
Postado originalmente por
GrYllO
Mas é da realidade que estamos falando. Não adianta alguns lugares da esquerdosfera de Internet (se é pra rotular, vamos rotular então

) tentar fugir da realidade: uma hora a verdade aparece de maneira inconteste.
Como já disse anteriormente (e continuar repetindo é chover no molhado): na atual conjuntura,
nenhuma pesquisa de intenção de votos deveria ser encarada com a seriedade que damos a elas, especialmente quando a análise empírica da realidade demonstra que as mesmas não estão tão alinhadas assim.
Se existe imprensa militante, por qual razão deveríamos acreditar que não é possível existirem institutos de pesquisa militantes? E isso tudo desconsiderando a baixa quantidade de amostras em uma pesquisa.
É muita ingenuidade.
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Vou dar um exemplo prático: quem acredita realmente que, depois de tudo o que (não) fez pelo Brasil, a Dilma realmente está liderando a vaga para senador em Minas?

Empiricamente falando, o que você mais vê é o povo falando em votar no Rodrigo Paiva (NOVO), Rodrigo Pacheco (DEM), Carlos Viana (PHS) e Dinis Pinheiro (Solidariedade)... O povo em geral está com ojeriza do PT e afins.
Tem algo muito errado aí. Ou o recorte empírico está errado, ou a pesquisa está errada, ou haverá fraude e a pesquisa servirá de sustentação moral para isso.

Ahh, mas aí seu argumento é muito conveniente, né Gryllão. Não tem como estar errado em nenhuma situação: ou o resultado é exatamente o que você quer, e aí as pesquisas estão erradas, ou o resultado é diferente do que você quer, e aí são as urnas que estão erradas.
Acho que você cometeu alguns erros no meio do seu caminho argumentativo. Vou colocar os pontos:
1) Pesquisa eleitoral não serve para prever o resultado das eleições. Lembre-se, é uma análise estatística, não uma análise discreta ou de caráter censitário. Cada pesquisa é um retrato de um recorte temporal das intenções de votos. Cada instituto usa alguma metodologia diferente, por isso os resultados são todos diferentes. Mas todas elas sempre tem pontos essenciais em comum, que são aqueles que demonstram tendências de votos e recorte social. O segundo, aliás, só pode ser feito através delas, visto que o voto é secreto e é impossível extrair dados sobre o recorte social dos eleitores com o resultado das eleições. No máximo recortes regionais.
2) Por oferecer análise de tendência e de recorte social, as pesquisas são levadas em conta no planejamento das campanhas dos candidatos. Não como verdade absoluta escrita em pedra mas como dado para tomada de decisões. É só analisar as estratégias do Ciro, do Alckmin e da Marina, campanhas que sempre procuraram responder aos resultados de pesquisas e trackings que a própria campanha contrata. As pesquisas mais apuradas com o resultado da eleição, em geral, são aquelas feitas no domingo (boca de urna).
3) Seu último argumento é uma falácia. Como eu disse para o Yellow, ele falha ao não levar em conta duas coisas básicas:
recorte social e
viés de confirmação. Pelo que está no seu perfil, você mora na região metropolitana de BH. Posso supor também que você faz parte da classe média, que ganha mais de 5 salários mínimos, que tem Ensino Médio ou mais concluído. Sei que você é evangélico. E também posso supor também que seu círculo social e sua bolha algorítmica na internet está totalmente adaptada ao seu padrão de consumo e costumes.
Ou seja, se você olhar as pesquisas, vai ver que está
EXATAMENTE dentro recorte social onde o Bolsonaro ganharia no primeiro turno e em que Dilma não seria eleita nem para síndica de condomínio. Por um viés de confirmação, a sua análise "empírica" vai de fato retornar um ambiente hostil ao PT e a Dilma. Como eu disse, pelo meu empirismo pessoal, o segundo turno seria Ciro x Amoedo.
Mas você esquece que MG tem mais de 900 municípios e que a maior parte deles está no sertão mineiro, região que, historicamente, é Lulista (basta pegar a análise por região das eleições passadas). Em BH, principalmente nas comunidades, o PT também é forte, tendo elegido um prefeito do partido (Pimentel) em pleno turbilhão da Lava-Jato. Na minha região (Zona da Mata), o PT venceu em todas as eleições presidenciais desde 2002. Por isso a Dilma está em primeiro, principalmente diante de nomes desconhecidos ou regionais, como o Zema e o Carlos Viana. O povão não pesquisa antes de votar, vota por nome e por partido.
Dito isso tudo e analisando o recorte social das pesquisas, você vai ver que é bem claro que o seu empirismo pode estar totalmente errado. Eu posso apostar dinheiro com você que a Dilma será eleita senadora. E não por causa das urnas, simplesmente porque o PT cooptou a população de baixa renda com o populismo voltado a esse recorte social e porque a Dilma é um nome conhecido.
Enfim, resumindo: acho que você está subestimando a capacidade do brasileiro de votar mal. E acho que você está negligenciando os motivos de porque o PT ainda domina a população pobre do país. Esse é um erro que o PSDB cometeu durante 14 anos e o Bolsonaro está cometendo agora. As eleições ainda não acabaram, qualquer um pode ganhar. Mas se perder, convém corrigir os erros e não viajar em um egotrip de que isso só é possível com fraude. Convém exercer o papel de oposição.
Eu não duvido que algum desses institutos são ou foram pagos. Mas duvido que todos estão no mesmo barco. Até porque vamos pegar o BTG/Pactual tem o vice do Bolsonaro como sócio. A última pesquisa deles é onde o Haddad mais chega perto de passar as intenções de votos do Bolsa. Você acha então que o Paulo Guedes foi comprado pelo PT?