Citação Postado originalmente por Locke Cole Ver Post
Tá, Poncheis. Lendo suas respostas, vejo que há uma confusão teórica (comum) entre socialismo e comunismo. Vamos usar as velhas definições de Marx: socialismo = tomado do Estado pelos trabalhadores, ditadura do proletariado / comunismo = estágio final do socialismo, com extinção do Estado e anarquia. Beleza?
Não posso dizer que o comunismo se equivale à anarquia, até porque não tenho um conhecimento aprofundado sobre ambos assuntos. Mas acho que é isso mesmo .

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Regimes socialistas (ver definição no primeiro parágrafo) em geral não garantem o direito à propriedade privada. A maior parte dos teóricos socialistas defende que os meios de produção sejam todos roubados pelo governo. Em Cuba, você pode até gerenciar uma padaria ou farmácia, mas em último caso ela é do governo, que tem autonomia para tomá-la assim que desejar.
Parece que você está confundindo o emprego de vendedor com o de comerciante. Em Cuba, senão me engano até este momento o único tipo de empresa aceito pelo governo são "apenas" as empresas transnacionais.

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É curioso notar que os capitalistas mais radicais (os anarco-capitalistas) defendem o mesmo que os comunistas: a extinção do Estado. A diferença é que os segundos acreditam que todos darão as mãos e serão felizes enquanto dividem suas propriedades; enquanto os primeiros imaginam que a propriedade privada continuará sendo reconhecida pela sociadade, bem como os patrões e empregados e a riqueza será produzida em quantidades nunca dantes vistas.
Então anarco-capitalistas não é tão anarquico assim, pois reconhece a liderança do patrão sobre o empregado. Pelo que sei um dos principios da anarquia é justamente não haver nenhuma forma de liderança, onde as pessoas possam levar a liberdade pessoal ao extremo.

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As empresas são obrigadas a pagar um mínimo exigido pelo trabalhador. Em todo contrato voluntário bilateral capitalista, as duas partes julgam estar ganhando. Os chineses têm escolha, e creêm que é conveniente aderirem a um subemprego. A empresa busca produzir riqueza ao menor custo possível. Isso não apenas maximiza os lucros (que são convertidos em investimentos e consumo) como transforma-se em preços mais baixos para toda a sociedade.
Sim, e se chegar um ponto em que os cidadãos chineses possuam uma qualiadde de vida, onde eles poderão trabalhar até 7 horas por dia e receber um salário mínimo que não seja mizerável, acredito que isso deficilmente seria lucrativo para as empresas multinacionais que instalam lá, acabando não gerando lucro.

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Se o padrão de vida chinês aumentar e salários mais altos forem exigidos, cabe aos trabalhadores locais se qualificarem o suficiente para que os empresários estejam dispostos a pagá-los. Isso já aconteceu nos Estados Unidos - o trabalhador americano médio é muito mais qualificado que o chinês, e não é à toa que aquele país, ao lado do Japão, é o maior fabricante de produtos de altíssimo valor agregado no mundo - produtos que requerem pesquisa e aprimoramento intelectual dos funcionários.
Antes de fazer essa afirmação, você deve estar ciente de que predomina na china as empresas de média / baixa intensidade tecnológica, ou seja, o tipo perfeito de empregado desses tipos de empresas é o chinês burro, onde ele possa ser explorado, e que nesse tipo de emprego eles costumam realizar atividades simples, não exigindo uma boa formação escolar para trabalhar nesse tipo de empresa. Mas, se passa a predominar na china pessoas bem alfabetizadas, conscientes de seus direitos, e que passem a reinvidicar melhores condições de trabalho e melhores salários, isso não se torna mais lucrativo para as empresas dessa intensidade tecnológica, não se tornando mais interessante continuar na China. E isso geraria desemprego para milhões de pessoas.