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Que eu saiba, não existe nenhuma técnica pra mensurar esse tipo de coisa, só uma observação empírica, mesmo.
Por exemplo, uma garota da minha faculdade passou em concurso público (de nível médio) estudando por apenas 3 meses, sem ter nenhuma grande base naquilo. E ela não é aquele tipo nerd, pelo contrário...
E em menos de 2 anos ela se tornou vice-chefe... claro que deu um pouco de sorte também, mas apresentou um bom trabalho.
Ela tem muito mais capacidade do que eu e 95% do resto da faculdade, mas não significa que os demais não tenham, apenas tem menos. Só que tem gente que não tem o suficiente pra muita coisa, aí complica...
Acho que a grande maioria tem capacidade, o que vai diferenciar é o quanto a pessoa se doou para aquilo que ela 'realmente' quer.
Não sei, cara...
Tem gente que estuda várias e várias horas por dias durante anos e não passa em concurso nem pra analista, enquanto tem gente que com menos de 27 anos já está em concurso top de linha, já tendo sido juiz federal, além de falar fluentemente 5 línguas, ser professor, fazer pós-graduação etc.
Você não pode falar que um mercado não está saturado argumentando que "os bons, que tem capacidade e que estudam conseguem emprego". Isso vale para qualquer área. Mas em uma área que forma mais de 174 novos profissionais POR DIA e não possui uma demanda que acompanhe proporcionalmente o crescimento do país, está sim saturada.
A não ser é claro que Direito tenha virada um curso que forma concurseiros e não bacharéis da área.
Liga das Lendas: Vintas
Também pensei que não.
O engraçado e injusto é que capacidade de passar num concurso/seleção é bem diferente da capacidade de aprender/estudar, e a capacidade também não é totalmente proporcional ao domínio do conhecimento requerido.
Pego o exemplo do meu pai, ele trabalhava na roça, plantação de café, estudava 2~3 horas por dia, sem cursinho, material escasso, e conseguiu passar pra um cuncurso que hoje equivale ao AFRFB, na época coletoria federal, enquanto reprovaram seus 40 conterrâneos que estudavam de 10 a 15 horas por dia, cursinho, material, etc. É óbvio que meu pai não tinha 1/2 do conhecimento que seus colegas, mas ele conseguia passar em concursos.
Eu acredito, baseado em resultados anteriores e empiricamente, que tenho uma capacidade acima da média de ir bem em provas.
Não sei explicar como, mas é como se eu lesse a mente da banca examinadora e respondesse exatamente o que ela quer, mesmo não tendo um domínio extraordinário do conhecimento.
Li em algum lugar que a população formada em algum curso superior no Brasil é constituída de apenas 20% do ideal, ideal esse baseado em modelos europeus.
Se o mercado já está saturado, o que acontecerá quando o número de pessoas formadas atingir o ideal?
Última edição por Ozmagic; 13-11-2012 às 19:10.
O Brasil já possui mais cursos de Direito do que todos os países do mundo reunidos. Então pode ter certeza que essa defasagem de profissionais passa longe dessa área.
Mas se nada for feito, chegaremos ao ponto de ter muito mais bacharéis de Direito do que já temos. E vale lembrar que esse tipo de profissional superior, salvo minoria, não contribui virtualmente em nada para o crescimento do país. Pelo contrário até, muitos só ajudam a inchar a máquina pública, se dedicando exclusivamente à escalada de cargos concursados.
Última edição por Bob Joe; 13-11-2012 às 19:24.
Liga das Lendas: Vintas
É que não é só questão de conseguir emprego, e sim de existir uma verdadeira demanda por bons profissionais que não é suprida, tanto na área pública quanto na privada. Temos milhões de bacharéis em Direito (que não podem exercer função nem de consultoria) porque temos milhares de faculdades ruins que formam pessoas incapazes até mesmo de passar no exame de ordem.
Ainda penso que existe a saturação. Toda profissão tem um grande número de vagas direcionados a profissionais medíocres e comuns. Essas vagas e funções são as que mais absorvem profissionais, sendo que as funções que exigem mais qualificações estão em um topo de pirâmide de carreira.
Só que os profissionais medíocres do Direito não conseguem mais emprego. A massa dos formados não tem sequer perspectiva de alguma coisa e quando um desses cargos fica vago, a remuneração vai lá embaixo por conta da oferta de mão de obra.
Imagino que seja assim nessa área, me corrija se eu estiver errado.
Liga das Lendas: Vintas