
Postado originalmente por
jiraya el xico
Não estou falando apenas do Brasil, mas de todos os países colonizados. Pois ao serem colonizados, sua população nativa foi dizimada, uma nova cultura foi imposta e houve muita exlclusão social, sem falar que suas riquezas foram tiradas e sua economia ficou voltada qse que totalmente para exportação (não sei se foi assim no periodo imperial, mas na epoca q era colonia foi assim) e isso resultou em problemas que existem até hoje. E o mesmo acontece na Africa, vitima do neocolonialismo, e inclusive na Africa os efeitos foram mais desastrosos, pois os países foram divididos sem respeitar as etínias (muitas vezes rivais) e também por conta da industrialização e tals a demanda por recursos ficou maior, gerando maior exploração.
Mas é claro, em colonias de povoamento isso não aconteceu, tanto que hoje esse tipo de colonia é formada por países de primeiro mundo.
Mas e isso o que tem a ver com a Monarquia? Nao vejo sentido algum. O Imperio do Brasil conseguiu superar o colonialismo (se é que tinha algo pra superar), e se firmou como um grande país, foi precisa vir a republica para acabarem com tudo. Sinceramente nao consigo ver diferença entre colonia de povoamento e exploração, isso foi inventado pelos republicanos, para, como sempre, botarem a culpa em alguem e nao neles.
Eu acho que das colonizações na América do Sul a Portuguesa foi a menos ruim, pois no nosso caso saia do Brasil 1/5 do ouro e na Espanhola acho que tudo né?O Brasil 1808 recebeu condições para ser independente, e os países colonizados pela Espanha receberam?
A vinda da Família Real Portuguesa só firmou isto. D. João VI, desde o principio, queria fazer do Rio de Janeiro a capital do Império Luso, mas nao foi possivel.
A população nativa do Canadá, Austrália e Nova Zelandia tambem foi "desimada", pode pesquisar. Isso é colonização. Nao existia esses países antes dos britânicos terem tomado posse. Mas como eu já disse, isso nao influencia em nada na Monarquia Parlamentarista.

Postado originalmente por
Ninja Dragon
Você fala como se todo rei fosse santo. Claro que educar o cara ajuda, mas ele ainda tem personalidade. E se o cara for mau caráter por natureza? Aí estamos condenados a no mínimo 50 anos com um governante desonesto. E se ele não tiver talento para governar? 50 anos com m governante incompetente. E se ele for mau caráter, não vai renunciar só porque o povo desaprova ele. Pelo contrário, tentará manipular o povo para que gostem dele. D. Pedro II era honesto, por isso deu certo. D. Pedro I já não deu certo. O pai de Pedro, D. João VI, era péssimo governante. Isso vai da pessoa.
Nao digo que rei é santo, eu já falei várias vezes (por favor, leiam meus posts antes de postarem pelo menos), que o Imperador é um ser humano, ele poder errar, mas as chances de erro sao mínimas. Ele esta representando seus descendentes, sua família e seus herdeiros. Se ele fizer besteira, a culpa cai sobre todos eles, e podendo até haver queda de regime.
Se o cara for mau caráter ou ser impossibilitado a reinar, o Parlamento pode tira-lo do cargo, mas voces falam tanto nisso, me citem apenas um exemplo de pessimo Monarca Consticuional nos ultimos 150 anos. Nao da pra comparar uma Monarquia da idade média com uma atual, muita coisa mudou.
Voces podem pensar dai:
"E se o Parlamento usar disso pra manipular o Monarca, pra joga-lo na deles?"
O processo de depor um Monarca existe, mas é dificil usa-lo, já que nao há casos pra isto. O Parlamento tem poder sim, mas quem decidirá de fato é o povo. O Monarca é Chefe de Estado, é apartidario, praticamente impossivel manipula-lo.
D. Pedro II foi o maior estadista que já tivemos.
D. Pedro I fez algumas coisas "erradas", pelo nosso ponto de vista de hoje, mas na epoca era normal. Foi ele quem proclamou a Independencia, renunciou ao trono de Portugal e construiu a base para o Segundo Reinado ter sido o que foi.
D. João VI era ruim governante? De onde tirou isso? Eu tinha um artigo muito bom que falava "O que D. João VI fez com 2 ministérios que hoje o presidente nao faz com mais de 30!", mas nao estou achando...Essa figura de um rei bobo, foi criada pela republica e pela mídia. Ele seria bobo se tivesse se rendido a Napoleão, e ora, ele nao fugiu de lugar algum, o Brasil fazia parte de Portugal.
Hã? D. Pedro II era um retrogado?
Cara, entenda uma coisa, se no Brasil alguma vez houve um projeto sério de fazer esse país crescer, foi com D. Pedro II.
Ele usava do proprio dinheiro dele para estimular a imigração, educação, cultura e nao divulgava isso, era tudo em segredo.
O primeiro telefone veio para o Brasil por causa dele. O selo postal tambem. E as ferrovias entao? O orgulho do Brasil! O que movia a economia eram as ferrovias, e foi o Imperador quem estimulou isso. Pode ter certeza absoluta de que o Brasil era um país dificil, tinha uma imagem ruim lá fora, e o sucesso do Império foi justamente por causa de D. Pedro II que convencia as pessoas a virem pra cá.
Ele pagava faculdades no exterior para brasileiros se formarem e voltarem para o Brasil.Tudo com seu proprio dinheiro.
Por curiosidade, a vida de quem ele dificultava e em base no que vc afirma isso? Se for em base de livros didaticos, nem perca mais seu tempo aqui, pois nao irei mais responde-lo.
Os Imperadores nao eram absolutistas.
Quando D. Pedro II assumiu o reinado, a primeira coisa que quis foi introduzir o Parlamentarismo, em lugar algum da Constituição estava escrito "Parlamentarismo", foi uma vontade propria dele e que seguia a risca até 1889. Ele era o Chefe de Estado e o presidente do Conselho de Ministros o Chefe de Governo.
A historia de parlamentarismo às avessas é totalmente idiota. O Parlamento dava uma lista de pessoas ao Imperador, e este escolhia quem seria o Primeiro Ministro (quase sempre o que possuia mais cadeiras no Parlamento). Por isso, tantas vezes, ele era obrigado a nomear para presidente do Conselho de Ministros quem ele nao gostava, mas quem estava ali nao era o sr. Pedro de Alcantara, mas o Imperador do Brasil.
O Poder Moderador nao controlava, ele moderava. Aqui tem um texto sobre o Parlamentarismo, espero que leia ao menos:
Parlmentarismo Imperial
Embora não estivesse expressamente previsto na constituição, o parlamentarismo floresceu naturamente no Brasil graças ao insistente combate, possibilitado pela grande liberdade de imprensa então existente, da opinião pública contra as prerrogativas e poderes do Imperador. O desenvolvimento do parlamentarismo foi um longo processo, que avançou em 1847, com a criação do cargo de Presidente do Conselho de Ministros, e perdurou até os eventos da proclamação da república, em 1889.
Como já foi dito anteriormente, não constava da constituição de 1824 uma palavra sequer sobre parlamentarismo, o monarca brasileiro era titular do Poder Executivo, que deveria ser exercido através dos ministros de estado, e do Poder Moderador, que podia ser utilizado com plena independência pelo Imperador, sendo obrigatória, porém, uma consulta ao Conselho de Estado, a única exceção a essa regra era a prerrogativa imperial de nomear e demitir os ministros de Estado, ainda hoje existente na Grã-Bretanha como parte da prerrogativa real.
Os ministros eram responsáveis somente perante o Imperador, não devendo prestar contas de seus atos à Câmara dos Deputados, mas somente ao próprio monarca, em um sistema que lembrava o vigente na Alemanha até 1918. Os princípios parlamentaristas começaram a ser delineados em razão do artigo 99 da Constituição, que impedia que o Imperador fosse responsabilizado politicamente, e do artigo 132, que investia nos ministros de Estado a responsabilidade pelos atos do Poder Executivo. Ainda, a constituição era relativamente omissa sobre a quem caberia a responsabilidade pelos atos do Poder Moderador, os conselheiros de Estado terminavam por ser responsáveis em conjunto com os ministros. Após a abdicação de Dom Pedro I, tornou-se impraticável a sustentação da regência sem que fossem feitas concessões políticas ao Poder Legislativo, o que terminaria com uma abolição temporária do Conselho de Estado e com um engavetamento informal do Poder Moderador até a maioridade de Dom Pedro II, os ministros teriam, daí por diante, de ceder às pressões da Câmara dos Deputados, sem a qual era impossível governar, simplesmente pedindo demissão ou buscando uma dissolução da Câmara requisitando ao Imperador que fizesse uso do Poder Moderador, que garantia ao monarca essa faculdade.
A hierarquia do parlamentarismo brasileiro nunca foi invertida, o problema se encontrava no processo eleitoral. Poucas foram as eleições no período imperial que tiveram resultados honestos, a situação só começou a se resolver em 1881, com a Lei Saraiva, que instituiu o voto direto e criou o título de eleitor, antes disso, era comum a ocorrência dos "fósforos", eleitores que "riscavam" em várias urnas, e o uso da polícia pelo governo para impedir o voto dos eleitores da oposição, resultando nas chamadas "maiorias milagrosas", em que todos os deputados eleitos eram de um mesmo partido. A Lei Saraiva, porém, teve conseqüências ruins para o processo democrático, já que excluiu os analfabetos do processo eleitoral e aumentou o limite do voto censitário dos mais razoáveis cem-mil réis, que permitiam que boa parte da população votasse, um limite bastante liberal para a época, para duzentos-mil réis anuais, terminarando por reduzir o número de eleitores no Brasil de 1.000.000 para 100.000 pessoas, criando um processo eleitoral apenas para os membros da então chamada "elite dos letrados".
Os vícios do processo eleitoral teriam de ser corrigidos pelo Poder Moderador, devido à ausência de um sistema verdadeiramente representativo da opinião pública nacional. Para criar alternância de partidos ou aprovar alguma medida de relevante em detrimento dos interesses da elite, o Imperador demitia o ministério do governo e chamava a oposição para formar um novo ministério. O novo ministério era logo hostilizado pela Câmara, que apoiava unanimemente o governo anterior, o novo ministério apelava então ao Imperador, que dissolvia a Câmara, realizando-se novas eleições, que são ganhas pelo novo ministério, que apenas troca os presidentes das províncias e os chefes de polícia antes do pleito, de modo a garantir a vitória através da compressão eleitoral. Leis importantes, como a do Ventre Livre e a própria Lei Áurea, só foram aprovadas com o uso desse recurso. O único defeito do sistema se encontrava nas eleições, e foram a ingerência e a sensibilidade do Imperador Dom Pedro II aos sentimentos da opinião pública que possibilitaram o desenvolvimento da tradição do parlamentarismo no Brasil, que seria esmagada pela quartelada de 15 de Novembro de 1889.