"A marca do lobo" tem algo de muito podre, uma ideia poderosa, mas eu simplesmente falhei em captar a mensagem por inteira. Li, reli, e cheguei a várias conclusões, mas nenhuma tão forte a ponto de me fazer pensar com certeza absoluta: "é isso, decifrei o conto".
E a julgar pela votação do pessoal, sinto que não fui o único a ficar com esse "vazio interpretativo"; ou talvez tenha sido, e aqueles que entenderam o conto não acharam-no tão bom quanto parece ser a sua premissa. Isso porque a narração aqui é muito detalhista, e parece que cada elemento está cumprindo um papel.
Talvez, no futuro, com os autores devidamente revelados, eu chegue a discutir as interpretações desse texto, cara a cara com o autor. Esse anonimato de autores não me soa positivo, porque fica algo muito inibido, muito preso; ao meu ver, os participantes não se sentem livres para discutirem os contos abertamente, e os autores só são "liberados" para a discussão após o término da justa. O projeto está muito movimentado, e dificilmente eu irei passar por esse tópico novamente.
O que dizer do segundo conto, que provavelmente foi um dos melhores que já li nesse fórum? A ideia aqui é ousada, poderosa, muito livre e bem trabalhada. É o típico texto que eu, sendo um apreciador desse tipo de tema, encho a boca para falar bem. O autor não se prende à regras, formalidades, ou coisa alguma. Nem mesmo a polêmica barreira do tema é capaz de parar a eloquência do autor. É disso que gosto: dessa selvageria, dessa inocência mascarada, desse ar criativo e ousado.
"Princesa" é a combinação de todos esses fatores, que resultaram num texto elegante, simples, que não sobra nem falta. É na medida. Parece ser despretensioso, com seu vocabulário singelo e "fácil de engolir", mas eu vi uma enorme pretensão na ideia do autor.
O texto é conduzido forma maestral, pra induzir o leitor a simplesmente achar que é uma situação absolutamente normal, uma troca de amor e carinho entre homem e criança; e essa ideia é simplesmente bizarra. Enfim, eu amei.
Já deu pra sacar qual é o meu voto, não?
"Princesa".
Abraços.