Me expresso de uma maneira pouco usual em termos de "roleplay" - é interessante o sentido que esta palavra adquiriu aqui. Mas espero que apreciem meu projeto, e identifiquem, à medida que avanço minha narrativa, seu principal objetivo.
Abaixo os primeiros - e curtíssimos - capítulos. Mas atentem para os seguintes, mais extensos, bem mais proveitosos. Aguardo um feedback daqueles que ousaram pôr os olhos nestas linhas.
Quando Banor rogou o auxílio divino, e pelos deuses foi atendido, algo mais aconteceu, além da criação do portal das almas. O enfraquecimento das barreiras entre os diversos planos do multiverso acabou por iniciar um processo de colapso, que daria fim a toda a criação em algum tempo.
Mas a própria estrutura dos planos lutava contra este processo, e tentava restabelecer a ordem. E isto se demonstraria a todos – seria apenas uma questão de tempo.
I. AS VOZES DE ZARATHUSTRA
Zarathustra seria uma criança normal, se constantemente não reclamasse de ouvir vozes em sua cabeça. Sua família não se preocupou muito no início; era normal que crianças fantasiassem, e até criassem amigos invisíveis para que não se sentissem solitários. Mas quando o jovem começou a despertar em prantos no meio da noite, e a gritar, desesperado, em busca de um pouco de paz, iniciaram-se as buscas por uma solução para este problema.
Soluções estas que revelaram-se inúteis, e desesperando ainda mais o jovem, que, pouco a pouco, afastava-se das pessoas a fim de aplacar seu sofrimento. Chamavam-no de Zarathustra, o Misantropo*, por sentir-se melhor nas profundezas das cavernas e nas florestas mais densas.
Às vezes, ouvia segredos sobre as pessoas, sobre o mundo onde estava; outras, revelações misteriosas, das quais nunca entendia. Mas sempre relutava em ouvi-las, e estas ressoavam cada vez mais intensamente em seus ouvidos.
Não demorou para que a desesperança tomasse conta de sua mente, e o então adolescente Zarathustra fugiu desesperadamente em direção ao desconhecido. Optou por tirar a própria vida, lançando-se no interminável desfiladeiro que estendia-se diante de seus olhos. Despertou em um templo, em um lugar desconhecido, sob os cuidados do monge Cipfried.
Então ele decidiu aceitar seu destino, e passou a ouvir as vozes com atenção. Por anos e anos, vagou pela ilha, ouvindo as palavras que lhe eram reveladas. Ele fortaleceu-se, e partiu para o continente, a fim de alertar as pessoas sobre o que haveria de vir.
* Misanthropic Zarathustra, no original.
II. A VOZ DE ZARATHUSTRA
"O multiverso segue uma ordem, perturbada pela arrogância de seus deuses e heróis. Eles demonstram poder desmedidamente, e dilapidam-no na solução de problemas gerados por si mesmos. Mas a ordem será restabelecida, vocês verão. Atentai para suas palavras, e pelo edifício construído por elas. E atentai para o próximo sinal, quando um guerreiro vindo de longe surgirá em busca de suas origens, e desmascarará os segredos que mantêm coesa a estrutura de seu mundo."
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