
Postado originalmente por
luizjuiz
Esqueci de falar que era alguns materiais só
jajajaj
anyway
prove im wrong
Cara, é como fazer um teste de tração em um corpo de prova.
O músculo é um material fibroso e dá para aproximar como um material dúctil elasto-plástico real, ou seja, a curva tensão deformação vai ter essa cara:
O objetivo da musculação é causar micro-trincas no músculo, isso exige movimento permanente de planos atômicos (deformação plástica) que será alcançada sobre ciclagem.
Da teoria da propagação de trinca, a falha em materiais dúcteis dá-se pelo escorregamento de planos atômicos nas discordâncias e ocorre nos planos com maior empacotamento dentro do material, que é o que desejamos.
Ao ser submetido a uma carga dinâmica, existe um fator de impacto praticamente imbutido na equação, cada material possui um tempo de relaxação que é o tempo necessário para o rearranjamento das ligações interatômicas/intergranulares quando existe cisalhamento interno, ao fazer com que a velocidade de carregamento fique maior, este tempo começa a ser desrespeitado e o material começa a apresentar tendência à fratura frágil.
A fratura frágil é caracterizada pela rápida propagação da trinca, com pouca deformação, ocorre por clivagem, que pode ser tanto transgranular (através dos grãos) ou intergranular (no contorno de grão). Possui tendência a ocorrer nos planos menos densos (com maior presença de descontinuidades) no material.
Isso significa que subir muito a velocidade das séries de exercício diminui a sua capacidade de carga e pode causar lesões sérias em lugares onde o músculo está mais fraco.
Graficamente vê-se que ele falha catastroficamente antes de surgirem as trincas por plastificação que são desejadas.
Creio que seja por isso a recomendação de séries mais longas com menos peso, o fator dinâmico é menor, que implica em mais carga útil e menos chance de lesões indesejadas, abrindo espaço apenas para as micro-lesões desejadas.
Içae, agora pega eu.
-=Angel of Darkness=-