
Postado originalmente por
Iridium
Saudações!
Agora que tive tempo de ler com calma e atenção, devo lhe dar os parabéns por um primoroso Capítulo! Fora os eventuais erros de tensão verbal e de formatação (partes que eram pra ser em negrito e itálico que acabaram não saindo assim, sabe-se lá pq), adorei as descrições.
Imaginava que o adversário da vez podia ser Ashfalor, mas, como vc havia falado outra coisa ao fim do Capítulo anterior, meio que fui despistada
Excelente trabalho! Foi tenso, foi emocionante e perigosamente mortal! Estou pasma, boquiaberta e aguardando por mais! Continue o excelente trabalho
Te confesso que tenho um fraco pelo Polos, no sentido de gostar muito dele. Ele é um dos membros da trupe mais sensatos, e que tem um potencial ainda a ser muito explorado.
E eu concordo com o Ashfalor --- o Annihilon é retardado mesmo
Abraço,
Iridium.
E aí Iri, compatriota desta bela, adorável e fofa história. Fico feliz que o capítulo tenha atendido minhas expectativas e que tenha sido bom para você. Também fico satisfeito em saber que consegui te despistar
Polos ainda terá muitos usos nessa história, aguarde. Tenho muitos planos para ele. E o Annihilon é retardado, pois, na minha concepção, aquele que só mata e não faz nada além disso é retardado.
Espero que goste deste!

Postado originalmente por
Wixsxx DjaDje
Bom como eu havia dito no post da minha história, estava acompanhando a sua faz algum tempo. E percebi logo o porque que você havia pegado no meu pé quanto a descrição, e quando vi na sua realmente me surpreendi ainda mais pela premissa de apresentar um mundo novo, novas armas, novas criaturas, novos reinos entre outras coisas. Além dos carismáticos personagens envolvidos e amostrados durante ela, como disse parei na saga da arma branca, mas achei que desse ponto já dava para fazer algum comentário (mesmo que sobre algo muito atrás do ponto que você está).
Só uma coisa que queria ver mais era um aprofundamento da cultura deles, tudo bem que as cenas são muito bem descritas, mas mostrar um pouco mais do lado cultural desses novos povos não cairia mal. Talvez até tenha mais pra frente e eu não tenha lido ainda (porque você e Iridium escrevem capítulos super curtos kkkkk).
Por enquanto é isso, abraços!
Bem vindo, novo leitor. Fico feliz em saber que a história te agradou.
Eu pego no pé de todo mundo sobre descrição, sou meio chato com isso. É porque eu sempre me forço a descrever o máximo o que aparece nas minhas histórias, por mais que fique um tanto cansativo ler. Simplificar as descrições é algo que eu tenho tentado a algum tempo pra deixar mais curto, pois hoje em dia eu já estou fazendo o dobro de páginas que eu fazia em 2012.
Peço perdão por não ter atualizado os capítulos antigos ainda com a minha escrita atual, espero que não tenha incomodado muito. Está nos planos ainda reescrever tudo. E agradeço a recomendação.
Espero que termine logo. A história está num ritmo legal, até mesmo pra mim.
Bem, cá venho-lhes trazer mais um novo capítulo. Falta pouco pra fechar a primeira parte do livro, então, preparem-se!
Espero que gostem deste novo capítulo.
No capítulo anterior:
Watson luta com a Bruxa da Caverna Inóspita, mas a luta é interrompida pela aparição de um Ruthless Seven conhecido como Ashfalor, a mão direita de Urgith. O grupo luta contra ele, e perde. Ele, então, joga Annihilon contra o grupo, mas acaba sendo uma luta sem vitória, já que o arquidemônio começa a causar o desabamento da caverna. O grupo aproveita o momento e foge, sendo perseguidos por uma atividade mágica de Ashfalor, e no processo de fuga, Lokan é pego e morto.
Capítulo 48 – Dia Ruim
Quase em Polerion, o sol havia se posto com uma tonalidade mais avermelhada do que o normal. O dia foi sangrento, triste e silencioso. Durante a tarde toda, nenhuma palavra foi dita por nenhum dos membros da comitiva, que agora era um trio. Agora, próximo da região de trabalho, onde os homens já partiam de volta para as suas casas dentro da cidade ou fora dela, Polos lembra-se de algo.
[Polos] — Merda!
[Jack] — Hm? — Murmura, parando de andar juntamente de Watson — O que foi?
[Polos] — Lembrei de algo. Watson fez algo imbecil que nos manchou na cidade. Não podemos ir entrando assim.
[Jack] — O quê? — Indaga, ligeiramente surpreso. Watson fecha a cara para o julgo de Polos sobre seu ato.
[Polos] — O responsável pelo exército da cidade mandou quatro guardas sinistros atrás das nossas bundas e Watson matou eles como se fossem baratas. Não acho nem um pouco que deixarão que a gente entre aqui.
[Jack] — Isso é sério? — Pergunta para Watson, com um olhar sério.
[Watson] — Não foi nada.
[Polos] — Não, imagina. Agora como vamos ir até o porto para pegar nosso navio e voltar para Veneraten?
[Watson] — Eu fiz o que eu devia. Se não tivesse feito isso, eles poderiam ter matado você e Lokan.
[Polos] — Eu não iria morrer pra guardas comuns. Lokan... Também não. — Disse, com um certo pesar na fala.
[Watson] — Eles não eram guardas comuns.
[Jack] — Tá, chega! Precisamos entrar na cidade, ou pelo menos nadar até o navio. Eu tenho um plano.
Algum tempo depois, já se iniciando a noite, o trio se encontra ao lado de uma casa, praticamente na saída da cidade. Agachados nas costas do edifício, eles conversam baixo.
[Jack] — Certo, revisando o plano. Polos disse que há Vigias da Noite* por ai e eles são perigosos, então o que precisamos é traçar uma linha reta a partir daqui e subir pelo rio até próximo da muralha e ir pro mar. E claro, evitar qualquer Vigia. Certo?
Todos assentiram. E, dessa forma, o plano se inicia.
Devagar e atento, o trio segue através das casas e ruas, com certo medo, pois desconheciam a força dos Vigias. Watson era o mais calmo, pois acreditava que poderia facilmente derrotar os tais temidos, apesar da surra de anteriormente e da advertência de Jack para não atacar ninguém. O clima seguia bem silencioso, escuro e tenso, conforme passavam por algumas casas.
O trio chega até o meio da área coletora de Polerion. Todas as ruas entre os armazéns, casas, barracas e moinhos estavam vazias. Era possível ouvir algumas vozes vindas das casas e sons até de serras. Mas, num súbito momento, todos os sons cessam. Aquilo abala o trio de uma forma maior do que imaginavam. Eles se entreolham e, reunindo alguma coragem, Jack resolve olhar para os lados. Ele olha para o sul, mas não havia nada. Ele olha para o oeste, e nota algumas luzes apagando, e algum frio subindo pelo seu corpo. E então, ao olhar para o norte, ele vê uma das coisas mais assustadoras da sua vida.
O Vigia da Noite era um homem velho, encapuzado, vestido de um manto marrom, onde a partir da cintura é cortado para um losango, indo até seus joelhos. Tem um colar cheio de pequenos crânios de animais, ossos presos na região da barriga e outros pendurados por longos fios vindos de seu colar. Usa também calças e botas escuras e sujas, e seus maiores destaques são uma lamparina com um objeto azul brilhante dentro, e um cajado peculiar, com a forma de uma cabeça de uma cobra naja no topo.
Jack rapidamente tira a sua cabeça do alcance do olhar do ser e volta com um semblante assustado para os dois.
[Jack] — Quer dizer que realmente tem uma coisa dessas andando pelas ruas?
[Polos] — Eu te falei. Existem só alguns, eles andam nas partes mais perigosas da região. Todos evacuam as ruas no por do sol, pois eles aparecem logo no começo da noite.
[Jack] — Mas pra que isso é necessário?
[Polos] — Polerion é assombrada, Jack. Esses caras filtram todos os espíritos malignos na lamparina deles. E quando eu digo região perigosa é porque é uma área onde muitos espíritos costumam andar.
[Jack] — Puta merda...
Watson fica visivelmente preocupado, chamando a atenção de Polos.
[Polos] — Algum problema, cabelo de fumaça?
[Watson] — Não consigo ativar minhas chamas.
Jack fita o primo, assustado.
[Jack] — Como não?
Os passos do Vigia ficam levemente mais altos, indicando sua aproximação. Watson continua tentando fazer o que fazia para ativar suas chamas, sem sucesso.
[Watson] — Não consigo. Elas foram roubadas de mim.
Jack fica levemente chocado e boquiaberto, e rapidamente decide dar uma olhada rápida no Vigia da Noite. Ele nota que ele parou de andar, e ao vê-lo, sua lamparina se encontrava púrpura. Ela vai ficando vermelha e tremendo com força, fazendo o velho pegá-la e analisá-la. Ela então explode, lançando um impulso de força para todos os lados. O que seria o poder de Watson retorna para ele numa grande mistura de espirais roxos e negros, atraindo o olhar do Vigia. Jack volta a olhar para o mago, já sabendo da situação.
[Watson] — Corram.
Jack e Polos correm para o leste, enquanto Watson se transforma num espírito cheio de espirais e partículas roxas em volta de seu corpo, dirigindo-se ao moinho logo à frente e o escalando em alta velocidade. O Vigia anda rápido até o moinho, indo para a sua entrada, enquanto a dupla contorna a casa e pega um beco para ir até o outro lado. O espírito abre um buraco no teto do moinho e entra lá dentro, cessando sua luz pouco depois. O homem encapuzado entra no edifício, e é nesse momento em que Watson escapa pelo buraco e dá um salto até o armazém no outro lado da rua, conseguindo pousar ali. Ele salta até outra casa logo ao lado, e pula até o beco da direita, reencontrando a dupla.
[Watson] — Fácil.
[Jack] — Ok, agora vamos garantir que nenhum Vigia roube sua energia novamente. Inibir! — Disse, pousando sua mão sobre o peito de Watson, espalhando uma energia branca peculiar pelo tórax do homem e retirando pouco depois.
[Watson] — O que você fez?
[Jack] — Eu diminui a intensidade dos seus poderes temporariamente. Dessa forma, a lamparina deles não vai te rastrear.
[Watson] — E quando você aprendeu a fazer isso?
[Jack] — O sábio me ensinou. Ele também me ensinou aquele bloqueio de selo que eu fiz lá na caverna.
[Watson] — Voltou preparado, então.
Jack sorri. Eles seguem devagar por outros becos e ruas, olhando para os lados com bastante cautela. Estavam a quatro fileiras de distancia, logo, duas ruas. Eles colocaram-se ao lado de um armazém, novamente olhando para as ruas, quando Jack nota a aproximação de um novo Vigia da Noite, este vindo do sul. Ele rapidamente vai com o trio trocar de lado, e quando o fazem, o Vigia passa por ali, ligeiramente devagar, mas atento.
O trio espera ele ficar um pouco distante para seguir. Só não contavam com outro Vigia da Noite vindo da última rua, ao oeste. Eles não são vistos, mas conseguem correr para o sul, pegando outro beco logo após duas casas. Finalmente, eles atravessam a última rua, chegando a um porto sem navios ou barcos, sequer iluminação. Ele se encontra escuro, com seus dois lados fechados por caixas e apenas o caminho do meio, com duas casas do lado, estava liberado. Sem escolha, eles seguem por aquele caminho.
[???] — Luz Formosa!
Uma poderosa luz se forma do meio do caminho, revelando muitos soldados cobrindo o caminho. Eles eram iguais aos quatro guardas da saída de Polerion que Watson havia matado, e agora havia duas dezenas deles. Na frente, se encontra o líder deles, um pouco obeso, com uma armadura sob medida, e braços e pernas cobertos por uma malha grossa de aço. Seu capacete estava envolvido pelo seu braço esquerdo, enquanto no direito estava uma cimitarra. Tinha uma barba que estava a talvez dois ou mais meses sem ser feito, e tinha várias rugas no rosto.
Jack identifica o líder ao vê-lo.
[Jack] — Tariko?! — Grita, extremamente surpreso e boquiaberto.
[Tariko] — Confrades! E... Polos. — Disse, com certo desprezo no final da fala.
[Polos] — Bola de ferro!
Tariko aponta sua cimitarra para Polos, irritado.
[Tariko] — Olhe sua maldita língua, antes que eu a corte!
Polos deu uma risada. Já Jack e Watson estavam um pouco perplexos.
[Jack] — O que diabos você está fazendo aqui?
[Tariko] — Ué? Você se esqueceu, confrade? Eu sou o GENERAL de Sensalia! Ando onde eu quero, quando eu quero! Vocês apareceram aqui em uma má hora, justamente quando eu estava ajudando o exército local com alguns problemas causados por um arcanozinho de merda. Por coincidência, acabei sabendo que vocês estavam perambulando pela área e decidi agir, sem nem precisar mostrar as caras.
[Jack] — Mas por quê?
[Tariko] — Vocês são um maldito imã de problemas. O Rei usou sua habilidade secreta para ir até onde vocês foram vistos, lá no Acampamento de Sangue, para não encontrar nada! Então, fui enviado para esse lugar por algum motivo. É particular de vossa majestade.
[Polos] — Corrigindo, SUA majestade!
[Tariko] — O que eu falei? — Vocifera, avançando contra o trio, mas sendo parado por dois de seus soldados. Polos se diverte com aquilo.
[Jack] — Pare, Polos. — Disse, sério, fazendo Polos ficar apenas com um sorrisinho no rosto. — Veja, a causa da morte de seus soldados foi um acidente. Acreditamos que eram inimigos, apenas isso!
[Tariko] — Então vocês estavam certos, nobres confrades! Vocês são meus inimigos. Acham que eu gostei de passear pelo inferno? Foi até mesmo horrível dormir depois de ter passado por aquilo. Além disso, vocês causam problemas demais. Preciso resolvê-los, por ordem da coroa e pelo poder da fala de Searos V!
[???] — Não tão rápido!
O trio olha para trás, na direção da voz, e encontram ninguém mais, ninguém menos que Pierret Ahreaxon, acompanhado de duas figuras cobertas por uma longa capa púrpura. Ele vem a passos longos e põe-se do lado do trio.
[Tariko] — O que é isso, governador? Está contrariando vossa majestade?
[Pierret] — Vou! Esses três homens serão os salvadores deste mundo, que está sobre a ameaça de algo muito maior do que você imagina!
[Tariko] — HÁ! Papo. Vai me dizer que o que aconteceu em Veneraten e no sudoeste de Sensalia foi pura coincidência, confrade?
[Pierret] — Não sei. Não é minha jurisdição, assim como não é a sua! Veneraten é independente e o Acampamento de Sangue é um antro composto por uma minoria que seu rei gordo e fajuto tem medo de exterminar! Se nem isso ele pode lidar, quem dirá lidar com estes três? Ou até mesmo com um arcano como Wadzar?
[Tariko] — Olhe como fala de Searos! Você é apenas o governador desta colônia, não se esqueça!
[Pierret] — Tanto faz! General Tariko, daqui você encerra suas atividades. Está livre para pegar seu navio de volta para aquele lugar, e acho melhor que não retorne. E os soldados são meus, então, rapazes, de volta a guarnição!
Tariko abre um sorriso irônico, crendo que se tratava de um blefe, mas era real. Os seus soldados guardaram seus berdiches** e caminharam até fora do porto, seguindo em direção da guarnição.
[Tariko] — Só pode estar de brincadeira.
[Pierret] — SOME! — Urra o governador, fazendo Tariko tremer e dar um passo para trás. Ele então endireita sua pose, assente e segue até fora do porto, direcionando um olhar mortal para o trio. Apenas Polos caçoa do ocorrido, dando uma risada.
Pierret se põe na frente do trio, e a dupla misteriosa fica ao seu lado. Os capuzes longos e a capa cobrindo todo o corpo deles não permitia identificá-los.
[Pierret] — Vocês dão trabalho, hein.
[Polos] — Não mais. Obrigado, Pierret.
[Pierret] — Ah, não se importe. A propósito, quem é o rapaz de vermelho aqui?
[Jack] — Ah, meu nome é Jack. Prazer em conhecê-lo, governador. — Disse, apontando sua mão para um cumprimento formal, e Pierret responde apertando-a.
[Pierret] — Igualmente. Bem, e quanto ao Wadzar?
[Polos] — Com a cabeça longe do corpo. Agradeça a esses dois, fizeram praticamente todo o trabalho. — Disse, batendo amigavelmente nos ombros de Jack e Watson.
[Pierret] — Excelente. Sabia que podia confiar em vocês para esse serviço. Agora, e quanto ao sacerdote que acompanhava vocês? Ele falava bem e tudo mais...
O trio ficou em silêncio. Watson fica cabisbaixo, lembrando-se da morte de Lokan. Um amigo temporário, que morreu na sua frente sem que ele pudesse fazer nada. Pierret percebe o ocorrido e seus olhos ficam levemente mais abertos.
[Pierret] — Ah... Bom, aposto que foi uma missão bem difícil, e que vocês tiveram um dia ruim por isso. Que ele descanse em paz.
[Polos] — Que assim seja.
Um silêncio mortal se seguiu por alguns instantes. Ele é quebrado pelo governador, que pigarreia.
[Pierret] — Bem, agradeço pelos seus serviços. Polos, sabe que sou seu aliado secreto em sua revolução, mas que mandar o general de Sensalia embora sem mais nem menos só aumentou as suspeitas. Preciso que você vá embora rápido.
[Polos] — Claro, claro. O Adaga D’água está aportado ainda?
[Pierret] — Sim, bonitinho e endireitado. O Grito de Águia está te esperando no navio, já que ficamos sabendo que vocês estavam chegando à cidade no fim do dia.
[Jack] — Perai... Como?
[Pierret] — Batedores, meu caro. Esta ilha é cheio deles, e eles são ótimos em se esconder. Inclusive eles me noticiaram a morte dos quatro Guardas do Governador. Foi uma perda relativamente grande para mim, mas isso foi culpa de Tariko. Vocês fizeram o que era óbvio que fariam. Então, eu os perdoo.
[Jack] — Ficamos agradecidos.
[Polos] — Bem, estamos indo então. Mande lembranças pro pessoal da guarnição, já que não pude visitá-los dessa vez. — Disse, apertando a mão do governador.
[Pierret] — Sim, sim, mas antes, eu chamei esta pessoa aqui para te ajudar, Polos. Será como sua guardiã.
O trio olha para a tal pessoa, a direita de Pierret. Ela puxa o capuz e revela-se uma mulher relativamente jovem, com uma cicatriz no canto do lábio superior, olhos verdes e relativamente puxados, loira e com uma pele bem clara.
[Pierret] — O nome dela é Agatha. Ela será bem útil para suas jornadas, uma vez que ela é uma assassina hábil e uma duelista, além de saber fazer inúmeras coisas. — Disse, dando um teor diferente no final da fala e dando uma piscadela. Agatha não notou e apenas fez uma reverência aos três.
[Polos] — Bem vinda, então. E obrigado por tudo, Pierret. Nos veremos de novo.
[Pierret] — Claro. Eu sei que vocês vão precisar de mim ainda.
O trio se despede e parte junto da nova companheira. Eles seguem para o norte, onde seguirão para o porto e então entrarão no Adaga D’água. Já o governador e o encapuzado ficaram por lá, em silêncio.
[Encapuzado] — Devemos confiar neles?
[Pierret] — Não tanto. Mas é a melhor opção que temos.
[Encapuzado] — O homem encapuzado que estava com eles é algo que Agneir tem temido desde sua chegada a Sensaton. Sabe o porquê?
[Pierret] — Deve ser mais uma paranoia dada pelo vinho dele.
[Encapuzado] — Quem me dera fosse. Aquele é o próprio filho de um dos príncipes do inferno tibiano. Enquanto o homem de vermelho é um Caído, que eventualmente pode se tornar um destruidor de mundos.
Pierret fechou a expressão.
[Pierret] — Tsc. Que belas opções que nós temos, hein.
[Encapuzado] — Por isso pedi para que Agatha fosse com eles. Para ficar de olho. Eu dei a ela um objeto que ela deverá usar para anular os poderes do encapuzado. Já o tal Jack tem uma força desconhecida, não é maligna, tampouco boa. É algo entre esses dois. Provavelmente a Ordem não terá nada para contê-lo ainda por mais alguns meses.
[Pierret] — Relaxa. Não vão demorar muito aqui. Estão determinados a voltar para Tibia por algum motivo. Me pergunto se esse mundo é tão bom assim.
[Encapuzado] — Eu não gostaria de saber. Este já é ruim o bastante para mim. Enfim, vamos voltar?
[Pierret] — Lógico. Dormir ao relento é agradável, mas num porto em frente de uma zona trabalhista onde você manda...
Pierret e o encapuzado seguiram caminho até a muralha. Ele parecia ansioso para alguma coisa, algo que o trio está envolvido. E parecia apressado.
Próximo: Capítulo 49 - Sábio.
* - Vigias da Noite são arcanos treinados para matar qualquer espirito e qualquer alma, assim como para capturar energia maligna de qualquer ambiente. Eu já os descrevi no capítulo, mas aqui há a imagem que o inspirou:
** - Berdiche é uma arma surgida no leste europeu, um machado com uma lâmina diferente do habitual. Imagem dele: