Vi
Itsuka Tenma no Kuro-Usagi.
Estou sem palavras para esse anime.
Antes de eu assistir pensava que seria, basicamente, “um anime de vampiros”. Agora, assim, tem vampiros, mas só uma garotinha; daí tem um rapaz que se torna imortal (sendo mais claro, pode morrer até seis vezes a cada quinze minutos que não tem problema, mas na sétima, tchau, tchau) por ter conhecido essa vampira quando criança; tem a escola onde esse rapaz estuda e que na verdade é protegida por militares por ficar num área de cruzamento entre dimensões; tem o conselho estudantil que na realidade é formado por um cara forte ranzinza e uma demônio ingênua que têm a missão de vigiar esse cruzamento; há uma profecia que nunca fica muito clara quanto ao que diz, mas em parte prevê a destruição do mundo pelas mãos dessa vampira; daí tem uns demônios fodas fodas, bem fodões, que poderiam te matar somente mostrando suas formas reais, mas ao invés disso tentam usar os outros para matar e garota; tem uma amiga de infância do protagonista que na verdade foi criada por esses demônios para observar a situação; tem uns outros vilões ou pseudo vilões que parecem querer só brincar e assistir a tudo isso, porque são fodas, fodas, bem fodões, entretanto não fazem porra nenhuma; ah, e por aí vai.
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Enrolei, mas, em resumo, é um daqueles animes que são ruins de fato. Não é gosto, não é pré-conceito, nada disso: só incontestavelmente ruim. Alguém que o ache bom possui um gosto tão questionável quanto os integrantes do fã-clube de Uwe Boll, aquele diretor de cinema famoso por fazer adaptações horríveis de vários jogos, como Alone in the Dark e Bloodrayne.
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Exageros à parte, eu disse no início que “estava sem palavras” porque mal consigo arrumar a história do anime de um modo que possa ser explicada melhor; ao mesmo tempo em que ocorrem tantas coisas, não acontece nada de significativo. Há essa besteira mal explicada de profecia, mas no fim se preocupam mais em mostrar romancezinhos e fan service baratos, tendo ocasionalmente descerebradas e absurdas sequências de ação e drama. No final dão atenção maior à história principal, com uma evolução que não faz sentido algum e um desfecho desanimador, repentino (fiquei surpreso ao ver que estava acabando no episódio 11, pois o 12 é nada além de “um dia nas termas onde por coincidência todos os personagens se encontram”) e que, óbvio ululante, deixa várias pontas soltas – ou seja, se quer mais detalhes, acompanhe a light novel, cujo autor criou
Densetsu no Yuusha no Densetsu.
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A “dupla personalidade” da garota vampira, imbecilmente amorosa e melosa perto do protagonista, mas irritantemente séria e fria quando longe dele; o próprio protagonista, indeciso, inseguro, apagado, irracional, um bobão que quer ficar forte para proteger quem ama e que só parece conseguir ganhar de adversários 10000x mais fortes do que ele porque “ah eu faço isso por amor vocês não”; o ridículo personagem ranzinza que só sabe chamar os outros de “lixo”; sua parceira que é fofinha, admito, contudo é uma chateação constante; a amiga de infância pura e inocente que, logicamente, não sabe de nada do que está acontecendo; os vilões que mais falam do que fazem. Nenhum empolga de verdade. No máximo, dá para achar graça na relação entre o rapaz fortão e a demônio tolinha, visto que são imensuravelmente diferentes um do outro e, por conta disso, acabam criando algumas cenas curiosas. Já o casal principal, ou, o triângulo amoroso, jamais causa um mínimo de afinidade.
Séries de 2011;
49º Hidan no Aria - 5,6
50º Oniichan no Koto Nanka Zenzen Suki Janain Dakara ne!! - 5,4
51º Rio: Raibow Gate! - 5,4
52º Itsuka Tenma no Kuro-Usagi - 5,2
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Preciso de algo que me reanime. Depois de ver o ótimo
Tiger & Bunny, segui uma queda de qualidade ininterrupta no que fui assistindo; veio o ainda bom, com consideráveis ressalvas,
Uta no Prince-sama♪ Maji Love 1000%; continuei com o capenga
Dantalian no Shoka; suportei o sem graça e tedioso
Maria Holic: Alive; e agora isso, que de tão horrível fez eu ficar revendo cenas do anime anterior, Maria - que parece uma obra prima em comparação.
Agora me arriscarei com
Sacred Seven...
Dard*