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Tópico: A história de John Silan

  1. #21
    Avatar de Drasty
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    Antes de mais nada tenho que dizer que só li esse último capítulo. E depois quero lhe dar um conselho: esqueça o jogo, esqueça rpg e concentre-se numa coisa, história! Isso não é uma reprodução do jogo e muito menos um enredo de um jogo, do momento em que você como um capítulo você passa a escrever uma história.

    O uso de elementos do jogo durante esse capítulo é evidente.

    Ex:

    espada flamejante
    Lyndis começou a curar o ferimento do arqueiro
    Algo que é do jogo e do rpg devem ser condenados ou devidamente posicionados em uma narrativa. Se você pensar bem como se guardaria um espada que pega fogo? E como se seguraria a base já que tudo está em chamas. Esse detalhes muitas vezes enriquessem não só o personagem, mas a história toda.

    A parte da cura ficou bem vaga também. Curar como? Com remédios, ervas, magia?

    Outras partes me deram uma sensação ruim...

    Ex:

    Eric não teria muitas chances contra três homens. Seria o fim se mais um se envolvesse.
    Como ele não teria chance se a pouco ele tinha matado/ferido quatro, numa luta digamos assim animê (algo rídiculo para uma história diga-se aqui de passagem, nem mesmo grandes épicos de combate usaram lutas exageradas, vide "Senhor dos Anéis" e "Crônicas de Nárnia")?

    No contexto do capítulo como um todo, pode-se dizer que não passou de uma batalha tediante e sem sal algum e um fim rápido e sem importancia, passado em branco e talvez até desnecessário, já que foi praticamente escrito em quatro ou cinco linhas.

    Para ser otimista agora, deve também resaltar o que gostei. Achei Urk um personagem peculiar e chamativo. Com essa postura de General e de pau-mandado faz com quem leia sinta relativa identidade com esse tipo de personagem, que já foi visto em vários filmes e até em livros.

    Achei uma fala de Eric, com devidos exageros, mas com um algo bem interessante, porém logo fora tornado em algo bobo apesar de bonita a frase:

    - Pena eu não ser capaz de fazer algo agora, mas a natureza cuidará de vocês por mim... Bem vindo ao outono de Terris, cavaleiro da lâmina de fogo!
    Muito interessante mesmo essa frase...

    Bom, continuarei lendo.

    Até.

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  2. #22
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    Citação Postado originalmente por Drasty
    Como ele não teria chance se a pouco ele tinha matado/ferido quatro, numa luta digamos assim animê (algo rídiculo para uma história diga-se aqui de passagem, nem mesmo grandes épicos de combate usaram lutas exageradas, vide "Senhor dos Anéis" e "Crônicas de Nárnia")?
    Eu acho meio radical dizer que isso ou aquilo é ridículo. Penso que ninguém é dono da verdade, e se você for pensar bem, há muitas lutas muito mais plausíveis de se discutir do que as habilidades do arqueiro para se livrar de outros três homens. Não é certo menosprezar um roleplay julgando-no ridículo ou fora de senso pelo seu modo de escrita ou pelos fatos nele presentes. E eu, sinceramente, sinto que as pessoas que freqüentam essa seção (e que, porventura, resolvem postar) são muito grossas e/ou estúpidas com os novos escritores. Não é cobrir com panos quentes, mas eu acho que a linguagem torna-se um tanto quanto ofensiva quando mal utilizada. Minha opinião.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  3. #23
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    bem, adorei suas críticas.
    vou tentar elucidar algumas, mas ficou o aprendizado:

    Devo dizer que esqueci de colocar em meu texto onde a espada de fogo era guardada. Numa bainha de bronze.(no texto do meu computador tem essa passagem, mas por descuido acabei não transcrevendo. Erro meu.)
    eu acho que ficou bem nitido como a druidisa curou o marido, se ela tem poderes mágicos, fez algo para este lado, concorda? até porque no contexto onde ela se encontrou, não havia remédios nem nada.
    E a espada de fogo não é necessáriamente ligada a Tibia. Aliás a história de John Silan em si não têm ligação com tibia, mas isso não impede que eu use elementos da fantasia na minha história, impede?
    Vale ressaltar também que Eric veio de um dia longo com o filho, onde passaram o dia todo fora de casa caçando cervos, ainda precisou perseguir um espião e só ai a luta. Considerando Eric com uma idade considerável de pai, é compreensivel que exista o cansaço. É perceptivel também o trabalho que o arqueiro teve para matar um, o ataque que ele sofreu após o primeiro abatimento foi justamente pra mostrar isso.
    E "A história de John Silan" é uma criação minha, espero mesmo passar bem longe de Tolkien e outros. Não gosto e nunca gostei.
    bom, o capítulo 4 está prontinho, só estou vendo o que posso melhorar, pois logo haverá uma mudança drástica na história e eu ando estudando maneiras de fazer isso da forma mais sutil possivel.
    obrigado e continuem criticando!


    P.S:Há de entender também que nos primeiros capítulos, quando descrevi Eric e John, ambos usam vestimentas leves a fim de priorizar a velocidade. Talvez isso explique a "elasticidade" de Eric. Óbviamente um cavaleiro com sua pesada armadura jamais faria movimentos como esses que descrevi no capitulo
    Última edição por Claudio Di Martino; 13-07-2008 às 23:42.
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  4. #24
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    Citação Postado originalmente por CRonaldo 10 Ver Post
    Eu acho meio radical dizer que isso ou aquilo é ridículo. Penso que ninguém é dono da verdade, e se você for pensar bem, há muitas lutas muito mais plausíveis de se discutir do que as habilidades do arqueiro para se livrar de outros três homens. Não é certo menosprezar um roleplay julgando-no ridículo ou fora de senso pelo seu modo de escrita ou pelos fatos nele presentes. E eu, sinceramente, sinto que as pessoas que freqüentam essa seção (e que, porventura, resolvem postar) são muito grossas e/ou estúpidas com os novos escritores. Não é cobrir com panos quentes, mas eu acho que a linguagem torna-se um tanto quanto ofensiva quando mal utilizada. Minha opinião.
    Não taxei de ridículo a história dele. Se você achou que eu fui grosso é porque nunca tomou uma crítica direcionada, se você ouvisse o que eu ouvi então talvez levasse até pro lado pessoal. Acho até que as pessoas que criticam as histórias daqui (críticam direito, não esse comentários banais) são bem calmas até. Eu ter falado ridículo é porque esse estilo de luta é usado basicamente para animes e muitas vezes são mesmo infantis, sem falar que se você olhar a seção vai ver que existem vários e vários texto identicos que só mudam o nome do personagens.

    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    Devo dizer que esqueci de colocar em meu texto onde a espada de fogo era guardada. Numa bainha de bronze.(no texto do meu computador tem essa passagem, mas por descuido acabei não transcrevendo. Erro meu.)
    eu acho que ficou bem nitido como a druidisa curou o marido, se ela tem poderes mágicos, fez algo para este lado, concorda? até porque no contexto onde ela se encontrou, não havia remédios nem nada.
    Tá até ai tudo bem sobre o bronze, apesar de bem batida essa menção. Novamente você bate no tibia sem saber. Ninguém que lê a história é obrigado a saber o que é um druida (desculpe se você explicou em capítulos anteriores e eu não li). Outra dica, poderes mágicos em demasia deixam a história com cara de Harry Potter, quanto mais original, mas interessante se torna.

    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    E a espada de fogo não é necessáriamente ligada a Tibia. Aliás a história de John Silan em si não têm ligação com tibia, mas isso não impede que eu use elementos da fantasia na minha história, impede?
    Nada impede. Aliás escrever é fantasiar.

    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    Vale ressaltar também que Eric veio de um dia longo com o filho, onde passaram o dia todo fora de casa caçando cervos, ainda precisou perseguir um espião e só ai a luta. Considerando Eric com uma idade considerável de pai, é compreensivel que exista o cansaço. É perceptivel também o trabalho que o arqueiro teve para matar um, o ataque que ele sofreu após o primeiro abatimento foi justamente pra mostrar isso.
    E mesmo assim ele derrubou cinco/seis espiões?

    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    E "A história de John Silan" é uma criação minha, espero mesmo passar bem longe de Tolkien e outros. Não gosto e nunca gostei.
    Também não amo Tolkien, mas todas as histórias de prosa fantástica tem influência dele, mal ou bem.

    Algo que irrita na história todo é que seus personagens paracem viver só para lutar. O menino vai estudar para ser guerreiro, não é? Olha como esse determinismo de jogo está presente.

    Espero que história não seja só luta luta luta...

  5. #25
    Avatar de Claudio Di Martino
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    E mesmo assim ele derrubou cinco/seis espiões?
    na verdade Eric sabia que não aguentaria lutar com todos, ainda mais se o general entrasse na batalha também. Por isso procurou atingí-lo para puxar a atenção dos subordinados, afim de conseguir a fuga. Ele não matou os espiões, só deu um jeito de "vazar antes que fosse tarde demais". Até porque eu não postei nenhum outro capítulo, então a morte ou não dos inimigos no incendio ainda é uma incógnita.
    ___

    quanto ao estilo de luta de anime, talvez eu esteja fazendo algo parecido. Mas os unicos animes que eu assisti foram dragonball e dragonball Z, e de uma coisa eu sei: o estilo de batalha dalí é bem diferente do estilo da história de John Silan. Quanto aos outros, nunca assisti.... mas se estou sendo igual, não é por que plagiei.
    De qualquer forma agradeço muito suas críticas, que não me soaram grossas, mas lições; prometo que a história não será só luta luta luta, mas também não será só calmaria...

    Algo que irrita na história todo é que seus personagens paracem viver só para lutar. O menino vai estudar para ser guerreiro, não é? Olha como esse determinismo de jogo está presente.
    outra coisa que vale lembrar, essa história claramente não está nos dias de hoje; não há vestibular para prestar, não há concursos públicos, escola pra quê?.... agora, na idade média um homem fica rico caçando recompensas, ganhando fama nos duelos e nas Justas, fazendo comércio ou roubando. John escolheu uma das opções apenas. Um pai medieval quer que seu filho se torne um cavaleiro também e vire famoso, por isso as mulheres eram de certa forma desprezadas. Até em esparta o cara nascia pra servir o exército. entrava na escola pra lutar aos míseros 7 anos. E os bebes deficientes eram jogados do penhasco, pois eram inuteis para os fins espartanos. Então, na minha opinião, o determinismo pendendo para a luta é uma caracteristica marcante do ambiente medieval e portanto, não pode ser descartada.




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    Última edição por Claudio Di Martino; 14-07-2008 às 13:48.
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  6. #26

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    Bem, prepare-se que o comentário vai ser longo.

    Em primeiro lugar, não dá pra ler o prólogo sem pensar no Ferumbras. Mau sinal. A tua história não deve fazer com que o leitor a ache parecida com outras, dentro do possível - isso tira a atenção dele do teu texto, e transporta para a citada outra história. Como tu espera prender o teu leitor na tua história, esse é um dos motivos para evitar clichês. (e existem muitos outros)

    Bem, falando sobre o primeiro capítulo, dá pra resumí-lo ao que o Drasty falou, a palavra chave: Determinismo. Tal pai tal filho, e todos querem ser guerreiros que combatem o mal, etc. Isso empobrece o enredo, na mesma medida em que o torna simples e fácil de explicar. Veja só: "Pergunta: Por quê o garoto queria ser arqueiro? Resposta: Porque seu pai era, e para combater os malvados." Uma relação entre pai e filho pode sim fazer com que um filho queira seguir os passos do pai, e isso é comum. Mas não simplifique demais as coisas. Além do que, se é comum, geralmente é melhor evitar colocar na história - caso contrário fica aquela sensação em quem lê de "isso eu já vi antes".

    E cuidado ao falar "Idade média", pois tu ta falando de um espaço de tempo de aproximadamente mil anos, e de toda a extensão da europa desde o oeste do que hoje é a China até a costa de Portugal. Lamento, mas falar "Idade Média" não significa absolutamente nada. Nesses mil anos muita coisa mudou, as diferenças entre territórios adjacentes era às vezes gritante e sociedades inteiras se transformaram. Não havia um padrão. Ou seja, discordo de você quando fala que o determinismo direcionado para a guerra era majoritário. Havia cidades para onde as pessoas poderiam ir, dependendo do lugar e da época onde estavam, e elas poderiam ficar no campo, colocar-se à disposição de um senhor, fazer comércio, entrar para uma ordem religiosa, pro clero, etc etc. Havia muito mais atividades para se fazer do que parece. Isso sem contar que, se tu está te baseando no dito "período medieval", tu só ia pra guerra se fosse: Um nobre que não possui terras e se torna vassalo de alguém, ou um servo de um nobre que deve soldados a um outro senhor. Não existia isso de "eu quero ser guerreiro como o meu pai". Isso depende muito do estamento da sociedade a qual o dito "pai" pertence, e isso não ficou claro na tua história. (E como vou mostrar à seguir, armaduras inteiras de metal são coisa do início da idade contemporânea, não da medieval.)

    Se você quer falar sobre "Idade Medieval", esqueça tudo o que aprendeu no colégio e nos livros didáticos, ou quase tudo. Não é um período nem de longe homogêneo, sobre o qual se pode dizer algumas frases simples. Muito do que se acredita que foi esse período, como por exemplo acreditar que foi uma "era das trevas" é uma mentira deslavada, que ja foi pisoteada pelos recentes estudos de medievalistas por todo o mundo, inclusive no Brasil.

    Passando pro segundo capítulo, vou citar o teu próprio texto e comentar. Isso pode se tornar cansativo, mas o seu texto não está um mar de rosas, como alguns usuários deram a entender, e eu acho que esses comentários são do teu interesse:

    Nunca gostou de violência, porém era uma forte druidisa que estava sempre pronta a ajudar quem precisasse.
    Nessa parte, tu simplesmente descreveu arbitrariamente a personalidade dessa personagem através de um narrador onisciente. Uma dica: Deixe a própria personagem mostrar como é a sua personalidade, através das suas ações e aos poucos. O narrador iria fazendo comentários sobre essas ações, naturalmente, mas sem dar informações demais, o que acaba sendo um "spoil" totalmente desnecessário para a história, que além de tudo torna a narrativa artificial.

    Fora uma grande armação; o pai levou o filho cedo para caçar com o intuito de ficar o máximo possível fora de casa, enquanto Lyndis fazia os preparativos da festa do garoto, que fazia 12 anos naquele dia.
    Leia o parágrafo anterio à essa citação, e você vai ver como essa informação foi totalmente redundante. Ela apenas repete sem necessidade a informação que já havia ficado clara um pouco antes.

    sempre com suas duas maças guardadas na cintura
    Bem, se você quis dizer "maças" mesmo, ficou estranho. Agora, se você tentou dizer que era uma daquelas maças com duas ou mais extremidades, presas ao cabo por uma corrente, a palavra certa ceria "Mangual", ou "Mangual de guerra".

    Usava uma armadura azul, com detalhes em ouro, muito parecida com a de seu filho, Sig
    Nenhum cavaleiro usa armaduras se não está em combate ou numa cerimônia muito importante onde ele representa uma parte da milícia. É desconfortável, pesado e além de tudo restringe os movimentos. Ou seja, de maneira nenhuma seria usada numa festa surpresa de aniversário. Outra coisa: Se ele é velho, ainda são menores as chances dele usar a armadura.

    Um detalhe que passa em branco nas histórias medievais: Armaduras, daquelas que nós estamos acostumados a ver em filmes e tal – a de metal, inteira e cobrindo todo o torso – não faz muito sentido antes da invenção da pólvora. Ela é uma invenção que serve principalmente para proteger contra tiros, não lâminas. No tempo das espadas, os guerreiros usavam uma armadura que era uma espécie de camisa feita de argolas de metal, com uma vestimenta de couro com pedaços de madeira por cima – no máximo. Afinal, era um equipamento caro, e qualquer armadura mais restritiva iria impedí-lo de manejar a espada decentemente.

    Uma fogueira ao centro, afastada dela havia uma grande mesa com muita carne de boi, urso, frango, que alimentaria um exército com plena certeza.
    Cruzes! Nem se toda a casa estivesse cheia até o teto com comida não seria suficiente para alimentar um exército. Estamos falando de vários batalhões somando milhares de pessoas... Mesmo se fosse pra alimentar um mísero batalhão, que tem menos gente, ainda não seria suficiente. Seriam centenas de pessoas. Dessa vez exagerou, hein?

    Obviamente mentira. Inventara um pretexto para ir próximo de onde percebera o estranho acontecimento, onde supostamente estaria o invasor.
    Novamente, tu explicou desnecessariamente um fato que estava claro no texto um pouco antes. Parece que você está subestimando a inteligência do leitor, e não se satisfaz em colocar um acontecimento na história sem explicá-lo logo depois, receando que quem leu não tenha entendido.

    Eric não queria que o intruso escapasse, não sem antes tê-lo para interrogatório,
    Deixa eu ver se entendi bem... Ele atirou uma faca numa pessoa sem sequer tentar ver se ela era uma ameaça antes? Como assim, que raciocínio sem noção é esse onde “se tem alguém em cima da árvore, deve ser um intruso hostil que merece ser esfaqueado”? E se fosse uma criança em cima da árvore, ou um macaco? Eles estão na festa de aniversário de uma criança, não numa reunião secreta e confidencial de generais ou reis... Poderia ser alguém fazendo uma brincadeira, ou então pegando uma fruta – As possibilidades são muitas, e a maioria indica que não seria uma ameaça. Em uma ocasião não-hostil como uma festa de criança, me pareceu sem sentido essa desconfiança hostil e ofensiva por parte do personagem, quando no pior dos casos seria uma posição defensiva. Pra mim, parece que você está tentando forçar o enredo, direcionando os personagens para atitudes artificiais, não se importando com a verossimilhança desde que sirva para o fim que você esperava para a história. Cuide com isso, ou teus personagens serão meras marionetes sem vida.

    Então, Eric pegou seu arco e puxou uma flecha da cintura.
    Na festa do filho, ele está com um arco, uma aljava com flechas, três facas, e o que mais? Ele está numa comemoração pacífica ou indo pra guerra?

    após correr muitos metros atrás do suposto espião
    Ou seja, ele não tinha certeza. Então como ele esfaqueia o cara antes de sequer perguntar alguma coisa?

    - Hei homem! –dizia Eric, nervoso-. O que diabos fazia escondido nas árvores observando a minha casa?!
    Essa pergunta deveria ter sido dita como primeira reação plausível ao saber que tinha alguém ou algo na árvore, não acha?

    Era um pequeno bilhete, como se fosse uma ordem para ser cumprida pelo espião
    Bah, me desculpe a expressão... Não quero parecer grosso, mas esse recurso que tu usou foi impressionantemente banal. Então, o cara se mata pra não ser forçado a dizer nada, mas guarda na própria roupa o bilhete original onde consta as suas ordens confidenciais, que iriam entregar a natureza da missão com mais facilidade do que se ele estivesse falando, onde ele poderia blefar? Sem comentários, né? Que tipo de espião fajuto ou trapalhão guardaria o bilhete secreto... nas suas roupas? :/



    Enfim, depois eu leio o terceiro capítulo. Até agora eu não tinha ficado interessado na história, por achar que se tratava de uma história sobre Tibia. Mas devo dizer, em alguns aspectos ela está dependente demais de jogos de RPG, onde se inclui o citado acima. Vi que no trecho onde tu fala que a esposa do personagem era druidisa, tu incrementou falando que "druidas são pessoas que nascem com o dom mágico da cura", mas veja bem... Essa descrição deixa muito a desejar - continua incompleta, dependente nos conceitos pré-estabelecidos do rpg: Como assim, "dom mágico"? O que é a magia nesse mundo, por que algumas pessoas nascem com esse dom e outras não? como se dá a cura através dessa dita "mágica"?

    Viu? Falar que algo é "mágico" parece uma resposta completa, que explica tudo, mas não é. Aliás, usar esse recurso é fácil demais, novamente simplificando demais a explicação para acontecimentos na tua história: "Pergunta: Como ela fez essas coisas extraordinárias, que desafiam a razão? Resposta: Usando magia." - Dê preferência para explicações mais complexas e completas, pois elas enriquecem o mundo onde se passa a tua história, e fazem com que as ações e fenômenos convençam o leitor, fazendo-o acreditar no que está lendo por mais fantástico e surreal que seja. Vou te dizer: esse capítulo não me convenceu, mas estarei acompanhando.

    E espero que o que eu falei aqui seja útil de alguma maneira. Se eu não acreditasse que tu pode melhorar, não estaria gastando quase uma hora nesse tópico para escrever tudo isso.




    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I
    Última edição por Melgraon I; 14-07-2008 às 14:22.

  7. #27
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    Sinceramente gostei, não irei fazer críticas pois os caros colegas acima já citaram bastante coisa. Boa sorte com a história e vou continuar a ler ;D Continue a ler o meu Roleplay e desculpe pela demora em ler o seu... Tava ocupado jogando Tibia ;D
    Trek~
    <Editado>

  8. #28
    Avatar de Claudio Di Martino
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    E espero que o que eu falei aqui seja útil de alguma maneira. Se eu não acreditasse que tu pode melhorar, não estaria gastando quase uma hora nesse tópico para escrever tudo isso.

    realmente, estou muito agradecido pelo banho de aprendizado que você me proporcionou.
    Eu tentei fazer caracteristicas surreais justamente para tentar atrair o leitor, atrair não seria a palavra certa; mas "não enjoar" no meio da leitura de um capítulo. E pelo jeito tenho feito muito mal isso.
    Todas as passagens que você citou e criticou, achei justas. Justíssimas. Mas há um porém; eu em momento algum( e espero não fazer isso) pretendo deixar a minha narrativa realista como as suas críticas propoem, pois pelo jeito que você falou, deve ter criticado também a parte em que o navio com as almas atraca em "senhor dos aneis - o retorno do rei" e mata os inimigos. Seus comentários deixam a entender(perdoe-me se errei) que qualquer coisa que saia um pouco das rédias do realismo deve ser julgado como exagero. Visto o simples fato de o ancião estar com armadura.
    A minha proposta ao escrever John Silan é uma narrativa simples(por ser a minha primeira), fluída( a ver pelos acontecimentos simples ou "artificiais" como você escreveu) e principalmente de fácil compreensão. Eu não quero(e nem vou) escrever um livro sobre origem de magia, discussões e tal. Pelo contrário, vou dar as definições rápidas, secas e objetivas, pois é delas que preciso na minha história. Não quero que o leitor de John Silan seja doutor em história formado na UNICAMP para tentar entender o enredo, até porque eu estou pensando em publicar, e você sabe tão bem como eu que nem todo o povo tem a chance para aprender o que você está exigindo na minha história, em outras palavras.. o que eu coloquei já me basta(é muito pouco? mas é suficiente pro leitor imaginar). Espero mesmo passar bem longe de estilos tradicionais como disse em outras postagens anteriores, pois eu não quero fazer nada igual ao que já tem e nem real. O narrador não quer estragar a surpresa, que começará a ser revelada nos próximos capítulos(que eu escrevi já). A idéia principal que eu quero passar nos primeiros três capítulos é a seguinte: tudo ia bem quando de repente apareceu gente estranha querendo matar o filho do cara. Por que?
    Se percebeu, eu estou "montando" a trama bem na frente dos leitores com algumas incógnitas que com o tempo vão se revelar. E fique tranquilo pois Eric teve motivos de sobra para ter atacado o sujeito da árvore. Pena que se eu revelá-los a vocês no segundo capítulo, a história acabará na quinta parte.

    CONCLUSÃO:
    A linguagem, continuará simples, fantasiosa, mas prometo eliminar a artificialidade que até eu percebi depois de ler suas críticas.
    As explicações posteriores, percebi que são um problema. Tentei facilitar a vida do leitor, mas acabei fazendo besteira. Farei com que elas fiquem diluidas.
    A artificialidade de que falou eu tentarei esconder e dar alguns traços mais reais, obviamente a narrativa continuará fantasiosa, mas onde eu puder diminuir a fantasia, o farei.
    fora os errinhos gramaticais de sempre que eu vou tentar diminuir ao máximo.

    Agradeço demais pela sua crítica, foi muito boa. Discussão saudável gera conhecimento e aprendizado, e todos estamos aprendendo, até então ninguem tinha visto a história pelo lado que você viu. Isso é muito bom e agradavel para mim. Peço que continuem acompanhando, vou trazer cada vez mais qualidade na minha história.

    muito obrigado
    Última edição por Claudio Di Martino; 14-07-2008 às 17:57.
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  9. #29
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    Parabéns. Presença do Melgraon em um de seus roleplays é um bom sinal.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  10. #30
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    O capítulo 4 está pronto há uma semana, mas eu vou rever bem o que têm de errado nele e corrigir, baseado nas críticas recebidas. Se por acaso ele sair "com cara dos capítulos anteriores" me avisem por favor.

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