (árvores-algodão), que melhor se adequa aos sprites do Tibia. Dentro do grupo das cottonwood, pode-se destacar o Álamo Negro e suas variações.
    Nativos da Europa, essa espécie de árvore pode chegar a 30m de altura e perdem suas folhas em determinadas estações do ano.


    Álamo Negro (populus nigra var. italica)


    Seguindo diretamente para o Norte onde o NPC Vascalir se localiza (ele será nosso guia por enquanto), as seguintes espécies são encontradas:

    Abeto(Fir Tree):
    Você começou sua aventura há segundos atrás e com certeza já reparou na árvore em formato de cone. No tibia, seu tronco não pode ser visto por causa de suas densa folhagem escura. O desenho das folhas é bem parecido com o das folhas do poplar, mas horizontais ao invés de verticais. Em adição, essas árvores em em versões menores chamadas small fir tree.



    Abetos são um gênero dentro da família dos pinheiros e, como eles, não desenvolvem flores como sua estrutura reprodutiva, mas sim cones, o que faz deles árvores coníferas e não frutíferas. Isso também faz deles não angiospermas, mas gimnospermas.
    Abetos tem folhas parecidas com agulhas e são uma ótima fonte de madeira. Ainda, milhões delas são vendidas como árvore de natal nas épocas festivas e mesmo que você não more em regiões que tem esse costume ou que use imitações de plástico e outros materiais, com certeza você já a viu em algum filme natalino.
    Acredite ou não, há alguns anos cirurgiões Russos declararam ter encontrado uma árvore dessas, com 2cm de altura, crescendo dentro de um dos pulmões de um paciente que eles pensaram ter um tumor.
    Os abetos de Rookgaad parecem ter sido inspirados no Abeto Prateado Europeu.


    Abeto Prateado (abies alba)


    Arbustos de Mirtílo (Blueberry bush):
    Um dos três tipos de arbustos que podem ser encontrados em Rookgaard, consistem em pequenas e arredondadas árvores com densa folhagem verde. É possível ver uma estrutura lenhosa de cor marrom-avermelhada saindo do chão e agindo como tronco-suporte. Ainda, diversos pontos azuis são evidentes e, uma vez que o jogador clique com o botão direito do mouse e “use” o arbusto, os pontos se reduzem a três frutas que podem ser colhidas, comidas direto do pé ou colhidas, em um raro caso onde o jogador consegue acesso às frutas diretamente de suas respectivas plantas.
    Uma pequena plantação de mirtilos pode ser facilmente encontrada no lado premium de Rookgaard, mas não é difícil achá-los espalhados pela Ilha.



    Classificados como Cyanococcus, uma secção dentro do gênero Vaccinium, essas pequenas bolinhas azuis são parentes das cranberries (a fruta, não a banda) e gostam de regiões mais frias da América do Norte e da Europa.
    Uma importante coisa a se destacar é que mesmo que diversas espécies de outras plantas também produzam frutas similares e tenham seus nomes locais traduzidos pra blueberry (algo como fruta azul) como acontece com bilberries, também conhecidos como mirtilo Europeu (vaccinium Myrtillus), os considerados verdadeiros mirtilos são de espécies nativas à América do Norte que, posteriormente, foram introduzidos em outras regiões em virtude de seu valor econômico.
    Os mirtilos americanos e europeus diferenciam-se, basicamente, pela sua intensidade de cor, de sabor e por seus arbustos.Enquanto o arbusto europeu é considerado baixo e cresce frutas solitárias em galhos diretamente no chão ou imediatamente acima dele, os mirtilos americanos crescem em cachos de arbustos eretos, o que pode nos indicar que os arbustos Tibianos são os nativo-americanos.
    Na América do Norte, a espécie mais cultivada é a chamada Northern Highbush Blueberry (algo como mirtílo alto)


    Northern Highbush Blueberry (vaccinium corymbosum)


    Salgueiro (Willow):
    Primariamente percebido pela sua massiva coroa de folhas alongadas que mudam de um verde mais escuro para um mais claro enquanto vai ficando mais próximo ao chão, salgueiros tem um caule lenhoso (tronco) e alguns galhos podem ser vistos em seus gráficos.



    Membros do gênero salix, salgueiros são árvores que caducam (perdem suas folhas em determinado momento do ano. Geralmente em épocas frias ou chuvosas) que preferem climas mais frescos das regiões temperadas.
    Salgueiros são memoráveis pelo tamanho e pela dureza de suas resistentes raízes. Suas folhas são, na maioria das espécies, longas mas podem se mostrar mais arredondadas ou ovais, e seus galhos e folhas geralmente cobrem uma área lateral maior do que seu equivalente em altura. Falando em galhos, boa parte dos salgueiros tem a habilidade de crescer novamente de estacas cortadas. Esse tipo de árvore geralmente é plantado pra fazer sombra ou pra atuar como uma barreira natural contra o vento.
    Em razão de sua aparência e tradição, talvez o mais conhecido seja o Salgueiro Chorão. Essa espécie costuma chegar a 25m de altura e bem rápido, apesar de ter uma vida consideravelmente curta de até 75 anos..
    Acredita-se que os salgueiros tenham sido introduzidos na Europa através da Rota da Seda.


    Salgueiro Chorão (salix babylonica)


    Ameixeira (plum tree):
    Talvez essa seja um pouco difícil de notar por causa da perspectiva do Tibia, mas se você se concentrar, acha.
    Diferente da maioria das árvores, as ameixeiras do Tibia tem um tronco acinzentado e suas folhas são largas e verdes. Algumas algumas linhas marrons são perfeitamente visíveis em sua coroa de folhas provavelmente simulando galhos. Ameixeiras são uma árvore bem comum em Rookgaard.



    Como já era de se esperar, ameixeiras são árvores que dão ameixa. Membros do subgênero prunus dentro do gênero também chamado prunus, ameixeiras são parentes de pessegueiros e outras frutas de pele extremamente delicada e fina com uma grande semente solitária dentro.
    Ameixoeiras (ou ainda ameixieiras) costumam ser árvores de porte médio, indo de 5 a 12m de altura e cobrindo uma larga área com sua coroa de folhas.
    Devido a seu grande numero de espécies, as ameixas costumam ser divididas em três grupos que diferenciam-se pelo número de flores no cacho e por algumas características da fruta.
    Apenas duas espécies de ameixas parecem ser de tal qualidade a gerar importância econômica para cultivo: A Europeia (que se originou na Ásia) e a Japonesa (nativa da China).


    Ameixeira Japonesa (prunus salicina)


    Depois de encontrar e conversar com Vascalir, e se voluntariar pra por um fim nas maldades do Kraknaknork de uma vez por todas, o NPC vai começar com um papo de reforçar as defesas da vila carregando as catapultas dos telhados com pesadas pedras e te envia para desenvolver alguns músculos carregando a carga localizada no porão celeiro.

    Palha (straw):
    Dentro do celeiro, bem como no telhado, há plantas que parecem grama-seca espalhada.



    Palha nada mais é do que o caule seco, deixado pra trás após a remoção dos grãos (sementes) e da gluma (espécie de capa protetora das sementes) dos cereais como trigo ou arroz. Apesar de ser só capim velho e seco, a palha é um material extremamente versátil com sua utilidade indo desde alimento animal, passando por trabalhos manuais e chegando a ser usado como matéria para biocombustível.
    Em Rookgaard, devido à plantação de trigo logo ao Oeste, não é difícil de deduzir que essa palha seja feita de trigo seco.


    Palha de Trigo


    Trigo (wheat):
    Como dito anteriomente, apenas a alguns passos ao oeste e uma plantação de trigo é encontrada. Outras plantações incluem uma ao norte da cidade, do lado de fora das muralhas, na parte premium da vila e, aparentemente selvagem, no fundo de uma caverna ao sudeste da Ilha.



    Membros do gênero triticum, o trigo foi um dos primeiros cereais a serem domesticados e serviu de base para o surgimento das primeiras cidades e suas sociedades urbanas arcaicas graças ao pequeno detalhe de serem ridiculamente fácil de se cultivar em larga escala e aguentarem longos períodos de tempo estocados para tempos mais difíceis.
    Hoje em dia, o trigo ainda é uma das produções de cereal mais importantes no Mundo e seu principal uso é servir como um dos alimentos mais básicos da dieta humana. Outros usos incluem comida animal, fermentação de bebidas alcoólicas e biocombustível.
    A espécie mais cultivada é o Trigo Comum.


    Trigo comum (Triticum aestivum)


    Depois de fortalecer as defesas da vila e aprender algumas técnicas básicas de combate contra ratos, Vascalir pede para que visite a loja da Lily na parte mais ao sul da vila. No caminho para a loja, algumas novas espécies se destacam.

    Flores noturnas (moon flowers):
    Em botânica, o termo “moonflower” é comum e vinculado a diversas espécies que florescem à noite.
    A maioria dessas espécies é de flores perfumadas do gênero ipomoea, também conhecidas como Morning Glory (a glória da manhã, em tradução livre) ou do gênero mentzelia, também chamadas de Evening Stars (estrela d'alva).
    Não cheguei a achar uma flor que se encaixasse perfeitamente no sprite do Tibia em nenhum desses dois gêneros, mas a flor a seguir é conhecida pelos nomes Moon Vine e Moonflower.


    Moon Vine (Ipomoea alba)


    Arbusto (bush):
    Muito parecidos com os arbustos de mirtilo já tratados aqui, eles também são pequenas e arredondadas arvores porém, dessa vez, sem as frutas azuis.



    No final das contas, arbustos podem ser classificados como espécies de árvores de menor porte e que desenvolvem seus galhos bem próximos ao solo, muitas vezes crescendo direto dele. Arbustos pequenos entre os próprios arbustos, que não costumam passar da altura de um homem, podem ser chamados de moita.Em adição, moitas e arbustos são um organismo muito apreciado na jardinagem.
    Como os bushes de Rookgaard são extremamente genéricos, qualquer um serve pra ilustrar.


    Lembre-se: Arbustos são ainda menores (Georgeus Walkerus. Bushus)


    Bordo Amarelo (Yellow Maple):
    Com chamativas folhas amarelas crescendo de um tronco com madeira marrom, é difícil não notar essa árvore quase carnavalesca.
    Bordos, seja na sua variação amarela ou na sua variação vermelha se tornaram árvores abundantes na Rookgaard pós-reforma, frequentemente usadas, com seu brilho e folhas folhas caídas, pra dar alguma cor ao cenário florestal que cerca a vila. Às vezes é como se as folhas fossem feitas de puro ouro.



    Maples, ou bordo como são conhecidas no Brasil, são angiospermas do gênero acer em sua maioria nativa da Asia, mas também em ampla população na Europa, na América do Norte e em alguns locais da Africa.
    O bordo é um comum símbolo de força, tendo sido escolhida como árvore-nacional do Canadá (a famosa folha da bandeira é uma folha de Maple) e diversos outros países na Europa. O bordo também é amplamente conhecido pelo seu uso comercial da espécie acer saccharum do qual é produzido o famoso Maple Syrup (xarope de bordo) apreciado em regiões mais frias do planeta.
    Bordos são mais famosos ainda por suas características caducas onde a maioria das espécies muda as cores de suas folhas de verde ou de vermelho para um tom amarelo-dourado antes que as folhas caiam. Uma dessas árvores é o bordo italiano, nativo do sudoeste europeu e amplamente encontrados na Alemanha, na Espanha e, claro, na Itália.


    Maple Italiano (acer opalus)


    Bordo Vermelho (red maple):
    Espalhado pela ilha no mesmo momento em que a variação amarela, são uma das árvores mais fáceis de se ver à distância pela coroa de folhas de um vermelho-vivo. No Tibia, os bordos vermelhos apresentam um visível caule lenhoso com uma divisão bem definida, lembrando o formato de um estilingue.



    Também conhecidos como Soft Maple (algo como bordo macio) ou Water Maple (bordo d'água, também em tradução livre) essa espécie também faz parte do gênero acer, sendo uma das mais notáveis pela sua folhagem profundamente vermelha durante o outono, ainda que eles tenham flores, sementes e folhas vermelhas também em outras épocas do ano.
    O Maple Vermelho são considerados árvores de tamanho mediano, variando de 15 até 30m de altura, podendo crescer mais em casos excepcionais.


    Red Maple (Acer rubrum)


    Estrelas do campo (meadow star):
    Encontrada em áreas de grama, essas flores são grandes e amarelas, fáceis de se identificar. São compostas de um caule fino e aparentemente delicado de cor verde, assim como suas folhas. Variações “olhando” para diferentes direções são comuns.



    De inicio seria bom entender o que se define por Campina. Campinas (ou prado) são áreas geralmente amplas e abertas, de relevo suave, cobertas de grama e outras plantas não lenhosas, geralmente rica em flores selvagens constituídas de coloração forte como amarelo, roxo, rosa, branco e azul.
    Infelizmente, não consegui achar nenhuma espécie que fosse conhecida pelo termo meadow star, mas não é como se não pudéssemos fazer uma interpretação desse nome. É facil de se imaginar que por “meadow star” podemos entender se tratar de flores que se destacam no meio da pradaria.


    Meadow


    Uma vez chegado na loja da Lily, o jogador será recrutado para fazer o pequeno favor de entregar um pacote de ervas para o Hyacinth, o eremita que vive nas montanhas ao leste. Entretanto, antes que prossigamos para lá, três outras plantas precisam ser analisadas.

    Pacote com Ervas (Sack of Herbs):
    O nome é meio que auto-explicativo. Trata-se do item que você deve entregar.



    O dialeto popular tende a chamar de ervas toda planta usada como remédio, como perfume, como aromatizante ou mesmo como comida, porém mesmo dentro do popular há diferenças nas definições entre os usos medicinais. No geral, o uso medicinal trata, folhas, raízes, caule, flores e praticamente qualquer parte da planta como uma erva. Na culinária, a tendência é que se refiram à erva como qualquer parte verde-folhosa da planta.
    Entretanto, para a botânica, o termo “erva” refere-se a plantas herbáceas que, por sua vez, são entendidas como plantas que morrem no final da floração e voltam a crescer de partes que sobrevivem embaixo do solo. As ervas dificilmente chegam a alturas minimamente consideráveis e costumam possuir um caule não lenhoso e costumeiramente fino e macio, passíveis de serem cortados até mesmo com as unhas.
    Em Rookgaard, as ervas parecem ter uma grande importância medicinal ao serem usadas no preparo de poções.


    Hyacinth antes de encontrar a montanha


    Plantas de Interior (indoor plant):
    Compostas por um alto caule verde da onde crescem largas folhas, essa aqui já vem até plantada num vaso, seja na casa do Al'dee, na casa do Willie, na montanha do Hyacinth ou mesmo trancada no quarto da Lily


    Chamada de houseplant (planta doméstica) em países de língua inglesa, plantas de interior são basicamente qualquer planta ornamental cultivada dentro de residencias ou escritórios, seja por motivos meramente decorativos, seja para melhorar a qualidade do ar. O comum é que essas plantas sejam espécies tropicais ou semi-tropicais.


    Planta ornamental aleatória: Madagascar Jewel (Euphorbia leuconeura)


    Vitória Régia (water lily):
    Essas são plantas que não se veem todos os dias. Antes de partir para o lar do ermitão, vale a pena fazer um desvio reto para o sul da loja da Lily até se chegar no rio. As vitórias régias encontram-se aos lados da ponte que liga Rookgaard ao seu anexo-tutorial.
    Assim como na vida real, as vitórias régias parecem pizzas verdes, faltando uma fatia.
    Em alguns casos, uma solitároa flor pode ser vista em sua folha.



    Apesar do termo ser mais conhecido quando relacionado à vitória-régia amazônica, a maior espécie existente, eu preferi usar termo para facilitar a assimilação.
    Water lilies ou nenúfares são um termo comumente usado para se referir aos membros da família nymphaeaceae. Essas plantas aquáticas gostam de climas tropicais e por mais que possa não parecer, são fixadas no leito do rio por raízes, ainda que suas folhas e flores flutuem na superfície.
    Dentro do gênero nymphaea, podemos destacar a espécie europeia conhecida como European White Waterlily (também chamada de lotus branca) que se aproxima bastante dos gráficos Tibianos.


    Lotus branca (Nymphaea Alba)


    Expresso do Oriente


    Hora de avançar ainda mais na história da quest. Voltando para o centro da vila e seguindo o caminho para o Norte, logo estaremos fora da segurança que os muros proporcionam. Tendo como destino as Montanhas ao Leste e seguindo o caminho traçado na floresta, diversas novas espécies aparecem.

    Sicômoro (Sycamore):
    Dotada de fácil identificação, diversas folhas mais claras podem ser vistas sobre uma folhagem mais escura que cresce de seu tronco principal. Olhando mais de perto, até galhos são visíveis.



    Árvroes cultivadas desde tempos antigos, sicômoros são figueiras dotados de raizes profundas e que podem chegar a alcançar 20m de altura. Em adição, os sicômoros realmente tem variação de cores em sua folhagem, sendo a parte de cima dotada de um verde-escuro e a parte de baixo de um tom de verde mais claro, chegando a até mesmo ter proeminentes veias amareladas.
    Em razão de diversas referências em passagens bíblicas, o termo se tornou bem comum a árvores de folhagem parecida pelo Mundo.
    Acredita-se que sicômoros sejam nativos do continente Africano.


    Figueira-doida (Ficus sycomorus)


    Bétula (birch):
    Essas são de um desenho incomum de se ver na Ilha, dedivo ao formato de seu tronco. É como se três árvores crescessem juntas, misturando sua coroa de folhas.
    Os caules da bétula tibiana parecem ser lenhosas estruturas acinzentadas como pedra e, quando olhadas de perto, notam-se galhos devido a sua puco densa folhagem. Em alguns pontos é possível, inclusive, enxergar através dela.



    As bétulas da vida real são árvores de folhas largas integrantes do gênero betula. Esse tipo de árvore tem comportamento caduco e é uma das primeiras espécies a rapidamente se recuperar após algum evento catastrófico que danifique o ecossistema tais quais furacões e queimadas.
    Um fato curioso sobre as bétulas é que seus galhos foram usados como forma de punição corporal durante vários séculos desde o medievo até o século XIX onde era praticado como espécie de castigo escolar e como punição judicial.
    O método de “birching” (bater com birch) consistia em agredir a vítima em suas nádegas ou costas nuas usando um punhado de galhos sem folhas, amarrados pra agir mais ou menos como um chicote de várias pontas.
    Um bom exemplo de bétulas na Europa é a bétula-branca (também conhecido como vidoeiro-branco) que pode crescer entre 15 e 25m e sua felema (parte mais externa do tronco. A famosa casca-de-árvore) possui uma cor esbranquiçada, frequentemente com marcas mais escuras perto da base.


    Bétula-branca (Betula pendula)


    Pinheiro (pine):
    Em tibia, os pinheiros são apresentados como sendo um longo tronco escurecido se estendendo a alguns galhos e com uma cobertura de folhas quase ausente.
    Em adição, isolado no topo de uma montanha ao leste, há uma outra espécie de pinheiro, aparentemente o único exemplar da Ilha, cujo nome é o mesmo “pine” de seu parente mais abundante.



    Membro do gênero pinus, pinheiros são arvores de folhas persistentes (o contrário das folhas caducas, ou seja, folhas que não caem) e de vida longa. Um dos mais velhos organismos ainda vivos na terra é justamente um pinheiro chamado Matusalém, com idade estimada de mais de 4500 anos (!)
    Pinheiros são outro exemplo de árvores coníferas. Cones machos (ou cones de polem) produzem polem. Em contrapartida, cones fêmeas (cones de semente) tem óvulos que viram sementes quando fertilizados pelo polem.
    Esse tipo de árvore costuma crescer de 15 a 45m mas já se teve notícia de pinheiros crescendo muito mais. Em 2011, uma pinus ponderosa dentro de Rogue River National Forest, em Oregon, teve sua altura estimada em mais de 81m, o que lhe deu o título de árvore mais alta do Mundo.
    Uma subespécie da europeu Pinheiro-larício encaixa muito bem nos gráficos do pinheiro Tibiano.


    Pinheiro-larício (Pinus nigra subsp. Laricio)


    Agora que chegamos à montanha do eremita, temos de subi-la. Nessas horas eu ficaria feliz em saber que o cara sabe construir escadas. Vamos aos pisos superiores.

    Roseira (rosebush):
    No primeiro piso da montanha é possível vermos três flores de cores diferentes: Branco, púrpura e amarelo. Se você olhar com atenção, notará que todas as flores tem a mesma forma, viradas pra diferentes direções, e até mesmo os caules e folhas são iguais. No final das contas, todas as três são a mesma espécie de planta.



    Membros do gênero rosa, as roseiras (ou rosas, para os íntimos) podem ser tanto arbustos eretos, se assemelhando a uma mini árvore, quanto plantas trepadeiras, e frequentemente carregam pontudas estruturas chamadas acúleos. Apesar do que se costuma dizer, essas estruturas não são espinhos. Basicamente, espinhos são partes modificadas nos galhos e/ou no caule da planta que possuem um sistema vascular. Os acúleos, por sua vez, são modificações não vascularizadas da “pele” da planta e, graças a isso, são muito mais fáceis de se arrancar, gerando um dano bem mais superficial à planta. É mais ou menos como a diferença entre arrancar um dedo e um fio de cabelo.
    Presentes na antiga Babilônia e em jardins Gregos e Chineses, estima-se que essas flores ornamentais sejam cultivadas há mais de 5000 anos, sendo conhecidas principalmente pelo seu valor comercial e cultural que incluem a fabricação de perfumes, a culinária, medicina ou mesmo o corte das flores.
    Rosas selvagens são incrivelmente mais antigas. Alguns fósseis datando de 35 milhões de anos atrás já foram noticiados. As rosas selvagens chegam a ser completamente diferente de suas irmãs, em muitos dos casos, tendo apenas cinco pétalas e, como no exemplo do Hyacinth, nem sempre carregam aquele formato famosos das rosas que vemos todos os dias.
    Graças ao hibridismo criando uma complexa linhagem genética, parece que não há uma classificação muito eficaz dessas plantas, porém, alguns as dividem como Selvagens (as espécies naturais), Antigas Rosas-de-jardim e Modernas Rosas-de-jardim, ainda que esses dois ultimos grupos possam se mostrar confusos e imprecisos.
    Naturais da Europa, as flores conhecidas como Brunet Roses são uma espécie selvagem bem comum de se ver crescendo nos jardins europeus.


    Burnet Rose (Rosa Pimpinellifolia)


    Moita-de-espinhos (thorn bush)
    Nosso quarto tipo de arbusto na Ilha é uma cerca-viva feita do que parece ser um grosso tronco com espinhos gigantescos crescendo. Ainda é possível notar que existe uma outra planta-verde enrolada no tronco.



    “Mil e trezentas espécies de árvores e arbustos espinhosos”. Isso é o que eu achei que fosse precisar ver, um por um, quando encontrei o gênero acacia. Felizmente (ou não) pra mim, esse gênero foi partido, há alguns anos, em cinco novos gêneros: Vachellia e Senegali foram destinados às tradicionais espécies africanas, acaciella e mariosousa ficaram com as espécies americanas e, finalmente, acacia para as espécies da Australia.
    Um detalhe curioso sobre essa quebra, é que terem movido as tradicionais acácias, espécies africanas, para dois novos gêneros e refazer o gênero acacia com espécies diferentes foi de encontro às regras de preferência tradicionalmente usadas. Por causa dessa polêmica, aliás, ainda há biólogos que até hoje usam a antiga definição genérica acacia enquanto não se resolve a questão, ou seja, é possível achar os dois níveis taxonômicos em uso.
    Acácias-amarelas, também conhecidas como needlebushes (moitas-de-espinhos) são arbustos leguminosos amplamente difundidos no Mundo graças a atividade humana. Podem viver de 20 a 50 anos e, na maioria dos locais, são considerados uma praga das mais problemáticas.
    Os usos da acácia-amarela costumam ser culinários, tendo em vista suas folhas com gosto parecido com o do tamarindo, produção de perfume e, acredite ou não, no Brasil há notícias do uso de suas sementes para exterminar cães infectados com o vírus da Raiva.
    Ainda que não sejam o mesmo arbusto visto ao lado da casa do Hyacinth, a foto a seguir ainda tem carcterísticas bem parecidas com o sprite de Tibia, principalmente na distribuição de seus pares de espinhos em forma de agulhas crescendo na base de cada folha.


    Acácia-amarela (Acacia smalli ou Vachellia farnesiana var. farnesiana)


    Voltando para a próxima missão, Vascalir te pede para se infiltrar no lar da Spider Queen e dar um jeito de se camuflar para pegar uma amostra de Sua teia. No caminho para a toca ao noroeste, algumas árvores talvez nos interessem.

    Faia (beech):
    No Tibia, faias são retratadas como árvores de intensa folhagem escura, crescendo de um tronco também escurecido. Seu formato é mais arredondado do que é o da maioria das árvores da Ilha.



    Faias da vida real são árvores caducas (perdem suas folhas) do gênero fagus. Originárias de zonas temperadas, podem ser facilmente encontradas na América do Norte, Europa e na Asia.
    A Faia-europeia é uma das árvores mais comuns de se achar no Velho Continente e são frequentemente apreciadas como arvores decorativas em, por exemplo, parques. Ainda, a madeira é de fácil manuseio, tornando-a bem popular em trabalhos manuais.
    Esse tipo de árvore pode chegara crescer 25m, chegando em alguns casos ao dobro do tamanho. Faias costumam bloquear bastante luz, tornando florestas de faia um local bem escuro, já que quase não chega luz solar ao chão.


    Faia-européia (fagus sylvatica)


    Pereira (pear tree):
    Retratada com tronco escuro eu que parecem ser resistentes galhos, as pereiras tem uma densa coroa de folhas e são ótimas para ocultar pequenos itens.



    O gênero pyrus as representa. Pêras tem sua origem no Velho Continente e não costumam crescer muito, sendo consideradas de média-estatura.
    A maioria das pereiras sofrem a queda de suas folhas sasonalmente e, por mais que possa parecer bizarro, nem todas as pêras tem o formato de pêra que estamos acostumados a reconhecer, se assemelhando muito a maçãs.
    A espécie de pêra-comum europeia e suas variações são um cultivo de grande importância econômica.


    Pereira-européia (Pyrus communis)


    Agora que voltamos para relatar os resultados da missão, é hora de entrar na parte mais legal da Ilha: a Escola de Rookgaard. Sendo uma das mais notáveis mudanças na reforma da Ilha, a Academia passou de uma pequena área de treino praticamente esquecida, para uma grandiosa área de estudo das ciências naturais, contendo espécies animais e vegetais comuns no Continente.

    Flor-cadáver (witches cauldron):
    Devo confessar que nutro uma paixão particular por essa. Ela foi o motivo de eu ter decidido criar esse guia, ou seja, ela o meu bigbang.
    Muito comum na floresta tropical de Tiquanda, eu diria que essa planta é basicamente um colorido copão gigante. Esses caldeirões também são encontrados na Fonte-de-vida, em Pits of Inferno, o que chega a ser irônico já que um livro em Port Hope descreve a espécie como perigosamente chamativa e adverte para que não se beba a água que acumula dentro da flor.



    Muito similar à espécie tibiana e provavelmente sua inspiração, a flor-cadáver (ou jarro-titã, devido seu formato e tamanho) é a planta com a maior maior inflorescência (espécie de caule de onde saem as flores) no Mundo, chegando a 3m de altura e o peso de um homem.
    “Por que chamam de flor-cadáver”, você deve ter se perguntado. Bem, a resposta é sim´ples: Ela fede. Muito. O cheiro é o mais puro cheiro de putrefação sentido na carniça, o que transforma o ato de encontrá-lo equivalente a achar uma pilha de um tesouro fedorentíssimo na floresta. Raro, mais ainda assim putrefato.
    Em dição, as plantas-cadáver crescem apenas em uma área muito restrita nas florestas tropicais da Sumatra, a Indonésia, e mesmo em seu habitat natural não são uma flor que se vê desabrochar todo dia. Notícias de florescimento quando cultivadas pelo homem são ainda mais raras e talvez leve-se uma década inteira para que a flor desabroche pela primeira vez.
    Essas gigantes fedidas-dos-infernos são membros do gênero amorphophallus junto com outros 200 tubérculos (estruturas que armazenam nutrientes) tropicais e subtropicais.


    Planta-cadáver (Amorphophallus titanum)


    Planta-flutuante (strange hovering plant):
    Cobaias de alguns experimentos estranhos, essas plantas são encontradas pairando no ar, sobre uma piscina de um líquido verde localizada dentro de um dos pequenos laboratórios do subsolo.
    Parece óbvio que essa planta é adaptada para ambientes ácidos e venenosos e, de acordo com o livro ao lado do tanque, produz uma tóxica fumaça sulfurosa. O livro declara, ainda, que ao misturar esse gás com urina de troll e sacudir, explodiu resultando na destruição da parede ao lado.



    Vamos simplificar dessa vez: Mesmo que o conceito de uma planta flutuando seja sensacional, sem chance acharmos um equivalente real dela. Essa, eu vou ficar devendo.


    Espiral-medonha Gigante (giant dreadcoil):
    No momento em que você vir alguns tentáculos enegrecidos, em espiral, trancados atrás de grades de ferro flamejantes, você saberá que as achou. As Dreadcoils são plantas naturais da flora decadente de Zao e suas variações gigantes são raríssimas de se ver, fazendo dela uma bela adição à coleção do centro de estudos de Rookgaard.



    Acredito que no casos dessas plantas fictícias, a base para o desenho foi uma estrutura encontrada nas samambaias. A maioria das samambaias cresce uma estrutura de forma voluta (espiral como a de um caramujo) que se expandem em frondes ou, simplesmente, folhas-de-samambaia. Essas volutas são idênticas à forma encontrada nas Dreadcoils. Adicione um pouco de liberdade criativa com elementos de fantasia e voilà.
    Alguns locais da Ásia dão utilidade culinária para as espirais das samambaias.


    Espiral de uma samambaia aleatória


    Samambaia (big fern):
    Trancafiada em uma jaula no subsolo, as samambaias-gigantes são exatamente o que se propõem a ser: Samambaias grandes. Esse tipo de planta é comum de se ver em Ab'dendriel, Venore e Port Hope.



    Samambaias são um grupo enorme de plantas da divisão pteridophyta, com mais de 12000 (!) espécies. Plantas vasculares (“veias” conduzem água e nutrientes), diferenciam-se no meio reprodutivo feito através de esporos e não através de sementes ou de floração.
    Espalhadas desde desertos até topos de montanhas, samambaias são capazes de crescer em uma ampla variedade de habitats devido ao seu grande número de espécies existentes.
    Há achados de fósseis de samambaias datando de mais de 360 milhões de anos, ainda que estima-se que a maioria das espécies atuais tenha aparecido há, “apenas” 145 milhões de anos.
    Apesar de sua ampla variedade, não são lá uma planta de grande importância, apesar de algumas, como dito anteriormente, serem usadas como comida, para filtrar e descontaminar o solo e, principalmente, como enfeite.


    Droping Spleenwort (Asplenium flaccidum)


    Planta-carnívora (carniphila):
    Espécie interessante: Um voraz organismo com aparência de planta mas com habilidade de livre locomoção. Nem animal, nem planta, esse ser enclausurado no pequeno Zoológico de Rookgaard é um dos mistérios de Tiquanda.



    Como é de se imaginar pelo nome (literalmente amante da carne), carniphilas são altamente baseadas em plantas carnívoras.
    Dotadas de adaptação para viver em solos pobres, esse tipo de planta encontra a maioria de seus nutrientes consumindo pequenos animais e protozoários, porém, não deixando de extrair sua energia da fotossíntese.
    Cinco diferentes mecanismos são especializados em capturar as presas das plantas carnívoras mas, graças à cultura pop, o mais famoso é o sistema que se assemelha a uma ratoeira, utilizando-se de folhas com movimento rápido pra capturar sua presa quando pêlos sensíveis são ativados.
    Membro-único do gênero dionaea, a espécie Venus Papa-moscas é a mais notável quando falamos de plantas carnívoras. Extremamente difíceis de se cultivar, essa espécie tem caules que chegam a 10cm de altura, produzem flores brancas e possuiem uma armadilha que se assemelham a lábios dentados.
    A planta carnívora com a maior armadilha conhecida é chamada nepenthes rajah, em forma de jarro, chegando a medir 40cm de altura e 20cm de largura, suficiente pra abrigar mais de 2 litros de fluido-digestivo. Também são uma das únicas duas espécies da qual se tem conhecimento de já terem consumido pequenos vertebrados, incluindo passarinhos e pequenos ratos, provavelmente doentes o suficiente para não conseguirem sair da planta e se afogarem. Sua dieta comum é feita de formigas e outros insetos.


    Rato-da-indonésia (Rattus baluensis) visitando uma Nepenthes rajah


    Velho Oeste



    Estamos quase lá. Mais duas missões e a Ilha será salva de uma vez por todas.
    Após visitar os laboratórios, “salvar” um livro e destruir o túnel usado pelos trolls pra incendiar a biblioteca, Vascalir manda o jogador a se aventurar no Oeste da Ilha, onde Orcs vivem e vespas fazem seu ninho.
    Uma vez chegado ao ninho de vespas (muitos chamam de wasp tower), o jogador tem a chance de pegar outro item além do desejado veneno das vespas

    Flor-de-nectar (honneyflower):
    Encontrada em praticamente qualquer loja de Tibia, são uma espécie verdadeiramente rara em Rookgaard. Apenas algumas flores amarelas de folhas verdes são encontradas em vasos pela vila e, nas vespas, encontra-se a única obtível.



    O termo 'honeyflower” é usado pra descrever qualquer flor que concentre um considerável quantidade de néctar. Mais especificamente, há uma espécie de flor australiana do gênero lambert ((também chamado honeysuckle, algo como mama-de-mel) que concentra altíssimas quantidades de néctar. Essa flor conhecida como honeyflower, também é chamada de Mountain Devil (Diabo da Montanha) por causa do formato chifrudo e endiabrado que seus folículos desenvolvem.


    Mountain Devil (Lambertia Formosa)


    Videiras (twines):
    Facilmente encontradas nas paredes do vespeiro, essa planta se entrelaça nas estruturas pedregosas do local. Em alguns casos, exemplares de flores vermelhas, que se assemelham a Heaven Blossoms, crescem delas.



    Para a botânica, “twines” podem ser entendidos como videira, que por sua vez podem ser traduzidas como uma planta trepadeira.
    Muitíssimo comum de serem vistas em jardins, também são facilmente encontradas em cercas, pérgolas de jardim, paredes e até mesmo outras plantas.
    Graças à cultura pop, a mais famosa espécie de planta trepadeira é a Hera.


    Hera trepadeira (Hedera helix)


    Flor Celeste (heaven blossom):
    Fácil de notar, são um “cacho” de três flores vermelhas juntas. Interesse de alguns NPCs de Mainland, um modo de obtê-las em Mainland é matando elfos que às vezes as carregam.



    Figurativamente, o termo “blossom” é usado pra descrever a época das flores ou o estado de floração. Para a botânica, “blossom” é costumeiramente usado para se referir às flores do gênero prunus, as árvores com frutas carnosas e de semente única (ameixas, cerejas, nectarinas, pêssegos...) e costumam variar de rosa a branco, de acordo com a espécie.
    Essas são “blossoms” reais:


    Flor de pessegueira (Prunus persica)



    Flor de macieira (Malus domestica)


    História sem fim


    Congratulations!
    Your are the Hero we all we wish could be.
    You made it through the tunnel and then grabbed that fire on the wall,
    You jumped up above him and burned the rope to save us all.

    Mas...
    Será mesmo que acabou?


    QUEEEEEEEEEEEEE?!

    Seguindo apenas o caminho da quest, sem se desviar, muito provavelmente o jogador ainda não pegou o nível necessário pra sair da Ilha e escolher uma profissão, o que os força a começar a explorar e ver o Mundo com suas próprias pernas. Na jornada para alcançar o nível 8, talvez o jogador ainda passe por muito mais plantas do que as listadas até agora.


    The Flora of Rookgaard

    O livro sobre a vegetação da Ilha


    Anteriormente chamado de Fauna of Rookgaad (Os animais de Rookgaard) em virtude de um erro de tradução, o livro descreve algumas espécies vegetais nativas da Ilha.
    O exemplar começa com a alta incidência de pinheiros em Rookgaard, que podem ser encontrados em praticamente qualquer lugar.
    Citação Postado originalmente por The Fauna of Rookgaard
    Uma das espécies nativas dessa Ilha é o Rookiepine.
    Essa resistente árvore se desenvolve em praticamente qualquer lugar e consegue resistir com facilidade às tempestades frequentes no inverno rigoroso.
    O livro muda o foco para outra espécie e segue adiante:

    Citação Postado originalmente por The Fauna of Rookgaard
    Outra árvore que pode ser encontrada é o Dwarfenoak (carvalho-anão). Essa variação menor do pinheiro Tibiano é uma espécie de rápido crescimento e o mais comum fornecedor de madeira tanto em Rookgaard quanto no continente.
    Árvores de folhas espiralmente arrumadas, carvalhos são membros do gênero quercus. Produtores de frutos-nozes chamadas acorns (bolotas), pesadas demais pra serem carregadas pelo vento, essas árvores são diretamente dependentes de animais que as usem como fonte de alimento para que possam se reproduzir. Esquilos escondendo essas sementes para posterior consumo são conhecidos por plantar, literalmente, centenas de carvalhos por ano.
    Carvalhos, em adição, são uma ótima fonte de madeira forte e resistente. Os carvalhos-vermelhos foram largamente usados na construção naval desde os vikings até o século XIX. Hoje em dia, esse carvalho inglês é mais apreciado na fabricação de barris para maturação de bebidas alcoólicas como o vinho e o uísque, contribuindo no sabo, na cor e no aroma do produto.
    Carvalhos são um constante e importante símbolo em diversas Mitologias como a nórdica, a grega e a céltica.


    Carvalho-rubro (quercus robur)

    Ainda que o livro diga que dwarfenoaks são a fonte de madeira mais comum da Ilha, apenas um exemplar é conhecido.


    O livro, então, começa a falar sobre as bananeiras e sua aparente simbiose com flores brancas:

    Citação Postado originalmente por The Fauna of Rookgaard
    Em Rookgaard há uma planta parecida com o carvalho cuja forma e gosto das frutas se assemelha à banana. Ninguém seria capaz de notar a diferença. Para todos aqueles que não possuem conhecimento em botânica, a única forma de identificar uma bananatree (bananeira) são as flores brancas que frequentemente são vistas crescendo em uma espécie de relação simbiótica com cherry trees (cerejeiras.).
    A primeira coisa que deve ser dita é que apesar do livro tratar bananeiras como parecidas com carvalhos e do jogo chamá-las de bananapalms, representando-as com o desenho de uma palmeira, bananeiras não são palmeiras. Bananeiras sequer são árvores!
    O que parece ser um tronco sobre a superfície é, na verdade, um amontoado de diversas camadas de folhas emergindo do cormo (espécie de órgão subterrâneo de armazenamento).
    Bananeiras variam de 3 a 7 metros de altura dependendo da espécie, assim como variam no tamanho de suas frutas.


    Coto de bananeira: Nada de madeira aqui

    Também pode ser observado outro erro, que não foi consertado junto com o título, que se refere às bananeiras como se fossem cerejeiras.

    Continuando a leitura, há a introdução às Dragon Tongues (língua-de-dragão):

    Citação Postado originalmente por The Fauna of Rookgaard
    A dragon tongue é realmente fácil de se identificar por causa de suas flores profundamente vermelhas e são tidas como um reagente muito útil em vários tipos de poções.
    Essa é a parte mais estranha do livro. Mesmo que flores vermelhas sejam facilmente achadas na forma de heaven blossoms, nenhuma planta chamada dragon tongue jamais foi encontrada, permanecendo um dos mistérios da Ilha ao longo dos anos. A única referência a Dragões que pode ser encontrada é um cadáver de dragão nas profundezas de uma caverna.
    A única dedução que posso fazer a respeito é que talvez as flores vermelhas que crescem nas trepadeiras do vespeiro tenham algo a ver com isso. Apesar de compartilharem um gráfico parecidíssimo, em momento algum é dito que elas são heaven blossoms, sendo tratadas, apenas, como “flores”.
    De qualquer forma eu cheguei a encontrar uma planta, conhecida como wintergreen (que se mantém verdes no inverno), costumeiramente chamada de Dragon's Tongue. Integrantes do gênero chimaphila, essa espécie de pequenas herbáceas são nativas à América do Norte possuem folhas verde-escuro com uma zone de coloração diferente no meio, que varia de verde-claro ao branco, bastante parecidos com o sulco longitudinal das línguas. Ainda, diferente do que o livro afirma, línguas-de-dragão produzem flores brancas.


    Dragon's Tongue (chimaphila maculata)


    Finalmente, o livro encerra levantando o tema das plantas-do-pântano:

    Citação Postado originalmente por The Fauna of Rookgaard
    As plantas do pântanos aparecem em quantidade e variedade tão grande que não tivemos tempos de fazer uma classificação satisfatória.
    O autor do livro permanece desconhecido.


    Monstro-do-Pântano



    Já que o livro puxou o assunto e não ajudou em nada, creio que seja uma boa hora para se falar sobre elas.

    Muitas cobras e um elevado número de uma poça de água verde definem o pântano de Rookgaard. Obviamente, essa é uma área rica em (adivinhem só) plantas pantanosas!
    Como esperado, essas plantas crescem em solo fofo, enlameado e/ou charco, ou diretamente sobre a água.
    Geograficamente, eu considero como “pântano” toda a parte sul do lado Oeste da Ilha.
    Nota histórica: Antes do update de natal 2008, todas as plantas do pântano eram chamadas apenas de “swamp plants” (plantas do pântano).

    Chicote-do-Pântano (mud whip):
    Cheio de folhas largas ao longo do caule, a planta parece um chicote de folhas encontrado perto ou dentro d'água.



    Acredito que essa planta tenha sido baseada nas espécies do gênero iva, muito conhecidas como Marsh Elders (anciãs-da-marisma, em tradução livre). Marshes, ou marismas, são pântanos formados por água do mar.
    Essa é uma Marsh Elder na vida real:


    Seacoast Marsh Elder (Iva Imbricata)


    Lírio-do-Pântano (swamp lilly):
    Retratadas com uma base de folhas alongando-se em 4 caules, essas plantas tem uma espécie de flores botões de flores brancas nas pontas.



    Swamp Lillies realmente existem e podem ser encontrados dentro do gênero crinum de plantas que se desenvolvem de bulbos e tem largas flores em caules carecas.
    Há uma espécie específica que também é chamada pelo mesmo nome, além de River Lilly e Mangrove Lilly, então, a espécie real talvez se pareça com a seguinte:


    Swamp Lily (Crinum pedunculatum)


    Caniço-do-pântano (swamp reed):
    Eu definiria como algum tipo de grama amarronzada, com um salsichão no topo.



    “Reed” é um termo comum na discrição dos membros da Ordem poales. Essas espécies são plantas altas, parecidas com grama, de lugares alagados. Os exemplares que melhor se encaixaram nos gráficos do Tibia foram os do gênero typha, muito conhecidos como cattail, são um dos primeiros vegetais a aparecer em uma área recentemente alagada. A espécie mais comum pode chegar a 3m de altura.


    Common Cattail (Typha latifolia)

    Galho (branch):
    Em tibia é muito comum acharmos alguns galhos espalhados pelo chão, quebrados de alguma árvore morta. No geral não podem nem ser carregados e nem arrastados por ai, exceto, claro, à task da Zirella que te pede pada arrastar galhos para dentro de uma carroça.



    Na botânica, os galhos são simplesmente pedaços de troncos e plantas lenhosas, podendo serem membros de praticamente qualquer estrutura formada de madeira.


    Galhos secos de uma árvore

    Samambaia-do-lodo (sludge fern):
    Dotadas de caules marrons e muitas folhas verdes, são uma planta bem comum



    O lodo pode ser definido como matéria residual deixada por esgotos e similares, fácil de se achar em rios e lagos poluídos.
    Diferente dos exemplares do Tibia que tem folhas mais genéricas, as samambaias reais tem folhagem extremamente característica, então, nenhuma vai realmente encaixar no sprite do jogo. Entretanto, há uma espécie de samambaia achada em pântanos, brejos e similares:


    Narrow Swamp Fern (Dryopteris cristata)

    Mangue (mangrove):
    Pessoalmente, esse sprite, juntamente com a witches cauldron, faz parde dos melhores da Ilha. Tipos diferentes de árvores crescendo de dentro d'água, expondo apenas seus galhos acima da superfície são mostrados. Alguns possuem folhas.



    Na vida real, o termo “mangrove” tem mais de um uso:
    1- Se referir a habitats costeiros ricos em sal sedimentado da transição do ambiente terraste-marinho. Os termos “mangal”, “mangrove swamp” e “mangrove forest” também são usados. No Brasil, pode-se usar “manguezal”, “mangue” ou “mangal”.

    2- Se referir à família de plantas rhizophoraceae, ou mesmo ao gênero rhizophora, ambos conhecidos como mangrove trees (mangues)

    3- Se referir a qualquer árvore de um ambiente mangal


    Visão completa de um mangue


    Medo do Desconhecido


    Classificar as espécies do pântano se mostrou uma tarefa extremamente difícil. Vivendo em uma cidade costeira e tropical, não há muito contato com plantas desse tipo pra se fazer uma comparação. O fato de que as plantas pantanosas reais são muito semelhantes entre si também dificulta um pouco mais.
    Houveram diversas plantas-do-pântano cujas quais eu não consegui encontrar nenhum vestígio de equivalente à vida real ou nem mesmo um gênero para encaixar, então, se por acaso você souber de algo sobre Lady in the Fog, Mire Sprout, Dusk Catcher, Frog Leaf, Bog Finger's Plant e Moon Herb, sinta-se à vontade para me avisar e eu ficarei mais do que feliz em adicioná-las à análise.


    A Whop Bop-a-lu a Whop Bam Boom



    Há, ainda, algumas frutas e outros vegetais comestíveis que se pode ou pegar direto do pé, ou que sequer tem um exemplar de árvore na Ilha, mas são obtíveis de outras formas.

    Maçã (apple)
    Nem todos sabem, mas pulando-se o tutorial de iniciantes com o NPC Santiago, inicia-se a vida Tibiana de seu personagem da forma clássica: com uma maçã vermelha e brilhante na bag.



    Integrantes do gênero malus, maçãs são frutas-pomo (falsa fruta cuja carne deriva não do ovário, mas de algum outro tecido adjacente que envolve os óvulos) nativas da Ásia Central.
    A maçã cresce em baixas árvores caducas de que não chegam a 5m de altura, e suas flores primaveris, brancas, são bem famosas.
    Parentes das Rosas (ambas da família rosaceae), porém de gêneros diferentes, a macieira doméstica comum é uma das árvores mais plantadas pelo homem e suas sementes são conhecidamente tóxicas por conter cianeto. Mas não se preocupem: A menos que você coma quantidades realmente consideráveis, a ingestão dessas sementes é inofensiva.
    A maçã é um constante símbolo religioso e mitológico ao redor do Globo.


    Macieira e suas flores (Malus Domestica)


    Cereja (cherry):
    É possível se achar algumas cerejas jogadas no chão de determinada caverna embaixo da vila. Alternativamente, talvez algumas cerejas sejam encontradas sendo carregadas por certas criaturas da Ilha.
    No continente é possível, além de encontrar cerejeiras saudáveis em, por exemplo, Meluna (a ilha da lua-de-mel), encontrar versões apodrecidas na decaída flora de Zao.



    Mais um exemplo de frutas de algumas espécies do gênero prumus (ameixas, pêssegos, etc.).
    Ainda que ginjas (cerejas-ácidas) tenham seu relevante uso culinário, as cerejas amplamente usadas no comércio são as chamadas cerejas-doces. Naturais da Europa, cerejas-doces são frutos de árvores caducas que não passam de 30m de altura e florescem no início da primavera. Em alguns países como Nova Zelândia e Japão, a especie foi capaz de se naturalizar, processo em que uma ou mais espécies se estabelecem em um território que não lhes é o original, mantendo um nível reprodutivo suficiente para perpetuar a população.


    Cerejeira-doce (prunus avium)


    Banana (banana):
    Até onde se sabe, há, apenas, dois exemplares de bananapalms no Tibia: Um ao lado Leste da Ilha e um no topo de uma montanha da parte premium, acessível ao usar caixotes e cadeiras como escada. Ambas exibem a constante presença de flores brancas em volta, como analisado no livro A Flora de Rookgaard.
    Clicando em uma dessas árvores, é possível se obter a banana, fruto exótico que talvez seja de interesse de algum morador local.



    Frutas de formato curvo e alongado de algumas espécies do gênero musa, bananas crescem em cachos e variam de tamanho, cor e até mesmo rigidez conforme a espécie.
    Natural de áreas tropicais, bananas tinham sementes grandes antes da domesticação e, hoje em dia, as espécies mais cultivadas são musa acuminata, a musa balbisiana (as duas consideradas ancestrais das bananas modernas) e a musa paradisiaca, um híbrido das duas espécies “ancestrais” anteriores.
    Também é sabido que bananas são radioativas.


    Sementes grandes da banana selvagem


    Cenoura (carrot):
    Três são as formas de se conseguir uma cenoura: Uma delas, talvez a mais perigosa, envolve matar “feras fantásticas que podem transmutar sua aparência através de magia”. O segundo jeito é recolher o exemplar caído no chão da caverna onde essas criaturas vivem.
    A última forma e, com certeza a mais demorada, também envolve combate com usuários de magia, porém, depende duplamente do fator sorte: Uma vez para achar o boss e outra para consegui-las no loot, um acontecimento incomum.



    Membros herbáceos do gênero daucus, as cenouras domésticas são uma planta natural da Europa e de parte da Ásia. A parte mais conhecida (que costumamos comer) consiste em uma raiz larga, de textura lenhosa (por isso é crocante) e que cresce em direção ao subsolo, de onde outras raízes menores brotam para os lados.
    Além da cor mais comum de se ver, a laranja, as cenouras podem ser selecionadas artificialmente para apresentarem cores diferentes como roxo, vermelho, branco e amarelo.


    Cenouras de cores diferentes (Daucus Carota)


    Yo-Ho-Ho e uma Garrafa de Rum



    Além das frutas que acabamos de ver, ainda há a chance de encontrarmos algumas bebidas feitas com frutas e outras plantas. Apesar de tudo, um aventureiro tem que dar uma relaxada e se refrescar de vez em quando.

    Tequila:
    Mesmo que seja impossível encontrar tequila em Tibia, ainda acho válido incluí-la na lista por uma simples razão: A planta-base da tequila, o agave, tem dois exemplares plantados na parte premium da Ilha.


    Natural do México, sul dos EUA e de algumas partes tropicais das Américas, agave é um gênero constituído de plantas suculentas (partes da planta foram engrossados para armazenar água) de caule curto, o que pode causar a ilusão de que suas folhas crescem diretamente do chão.
    A maioria dos Agaves são apreciados como plantas ornamentais onde cada arranjo circular de folhas floresce uma única vez e morre.
    A tequila é produzida cozinhando-se a piña (o centro da planta, embaixo da terra) e então o amassando-a para extração do suco. O suco, então, é armazenado para fermentação, resultando em uma substância de baixo teor alcoólico que é destilada duas ou três vezes e, após, engarrafado para venda como tequila-prata, ou bombeado para dentro d e barris e deixados para envelhecer, ganhando uma cor dourada.
    Uma piña pode chegar a pesar 90kg.


    Agave-azul (agave tequilana)


    Vinho (wine):
    Ao norte da vila, em frente ao bar da norma, é possível ver o desenho de uvas em uma placa. Ora, aventureiro, até mesmo um viajante sem a mínima experiência sabe o que isso significa mas, se mesmo assim um jogador de primeira-viagem preferir dar look na placa, essa é a mensagem recebida:

    Bar da Norma
    Chega de trabalho. É hora de se divertir!
    Outro meio de se conseguir vinho é encher seu copo diretamente de um dos dois barris da ilha: Infelizmente, o que se encontra atrás do balcão da norma é inalcançável.



    Apesar da maioria das uvas pertencerem à mesma espécie de planta, elas podem variar bastante entre si, seja na cor ou seja no método de consumo. Os usos da uva incluem a produção de sucos, vinagres, uvas-passa e, claro, vinho.
    Depois de rigorosa seleção, as uvas são amassadas (na maioria das vinícolas tradicionais elas são pisoteadas) e deixadas para fermentar naturalmente. As peles são, então, separadas do líquido, resultando em um vinho bem cru, que é armazenado em barris para maturar. No final, o líquido costuma ser, ainda, filtrado, garantindo um produto cristalino e uniforme. O processo de amadurecimento do vinho pode levar de meses a até décadas.
    O vinho, assim como as maçãs, são importante simbolo mitológico e religioso.
    Membros do gênero vitis, uvas crescem de videiras lenhosas que caducam, e podem vir em cachos de 15 a mais de 100 frutos. A maioria das uvas que se vê nos mercados são naturais da Europa.


    Uva comum (Vitis Vinifera)


    Cerveja (beer):
    Introduzida na Ilha apenas “recentemente”, antes que a Norma começasse a vender esse tipo de bebida, nenhum barril de cerveja podia ser visto na Ilha. Atualmente, o único exemplar se encontra inacessível no bar.
    É possível conseguir um copo de cerveja em troca de algumas moedas.



    A cerveja é composta basicamente de água, um cereal fermentado (usarei o tradicional Malte, mas não é limitado apenas a ele. Na verdade, há cervejas que usam uma fonte adicional de amido) e um agente aromatizante/saborante.
    O processo cervejeiro tem inicio com a obtenção do malte. Geralmente feito da cevada, os grãos são induzidos a germinarem e iniciarem a brotar ao serem mergulhados em água algumas vezes durante dois ou três dias. Após a germinação desejada, os grãos são transferidos a uma sala e desidratados com ar quente durante quase uma semana sendo, após, secos em fornos-estufa.
    Um dos primeiros cereais domesticados, a cevada é um tipo de grama auto-polinizadora (são hermafroditas) do gênero hordeum. Muito parecidas com o trigo, essa planta abre suas espiguetas na maturidade para que as sementes se espalhem melhor. Em adição, essas estruturas vem organizadas em trios e dispostas de forma alternada. Também se observa que apenas as estruturas localizadas no centro do trio desenvolvem o grão.
    Além disso, há duas formas dos grãos se organizarem dentro da espiga: Os que se organizam em duas fileiras de sementes tem menor taxa proteica e maior fermentabilidade de açúcar, o que as faz serem mais desejadas para alguns tipos de cerveja do que para outros. Os grãos que se organizam em seis fileiras costumam ser desejados em cervejas que usam outros cereais em conjunto.
    A diferença biológica entre as espécies de duas e de seis fileiras de grãos é minima, limitada a um único gen que sofreu mutação, e, em função disso, boa parte das classificações modernas tratam os dois como sendo uma única espécie.


    Cevada comum de duas e de mais fileira de grãos (hordeum vulgare)

    A produção da cerveja avança através do moer do malte, mistura com água, separação do líquido e cozimento/saboramento (etapa onde o lúpulo entra), antes que seja filtrada e embalada para venda.
    Lúpulos são flores fêmeas de plantas do gênero humulus. Parentes da cannabis, a principal espécie de lúpulo é uma herbácea trepadeira.
    Cinco variedades naturais da Europa, Oeste da Ásia e América do Norte são de importância para a indústria cervejeira, onde diferentes linhagens de cultivo proporcionam diferentes graus de aroma e amargura ao produto.


    Lúpulo (humulus lupulus)


    Limonada (limonade):
    Se você for menor de idade ou simplesmente não tiver afim de se embriagar hoje, e não quiser mandar ver num copaço de leite, talvez essa seja sua alternativa.
    Outra adição recente do replanejamento de Rook, o suco de limão da Norma é uma das coisas mais refrescantes que se acha pela Ilha.



    Limoeiros são árvores de folhas persistentes (não caem com a mudança das estações, sempre verdes) que não passam de 6md e altura. Membros do gênero citrus, limoeiros são famosos por serem cobertos de afiadas estruturas espinhosas e produzirem limões durante todo o ano. Também é sabido que os limões são híbridos de laranjas-azedas com cidras.
    Limões não são os mesmos ao redor do Mundo. Aqui no Brasil, diversas espécies são chamadas de limão mas, na verdade, não passam de limas azedas de similar gosto. O limão-taiti, chamado na gringa de persian-lime (que seria lima-da-pérsia no brasil, se o nome já não fosse usado para outro “limão”) é conhecido ingrediente da caipirinha. O limão que o Mundo costuma considerar como verdadeiro é o limão amarelo conhecido como Limão-siciliano por aqui.
    Lembrados pelo intenso cheiro e azedume, do limão usa-se as cascas, a popa e, principalmente, o suco, todos sendo ingredientes muito comuns em comidas e bebidas pelo Mundo.
    O suco do limão-siciliano é de aprox. 5% de acido cítrico e salvou incontáveis marinheiros e piratas do escorbuto. Lá atrás, na época das Grandes Navegações, não eram incomuns os navios usarem suco de limão e de laranja para esfregar o convés.


    limoeiro-siciliano (citrus x limon)


    Fofinho e Molhado



    Musgo (moss):
    Nas prfundezas, onde jogadores inexperientes não costumam ir, pode-se encontrar esse “tapete” natural. Suas localizações incluem paredes e pedras em cavernas úmidas como a toca dos lobos ao nordeste e o interior do túmulo de Kendram Benson.



    Pode não parecer mas, tecnicamente, os musgos são plantas não lenhosas, e não fungos.
    Com poucos centímetros de altura, os musgos absorvem água e nutrientes através de suas folhas por não possuírem raízes que as absorvam e nem sistema vascular. Ainda, musgos reproduzem-se através de esporos, então, não há floração ou sementes.
    A Divisão dos musgos se parte em oito classes: Seis contendo, apenas, um ou dois gêneros que suportam pouquíssimas espécies (algumas delas já extintas e conhecidas apenas por fósseis), uma com 23 gêneros e a última e mais conhecida, chamada bryopsida, abriga por volta de 95% de todas as espécies.
    O habitat preferido desses seres é, principalmente, sombreado e de altos níveis de umidade. Contudo, apesar do mais comum ser florestas, rios e brejos, a adaptação de algumas espécies levou-as para bem longe desses ambientes para viver em locais ensolarados e periodicamente secos. Alguns musgos se adaptaram, inclusive, para viver em condições urbanas.
    Musgos são facilmente achados crescendo na superfície ou embaixo de pedras, de árvores (em uma relação de não-parasitismo), dentro de rachaduras e de ralos. Também são muito cultivados em jardins e em paredes ou telhados ecológicos.


    Cobertura de musgo


    Oooohhh... Vive num abacaxi e mora no mar



    Alga-castanha (kelp):
    Com a reforma e expansão da Academia, Rookgaard passou a ter seu próprio aquário para abrigar um Blood Crab, além de criaturas subaquáticas menores. É possível observamos algumas algas dentro.



    Apesar de parecem mais com plantas do que se pareciam os musgos recentemente destacados, Kelps não são plantas. As kelps (o termo pode ser usado em português) são algas-marrons do Reino chromalyeolata.
    O corpo das algas-marrons consiste em uma espécie de lâmina-chata, parecidas com folhas, que se originam de estruturas semelhantes a caules. Esse tipo de alga é fixado no chão do Oceano por raízes-falsas.
    As kelps são muito bem lembradas pela sua acelerada taxa de crescimento. Integrante do gênero macrocystis, as kelps gigantes chegam a crescer mais de meio-metro por dia. São o organismo que cresce mais rápido na Terra.
    Concentrada em regiões de correntes oceânicas frias do Norte e do Sul das Américas, só Sul Africano e da Austrália, essas máquinas de crescer chegam a alcançar 50m de cumprimento e são capazes de formar verdadeiras florestas subaquáticas, fornecendo proteção e abundância de alimento para milhares de espécies marinhas.


    Giant Kelp (Macrocystis pyrifera)


    1-UP


    Outro tipo de organismo bem comum de se ver são os cogumelos. Pequenos espécimes são facilmente encontrados na superfície, enquanto espécimes maiores são limitados a uma caverna específica. Em adição, dois tipos comestíveis podem ser obtidos como recompensa ou mesmo colhidos do chão.
    Como dito no início deste artigo, cogumelos pertencem ao Reino fungi, e contrario o que muitos ainda insistem em achar, não são plantas, das quais se diferem por possuir paredes celulares de quitina e não de celulose.





    Ligue os Pontos


    Se você leu até aqui, talvez goste de saber que alguns NPCs tem seus nomes iguais a nomes de flores.

    Lírio (lily):
    Muito procuradas como ornamento graças a sua fragrância, sua flores de flores de cor forte podem variar entre amarelo, laranja, vermelho, roxo, rosa e branco. O formato de suas flores também varia e podem se apresentar em forma de corneta, em forma chata, em formato de bacia e em formato curvo, dependendo da espécie cultivada.
    Lírios integram as plantas lenhosas do gênero lilium e costumam crescer de 0,5m até 1,8m.


    Madona Lily (lilium candidum)


    Jacinto (hyacinth):
    Com, somente, três espécies, os jacintos são flores de plantas bulbosas, membros do gênero hyacinthus.
    Na Mitologia Grega, Jacinto foi um belo jovem admirado pelos Deuses Apollo e Zéfiro. O jovem morreu quando, em um jogo, Apollo lhe lançou um disco e o Zéfiro, o Deus do Vento do Norte, invejoso por Jacinto preferir Apolo, mudou a trajetória do disco para o jovem fosse atingido. Após o incidente, Apolo não deixou que Ades clamasse pelo jovem e fez flores brotarem do sangue derramado.


    Common Hyacinth (hyacinthus orientalis)


    Acharam onde eu eu estava escondido hoje?


    Ficou muito mais longo do que eu imaginei que fosse levar quando comecei a esboçar esse artigo, mas eu espero que, se você aguentou a leitura até aqui, você tenha tido pelo menos parte da diversão que foi escrever o Guia. Mesmo depois de quase trinta páginas (!) de easter eggs e informação, ainda há diversas plantas a serem encontradas em Rookgaard, por mais incrível que isso possa soar.
    Diversas flores menores, móveis e enfeites encontram-se espalhados pela Ilha. Enfeites floridos, como por exemplo grinaldas, coroas e vasos de flores, são os preferidos dos humanos
    Outras raças, mais “selvagens”, também tem suas mobílias. Videiras, folhas, bamboo e madeira são matérias-primas comuns e não é dificil ver em certas áreas da Ilha objetos como cercas, arcas, cestas, estantes, mesas, dentre outros, feitos à mão com esses materiais.


    Tragam seus Mortos!


    Inúmeras árvores velhas ou mortas estão espalhadas por Rookgaard desde a reforma gráfica de 2008. Apesar de serem peças de madeira inúteis, algumas delas podem ser identificadas como Bétulas, Sicômoros, Ameixeiras, etc. Uma característica muito interessante das árvores mortas perto da nova fortificação dos Orcs é a existência de algumas caveiras penduradas para amedrontar visitantes. É possível até mesmo ver uma cabeça de mamute nessa situação, o que me faz pensar se Rookgard não teria sido parte integrante do arquipélago nórdico em algum momento no passado.
    ...Mas, isso é papo que eu deixo para o Teo Fawcet e suas teorias de Minos e dos Orcs.

    Você acha que consegue identificar todas as árvores mortas da Ilha?
    Boa sorte e obrigado por lerem!



    Leia também:





    Spoiler: Bibliografia:


    As imagens foram re-upadas em uma conta pessoal para melhor controle e prevenção de links quebrados

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    Última edição por jean_satan; 03-02-2020 às 01:39. Razão: Imagens quebradas
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  2. #2

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    Mas que ótimo tópico, a leitura é longa mas muito boa. Valeu Jean!

  3. #3
    Avatar de Zezinho Zideia
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    Eu li de pouco em pouco durante a semana , demorei mas li tudo . HaHa
    Ficou excelente , parabéns Jean !

    Sim, eu fui feliz em Rookgaard !

  4. #4
    Avatar de jean_satan
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    Em um jogo onde o público não lê sequer as falas dos NPCs, fico feliz em saber que duas pessoas encararam esse quase-TCC, ao invés de olhar só as imagens.
    ...Tou curioso pra saber se quem deu reputação dizendo que leria depois realmente voltará, mas dois já é mais gente do que eu esperava =D
    Última edição por jean_satan; 16-02-2014 às 21:32.
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  5. #5
    "Treta has been planted" Avatar de Skiann Torphyx
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    Terminei de ler e gostei bastante, deveria ser transformado em artigo aqui no Tibiabr




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  6. #6
    Avatar de GrYllO
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    Excelente artigo, cara! Sem palavras para expressar a admiração pelo seu esforço!

    Mais pessoas merecem ver este artigo. Agendarei uma publicação nas sociais em horário de pico, para que mais pessoas tenham a oportunidade de ver isso!

    Att,
    GrYllO.

    Precisa de suporte? Crie um tópico público! Sua dúvida pode ser a de outra pessoa. Pesquise se por um acaso a sua dúvida já não foi solucionada antes e, em caso negativo, abra um novo tópico no Suporte ou mesmo em Tecnologia (pro caso de uma dúvida técnica não relacionada ao jogo). Beleza?
    Meu coração pertence à Valéria Freitas.

  7. #7
    Avatar de regiph
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    Foda pacaramba!!
    a magia de hoje é a ciencia de amanhã

  8. #8

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    Wowww
    GRatzz Jeann Mtoo bem explicado e com mtass pesquisas enhh!!
    Perfeito Topico, mostrando todo sobre Fauna de Rook... o Bush foi o mais dahroa aUHAuhaUHAuhA!!!

    Tem o mistério da Arvore Dwarf Tree.
    You see a dwarf tree.


    Abraço!!

    Druid Paws Addon [x] - Citizen Hat Addon [x] - Citizen Backpack Addon [x].
    1st Armoured War Horse of Unitera in Rookgaard.
    1st Steelbeak of Unitera in Rookgaard.
    1st Crimson Ray of Unitera in Rookgaard.
    1st You earned the achievement "Potion Addict" in Rookgaard Unitera.
    1st You earned the achievement "Waverider" in Rookgaard Unitera.

  9. #9
    Avatar de Edulink
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    Belo tópico, de cara ja vejo um futuro biólogo tibiano, rsrs

    11:28 Dion Silver [123]: free items?
    11:29 Lucas on Harmonia [28]: Have player to go with me to tumba ?
    11:29 Dion Silver [123]: tumba?
    11:29 Sir Panda Master [27]: KAKAKAKAKA!!!
    11:29 Sir Panda Master [27]: xDD³
    11:29 Dion Silver [123]: what the hell is tumba?

  10. #10
    Avatar de jean_satan
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    Citação Postado originalmente por Joanagril Ver Post
    Wowww
    Tem o mistério da Arvore Dwarf Tree.
    You see a dwarf tree.


    Abraço!!
    O livro da Flora de Rookgaard trata de uma árvore a qual chamam de Dwarfenoak. Creio que essa seja a sua árvore misteriosa.
    Não vejo lá muito mistério nela porque dá pra interpretar que a baixa população de árvores dessa espécie deve-se ao uso indiscriminado da madeira como material de construção. Particularmente, acho mais intrigante o caso das Dragon Tongues do que o da árvore-anã.

    Mas o que mais me surpreendeu na pesquisa, foi a descoberta de um pinheiro cujo qual eu nunca tinha visto na Ilha, não lembro de já ter visto em Mainland (costumo andar em locais subaquáticos, não em florestas) e não achei registro em nenhuma wikia que consultei.

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