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Tópico: As Aventuras de Desossa (remake)

  1. #11
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    Muito bom!
    Tô gostando muito.
    Só não entendi direito onde eles estão. Entrada do Mino Hell? Os monstros corcundas beges, são trolls? Os verdes são orcs, certo?

    Esperando o próximo capítulo.

    Abraços.

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    Última edição por Pedrinhospf; 15-05-2013 às 17:31.
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  2. #12
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    E aí mendigo! Li os três capítulos e achei engraçado sua maneira de fazer humor na história, dessa vez diferente(sem itaipavas ou citações do mundo real). Ri muito com o primeiro capítulo, quando o Santiago leva uma dura do Desossa. Mas ele tá serto memo, os npc do Tibia são tudo preguiçoso kkk'


    Gostei muito das continuações. Não percebi que o João e o Desossa estavam logo na torre com Trolls, acho que foi meio burro da parte do João levar ele pra lá, sinceramente. Pelo menos o Richard ajudou, mas acabou se fudendo depois

    Aguardo os próximos capítulos

    ~Carlos



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  3. #13
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    Citação Postado originalmente por Pedrinhospf Ver Post
    Muito bom!
    Tô gostando muito.
    Só não entendi direito onde eles estão. Entrada do Mino Hell? Os monstros corcundas beges, são trolls? Os verdes são orcs, certo?

    Esperando o próximo capítulo.

    Abraços.
    Eles estão no -1 ao norte de rook, indo pra quest do bear e da backpack, sabe? Naquele lugar onde vem orcs. E sobre os orcs e trolls, tudo vai ser explicado xP. E muito obrigado por estar curtindo, não deixe de comentar!

    Citação Postado originalmente por CarlosLendario Ver Post
    E aí mendigo! Li os três capítulos e achei engraçado sua maneira de fazer humor na história, dessa vez diferente(sem itaipavas ou citações do mundo real). Ri muito com o primeiro capítulo, quando o Santiago leva uma dura do Desossa. Mas ele tá serto memo, os npc do Tibia são tudo preguiçoso kkk'


    Gostei muito das continuações. Não percebi que o João e o Desossa estavam logo na torre com Trolls, acho que foi meio burro da parte do João levar ele pra lá, sinceramente. Pelo menos o Richard ajudou, mas acabou se fudendo depois

    Aguardo os próximos capítulos

    ~Carlos
    Bom, eu vou largar a conexão vida real - tibia que tinha no enredo antigo, aos poucos isso vai se extinguir, e as citações de humor que eu tento fazer, são para deixar o texto mais fluído, afinal, primeira pessoa tem essa liberdade e tenho que aproveitar dela!

    E gogo acompanhar! xD



    Capítulo 4 - A história de Richard




    João tinha um sério corte na testa. Meu braço estava inchado e dolorido, e Richard andava apoiado em nós. Com muito cuidado e um pouco de dificuldade, conseguimos sair da caverna, ao norte da vila. O momento que havíamos passado foi um apuro imenso, mas segundo João “valeu a pena pelo dinheiro que deu”, e segundo Richard “Alguma coisa estava errada ali, havia muitos a mais do que de costume”. Para mim, mostrou os perigos dessa ilha. E a poção, por sinal, havia caído muito bem, Richard estava quase morto, e assim que o fiz engolir o sangue, seus olhos brilharam, ele havia voltado. João tinha conseguido eliminar aqueles monstros, ou melhor:

    - Ogros, Desossa, ogros.

    Mas segundo ele, o último ogro acertou uma pedra em sua testa, causando o corte. Quando todos estavam aniquilados e nós três estávamos de pé, subimos de novo para sair daquele inferno o quanto antes.

    No caminho de volta, houve uma breve discussão sobre o que seria aquele bicho marrom, peludo e corcunda. Richard e João concordaram que aquilo seria um tróu (seja lá o que for isso), e por não ter muita escolha, aceitei a hipótese. Mas, que aquilo me lembrava de algo do outro mundo, ah lembrava, alguém muito próximo de mim, talvez a mãe da minha mãe. E por sinal, meu passado cada dia se esvaia mais um pouco, e ao mesmo tempo esse novo mundo ficava mais familiar. E não era delírio da minha mente, eu sentia dor, fome, sono, sede, frio, meus pés estavam no chão, meu amigo ao meu lado. Aquele lugar estranho... Continua um lugar estranho, mas de um jeito diferente. Como uma transe. João não sentia o mesmo, ele já estava imerso e totalmente adaptado, e quando questionado, dizia que eram livros que ele lia. Duvidei, algo cheirava muito estranho nos argumentos dele.

    Enquanto pensávamos em tudo isso, recordando com boas risadas tudo o que aconteceu, o sol ia se pondo, e logo depois, quando o assunto mudou para nossas origens, Richard começou a contar sua história.

    - Eu nunca conheci minha família, mas sei que eles eram de Carlin, e disseram que minha mãe era arqueira real, servia para a rainha de lá. Fui deportado para cá ainda muito jovem, muito mais jovem do que de praxe, eu tinha somente meia áurea de vida.

    Eu e João trocamos olhares confusos, mas resolvemos não interrompê-lo.

    - Geralmente as pessoas vêm aqui com uma áurea de vida, ou seja, quando o tempo em conjunto com o esforço da pessoa a tornam mais forte, e quando isso acontece você ganha uma áurea.

    Continuei sem entender a coisa da “áurea”, e pareceu que João também não entendeu, mas enfim, ouvíamos com atenção.

    - No começo eu estava perdido aqui, todos tinham para onde ir e para onde voltar, objetivos e sonhos, menos eu. Sofria descriminação por ser fraco e com poucas áureas, mas eu nem ligava. Certo dia, eu estava caçando ratos, aqui no bueiro mesmo, pois precisava de comida urgentemente...

    - Mas é saudável comer comida... De um rato?! – Só de imaginar a cena já me dava enjoo.

    - Digamos que sim. Enfim, eu tinha ficado encurralado, e minha clava não dava conta de tudo aquilo, minha perna estava inchada de tantas mordidas, e eu já não tinha mais esperanças de sair vivo dali. Olhei de relance para frente, e vi um homem correndo em minha direção. Ele havia me avistado e parecia preocupado, carregava uma clava de metal com espinhos metálicos – Ele olhou para sua clava – e com um golpe, matou todos os ratos. Depois, me ajudou a terminar minha caça, me deu abrigo e comida. - Seu tom ficou sonhador - Foram os melhores dias da minha vida aqui em Rookgaard. Caçávamos juntos, formamos nossa vida, pegamos as melhores armaduras existentes aqui, ficamos com um dinheiro o suficiente para não passar fome e não ficar doente. Mas eu não era feliz porque era rico, eu era feliz porque tinha um amigo.

    - Mas onde ele está agora, por que você não está com ele aqui? – Perguntei confuso.

    - Bom, um dia ele foi buscar comida para nós enquanto eu estava dormindo. Ele tinha deixado uma carta explicando que havia achado uma caverna de lobos, e que nunca mais iríamos passar fome. Mas ele nunca mais voltou. Todos os dias eu esperava em nossa casa, mas ele nunca aparecia, até que um dia cansei de ficar sentado e resolvi procura-lo por essa ilha. Nunca obtive sucesso, mas em compensação ajudei e ajudo até hoje muitos aventureiros novos por aqui, e ainda achei a minha arma – as lanças. Inclusive, quando eu encontrei vocês, eu estava em minha busca diária.

    Depois de ouvir tudo, paramos um pouco para absorver a história. Realmente, eu não esperava por aquilo. Toda aquela habilidade e perseverança em ajudar o próximo foram explicadas. Mas eu ainda tinha uma curiosidade:

    - E qual era o nome dele?

    Richard sentou no banco da praça central, ainda com aspecto sonhador:

    - Derp.

    João fez cara de espanto e derrubou sua espada no chão.

  4. #14
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    HAHAHAHAHA, demais!
    Derp? Hahahaha, ri muito aqui.
    Ótimo capítulo, gostei do seu jeito de explicar o que seria o level dentro do universo tibiano.

    Era ali mesmo que eu achei que eles estavam, só que não conhecia o nome do lugar direito.

    Espero o próximo capítulo!
    Abraços.
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  5. #15
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    HEUAOHEUAO, o Derp?


    Interessante esse capítulo, sobre as origens do Richard e tal. Só a história que ficou meio diferente... Mas gostei, vai render um destino meio diferente para a história. Só espero pra ver como será a aparição do Derp


    @Edit
    Quantos caps da minha história você já leu? O que achou? Comenta lá, cara




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    Última edição por CarlosLendario; 17-05-2013 às 22:44.



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  6. #16
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    Citação Postado originalmente por Pedrinhospf Ver Post
    HAHAHAHAHA, demais!
    Derp? Hahahaha, ri muito aqui.
    Ótimo capítulo, gostei do seu jeito de explicar o que seria o level dentro do universo tibiano.

    Era ali mesmo que eu achei que eles estavam, só que não conhecia o nome do lugar direito.

    Espero o próximo capítulo!
    Abraços.
    Muito obrigado por gostar, e eu tentei explicar sem sair do universo do jogo, quero o menor contato possível com a "vida real".

    Abraços! ^^


    Citação Postado originalmente por CarlosLendario Ver Post
    HEUAOHEUAO, o Derp?


    Interessante esse capítulo, sobre as origens do Richard e tal. Só a história que ficou meio diferente... Mas gostei, vai render um destino meio diferente para a história. Só espero pra ver como será a aparição do Derp


    @Edit
    Quantos caps da minha história você já leu? O que achou? Comenta lá, cara

    A diferença de enredo é que esse vai preencher todas as lacunas que o outro deixou, se você leu irá entender! E obrigado por gostar!


    @ Eu li um pouco, e vou ler mais hoje. Pode ficar tranquilo que eu já estou lendo e vou comentar lá, beleza?

    Abraços!


    ~~


    Capítulo 5 - A missão do minotauro - Parte 1



    O dia passou sem muito entusiasmo. Richard mostrou a casa dele ao sudoeste da ilha. Parecia a única de toda a ilha, e segundo ele mesmo, era a única. Lá havia muito ouro e um pouco de prata também. Itens decoravam toda a casa. Ele chegou a me oferecer uma espada, ou melhor, um sabre, mas recusei, minha espada de madeira dava conta muito bem do recado. João se reforçou com o que foi oferecido, enquanto Richard se equipava com lanças. Estávamos pronto para a caça ao homem perdido.

    Quando saímos de sua casa, Richard me explicava euforicamente o lugar que iríamos:

    - No lugar aonde vamos, há bichos que já vimos, como lobos, trolls e ogros. Mas no fim da caverna, no nosso destino, há monstros que apenas os fortes vão lá e voltam para contar a história. É o segundo bicho mais forte dessa ilha, disso eu sei.

    - E como ele é? Qual é o nome? Quem é o...

    - Calma, calma, vamos por partes. Ele se chama Minotauro – esse nome me soou estranhamente familiar – e este tem dois chifres pontudos na cabeça, prontos para abrir um buraco na sua armadura. É muito veloz e esperto, sempre ataca com a cabeça deitada e com os chifres apontados para você. Se não souber usar seu brinquedinho – Ele olhou para minha espada – Não vai sobreviver. É melhor estar preparado para nossa missão!

    - Eu quero ver é sobrar chifre pra contar a história, essa madeira parece que foi feita nos céus!

    Ele riu, e prosseguimos a caminhada. Passamos pelo mesmo lugar onde nós nos ferramos, mas pelo menos passamos batido daquela maldita escada, dessa vez seguindo em frente. Volta e meia, um monstro corcunda e marrom apelidado de troll era facilmente abatido com uma lança jogada por Richard, e assim fomos avançando até chegarmos a uma escada. Eu olhei para mim e depois para meus amigos, e não acreditei que demorei tanto tempo para perceber que alguma coisa estava muito errada naquilo. João não falou uma palavra desde que Richard contou sobre seu amigo Derp, e o que me deixou mais encucado foi sua reação, uma mistura de estado de choque com ataque epilético. Depois daquilo, sua feição mudou, ele ficou meio que em estado de choque, e estava até aquele momento assim. A cada dia eu desconfiava mais que João já vinha vido antes para cá, mesmo ouvindo que nunca um cidadão vai duas vezes à rookgaard, sem ter a memória deletada e suas habilidades nulas.

    Richard acenou para que descêssemos, e um por um desceu a escada. Minha primeira visão foi a de um labirinto obscuro, repleto de monstros malignos, que no caso foram trocados por lobos e ogros, como previsto. A primeira resistência foi relativamente fácil, dois ogros que estavam na direção de João. Ele tentou correr, mas se encurralou em um corredor sem saída, mas antes que os monstros o atacassem, Richard acertou a lança no crânio de um deles, o derrubando. Eu enfiei minha espada na lateral da cabeça do outro ogro, que cambaleou, mas não caiu. Os dois se levantaram aturdidos, agora em minha direção. Estava sem escudo, apenas com a espada, portanto não havia como defender. Quando os dois chegaram muito próximo de mim, consegui me esquivar, e os dois ficaram perfeitamente alinhados, ainda me procurando. Richard mirou uma lança enquanto João corria com sua clava de metal (emprestada por Richard) indo atacar o monstro mais perto. Os dois acertaram em cheio, em especial à Richard, que prendeu as duas cabeças mortas em uma lança só, genial.
    Depois dessa empolgada batalha, seguimos em frente, um pouco mais arfantes, naturalmente. Abatemos alguns monstros em isolado, avançando cada vez mais no labirinto. A cada passo que eu dava, a impressão era que eu era puxado para o núcleo do lugar, um tipo de inferno, onde não havia saída. Era a claustrofobia entrando em ação, mas por algum motivo em especial consegui contê-la antes de dar sinais. Não demorou muito para que achássemos uma escada que descia ainda mais. Richard, que liderava a turma, tomou a frente, sua voz beirava à excitação do perigo iminente:

    - Certo, agora vamos tomar cuidados. O primeiro deles é não dar passos bruscos ou correr, para não atrair mais deles. Sorrateiramente, iremos matar um por um. Em segundo, não temos muitas poções, portanto se um de nós ficarem encurralados, só um milagre nos tira. Em terceiro, a..

    Minha cabeça estava explodindo de impaciência, eu não queria ficar ali parado ouvindo instruções. Eu queria seguir em frente, ver o perigo, ver o tal monstro de setenta chifres que vai perfurar todo o mundo. Interrompi-o:

    - Cara, você quer descer logo ou vai recitar o manual de instruções de como matar um monstro sem ser morto?

    - Certo, certo, talvez eu tenha falado demais. Vamos logo acabar com isso. Desçam!

    De novo, um por um desceu a escada, e minha visão dessa vez foi diferente: Um chão repleto de espinhos pontiagudos, por todos os lados, e monstros burros e isolados em cada canto do lugar. Eram ogros e um bicho bege e chifrudo, o minotauro. Ao fim da pequena sala, outra escada.

    O primeiro ogro apareceu faminto, voando em Richard. Ele rebateu no escudo, e consegui desferir um golpe no olho, o cegando parcialmente. João, que estava atrás de mim, quase não se mexia, parecia uma marionete andante. Mas ele começou a se mexer, indo ao meu lado e desferindo o golpe de misericórdia no ogro. Seguimos em frente, com cuidado, desviando de alguns espinhos aqui e ali, mas sempre em frente. Eu, como bom eu, andei um pouco a frente, e consegui chamar um ogro e um minotauro. A cara de desespero de Richard só aumentou quando o monstro bege quebrou os espinhos com seus chifres brancos e pontiagudos, totalmente atiçado para nos matar. João, que observava a cena, engoliu em seco e levantou sua clava. Uma voz amedrontada cochichou:

    - Santa cidade sagrada de carlin, lá vem ele, LÁ VEM ELE!

    Eu tomei a frente do minotauro, mesmo sem escudo, e estava pronto para atacar. Ele avançou com fúria e com sorte consegui me esquivar, me jogando aos espinhos quebrados. Por sorte, não me furei. Ele se virou contra mim, e essa foi a oportunidade perfeita para Richard causar um sério dano na coisa, se não fosse o ogro que o agarrou e o derrubou por trás. João passou os olhos de Richard para mim, duas vezes, estava perplexo. Optou por me ajudar, acertando com toda sua força a clava na traqueia do minotauro, o derrubando. Sangue espirrou em cima de mim, Richard ainda lutava. Agora João foi ajudar seu outro amigo em apuros, enquanto eu me levantava. A sensação de impotência crescia, eu precisava fazer alguma coisa. Me levantei, o óculos quebrado novamente, a mochila caída no chão, todo o conteúdo dela derramado no chão. Tateei o chão até achar minha espada, o que demorou alguns segundos. Fui de encontro ao maldito minotauro que estava se levantando, o sangue subindo cada vez mais. Com toda minha força, enfiei minha espada no coração dele... Enfiaria, se a lâmina não quebrasse.
    Última edição por Mano Mendigo; 20-05-2013 às 19:24.

  7. #17
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    Esse Desossa é foda... O cara empresta um sabre e ele prefere ficar com uma espadinha de madeira e ainda ir no Mino Hell com uma espadinha de madeira? Véio, isso foi o mais engraçado

    Ah, agora acho que o João é o carinha do meme que eu usei no comentário anterior, pois ele ficou em trauma praticamente por ouvir aquilo do Richard. A hora da revelação vai ser boa, vai vendo rç

    A batalha contra os orcs e o minotauro foi bem narrada assim como o caminho até o Mino Hell. Desossa foi corajoso sqn ao enfrentar o minotauro, mas não deu, quebrou os óculos e depois, a espada...
    Sabia que ia dar merda ele ficar com a espadinha de madeira


    Muito bom cara, ri alto aqui, continue!



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  8. #18
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    Que bom que voltou cara! E voltou com a corda toda, eu ri demais nos últimos capítulos, UAHSUAHSUAHUS. Você pretende detalhar mais a história ou somente reescrevê-la?

    Espero pelo próximo capítulo!

  9. #19
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    Citação Postado originalmente por CarlosLendario Ver Post
    Esse Desossa é foda... O cara empresta um sabre e ele prefere ficar com uma espadinha de madeira e ainda ir no Mino Hell com uma espadinha de madeira? Véio, isso foi o mais engraçado

    Ah, agora acho que o João é o carinha do meme que eu usei no comentário anterior, pois ele ficou em trauma praticamente por ouvir aquilo do Richard. A hora da revelação vai ser boa, vai vendo rç

    A batalha contra os orcs e o minotauro foi bem narrada assim como o caminho até o Mino Hell. Desossa foi corajoso sqn ao enfrentar o minotauro, mas não deu, quebrou os óculos e depois, a espada...
    Sabia que ia dar merda ele ficar com a espadinha de madeira


    Muito bom cara, ri alto aqui, continue!
    É, realmente uma espada de madeira não serve para nada, mas o protagonista é teimoso mesmo, coitado. E a revelação, ah, vai ser boa. Mas muita coisa vai acontecer, e o começo disso é nesse capítulo, que ficou meio longo, mas vou tentar formatar legal para não ficar tão maçante.

    E obrigado por ver e gostar! Abraços!

    Ps: estou lendo sua história, está bem bacana.

    Citação Postado originalmente por Lacerdinha Ver Post
    Que bom que voltou cara! E voltou com a corda toda, eu ri demais nos últimos capítulos, UAHSUAHSUAHUS. Você pretende detalhar mais a história ou somente reescrevê-la?

    Espero pelo próximo capítulo!
    Opa, olha quem está por aqui! Hehe. Ainda lembro do seu avatar dos ovos assustados, quanto tempo. E vou reescrever com ricos detalhes, mas sem sair 100% da história original, tirando o humor do foco e sim focando a aventura e o suspense. Obrigado por acompanhar!

    Abraços.



    Capítulo 6 - A missão do minotauro - Parte 2

    O barulho da lâmina se despedaçando e caindo foi o maior de todos no ambiente, superando até os rosnados dos monstros, a cena se passou em câmera lenta em minha mente. Os pedaços quebrados caindo e quicando do chão, como um copo de vidro que se estraçalha no meio da sala de estar. A feição matadora do minotauro ao receber o ataque, João e Richard matando o ogro com dificuldade ao meu lado. Tudo deu errado. Estávamos com sérios problemas. Todos tinham em mente que nada iria nos ajudar naquele momento, nenhum herói estilo Richard iria aparecer e matar todos, dessa vez estávamos sozinhos no inferno da ilha.

    O choque de não ter nada para defender e nada para atacar foi imediato, eu estava totalmente indefeso. O bicho bufava na minha frente, seu hálito correndo solto pela sala, entrando nas minhas narinas com a força de um enxame de ogros. Olhei em volta da sala, procurando alguma arma. Mas não havia nada, como era de se esperar, não tinha clavas nem espadas, nem machados, nada que eu pudesse pegar para me defender. Fixei o olhar no minotauro, que já ia investir outro golpe, e um borrão branco atrás dele me chamou atenção: Os espinhos quebrados.

    Como eu não pensei nisso antes? Os espinhos, ora! Pontiagudos como uma espada e leves como uma lança, era a arma perfeita, se não houvesse um porém: Ele estava atrás do bicho. Antes que eu pensasse em qualquer plano, ele partiu para cima, a cabeça apontada para meu peito. Em um ato de desespero, corri para trás até chegar a uma parede totalmente sólida, e me desviei na hora do golpe, mas os chifres não fincaram como eu imaginei. Sua velocidade me assustou, eu não ganharia de novo na corrida, ele não estava mais desprevenido. Seu próximo ataque foi rápido e eu não tive como me desviar totalmente, seu chifre entrou de raspão no meu braço. Na hora eu caí com o impacto, o mundo estava girando. Olhei para o lado, o sangue escorrendo no meu braço, deixando minha roupa de coro totalmente vermelha. De longe, Richard provavelmente havia terminado de eliminar o ogro, enquanto João observava o corpo do mesmo. Olhei para cima, o minotauro bufando, prestes a dar o golpe final. Eu queria minha espada, queria lutar como um homem, eu havia me apegado muito a ser um cavaleiro, e lutar para o exército da ilha maior, como dizem. Não queria morrer ali, como um covarde que correu de um monstro com chifres. O sangue subiu à cabeça de novo, eu precisava fazer alguma coisa, precisava fazer alguma coisa, precisava...

    O minotauro avançou e me perfurou em cheio, e eu dormi.

    - Desossa, Desossa, ei, acorda cara! – As palavras de Richard só entravam pela metade nos meus ouvidos – Desossa, cara, acorda!

    Ele tossia muito, estava debilitado pela voz. Consegui abrir meus olhos, e vi um indício de fogo atrás dele:

    - Eu... Morri?

    - Morreu? Não cara, não diga isso! Algo aconteceu, você conseguiu derrotar o minotauro.

    Virei de lado, não acreditei no que ouvi, como assim eu matei o minotauro? Consegui me levantar, Richard me ajudou, seus olhos estavam pregados, seu cabelo chamuscado, o ambiente estava em chamas.

    - Eu, ele, quer dizer, ele enfiou seu chifre no meu... – Botei a mão no meu peito, estava intacto – Céus, o que aconteceu?

    - Eu não vi direito, estava matando ainda o ogro, mas eu vi um grande clarão, uma bola de fogo muito grande vinda da minha frente, perto da escada, que me jogou para longe.

    - Mas e enquanto à João? Cadê ele?

    Ele voou comigo, não consegui ver quase nada. Mas eu me lembro de algo... Ele foi te ajudar, estava completamente branco, perplexo, parecia que viu um ceifador de almas, foi seguindo até você, e...

    Seus olhos se lacrimejaram, sua feição estava triste:

    - Ele viu o que tinha se passado, viu que você estava bem, e começou a falar algo, repetidamente, sem parar... – Ele fez uma pausa na história, e começou a se perguntar - O que foi que eu fiz? O que eu errei?

    Richard desabou em lágrimas, estava muito abatido. Consegui consolá-lo, seja lá o que tenha ocorrido, mas eu já esperava o pior:

    - Ele estava fraco, mas mesmo assim foi até você para ver se estava tudo bem. João sabia que alguma coisa muito errado havia ocorrido, e foi verificar. Quando ele olhou para você, e viu que estava bem, soltou um urro – Ele fez uma pausa, provavelmente lembrando a cena – Talvez de alegria e de dor ao mesmo tempo.

    Mesmo sem óculos, mas dando máximo esforço, vi um corpo magro e alto estirado no chão, sangrando. Havia uma grande mordida em seu braço direito e sua perna estava com um corte feio. Ele ainda respirava, mas precisava de ajuda urgentemente, antes de expirar. Talvez delirando, ele começou a sussurrar algumas palavras:

    - Fuja, fuja, fuja...

    Era João.

    - João!

    Cambaleando, em meio às chamas, fui atrás dele. O mais estranho é que seus olhos estavam arregalados de terror, mesmo que seu corpo ardia em dor.

    - João, está tudo bem amigo, vou cuidar de você. Fica tranquilo, tudo vai dar certo.

    Ele não se mexia, seus únicos movimentos eram espasmos musculares causados pela dor sufocante. Consegui achar os itens da minha mochila, e peguei um lençol junto com uma poção. Voltei ao meu amigo, e o fiz beber o elixir. Sua pele corou um pouco, mas ele ainda estava mal. Richard chegou para me ajudar, e no três, levantamos ele e o carregamos até a outra escada, onde não havia chamas por perto. Sua cabeça estava apoiada pelo lençol, estávamos tentando limpar seu sangue.

    - Ainda tenho alguns lençóis aqui, Desossa.

    Depois de um tempo, João piscou, e fez uma careta de dor. Estava vivo.

    - Ei cara, eu vou fazer essa missão e decapitar cada minotauro que eu ver pela frente, por você.

    Richard concordou:

    - Eu também, João. Vou perfurar cada crânio e pendurá-los na casa. Um dia ainda riremos desta história.

    Os olhos de João se voltaram para mim, e seus lábios se mexeram:

    - Vão.

    Me agachei, um pouco cansado de levantar tanto peso, mas ao mesmo tempo revigorado por meu amigo estar vivo:

    - Pode deixar cara.

    Levantei de novo, Richard fez sinal de positivo, mas o interrompi:

    - Ei, vá com calma aí. Eu preciso de uma coisinha aqui.

    Andei um pouco para frente, e peguei três espinhos quebrados, guardando dois deles no bolso da calça de coro.

    - Agora sim.

    Ele riu, e desceu. Fui logo em seguida. Quatro minotauros nos cercaram imediatamente, mas eu os via não mais com medo, mas sim com raiva. Gritando de ódio, fui para cima de dois deles, tirando um espinho do bolso. Finquei um espinho em cada crânio, e os dois caíram ainda vivos. Mas antes que um levantasse, pisei em cima de sua cabeça e arranquei um de seus chifres, com um pouco de força extra, cravando-o depois no olho. Menos um. Me voltei para o outro, que estava de pé, o espinho ainda fincado. Tirei o último do bolso, e quando o monstro desferiu seu golpe rápido, larguei a coisa pontuda em um de seus olhos, matando-o. Olhei para trás, e Richard já havia matado um, mas levara um golpe na perna, estava mancando. Fui ajuda-lo, mas ele interrompeu:

    - Ei, vá pegar a recompensa! Rápido! Aquele baú ali! – Ele apontou para um baú de madeira novo, se destacando entre os outros.

    Sem pensar duas vezes, fui até lá e abri-o. Eu imaginava que viria qualquer coisa, mas aquela espada, cromada, com detalhes em ouro dos lados, eu não imaginava. Era exatamente o que eu precisava. Corri de volta aonde Richard estava, e bastou eu perfurar o peito do minotauro, que ele caiu. A lâmina passou lisa em seu corpo.

    - Gostou do seu novo brinquedo? – Disse Richard, vendo seu corte na perna, e vendo que eu ia perguntar, ele incrementou – Não foi nada, relaxa.

    Olhei direito para a espada nova, era linda e reluzente:

    - Irei usá-la para sempre. João vai gostar muito dela, tenho certeza, vamos mostrar à ele.

    Subimos a escada, com a adrenalina da batalha ainda solta, estávamos eufóricos. Quando subimos, vi o lençol jogado no chão, um rastro de sangue percorrendo por toda a sala, as chamas que estavam perto da saída apagadas: João não estava lá.
    Última edição por Mano Mendigo; 23-05-2013 às 14:20.

  10. #20
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    Os Minotauros fortinhos não foram páreos para o Desossa

    E agora ele vai ficar todo forte com uma carlin sword, auhehaue


    Tenso o João desaparecer assim. Vai ver fugiu de medo pelo que aconteceu quando o desossa 'dormiu', ou foi raptado!

    A história está ficando boa, parabéns =D

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    "Dizem as lendas que o matador negro caminhou entre a terra dos puros Fey, na esperança de ser julgado por tudo que fez. As pequenas criaturas encontraram uma gota de pureza em seu coração, e o aceitaram como um ser justo. Assim nasceu Bloodwing, a mística ave que assumiu a forma tenebrosa das lembranças da guerra, o julgando silenciosamente mas permanecendo ao seu lado, seu pequeno suspiro de liberdade."



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