Espero que não seja do primeiro de abril, e também espero que o capítulo seja ótimo como está parecendo o prévia. Se for de primeiro de abril, perdeu mais um leitor zoa-
Spoiler: Respostas ao Comentários (3) - [Livro II] Capítulo 5
Postado originalmente por CarlosLendario
É piada de 1 de Abril sim, principalmente sobre o livro lá que te falei por pm :a
Se não for, o cap será bem dahorinha... Aguardo ele e que ele seja tão bom quanto as frases dizem
Ps: Usou fonte errada no quote, burro.
Usei aquela fonte porque eu quis... e to usando ela de novo agora pq eu quero!
Esse livro aí que tu falou é mt ruim... eu nem recomendo!
To zuando!
Espero que você ache que o capítulo foi bom!
Postado originalmente por Kevin Yamane
Não sei porquê, mas eu ri
Espero que não seja do primeiro de abril, e também espero que o capítulo seja ótimo como está parecendo o prévia. Se for de primeiro de abril, perdeu mais um leitor zoa-
Não é primeiro de abril po! Se fosse eu não ia falar nada, né?
Obrigado por acompanhar a história e espero que goste do capitulo!
Então Galera,
Segue o capítulo 6!
Muito obrigado a todos os leitores que comentam e ajudam a manter essa história viva!
E para incentivar os comentários: Quem adivinhar o título do próximo capítulo (ou chegar mais perto) vai receber ele por MP um dia antes dos demais!
Capítulo 6 - Adeus Rookgaard
Apesar de não conseguir enxergar direito, Dan viu alguém de pé, poucos metros à frente dele.
Aos poucos sua visão foi melhorando e a cor predominante vermelha não deixou dúvidas de que era alguém que ele não encontrava desde os seus primeiros dias naquela ilha.
[Dan] - Não! - disse se protegendo com as mãos. - Você matou o Rei!
[Cavaleiro] - Não fui eu. - disse calmamente - Foi um antigo companheiro de Legião. Eu tentei avisar. Mas preste atenção. – continuou falando, pausadamente. - Quando estiver no continente, procure a sua mãe. Ela ainda precisa da sua ajuda.
O cavaleiro foi sumindo aos poucos, até que Dan abriu os olhos.
Durante alguns segundos, ele ficou assustado com o que acabara de sonhar, até se dar conta de que naquele dia ele sairia da ilha de Rookgaard.
Mais tranquilo, o jovem notou que a claridade já invadia o lugar e Lignuns também já estava despertando.
[Dan] - Vamos Lignuns, hoje é o grande dia! - disse enquanto se levantava.
Devagar, Dan levantou e caminhou até o monge, que estava de costas, olhando para o ainda deserto centro de Rookgaard.
[Dan] - Cipfried, onde está a Luna? - perguntou com cuidado.
[Cipfried] - No andar de cima, Dan, ela teve uma noite muito difícil. Mas creio que ela já está descendo. – disse atenciosamente.
No mesmo instante, alguns passos começaram a serem ouvidos. Alguém descia as escadas, de uma forma bem devagar. Dan rapidamente virou-se para olhar e por alguns segundos, ele não reconheceu a garota.
Ela estava mais magra e aparentemente mais fraca, além de estar com uma fisionomia abatida.
[Dan] - Luna! - disse se aproximando da escada - O que aconteceu? O que você fez?
Rapidamente, a garota endireitou a sua postura, tentando parecer mais firme, e começou a falar.
[Luna] - Eu fiz o que tinha que ser feito, Dan! Agora vamos logo embora! - disse com a mesma irritação do dia anterior e demonstrando que estava bem - Depois de tudo isso, eu não quero ainda acabar presa nessa ilha!
Dan apenas consentiu e olhou para trás procurando o seu amigo, que já estava pronto e se aproximava.
[Dan] - Então, vamos. - confirmou para Luna.
Logo que eles se viraram para a saída, notaram que Cipfried estava com um largo sorriso no rosto, o que não era muito comum.
[Cipfried] - Enfim, uma das maiores missões que eu já tive está concluída! - disse sem esconder a felicidade - Vão em paz para a ilha do destino... E escolham sabiamente a vocações de vocês!
Luna e Lignuns sorriram, caminharam até Cipfried e lhes deram um abraço.
Dan ficou pensativo, esperou seus amigos terminarem de se despedir e então se aproximou do Monge.
[Dan] - Cipfried, eu ainda não estou certo de qual vocação devo escolher...
[Cipfried] - É para isso que existe a ilha do Destino. Para ajudar os iniciantes a escolherem as suas vocações. - disse calmamente.
[Dan] - Mas e se eu escolher a vocação errada? - perguntou preocupado.
[Cipfried] - Não existe vocação errada, Dan. Você não precisa se preocupar com isso, a sua vocação já está decidida há muito tempo, você só ainda não sabe. Quando chegar a hora de você fazer a sua escolha, você vai decidir pela vocação certa, que será exatamente aquela que você deveria escolher.
Apesar de as palavras do monge parecerem confusas e enigmáticas, Dan entendeu a mensagem e deu um leve sorriso. Em seguida, Dan olhou para saber onde seus amigos estavam e viu que eles o esperavam na saída do templo. Tendo certeza que eles não poderiam o ouvir, Dan mudou de assunto rapidamente.
[Dan] - Cipfried, o que aconteceu com a Luna? Ela está diferente... Apesar de aparentemente ela estar bem...
[Cipfried] - Não foi nada fácil o que a sua amiga teve que fazer. - ele foi falando seriamente - Ela agora está muito mais fraca e internamente ela também deve ter sentido alguma coisa. Tome cuidado com ela, pois ela sempre tenta parecer que está bem, mas na maior parte do tempo ela não está. De toda forma, ela está pronta para ir para o continente, como já estava há meses atrás.
Dan anuiu e pelo olhar do monge, entendeu que já estava na hora dele partir. Após uma rápida despedida, ele se juntou aos seus amigos na saída do Templo.
Rookgaard ainda estava um tanto deserta. Aparentemente, a maioria dos moradores e aventureiros decidiu ficar em suas casas ou hospedagens.
[Dan] - Não entendo porque as pessoas não estão vindo comerciar. O que a morte do Rei tem com isso?
[Lignuns] - A insegurança, Dan. - disse pensativo - Sem um Rei para governar, nenhum lugar mais é seguro, nada impede que as pessoas roubem, saqueiem ou mesmo matem.
[Luna] - Também pode ser o luto. - disse olhando para baixo - Depois dessa notícia, poucos moradores do Reino de Thais vão estar animados para sair de casa...
[Dan] - É... - disse concordando - Deve ser um pouco de cada coisa...
Enquanto atravessavam o centro, Dan deu uma rápida olhada para um canto na esquerda, procurando pelo seu velho amigo sapateiro, mas infelizmente, o Senhor das Botas também não havia saído de casa e ele não pôde se despedir.
Assim, o jovem começou a observar as construções do vilarejo. Ao mesmo tempo em que tinha um sentimento de agradecimento por tudo que viveu naquele lugar, ele sentia uma ponta de tristeza por saber que provavelmente aquela era a última vez em que ele admirava a cidade.
Dan seguia caminhando, lembrando-se das aventuras que teve e dos principais momentos que viveu naquele lugar, até que seu amigo interrompeu os seus pensamentos.
[Lignuns] - E então, Dan? - disse puxando assunto - Está ansioso para perguntar ao Oráculo sobre o seu irmão?
Os últimos dias foram tão agitados que o jovem havia praticamente esquecido de algo que ele tanto queria.
[Dan] - É verdade! O meu irmão esteve aqui há alguns anos atrás e o Oráculo sabe o nome dele! - disse lembrando-se de algo que o Monge Cipfried havia dito há algum tempo atrás.
Uma animação tomou conta de Dan e sem esconder o sorriso, ele foi andando mais rapidamente. O jovem ficava ainda mais feliz quando olhava para Luna e se certificava que a garota estava bem, indo com eles para o continente.
Ao entrarem na Academia, eles foram recebidos pela aventureira Amber.
[Amber] - Eu soube que vocês estão indo para o continente. Desejo toda sorte para vocês!
A aventureira foi dando abraços em cada um, enquanto falava.
[Amber] - Acho que o Vascalir está dormindo. Ele ficou muito chocado com a notícia sobre o Rei e só agora conseguiu descansar. Mas com certeza ele também deseja o melhor para vocês.
Os jovens apenas sorriram para as palavras de Amber e após se despedirem, subiram as escadas.
Aos poucos, a animação de Dan foi se transformando em nervosismo. Ele estava a um passo de tomar uma decisão definitiva e de uma obter uma resposta que há muito tempo esperava.
[Lignuns] - Fique calmo, Dan! - disse ao perceber a aflição no rosto de seu amigo - Vai dar tudo certo! - disse sorrindo.
O jovem retribuiu o sorriso e eles entraram no salão onde Luna havia conversado com o Oráculo.
Para surpresa de Dan, o local parecia vazio. Havia um longo tapete vermelho, com apenas uma estátua ao final.
[Dan] - O Oráculo não está aqui! Para onde ele foi? - perguntou confuso.
[Luna] - Dan! - exclamou repreendendo o jovem.
[Lignuns] - Ele está ali... - sussurrou apontando para a estátua.
[Dan] - O Oráculo é uma estátua! Isso não faz sentido! - respondeu também em sussurros.
Dan ficou analisando a estátua, que tinha duas grandes asas e segurava uma longa espada, contudo, Dan não conseguiu identificar se a estátua era de um homem ou de uma mulher.
[Lignuns] - O Oráculo era um grande profeta. Ele previa o futuro e era muito poderoso, mas há muitos anos atrás ele foi derrotado por um demônio antigo. Tudo o que restou dele está nessa estatua. - ele foi explicando enquanto eles se aproximavam do Oráculo. - E dessa estátua ele governa Rookgaard e permite que os jovens que estiverem preparados possam ir para a ilha do Destino.
[Luna] - Olá... - ela foi a primeira a falar com a estátua, logo que eles chegaram.
[Oráculo] - Luna, você está pronta para enfrentar o seu destino? - perguntou no tom firme habitual.
A garota esboçou um sorriso tímido e respondeu.
[Luna] - Sim!
[Oráculo] - Você não poderá mais voltar para aqui! Está certa disso?
Luna rapidamente olhou para os seus amigos, fez um sinal positivo com a cabeça e respondeu à estátua.
[Luna] - Sim!
No mesmo instante em que a garota respondeu, ela sumiu.
[Dan] - Luna! - exclamou assustado. - Para onde ela foi? - perguntou para Lignuns
[Lignuns] - Calma, Dan! - disse bem baixinho. - Ela já deve estar na ilha do Destino. Agora é a sua vez.
Um pouco inseguro, Dan se virou novamente para o Oráculo, respirou e falou.
[Dan] - Olá.
[Oráculo] - Donan, você está preparado para enfrentar o seu destino?
Dan rapidamente olhou assustado para o seu amigo.
[Dan] - Do que ele me chamou? - perguntou.
[Lignuns] - Eu não entendi muito bem... - respondeu sussurrando - Mas parece que Dan não é exatamente o seu nome, deve ser um apelido...
O jovem não entendeu muito bem e virou-se novamente para a estátua.
[Dan] - Eu estou preparado, mas do que o senhor me chamou? - perguntou ao Oráculo.
[Oráculo] - Eu sei de muitas coisas sobre o mundo de Tibia, mas infelizmente, eu não posso ficar respondendo a todas as perguntas dos jovens que estão saindo de Rookgaard. Então, eu respondo apenas a uma pergunta de cada aventureiro. Você quer saber o seu nome verdadeiro?
[Dan] - Isso! – respondeu rapidamente, mas logo se arrependeu - Não, espera... - Lignuns já estava encarando Dan, preocupado com ele ter esquecido o que tinha para perguntar. - Eu não quero saber o meu nome... Quero saber o nome do meu irmão.
[Oráculo] - Muito bem... Seu irmão se chama Konan...
[Lignuns] - Não é possível! - exclamou para o Oráculo - Konan? O filho do Pirata Ray?
[Oráculo] - Essa é a sua pergunta, Lignuns?
Lignuns olhou para o seu amigo, que lhe fez um sinal positivo, esperando que pudesse também descobrir alguma coisa além do nome de seu irmão.
[Lignuns] - Sim, eu quero saber se o Konan que você acabou de falar é o filho do Pirata Ray Striker!
[Oráculo] - De fato, Konan é considerado filho de Ray, mas essa não é verdade. Raymond não é o verdadeiro pai de Konan. - concluiu para não deixar dúvidas.
[Lignuns] - E quem é o verdadeiro pai de Konan? - perguntou rapidamente
[Oráculo] - Sinto muito, mas eu não irei mais responder perguntas de vocês. Vocês é que devem me responder, estão realmente preparados para enfrentar os seus destinos?
[Lignuns] - Sim. - Dan hesitou e Lignuns acabou respondendo primeiro.
[Dan] - Sim. - disse enquanto seu amigo desaparecia.
Ato contínuo, Dan sumiu, deixando o salão novamente vazio e silencioso.