Agradeço à todos os que comentaram nesse primeiro capítulo. Tenham certea de que vocês me ajudaram a me motivar e ter mais idéias. Peço desculpas pela demora, mas estou escrevendo muito pouco. Estudando pouco tbm, e jogando muito NFSMW (Pretendo mudar isso).
Acho que vou voltar aos meus habitos normais logo, e assim, escrever mais. Então poderei lhes contemplar com capítulos mais frequentes e melhores, se possível

.
Agradeço também aos que opnaram na capa. Eu realmente ouvi à todos, e tentei fazer algo bom que ficasse do jeito que vocês disseram que ficaria bom. MAs eu não consegui, ainda. Talvez eu não consiga por muito tempo, mas assim que eu ver que algo ficou tão bm quanto esse que eu postei, irei colocá-lo aqui, e vocês dirão sua opnião sobre ele.
Quanto ao novo capítulo, espero que gostem, leiam com cuidado e carinho, e tenham fé, que o próximo virá ^^.
Com vocês... O Campeão das Almas :riso::
II
FESTA. NOAH NÃO OUVIA FALAR em outra coisa há dois dias. Não fosse pelo sorriso no rosto de sua noiva ele já teria desistido e mandado todos embora. Chegava a trancar a porta do seu quarto e ficar deitado em sua cama por horas, até ouvir a voz de sua amada na porta chamando o seu nome.
Temos que cuidar da festa, querido, ela dizia, reconhecendo a pressão que o pobre coitado estava sofrendo.
Afinal, todos os convidados, parentes e intrusos iam à casa de Noah saber como andavam os preparativos da festa, já que ela seria realizada no grande terreno que ficava por trás da casa dele.
E lá estava ele, novamente deitado em sua cama, pensando distraidamente em coisas que nem ele mesmo lembraria depois, até que aquela voz que tanto lhe provocava chamou seu nome do lado de fora do aposento. Ele se levantou de um salto e correu para abrir a porta, embora tenha parado próximo a ela para que não passasse uma impressão de ansiedade à garota.
Quando ele abriu a porta ela estava lá, encostada no mural com os cabelos caindo por sobre o ombro e um sorriso arrasador em seus lábios. Noah não pode deixar de lembrar tudo o que passaram antes de chegar ali. Havia tanto tempo que eles se conheciam, tanta vida juntos antes de chegarem àquele ponto.
Ele se lembrava dos tempos da adolescência, quando a garota começou a namorar outros rapazes. Ele ficava furioso, morto de ciúmes. Sempre dizia a ela que os garotos não eram certos, que ainda era cedo para se namorar. Mas ela sabia, embora não acreditasse em si mesma, que ele não falava a verdade.
Quando ele também começou a namorar, ela pegou no seu pé da mesma forma, lembrado-o tudo o que ele a dizia. Mas ele sempre se safava com a desculpa de que era dois longos anos mais velho do que ela.
Acontece que os relacionamentos começaram a se tornar normais aos dois amigos. E viraram título de discussão comum entre eles. Eles conversavam dos assuntos mais variados. Desde o melhor beijo às piores conversas que já haviam tido com seus parceiros.
Quando Noah tinha dezoito anos levou a jovem garota para ver algo que seria, como ele diria, inesquecível. A jovem já havia se acostumado com essas atitudes dele, pois Noah era daqueles que veria a mais simples obra dos deuses e diria que ela era perfeita. Ele amava tudo o que era simples e belo, e dizia que a simplicidade que há por fora de alguns seres, poderia ser a mais complexa de todas as coisas. E ela por sua vez reconhecia que tudo que ele mostrava, principalmente depois das belas coisas que ele a dizia, era realmente impressionante. E aquela noite ele estava muito empolgado com o que iria lhe mostrar.
Juntos caminharam por um longo tempo além dos portões de Thais. No normal, aquilo era para ser algo alarmante. Um Casal tão jovem caminhando a sós além dos muros da cidade, mas para a garota estar com Noah era sempre mais do que o suficiente. E ele conhecia aquelas terras como ninguém.
Até que ela percebeu que caminhavam na direção de um grande monte, o qual só conhecia pelo nome, e pela sombra que causava nos campos à nordeste, pois da grande cidade onde moravam era possível ver o aglomerado de montanhas que a separavam das terras do norte do continente.
Seu nome era monte Stermun, e ele era o lar de uma enorme quantidade de ciclopes. Criaturas tolas e perversas, que não relutariam em matar qualquer um que passasse por seu caminho.
Ela ficou muito apreensiva em se aproximar do monte, afinal, um dos ciclopes poderia estar por ali perto, e a noite já havia caído fazia algum tempo. Mas nada disse, preferiu confiar em seu guia, e ele a levou para um amontoado de pedras na margem do monte que lhes servira de escada para subirem nele.
Ela subia calmamente, sempre se apoiando mais afundo nos braços de Noah, até que ele parou diante de uma área plana muito grande, onde as paredes refletiam uma luz avermelhada que parecia vir de um buraco mais adiante, iluminando a escuridão em volta deles.
O garoto pediu para que a jovem fizesse silêncio com o dedo indicador por entre os lábios, enquanto dava um leve sorriso em sua direção. Ela adorava o sorriso dele, era o sorriso mais encantador que já havia visto, e inconfundivelmente a parte mais bela de Noah.
Quando eles chegaram próximo ao local onde o chão passava a ser uma parede que descia íngreme até um nível mais baixo no monte, Noah se abaixou e a garota fez o mesmo.
Venha mais próximo, Diana. Sussurrou ele como quem procura não ser ouvido. Ele se arrastou até o local onde o chão terminava e olhou para baixo, ela se aproximou lentamente ao lado dele, entretida com a sua face maravilhada, e quando olhou para baixo entendeu o que ele sentia.
O calor era muito forte, mas ainda assim era suportável comparado com a visão que eles tinham dali de cima. Lá em baixo, um grande e fino rio vermelho corria lentamente e borbulhava em chamas ameaçadoras, enquanto gigantes da altura de dois ou três homens andavam pelos cantos mais distantes, sumindo e aparecendo por detrás das pedras.
Por duas ou três vezes a lava havia sido jogada para cima por alguma força desconhecida, assustando os garotos, mesmo eles estando na parede oposta a que o rio corria. Os ciclopes, nem ao menos pareciam notar. Eles julgavam que já deviam estar acostumados aos comportamentos do rio corrente, e que aquilo deveria fazer parte da rotina de suas vidas.
Os dois saíram dali para junto das árvores que cresciam na parte mais baixa do monte, suas copas ainda refletindo a luz avermelhada não muito distante. Lá se deitaram na grama e começaram a conversar, enquanto olhavam e admiravam o céu.
Não demorou muito para que a conversa voltasse ao assunto que cada vez era mais repetido enquanto eles estavam juntos, seus relacionamentos.
Ambos ficavam mais eufóricos quando entravam nessa área de suas vidas, e procuravam sempre passar por ela de alguma forma, embora negassem isso um ao outro – e a si mesmos.
Eles estavam falando sobre como preferiam que seus antigos namorados beijassem, embora um já soubesse as preferências do outro de cor. Até que o assunto mudou levemente – para como eles preferiam que os outros os “agarrassem”.
Diana falava, meio encabulada, como achara excitante uma coisa feita por um garoto da cidade, com quem ela namorara dois meses, escondidos claro. Ele apertara suas carnes enquanto a beijava.
Como assim, apertou suas carnes? Perguntou Noah em meio a risadinhas reprimidas pela ansiedade de saber um pouco mais da vida da garota.
Minha bunda, Noah! Satisfeito? Ela falou um pouco com raiva, embora logo tenha começado a expressar um leve ar de riso no rosto, e voltado a encarar o garoto.
Quando olhou nos olhos de Noah, Diana estava séria e mordia levemente seu lábio inferior. Aquela visão perturbou muito o garoto, pois a jovem à sua frente já era irresistível, e aquilo tornava a situação ainda pior.
Cedendo de uma vez por todas a uma tentação que já se acumulava em suas veias há anos, Noah agarrou os cabelos e a nuca da jovem em um único movimento, puxando-a para junto de si enquanto ela jogava suas pernas por cima do seu corpo.
Àquela noite os dois jovens demoraram muito fora dos limites de Thais, embora tenha parecido que havia sido a noite mais curta de suas vidas. Hoje, dois anos depois, Noah e Diana estavam às vésperas de seu casamento oficial, mas a festa começaria agora. E era para isso que ela estava ali, tão sedutora no umbral de sua porta.
Ela olhou rapidamente Noah como quem avalia um produto oferecido por um comerciante. Sua vida estava ali, à sua frente. O homem a quem ela amava e daria sua vida por ele, e ele ainda não estava pronto para o casamento.
- Você não toma jeito não é garoto?
Noah não percebeu de imediato o que ela quis dizer. Até que ela lhe deu um pequeno empurrão no seu tórax e entrou no quarto procurando as roupas que ele deveria vestir.
- Noah! – Chamou meio que impressionada. – Você nem separou suas roupas.
- Não. Não. Estão aqui. – Ele correu para o grade móvel que havia do lado esquerdo da porta e tirou dele o que pareceu ser um grande amontoado de panos e cintos.
Rapidamente Diana começou a mexer em alguns dos pequenos instrumentos que havia em cima de uma cômoda próxima à cama. Noah olhou aquela cena intrigado, ainda com os panos nas mãos e pensando na atitude da garota. Não demorou muito, porém e ele começou a se trocar, jogando os panos que estavam em suas mãos em cima da cama e tirando as roupas que estava vestindo, deixando apenas a fina túnica de algodão por cima do corpo.
Rapidamente ele começou a separar o amontoado de panos que havia em sua cama. Ele primeiro tirou outra túnica negra do meio das roupas e jogou-a sobre o corpo. Depois pegou um belo mando de seda branca e fez o mesmo com ele.
Noah parou por um instante para se olhar no longo espelho que estava na parede oposta. Ele encarou seu reflexo e decidiu que ainda não estava bom. Olhou de relance novamente para Diana, que agora estava admirando a paisagem pela janela, e depois voltou a se trocar.
Ele começou a puxar os cintos e colocá-los em volta do seu corpo. Um grande amontoado de couro e fivelas em sua cintura. Uma nova olhada no espelho e, com um julgamento rápido e preciso, ainda não era o bastante.
Ele pegou algumas correias menores, fivelas para todos os lados, e as envolveu cuidadosamente em seu antebraço esquerdo. Voltas e mais voltas fechando-se sobre sua pele e roupa cuidadosamente, sempre deixando um pequeno espaço aqui e ali para que o tecido branco aparecesse por entre os pedaços de couro.
Era um trabalho cansativo, e ele estava fazendo tudo com muita pressa. Mas Noah havia provado aquela roupa diversas vezes essa semana. Bom, para falar a verdade por todo o mês. Então, não havia preocupações, e quem sabe um leve tom desajeitado não o fizesse parecer mais atraente?
Assim, ele continuou até cobrir do cotovelo até a sua mão. Agora, o preto brilhante das correias e da segunda túnica fazia um contraste excepcional com o branco de seu manto e as pequenas partes da primeira túnica que aparecia em seu pescoço.
Lá estava ele, suas vestes caindo levemente pelo seu corpo, um pouco apertadas na cintura, dando uma aparência altiva e nobre ao jovem rapaz. Seu braço direito livre em meio a todos os tecidos, fazendo cada movimento parecer o deslizar mais suave do vento nas copas das árvores, enquanto seu braço esquerdo estava fortemente selado pelas correias de couro que tinha certeza de que lhe atribuíam um certo ar especial.
Ele estava pronto. Olhando no seu espelho poderia facilmente dizer que se não fosse o homem mais belo de toda Thais certamente seria o que mais tinha estilo.
- Ficou muito bom.
Foi como um frio e repentino toque às costas de Noah. Rapidamente ele focalizou Diana o olhando no espelho. Foi só ai que ele percebeu que ela também não estava vestida, e o feitiço virou contra o feiticeiro.
- Como pôde?
A pergunta de Noah passou despercebida por Diana cerca de cinco segundos, até que ela percebeu seus olhares por seu corpo e rapidamente foi em direção à porta balançando as mãos e falando coisas confusas que se perdiam entre as reclamações do jovem noivo.
- Me espere lá em baixo! - Foi a única coisa que Noah escutou antes que ela fechasse a porta do quarto onde dormia sua mãe.
Espero que você faça valer a pena lhe esperar. Ele pensou enquanto descia as escadas. Mas ele não precisava se questionar sobre essas coisas. Tinha certeza de que Diana estaria linda para aquela noite. Afinal, ela era extremamente cuidadosa, especialmente consigo mesma, e ele sabia que ela havia feito algo especial.
Nos cômodo superior a jovem garota havia se trancado no quarto imaginando como seria seu casamento enquanto seu corpo caia por sobre a cama. Mas logo ela lembrou que eles a estavam esperando, todos, pois os convidados da festa já estavam chegando e tomando seus lugares.
Ela correu pelo quarto e foi até a janela, de onde se tinha uma boa vista para os campos onde tudo aconteceria, em alguns minutos. Estavam todos ali, ela podia ver as pessoas chegando e os pequenos grupos de amigos se formando em todos os lugares.
Onde está ele? Pensou ela.
Ahh, que tolice a minha. Ele está me esperando em baixo dos meus pés! Ela parou mais uma vez em meio à sua euforia, estática no ar, como quem percebe algo incrível, sem comparação ou precedentes.
Ele está lindo! E como quem desperta de um sonho para acordar em um antigo pesadelo ela fica muda outra vez, levando uma de suas mãos de pele sedosa aos lábios.
Ai, como eu vou ficar?
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Espero que tenham gostado.
Então, se gostaram, comemtem.
Se não gostaram, comentem tbm :riso:
E se acharam que não está bom, critiquem, chinguem, digam que não gostaram daquilo ou disso;
Mas falem alguma coisa, para que eu não fique só na minha linha de pensamento
E faça assim, uma história melhor para que todos vocês possam ler.
E, se possível, que eu possa ganhar muito dinheiro e ficar rico com ela :riso:
:rolleyes::rolleyes::rolleyes:
Sem mais loucuras,
Euronymous, vosso demônio.

