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Tópico: Lembranças... Memórias de uma vida explorada em palavras

  1. #1
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    Padrão Lembranças... Memórias de uma vida explorada em palavras

    Capítulo I

    A muito se previra o destino daquela jovem criança. Nome ainda não possuía, apenas um destino envolto por profecias e escuridão, nevoado pelos inimigos ocultos e iluminado pelos seus acompanhantes eternos. De suas origens poucos tinham conhecimento, e, de seu futuro, exceto a mesma. Passara muito do seu tempo desolada e esquecida nos vales próximos à sua morada, e, desde cedo, conheceu muitos seres e aprendeu com eles o que nenhum homem poderá sequer te ensinar. Seus mistérios deram a ela uma fama doentia, e, no vilarejo mais próximo, era temida e tida como a projeção da desgraça e da morte.

    Alguém adentrava na floresta escura durante um fim de tarde de flores secas caídas ao chão e banhadas pelas lágrimas da sinistra garotinha, que, distraída, nada percebera. Mas, o farfalhar das árvores esguias e das plantas pisadas na relva, sensíveis aos sentidos apurados da anfitriã, revelaram a presença de um ser diferente, talvez, jamais visto por aquelas planícies de escuridão. Levantou-se silenciosamente e seguiu rumo a sua caverna para esperar o visitante se distanciar sem vê-la. Por que fazia isso? Nem ela mesma sabia, talvez pelo medo de ser um dos bárbaros a sua procura, ou talvez por medo do medo que sentiriam ao vê-la ali. Mas surpreendera-se ao perceber que os ruídos haviam cerrado, e a curiosidade foi maior, aterradora, e ela saiu em busca do novo, e, para aquele local, nunca mais voltaria.

    Por incontáveis momentos esteve caminhando, até mesmo por lugares onde nunca havia ido, completamente desconhecidos, e acabou se perdendo. Embaixo de uma grande raiz saltada de das imensas árvores que jaziam ali, achou um lugar para passar a noite.

    Após o inicio do sereno, lá ela foi se refugiar, e barulhos medonhos encobriam seus pensamentos, mas, com a cabeça pesada e depois de muito refletir, conseguiu sossegar e dormir por algumas horas.

    Seus sonhos sempre foram muito distorcidos, e interpreta-los era impossível, mas, o desta noite obscura lhe envolveu em terror e agonia. Ela ouvia passos, via vultos e não havia mais som algum. Uma mulher corria em direção a um abismo e um homem em direção a esta, tentava segura-la, mas em vão.

    Acordou de um só sobressalto e grossas lágrimas escorriam pela sua face. Ela sempre chorava, mas, nunca, por um sonho. E que sonho? Ela já não lembrava mais. Levantou-se e foi procurar frutas silvestres para se alimentar. Também era um mistério como uma criança conseguira sobreviver nas mesmas condições, mas fora possível. Nada ainda será revelado.

    Continuou sua jornada por entre as margens do bosque. Já cansada, resolveu procurar água, há dias que não via sequer uma gota, apenas o suco do orvalho e dos frutos. Seus instintos cegos novamente levaram-na ao leito de um rio, onde pode descansar seus pés, sua mente e se banhar, deixando a correnteza levar todos seus medos e preocupações. Jamais pudera estar tão calma e relaxada. Saiu da água e se deleitou do seu suave sabor. Cochilou sob as árvores iluminadas pelo sol alto do começo da tarde e pode seguir seu caminho por entre as pedras cheias de musgos e liquens que apontavam na água. Após atravessá-las e caminhar pelas trilhas próximas ao local, sentiu as primeiras gotas de chuva que caíam das altas e escuras nuvens que chegaram junto ao entardecer do dia. Procurou um novo refúgio, mas, pela falta deste, acabou dormindo ao relento, numa clareira encontrada mais ao centro do vale. Desconhecendo todos os novos perigos, adormeceu inocentemente, esperando poder acordar algum dia.

    Capítulo II

    Seus olhos se abriram lentamente, e ela presenciou o que mais temia. As árvores haviam desaparecido, e o descampado que vira pela última vez em que esteve consciente escoou junto a nevoa da manhã escura de mais um novo lugar. Muitos vultos de pessoas passavam por ali, e o chão ao qual seu corpo tocava era sólido e rude. O frio congelava seus ossos, e os movimentos de suas juntas pareciam perdidos junto com sua ciência. Quando conseguiu acordar e enxergar melhor, avistou um jovem alto curvado ao seu lado, envolto por uma capa negra, e seu rosto era guardado por um capuz enorme. Ao avistá-la acordada, o capuz foi jogado para trás, e um belo semblante denunciava a alma inocente do jovem desconhecido. Sua face era extremamente branca, seus cabelos negros como sua própria capa, e, seus olhos, como duas esmeraldas enegrecidas e esquecidas pelo tempo.

    O garoto, por fim, moveu seus lábios, e parecia falar alguma coisa, mas eram como ruídos na mente da menininha, que até agora, não se lembrava de ter alguma linguagem. Então, ele tentou se comunicar por gestos. Da mesma forma, nada foi esclarecido, e vendo o temor da garotinha, abraçou-a calorosamente para mostrar suas intenções e abafar o frio intenso. E, pelo sentimento que lhe decorreu naquele mesmo instante, fora chamada de Cirnienne. Por algum motivo novo e desconhecido, sentiu por aquele rapaz, mesmo nunca ter sentido nada pro alguém, algo diferente e novo, não sabia ao certo justificar o que seria, mas um calor apossou seu corpo, e esquecera do frio e dos problemas. E seus olhos cerraram a manhã, adormecidos no tecido negro, quente e acolhedor.

    Na hora que julgou certa, o jovem sacudiu delicadamente Cirnienne, e esta acordou com um rostinho ainda desconhecido, alegre, sorridente, esperançoso, e lhe foram oferecidos alimentos por ela nunca vistos. Um de forma arredondada e feito de uma massa macia, mas ao mesmo tempo suave e muito saborosa. Algumas frutinhas, a ela, já comuns, e água em abundância. Era sua primeira refeição decente há dias. Farta e satisfeita, rejeitou o ultimo pedaço daquilo chamado por ele de pão, e, como por mágica, revelou seu nome, mesmo por ela não saber que era tal, tentava falar o que sentia pelo garoto, e Cirnienne saio apressadamente dos seus lábios para os ouvidos do rapaz, que passou a chamá-la desta forma, e lhe indicou novas palavras, Cerdain, que fora como uma referência.

    Trocando gestos e comentando nomes, eles foram se entrosando, tornando-se amigos, e acabaram por entender um ao outro, e um elo ali fora travado para todo o sempre. Cirnienne descobriu o que sentira por Cerdain, quando este esteve comentando o que seria o amor, e tudo ela passou a entender, como se sua sabedoria fosse a de toda a vida. Só que, os momentos de felicidade foram poucos, pois havia algum indício de preocupação no verde intenso dos olhos de Cerdain. Cirnienne resolveu tirar a limpo o que atormentava seu amado, e este se sentiu inseguro ao contar, mas tomou coragem e, por fim, discursou:
    -Cirnienne, tu, que tornaste minha amiga e companheira por estes dias de tamanha felicidade... Oh, Cirnienne, não quero te infringir com meus problemas, preocupo-me com o que há de acontecer no seu futuro e com o de todos que aqui vivem, mesmo ainda impossibilitada de vê-los, mas, de alguma forma, tenho receio em te recrutar para o início da dita profecia e do seu escuro destino. - E em seu semblante o pavor era fatal. - Forjarei para ti uma espada de louvor, cuja lâmina carregará tudo o que você nunca poderá sequer desprezar, e oferecerei a ti uma leve armadura para protegeres tu dos iminentes perigos que estarão a espreita. - Começou a preparar uma pequena bolsa com algumas frutas e massas, água, e entregou-lhe, junto com uma bela, e, jamais vista por olhos comuns, espada e uma linda armadura de um branco brilhante com detalhes em prata fosca, fascinantes para os olhos sedentos de coisas novas da garotinha. - Não poderei seguir junto a ti nessa nova viagem, mas, estarei sempre próximo, para quando precisares, e será necessário muita destreza e habilidade, que você desenvolverá com o passar do tempo. - E apontou para a porta da pequena cabana onde passaram um longo tempo juntos, e o destino de Cirnienne, aos poucos, transparecia junto a relva e ao sereno do anoitecer de mais uma tarde de folhas secas no chão, desta vez, sem lágrimas, apenas o medo da desgraça e a infelicidade de uma vida solitária.

    bem, cmo eu imaginava, n coube. o maximo eh d 10.000 coisinhas, e o meu deu mais d 65.000 =/ depois eu posto o restante e ja tem cap novo. vai ate o XVI pra qm tiver paciencia :p detalhe q eu tentei postar 10 caps = 40.000 huauhauha ta dificil. vai t q ser 2 por vez =/

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    Última edição por Anna; 20-09-2004 às 11:42.

  2. #2
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    Realmente...
    vc é uma escritora MTOOOO boa..
    eu so nao posto minhas historias chatas aki pq ninguem deve gostar..axu q vc conhece a primeira parte da minha historia ne anninha?
    bjuxx t+
    http://inuyashastarbest.vilabol.uol....uyasha0000.jpg
    "Oito cúmulos se erguem
    Para os amantes se esconderem
    A Cerca Óctupla da província de Izumo
    Encerra aquelas nuvens óctuplas -
    Oh, que maravilhosa, essa Cerca Óctupla!"
    [The Shogun - James Clavel]"

  3. #3
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    Capítulo III

    Não pensou que sobreviveria muito tempo naquela situação. Já estava muito cansada do peso que era carregado e fora recomendado que não parasse por ali. Nunca havia sentido tanto medo, e andava preocupada com o que viria acontecer no seu próximo segundo de vida, no próximo passo, atrás da próxima moita.

    Durante o primeiro escurecer de nuvens cinzentas de sua jornada, após o tormento passar e à solidão se acostumar, Cirnienne ouviu barulhos enquanto encostada a uma árvore. Não eram passos humanos, muito menos insetos. Seria esta sua primeira batalha? Sua primeira vitória? Sua morte? Tudo rodava em sua cabeça. Tudo era inesperado. Pé ante pé ela correu para trás do grande tronco em que a pouco descansava, esperou o suposto inimigo se aproximar, e ele se aproximou. Mas não era bem o que ela esperava. Mechas longas de um cabelo loiro brilhante levemente ondulado, como banhado de ouro e graciosidades, se destacou na relva verde e alaranjada do outono, e sua pele pálida era quase inexistente nas vestes verde musgo. Em seu alforje longo e de aparência leve, avistou flechas muito bem confeccionadas, e em suas mãos de dedos longos carregava um arco bem polido de madeira da floresta. Seu caminhar era quase extinto, sua delicadeza em pisar e mover era magnífica de se observar. Com tamanha destreza, ela mesma já sabia que ele a notara ali, mas, mesmo assim, continuou a observá-lo. Tranças finas guiavam poucas mechas em direção a outras, e dentre elas era possível observar orelhas levemente pontiagudas. Sua face de traços finos revelava sua sutileza e seus olhos negros denunciavam sua sabedoria. Parecendo habilidoso e sabendo quais seriam suas chances, Cirnienne resolveu se revelar de boa vontade, mas, em vão, pois o corpo, repleto de leveza, já havia sumido dali, e o medo voltou a tomar conta do pequenino coração da jovem aventureira. Tudo que necessitava era uma boa noite de um sono profundo.

    Pela manhã do novo dia, voltou a caminhar na floresta. Lembrou-se que não recebera sequer um mapa, uma instrução, nenhuma missão. O que faria era de sua decisão própria, e assim será feito. De tudo que havia aprendido com Cerdain e de sua inteligência e capacidade de interpretação, conseguiu por fim chegar a conclusão mais óbvia: deveria procurar a estrada e tentar chegar a alguma vila humana. Cerdain também havia lhe falado que, em momentos passados, não via as outras pessoas, mas que ainda viria, e ela sentia que aquela era a hora.

    A comida, reduzida a migalhas e restos, se espalhara no fundo da bolsa, e a água precisava ser reposta. Suas vestes estavam imundas e há muito tempo não limpava seu rosto. Mas, de acordo com a lógica, haveria água perto do próximo vilarejo, e voltou completamente sua atenção para a procura da estrada. Ela sabia que demoraria a encontrar, mas nunca desistiria, e suas esperanças ressuscitavam a cada passo, pois percebia restos humanos por todos os lados: roupas rasgadas, destroços de cabanas e fogueiras, restos de animais. O que não imaginava encontrar ela frente era o inicio de uma batalha de suspense, medo e temor. E viu as primeiras marcas de sangue, E cada vez via mais, e mais, e ouvia ruídos, e viu, pela terceira vez, pessoas, muito distintas entre si, mas a harmonia poderia reinar se elas não estivessem batalhando. Corajosa, seguiu em frente, e as lutas esguias pareciam não acabar. Mas ela ainda não sentia medo. Não olhavam para ela, não a haviam notado. O homem das longas madeixas loiras ela não encontrara, e ninguém similar. Todos eram rudes, eram bárbaros. Deles sempre ouvira rumores em seus pesadelos e visões, mas nunca chegara a ver, e começava a se assustar.

    As batalhas cessaram por uma parte da estrada, na verdade, não estavam próximas a Cirnienne, mas ela tinha uma visão apurada. Também enxergara e ouvira o toque bravo das lâminas de espadas, assim como aqueles que ouvira durante a forja da sua mesma. Mas não estava nada certo, esperava ver paz e alegria banhando os campos de habitações e plantios, mas chegou a uma cidade abandonada, ninguém parecia estar por ali. Ao passar pelo que assemelhava a uma placa direcional observou as primeiras casas, e pequenas lojas, e carroças, mas, tudo largado, e quando passava e tentava olhar pelas janelas alheias, estas eram fechadas, e Cirnienne sentiu o pavor que tomava conta daquele local, mas esqueceu de tudo, precisava de água e de se informar sobre sua localização. Após seguir a rua principal do vilarejo, encontrou uma ponte, e ainda restava um pouco de água. Encheu seu cantil, lavou seu rosto, suas mãos, e continuou na procura de alguém para auxiliá-la. Deu alguns passos e virou em um beco. Ouviu passos. Olhou para trás e sentiu algo sendo amarrado a seu pescoço, envolvendo sua cabeça e tudo enegreceu.

    Capítulo IV

    Seus joelhos ardiam e seus pulsos pareciam estar sendo corroídos por uma resistente corda. Estava atordoada, faminta, com sede, sono e cansaço. Sentiu alguém a levantando e empurrando-a para frente, tinha que caminhar. Durante o percurso sentia muitas mãos tocarem-na, era repugnante, mas, fraca, nada poderia fazer. Até que se lembrou da sua bolsa, e da sua espada forjada por Cerdain, onde estariam? Ela não sabia, não tinha como saber. Ficou preocupada. A sua lâmina magnífica, de esplendoroso reflexo, a única lembrança de seu único amor. Não havia mais mãos. Fora empurrada ao chão e caiu novamente de joelhos, que voltaram a arder. Sua cabeça ainda estava tapada, e por muito tempo mantiveram-na desprovida de luz. Sua cabeça fora levantada por um gracioso toque em seu queixo, e, rapidamente, retiraram o tecido preto que a envolvia.

    Então viu muitas árvores, algumas flores, e muitas das folhas alaranjadas espalhadas pela grama fresca. Era noite, estava pálida, suja, indiferente. Assustou-se ao ver um belo ser a sua frente, como aquele avistado na floresta. E suas sutis mãos tocaram seu rosto, e ela se acalmou.
    -Podem levá-la. Fizeram um bom trabalho. Desproveremos o mundo de algo doce e surreal, mas salvaremos todos nós da desgraça plena do entardecer.
    Ao ser levada, Cirnienne ouviu uma música, passos de uma dança refinada e exótica, e era comemorada sua partida. O que fizera para aquele belo povo? Ela também não sabia dizer, mas continuava se perguntando. Quem faria mal para seres de tamanha graciosidade?

    Continuou a caminhar. Novamente ajoelhada, longe da festa, pois já não ouvia as comemorações. Sussurros rondavam sua mente, ela se deleitou daqueles momentos de paz, seus olhos foram novamente vendados, e ela ouviu e percebeu o toque fino do vento em seus cabelos, em seus ombros nus, em seu rosto. Sua expressão aflita se transformou numa de leve desejo. Quando os sussurros pararem, pensou, chegaria a hora de sua execução. E eles pararam. E o vento se tornou mais forte, e um confortante corpo se uniu ao dela, e ela era jogada na mesma direção do mesmo vento. Adormeceu.

    -Cirnienne? Acorde, pequena.-Ela ouvia a voz de Cerdain, seria ele? Ela abriria os olhos e o veria novamente? Deveria ser um sonho. Mas era realidade. Não conseguia falar.- Querida, me desculpe pelos perigos em que a coloquei, arrisquei tua vida! Mas não foi proposital. Não quero nada de mal para ti.-Os olhos da garota brilhavam, radiantes.- Tu tens muitos inimigos, jovem, mesmo tu tão delicada e bondosa. No tempo em que tu estiveste longe de mim, percebi o que realmente sinto por ti.-E tocou seus lábios delicadamente nos dela.- Eu te amo! Mas, contra meus desejos e minha vontade, tenho que lhe dizer. Fuja! Não podes mais ficar aqui, vá para algum lugar segur... -E sangue jorrou de sua boca, uma flecha passou pelo seu peito, e o líquido avermelhado banhou toda a grama e tonificou o laranja das folhas, regou Cirnienne e seu coração desolado, Cerdain havia morrido. O que seria dela sem seu conselheiro, sem seu amor? A flecha! A flecha igual a que vira no alforje do ser da floresta. Eram eles novamente, e ela precisava fugir. Chorando desesperadamente fora penetrando no meio das árvores, e tudo começou a escurecer, ela não tinha mais medo de nada, sua dor a corroia por dentro, o que ela poderia fazer agora que não tinha a quem confiar, a quem ajudá-la. Lembrou da espada. O que faria sem uma arma? Voltou ao corpo do jovem amado, procurou algo que lhe fosse útil. A vida dele já havia ido, teria agora de cuidar da sua. Beijou seu rosto e correu novamente para entre as enormes árvores, agora, o que seria dela, nem os próprios profetas sabiam dizer.

  4. #4

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    Realmente a história é ótima e vc é uma ótima escritora, parabénms pela historia, espero em breve fazer a minha tb Flws :riso:

  5. #5
    Banido Avatar de Guardian of Muritanya
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    Curtir Surpreendido...

    Muito bom seu estilo de roleplay,bem diferente do que estou acostumado a ver.Vc escreve muito bem msm,essa história ainda vai render :riso:


    Num esquece e salvar no word/disquete...Ninguém sabe a hora q o fórum vai ser resetado




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  6. #6
    Banido Avatar de Anna
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    Capítulo V

    A chuva que, já fina, mas não cessava, o amontoado de insetos e o sono obrigaram Cirnienne a parar e buscar alguma forma de descansar. Em seu íntimo sabia que ali, no meio da floresta, fácil encontrar-lhe-iam, aqueles malditos seres insensíveis. O que sentia não era ódio. Era desprezo. Por que perseguiam-na? Por que mataram Cerdain? Cerdain... Ele havia morrido, ela ainda não conseguia acreditar. Queria abrir os olhos e ver aquele rosto belo em sua frente, oferecendo o desjejum na simples cabana, no outono, o vento fresco lá fora e acreditar que tudo isso passara apenas de um pesadelo. Mas, mesmo após conseguir adormecer, levantou e viu as mesmas árvores, a água acumulada da chuva, sons dos pássaros que passavam por ali. Mesmo com todas as regalias de uma manhã num bosque, mesmo que obscuro, não podia se sentir segura. O passo daqueles seres era inaudível na relva, e poderiam capturá-la a qualquer momento e até executá-la ali mesmo. Sentia que não podia desistir, que tinha algo a fazer. E teria que fazê-lo.

    Terminou de acordar e se preparou para a trilha, que era íngreme e de difícil acesso. Pretendia alcançar o topo da colina naquele mesmo dia. Acampar por lá, e, na manhã seguinte, descê-la. Procurou dentro da bolsa de Cerdain resgatada na volta ao corpo algumas coisas que lhe seriam úteis: uma corda, que, pelo que percebeu, parecia resistente além de fina, um par de luvas grossas, uma capa de um verde musgo semelhante à negra que ele costumava usar, algum, mas pouco, alimento, água em abundância e uma folha bem rala que aparentava ser de um pinheiro. Havia algumas florestas de coníferas ao norte, como aprendera com Cerdain, seu, também mestre, porém, não entendeu o significado daquela folha, e chegou a conclusão que aquilo apenas a incomodaria, e largou-a sobre a grama e os cascalhos. Agasalhou-se e seguiu viagem. Impossível sentir frio durante a escalada, e se tivesse que acampar por lá, o que não estava em seus planos, contando o risco dos perigosos animais que habitam o topo das colinas, realmente não valia a pena. Vestiu as luvas e se alimentou. Ajeitou a bolsa nas costas e começou a caminhar.

    Como havia saído pela manhã e pelo céu um pouco fechado, mas indiscutivelmente óbvio: Cirnienne pôde perceber que já caminhava há horas, sabendo que as nuvens estavam levemente avermelhadas. Faria frio pela noite.

    A caminhada era árdua e a escalada já havia começado. Mas não estava cansada. Temia por estar. Fingia não estar. O que restava a ela era seguir o que seu destino comandava, o que sua consciência julgava como melhor. Era o que ela desejava fazer e seguir e ser comandada somente por ela mesma.

    O silêncio reinava, e sua alma fora pacificada por aquele contato jamais inexistente com toda aquela beleza que podia avistar apenas voltando-se para trás. Mas alguma coisa a incomodava e interrompia seu momento de concentração. Resolveu parar e tentar perceber algo novo. E ouviu um som. Uma batida forte, prolongada e contínua. Parecia vir de dentro da rocha. Mas, como?

    Resolveu procurar algum lugar onde o som fosse mais forte. Encontrou uma pequena rachadura. Aproximando-se viu que era uma fenda. E muitas outras havia abaixo daquela. Esqueceu de seu objetivo e começou a regredir o caminho, descendo a colina, mais por um lado ainda desconhecido, longe da trilha. Avistou uma fenda mais larga e buscou entrar por ali. Conseguiu. Não pensava em nada, não tinha medo. Sua curiosidade vencia até a escuridão mais impenetrável. Os sons foram se intensificando, e ela começou a ouvir vozes. Utilizavam uma linguagem estranha, de pronúncia difícil ao seu ver. E eram seres estranhos, novos. Em um grande salão de rocha, muitos deles, todos pequenos, rechunchudos, com bochechas levemente rosadas, cabelos variando nos tons amarelados, castanhos e vermelhos, longos, ralos, e finalizando em imensas tranças. Suas roupas eram rudes, e, complicavam, pela distância, na observação de detalhes. Sua vontade de conhecer aquele desconhecido fê-la ir se aproximando da nova raça, lentamente, sem seu próprio conhecimento. E, antes dela tomar conhecimento do que ela mesma fazia, eles avistaram-na. E olhos pequeninos em meio à barba e a sujeira voltaram-se para o seu ser. E ela não conseguia pensar em mais nada.

    Capítulo VI

    Desesperadamente, começou a caminhar para trás, enquanto os seres, e muitos deles, vinham em sua direção, munidos de escudos, machados e armas desconhecidas por ela mesma. Após poucos passos, não sentiu o chão, mas, diante daquela situação, continuou. Caiu.

    Era tudo muito escuro. O baque a abatera por instantes. Era incessante o som da marcha dos pequenos guerreiros sob sua cabeça. Havia encontrado uma caverna. Um bom esconderijo, sim, mas sentia que mais alguém estava por ali, e que a observava.

    Não se moveu. Apenas girou os olhos procurando onde encontrar outros. Mas, antes de achá-los, uma luz suave e distante fora acesa, e ela enxergou um eremita de vestes sujas e rasgadas em algumas extremidades, visivelmente de um tom terra. Seus cabelos grisalhos eram ralos e escassos, seus olhos, pequenos e profundos, de um castanho-avermelhado intenso. Parecia tão sábio quanto ancião. Atrás do mesmo, projetavam-se muitas prateleiras de pedra, como todo o revestimento do local, e incontáveis livros grandes e volumosos, corroídos pelo tempo, preenchiam o nada em meio à rocha. Também havia uma porta de madeira, bastante desgastada, mas, para sua decepção, estava fechada.Os olhos desconfiados de Cirnienne fixaram-se no eremita, e, depois de um longo tempo de troca de olhares e pensamentos vagos, Cirnienne resolveu se aproximar. O estranho não se moveu. Parecia paralisado. Querendo alimentar sua curiosidade, a pequena segue ao encontro do ancião, talvez observá-lo mais de perto seja uma boa solução para um momento constrangedor como aquele. O que a afligia era que apenas os olhos dele a seguiam, o resto continuava de pé, imóvel. Mas, ela não o temeu, e continuou se aproximando. Ao chegar bem próxima de seu rosto, notara uma expressão severa, rígida. Subitamente, ele a agarrara pelos braços, mas, de maneira leve, não aparentava ter a intenção de machucá-la ou prendê-la. Gentilmente empurrou-a para além da porta, há pouco, fechada, e revelou uma sala simples, com duas camas rentes ao chão, algumas cobertas, travesseiros, armários, prateleiras, mais livros e algumas cadeiras. Tudo muito rude, mas, da mesma forma, misterioso e de aparência nociva. Fora levada até uma delas, e, educadamente, se sentou. Ele repetiu o ato de Cirnienne, e iniciou um diálogo numa língua estranha, semelhante à do povo pequenino. De súbito parou, e, parecendo se desculpar, reiniciou-o:
    - Boa garota, desculpe-me por esta oportunidade ter sido aproveita de maneira tão insensível. Aguardei por ti anos a fio, sempre esperando sua chegada, seu encontro. Já deve ter perguntado a ti mesma sobre tuas origens, tuas raízes. Um dia terás as respostas. E quão valiosas estas são. Não, não pense que não será breve. Teu destino se rebelará, ah... E como. Nos livros há histórias sobre ti. Estas são mais valiosas que suas respostas. Espero que um dia possa lê-los. Valerá a pena. Oh, se valerá. Saberás de todo seu futuro. De tudo o que virá. Mas... Seu futuro pode mudar. Há essa possibilidade. Nem tudo poderá sair perfeito. Não. Você não pode ir! -Ele parou por instantes e começou a pensar. Ela chegara a conclusão. Era um louco. Estava com medo. Precisava sair dali.- Melhor pararmos. Um dia tu irás saber. Não quero que seja por mim. Estou cercado. Muito tempo aqui, só. Isto está me afetando. Eu, antes, costumava ser mais sociável. Mas todos me temem. Eu também estou nos livros, sabias? -Ele começara a tremer. Ela realmente estava com medo. -Melhor pararmos agora. Podes deitar em uma das camas. São simples, mas, mais confortável do que a relva dos arredores. Tome cuidado de noite. Se vires um daqueles malditos seres entrando por aqui, ou quaisquer outros, pode me acordar. Se eu não puder ajudar a ti, pegue aquela espada. -E apontou para a parede, onde reluzia uma espada velha e empoeirada, mas muito bela. Cirnienne recordava da sua antiga e perdida nas mãos dos seres das florestas. Não queria fazer perguntas. Estava cansada. -Não durma ainda, Cirnienne. Sei que algo te incomoda. Já lhe contei mais do que o devido. Podes me perguntar.
    - Apenas digas de onde eu vim!
    - Pobre garota. Teu passado é negro. Tu vieste do fogo, da terra, da água e do ar. Tu conquistaste os seres divinos, mas invejosos te aboliram dos campos belos. Tua cabeça é o prêmio de maior consagração. Eles estão perseguindo a ti. Apenas cuidado e durma bem. Amanhã terás de fugir, pois se me encontrarem, me mataram, e se tu estiveres comigo, será morta também. E se tu morreres, a salvação recairá nas mãos nuas e gélidas do impiedoso destino.
    - Mas... Quem sabe onde nos encontrar se nem os próprios povos das montanhas têm conhecimento deste lugar?
    -Ele sabe.


    vlw pelos comentarios.. eu tenho td salvo sim, e to postando aos poucos, ja ta no cap XVI ^^
    Última edição por Anna; 21-09-2004 às 21:15.

  7. #7
    Avatar de Rafael MG
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    :enaccord1
    muito bom, muito bom!!
    vc deve ganhar 10 em produçao de texto hein...

  8. #8
    Banido Avatar de Anna
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    Capítulo VII

    Cirnienne já dormia há algumas horas, apesar de ter acordado algumas vezes durante a noite. Andava sonhando com coisas tão estranhas... Tão reais... Embora ansiosa, conseguira relaxar e descansar por mais um tempo. Via a mesma sala. Escura, sinistra. Alguma coisa estava diferente. Ela levantara. Sentiu que seria mais seguro ter a espada que jazia na parede gélida em suas mãos. Apanhou-a e voltou-se para a cama. Deitou. Passaram alguns minutos. Ainda observando a lâmina fosca da arma poderosa, temeu por um pior. Levantou-se. Seguiu até a outra cama. O eremita ainda estava dormindo. Mas, nele também havia algo diferente, que só ela parecia enxergar. Aproximou-se, e, levemente, cortou seu pescoço, fino e longo, com a ponta da espada. Acordou. Estava assustada, e quanto. Mas, fôra apenas um sonho. Melhor, um pesadelo. Da mesma forma, parecera tão mais real que os outros... Resolveu checar. A espada não estava em seu lugar. No chão, pequenas gotículas vermelhas levavam à cama do anfitrião. Era tudo verdade. Ela o havia matado. Pasma, só pensava em sair daquele local sóbrio. Ainda não entendia o por quê. Nunca fôra de matar. Nunca matara. E não mais matará.

    Empilhou algumas cadeiras e livros, e, finalmente, vira o nascer do sol, escondido por entre a relva e a pedra camuflada no teto da caverna. Como era lindo, cativante. Mas já não havia mais tempo. Estava com tudo pronto para partir. Discretamente, olhou para onde estavam, na sua última visita, os guerreiros anões. Nenhum por ali. Tudo parecia abandonado, e não se arriscaria a explorar o grande salão, algum ainda poderia estar à espreita.

    Começou a árdua subida da colina. O sol ainda estava baixo. A brisa e o odor suave do orvalho davam um ar mais tranquilo à caminhada. Por enquanto, nenhum obstáculo por ali. A espada, que deixava Cirnienne enojada e traumatizada, ainda pingava sangue incessantemente, formando um rastro fino, mas, não imperceptível. Ela nem havia reparado. Prosseguiu seu caminho sem pausas.

    Finalmente conseguira chegar ao topo, e o sol ainda estava se pondo. Uma bela paisagem para um dia cansativo como aquele, mas, ainda sim, não podia contemplar o tempo. Ainda havia como chegar ao pé da colina antes da noite cair por completo. Não se arriscaria dormindo por ali.

    Conseguira descer um bom bocado para um único dia de caminhada. Bem, ainda não sabia o que fazia seguindo por aquele caminho, mas, depois de matar um homem sem nenhuma intenção, nada mais lhe parecia óbvio. A noite, que há muito já reinava, começava a escoltar Cirnienne. Melhor seria ela se abrigar em alguma árvore, onde houvesse menos perigo de um suposto ataque, e esperasse o nascer do sol para continuar sua busca pelo destino. Escolheu uma árvore de tronco grosso e galhos resistentes. Acomodou-se em um deles e dormiu, mesmo que desconfortável, pois estava exausta.

    Com o início da manhã pretendia acordar, mas, aconteceu um pouco antes. Cascos rápidos e suaves cavalgavam pela região. Cirnienne conseguia escutar. Acordada de forma tão súbita, caiu do galho, e gastou ainda mais de seu tempo juntando tudo o que caíra acompanhando a ela. Os cascos já haviam se aproximado, como previra. Já sentia o animal bufando e trotando, agora, velozmente. Voltou-se para trás e deparou-se com um belo cavalo, negro e forte, com um homem trajando roupas escuras e com o rosto encoberto. Este estendeu sua mão para a garota ajoelhada no chão, e ela viu quão delicadas eram e um pequeno símbolo que não conseguira identificar o que era. Já largada na vida, subiu no animal junto ao cavaleiro desconhecido. Que a seja sorte. Apenas sorte.

    Capítulo VIII

    Dois forasteiros procuravam o rastro que valia uma incomensurável fortuna. A garota Cirnienne, buscada nos quatro cantos do mundo, agora distante junto do cavaleiro misterioso, era motivo de ambições doentias. Um dos viajantes, de um cabelo solto no vento e de coloração clara, como um esboço, tinha seu semblante preocupado e uma alma infantil era disfarçada pelos pequenos pontos de barba, o que dava a parecer que não a fazia há dias. O seu companheiro, de cabelos lisos e curtos, e em seus olhos de um tom verde claro transparecia justamente o contrário do primeiro, uma alma experiente, mas, não deixando de lado toda a sutileza e mistério. Os dois trajavam vestes beges, variando no marrom e no verde. Botas resistentes às caminhadas longas, roupas muito sujas e uma capa velha envolvia seus ombros cansados. Carregavam, além dos mantimentos, machados feitos pelos anões de Naugdôr, poderosos, porém, frágeis, escudos de outra vila de anões, Amonaug, sólido até contra toques dos deuses.

    - Fëahelka... Precisamos pensar como chegaremos até a garota. Os elfos de Edhelad comentaram que conseguiram capturá-la e mantê-la presa por algum tempo. Insuficiente. Um homem sinistro, como descreveram, a resgatou logo em seguida. Conseguiram matá-lo, mas, junto ao seu corpo, nada foi encontrado. Ela fugiu. Última vez que a viram foi próximo a este local. Se passou algum tempo aqui deve ter deixado alguma...- Seus olhos nervosos que, há pouco, percorriam a relva, encontraram algo distinto à paisagem.-...Pista. - Rapidamente ajoelhou-se para colher a pequena folha, e, logo percebeu que se tratava de uma planta incomum naquela região. As florestas de coníferas localizavam-se ao norte. Impossível aquele fato não ter ação inteligente. - Ela esteve por aqui, como eu imaginava. Faça algo útil. Busque mais água enquanto procuro restos da estadia da pequena. Se não encontrarmos mais nada até o crepúsculo faremos uma visita ao eremita da colina. Se ela a atravessou, com certeza deve ter encontrado o ancião. Os anões também devem ter a avistado, apesar de que foram convocados há dois dias...

    Com o início do crepúsculo e nenhuma nova indicação, resolveram buscar o mestre da colina. Pouco tempo de caminhada para os experientes viajantes e chegaram à entrada da caverna. Anormalmente, esta estava aberta, o que os assustou. Os anões, anfitriões da rocha, nunca souberam da existência do sábio. Não seria agora que descobririam, mesmo porque estavam longe dali. Desceram habilmente com a ajuda de uma corda amarrada à pequenas estalagmites. Depararam com uma pilha de livros sob uma das cadeiras do mestre logo abaixo do orifício no teto. Bem, era estranho, mas o ancião poderia explicar-lhes tudo. Passaram pela porta antiga e começaram a duvidar de que teriam alguma explicação. Muito sangue havia ali e um corpo jazia ao chão.

    - Mestre Iarwin!- Gritou, desesperadamente, Fëahelka. Grossas lágrimas cobriam seu rosto. Ajoelhara-se sobre o sangue e abraçara o velho.
    - Cirnienne o matara. Maldita que proliferou do inferno se projetando sobre todos nós!- O ódio preenchia cada gotícula do seu sangue.- Eu a matarei. Fëahelka, cuide daqui e enterre o corpo dignamente. Daqui a exatamente quatro dias e quatro noites me espere em Tumrómen. -Foram suas últimas palavras. Agilmente saiu da caverna subterrânea e iniciou a travessia da trilha da colina.
    Última edição por Anna; 22-09-2004 às 10:26.

  9. #9
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    como sempre, vc ce supera kda vez mais,
    Anna Lu, posta logo esse começo e continua
    to curioso desde q o antigo forum saiu do ar

  10. #10
    Avatar de Miro Scarlet Heart
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    Ta muito bom sim,eu falei para ela que um dia eu irei ler um livro para os meus filhos e guando eles perguntarem quem escreveu?eu vou falar,foi uma amiga minha,e ela nem levow fé.

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