Capítulo II – A Espada do Espírito
O guerreiro agora, com medo como nunca havia ficado antes, caminhava no estranho e escuro corredor, iluminado por sua improvisada tocha. A cada passo a estranha sensação aumentava, suas pernas tremiam e seu coração disparava. Estranho, pois nunca se sentiu daquele jeito, continuou caminhando até sentir o fim do corredor, com a fraca iluminação da tocha Percebeu que estava agora numa sala, talvez do mesmo tamanho que a primeira. O cheiro pútrido aumentava, o frio na barriga ficava mais forte. Quando apontou sua tocha para o chão e percebeu, cadáveres decompostos, e alguns ainda em decomposição, vários esqueletos, visão horrível, mas já estava acostumado com corpos, pois ele próprio matou muitos guerreiros.
- O que causou isso? Seja o que for está aqui! – Pensa, aumentando seu medo ao olhar os corpos no chão. Suas pernas pareciam lhe impedir de ficar de pé, estava lutando consigo mesmo.
- Hahahahha. – Uma sinistra gargalhada pode-se ouvir dentro desta sala escura, o que fez o jovem soldado se arrepiar por inteiro, seu coração negro estava a ponto de saltar do peito, lhe trazendo morte instantânea. Talvez preferisse a morte, á sentir aquela sensação. Levou uma mão à espada na cintura, e apontou a tocha em direção a gargalhada, a frente da sala.
- Largue sua espada, não é está que você deve desembainhar. – Novamente a voz sinistra é ouvida.
- Quem está ai? Apareça! – Puxou sua espada, contrariando a voz que o mandava parar, sua tocha que já estava fraca, se apaga. Arregalou os olhos, tentando enxergar algo a sua frente, e uma luz forte surgiu, não era um adversário que via, mas sim uma espada prata, entalhada com um pentagrama no cabo, presa a uma pedra, fixada.
- Vá, é seu destino obter esta espada, sinto sua alma e seu coração cheios de ódio, isso lhe trouxe até mim, e até a espada. Puxe-a, e cumpra seu destino. Muitos tentaram, como você pode ver, mas nunca conseguiram. – Krusk percebeu que a voz não vinha de um ser vivo, a voz era ouvida de todos os cantos da sala, como mágica, o que o fez se arrepiar ainda mais, nunca acreditou em assombrações e coisas do gênero.
Caminhou até a espada, havia algo entalhado na pedra onde ela estava:
“Está espada revelará a verdadeira força do espírito de quem a empunha, use-a com o coração bom e salvará vidas, use-a com o coração cheio de maldade, e tirará vidas”.
O homem com o coração cheio de ódio sentia-se estranhamente ligado a espada, segurou-a com as duas mãos e na sua mente veio a imagem do rei, o banindo do reino e lembrou-se da humilhação sofrida. O ódio transbordou sobre a espada, que começou a brilhar intensamente, o medo já tinha o abandonado e só a vingança veio a sua cabeça. Retirou a espada, nunca havia sentido aquela estranha sensação, como se sua energia fosse drenada pela espada, mas se sentiu forte ao mesmo tempo, mais forte que nunca, pronto para derrotar qualquer criatura viva.
Estranhamente, a antiga escuridão da caverna, já não era mais problema, enxergava perfeitamente a sua volta, sentia que a espada lhe proporcionava este poder.
Avistou um lugar onde talvez pudesse escalar e resolveu tentar, viu um pequeno clarão que não havia antes. Com um pouco de dificuldade, devido à armadura prata, começou a escalar a parede até o pequeno clarão em meio às pedras, onde talvez pudesse sair.
Começou a mexer no teto, procurando pedras pra retirar, perto do vão, e sem muita dificuldade consegue retirar algumas, o bastante pra poder sair.
Novamente na floresta, já era dia e o sol raiava forte. Ar, ar puro, finalmente estava longe daquele cheiro insuportável. Perdeu a noção de quanto tempo ficou na caverna e ainda não acreditava totalmente no que havia acontecido, mas sentia a força naquela espada e a sede de vingança veio à tona, talvez fosse a hora de voltar e rever velhos conhecidos...
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