Pergaminho VI
― Senhor temos um mensageiro. ― Disse o súdito.
― Deixe-o aproximar. ― ordenou Emperatus.
― Foi anunciada a morte do rei ancião, os responsáveis ficarão sob custódia até você consentir uma punição. ― Disse o mensageiro.
― Quem são os prisioneiros?
― São três jovens, meu senhor. Dizem os boatos que entre ele está o herdeiro de Erwin’Mor.
― Mais que ótima notícia, volte e ordene que os mantenham presos até a minha chegada. ― Emperatus soava triunfante. Talvez a sorte estivesse ao seu lado, pensou.
Ordenou aos cultistas que mantivessem o ritual. A presa, a peça chave estava chegando, pensou.
― HAHAHA. ― A gargalhada entoou por toda a caverna. Emperatus entrou em sua carruagem e seguiu em direção ao castelo.
Na prisão, Erwin’Mor se lamentava o vacilo. Sentiu-se culpado por não proteger os amigos. Erika percebeu a tristeza do amigo e aproximou:
― Sairemos dessa, com certeza. ― disse numa voz suave e apaziguadora.
― Certamente que sim. - disse Dylan interrompendo seu estado de concentração.
― Então o jovem rei, do reino ao sul está enclausurado? ― Disse cinicamente Emperatus.
Os três viraram em direção à voz, e lá estava em pessoa o inimigo. Dylan avançou em direção as grades numa tentativa de agarrar o pescoço do mago, foi em vão. A bruxa e o jovem o encaravam.
― Calma ai cãozinho raivoso, terá sua chance. Claro se saírem daqui, HAHAHA. ― Emperatus parecia se divertir.
― Matou seu próprio pai, canalha! - Gritou a bruxa
― Eu? Não, não, aquilo foi uma maldição que ele mesmo conjurou em si. ― Respondeu Emperatus, ainda cínico. – Mas ele iria morrer de qualquer jeito.
― Maldito! – Bradou Dylan ainda grudado às grades.
― Sim, esse é um nome muito adequado para mim. Bom chega dessa ladainha toda. – O mago ergueu as mãos e sussurrou algumas palavras.
Acabara de conjurar uma magia. Uma nuvem de pó de com marrom surgiu sobre o teto da prisão, Erika se antecipou levando a mão ao nariz. Dylan foi o primeiro a cair, Erwin tossiu e cambaleante também caiu. Erika sentiu um forte peso em suas costas, tentou conjurar uma contra-magia porém, não conseguia pronunciar as palavras, sonolenta, foi ao chão. Os jovens dormiram forçadamente. A sala foi invadida por uma tropa espectral.
Erwin’Mor finalmente se recobrou, estava acorrentado e deitado num altar provisório, que dava de frente para uma criatura. Não se assustou. Parecia já ter conhecido aquela criatura. Era o ser mais incrível que já vira, e também a mais terrível de aparência. Começou a se debater tentando sair, mas ainda estava com sono e incapaz de falar. Acalmou-se.
Erika e Dylan estavam prostrados sobre uma guilhotina. Á frente deles, uma multidão, algumas pessoas sussurravam algo, outras estavam empolgadas. A bruxa pensava um meio para se livrar, Dylan mantinha-se sereno, as feridas de seu rosto estavam quase cicatrizado, e causava o desvio de olhar das pessoas.
― Sentencio com a morte por decapitação esses dois criminosos, culpados de matar vosso rei. ― Disse um velho juiz.
― Esperem! – Uma voz gritou.
Todos se voltaram para a voz que havia proferido aquela palavra. Era um senhor com moldes reais que vinha se aproximando.
― Suponho que a morte forjada de vosso rei não seja culpa desses jovens. ― Disse o mesmo.
― Com que baseia estas palavras, Tuner, rei das terras ao noroeste? ― Perguntou o Juiz que o reconheceu. Tuner era muito amigo do falecido rei.
― Permita-me ler esta carta que chegou às minhas mãos. Quero que reconheçam depois a assinatura autentica de meu amigo Namur. ― Tuner pigarreou e continuou em voz alta. ― Ao meu honroso amigo Tuner. Se esta carta chegar em suas mãos, quer dizer que já estou morto. Não se preocupe, já o perdoei seu voto positivo no conselho, sei mais do que qualquer um que suas terras e seu povo, são os que mais sofrem com o caos. Mas lhe envio esta carta com o propósito de te fazer um pedido póstumo. Foi-me lançado uma maldição, por meu filho Emperatus. Eu tinha que ceder um segredo ao herdeiro de Erwin’Mor, era minha missão. Lamento esse meu destino, pois não fui capaz de enfrentar meu filho. Temo que o herdeiro de Erwin’Mor seja vitima dessa cilada, peço que salve a luz do nosso mundo. ― Terminou o rei, e olhou a procura do jovem. Todos ouviram e se espantaram. Uns ficaram sem entender o que se passava.
― Lamento senhor, mais Emperatus levou consigo o jovem e nos ordenou a execução destes dois. Somos tão vitimas quanto eles. ― Disse o velho juiz e em seguida ordenou que os liberassem.
Um dos servos de Emperatus estava ali de espião, quanto ao discurso de Tuner nada pudera fazer, e apressou-se em enviar um mensageiro para Emperatus. Sabia o que teria que fazer se tudo desse errado destruiria a cidade assim que eles saíssem.
Dado a ordem o juiz se lamentou o ocorrido. Os prisioneiros se foram com o rei, para o sudoeste. No caminho os jovens contaram o que Namur havia dito.