O PODER TIBIANO
Capitulo 1 – A noticia
Patrick
A noite de Patrick estava péssima. Pra começar, uma tempestade de neve despencava sobre a cidade, esta certo, em Svargrond sempre nevava, mas uma tempestade de neve só acontecia durante o inverno, e o outono ainda não havia chegado á metade.
Naquele dia sua mãe havia prometido que ele iria encontrar o feiticeiro que o fizera desejar ser um, ele era um pescador que vivia muito ao norte da cidade. O garoto queria se despedir dele, mesmo conversando com o mago apenas uma vez, o menino sempre teve simpatia pelo senhor, e ele também queria pedir um conselho a ele, mesmo sendo bárbaro o garoto viajaria para Rookgaard assim que o inverno chegasse.
Com muita chantagem emocional, o menino conseguiu convencer sua mãe a levá-lo a casa do mago, para sua surpresa ao sair da cidade a tempestade não os atingia mais, a enorme nuvem só cobria a cidade. Embora fosse estranho o menino não deu muita atenção.
Depois de muito tempo de caminhada em silêncio, um estrondo havia assustado tanto mãe quanto filho, e rapidamente ambos viram o que se tratava, um homem extremamente velho andava com quatro Yetis. Sarah, a mãe de Patrick, olhou para o filho e disse:
-Filho, esse homem esta se comunicando comigo, ele disse que vai poupá-lo se for embora.
- Não mãe, ele não vai fazer nada, ele... – O garoto se pegou olhando para os gélidos olhos do homem, ele perdeu toda a coragem no mesmo instante. Então ele correu, mas correu para a casa do mago, ele saberia o que fazer.
O garoto ainda cometeu o erro de olhar para traz, ele apenas viu o enorme Yeti esmagando sua mãe. Chocado, uma lagrima escorria sobre seu rosto, mas rapidamente ela congelou.
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O velho o tinha mandado correr o máximo possível, o anel do tempo estava deixando o garoto realmente rápido, ele se aproximava da cidade rapidamente. “Como pude acreditar que aquele velho poderia deter o mago? Ele é só um velho pescador com um demônio esqueleto, agora ele havia perdido sua mãe.
O anel se desgastava em sua mão e o garoto já não sabia o que fazer, o garoto calculou que o anel duraria mais trinta segundos e acelerou. Quando o anel finalmente tinha se extinguido, o garoto já caminhava nas ruas de Svargrond quando alguns cães se aproximavam delem.
Rapidamente ele percebeu que a neve já lhe cobria os pés e grande parte dos cabelos, ele era um menino de quatorze anos com olhos castanhos escuros e pele amarelada, o garoto com seus cabelos pretos, crespos e molhado, tossia, seu corpo extremamente magro, se contorcia todo quando sua tosse voltava.
-Onde está todo mundo? -Ele perguntou e depois tossiu mais um pouco.
-Garoto, entre logo, você vai piorar sua gripe desse jeito. Não fique debaixo de uma tempestade de neve, ela já esta transformando você em um boneco de neve. –Um homem calvo fazia um gesto para que o garoto entrasse no bar. - Venha!
-Senhor, muito obrigado, mas você não compreende, eu tenho uma mensagem urgente para todos vocês. – O menino estava na porta do bar e havia cerca de oitenta pessoas espalhadas pela enorme casa, lá dentro estava quente então ele se sentiu muito mais confortável e sentou-se, ali mesmo no chão.
-Diga menino. –Gritou um e então vários incentivaram.
-Senhores, minha mãe esta morta, morreu enquanto ia à direção da casa de Muriel, eu vi com meus próprios olhos. -O menino não fazia nenhuma pausa. – Um homem cercado de monstros, quatro Yetis, ele...
-Sua mãe? O que? Como? Mas você não vai viajar daqui a uma semana? – A exaltação de todos era evidente, os que não conheciam a mãe deveriam estar pensando que quatro Yetis juntos seriam um problema enorme. Mas Luke observava. – Termine Pat.
Depois de respirar fundo Patrick prosseguiu:
-Senhor, o mago ele matou o senhor Meriel também, ele evocou uma tempestade de gelo e o matou, estou começando a achar que foi ele que fez essa tempestade na cidade. –O menino estava louco era o que pensavam todos. –Muriel me disse mais uma coisa antes de morrer, que fugisse e viesse contar a todos vocês que o homem que o matou era Ferumbas.
A reação de todos foi de medo, mas foi rapidamente quebrada quando Sirik, um dos guardas da cidade riu, logo depois todos começaram a rir. Luke se levantou pegou Patrick pelo braço e o arrastou para um canto no bar e perguntou:
-Você está dizendo a verdade?
-Claro que sim, acha que eu mentiria sobre isso?
- Venha comigo. – As pessoas nem reparavam que eles saiam do bar.
-Para onde vamos?- Perguntou Pat enquanto era arrastado por seu amigo para longe, eles já estavam no barco quando finalmente Luke respondeu:
-Levar você para Rookgaard, e eu irei para Carlin, talvez consiga convencer a rainha Eloise de que não é apenas um boato, e para que isso se espalhe você já fez o bastante. –A expressão de Luke ficava cada vez mais seria. - A decisão pode parecer precipitada, mas você o viu e sobreviveu, e fundamental que agora fique seguro, é o mínimo que posso fazer para recompensar sua mãe. -Luke fez uma pausa. - Se realmente é Ferumbras, logo o mundo estará explodindo em caos. –Concluiu finalmente.
-Como vou para Rookgard? Seu amigo Meriel era um pescador, ele participou de varias convenções de pesca e tem um amigo em Rook, ele vai te receber com prazer, sobrinho de Meriel.
-Meriel não é meu tio. – Comentou.
-Se o que você diz e verdade, você precisa ser se quiser salvar sua pele. –Luke, arrumou as cordas do navio, e puxou a ancora, apesar de não parecer Luke era muito forte. –Utevo Res “Serpente Marinha. – Uma serpente apareceu na água e Luke amarrou o barco na enorme cauda do monstro, ele disse ao monstro que levasse o navio a casa de Santiago, o monstro então já começava a puxar o navio. – Pat entre logo, verei você em breve.
-Tudo está muito estranho. –Pat obedeceu e entrou no barco, ele notou que a tempestade havia parado. – O que esta acontecendo?
-Nos já sabíamos que ele voltaria, eu e sua mãe, só não pensamos que seria tão rápido. Você irá à ilha, se tornará poderoso e irá para Carlin, nos encontraremos lá, juntaremos um exercito tão forte como a antiga elite que o derrotou no passado, e iremos vingar todos que ele matou, só que desta vez, será para sempre, e Patrick, não conte a ninguém.
-Adeus Luke. –Disse Pat conforme se afastava. Só agora ele teve a oportunidade de chorar, e o fez, então disse a si mesmo que nunca mais o faria novamente. – Rookgaard, ai vou eu.













:aa
Bem, deve ter muitos erros, e sei que algumas partes ainda estão confusas, mas não acho que a historia deva ficar sem um 1 capitulo.
Espero que continuem acompanhando, e que comentem