Olá!
Li todos os contos do tópico até agora, então darei minha opinião sobre cada um individualmente:
O Pequeno Elfo e a Árvore Torta: Primeiramente, não concordei nem um pouco com algumas pessoas que comentaram na época -- as que disseram que o elfo saltitava demais e era muito gay (???). Tá certo que isso é um pouco clichê, mas elfos são assim mesmo: Saltitam, conversam com as árvores e com os animais, porém é de uma forma quase infantil, por isso achei adequado a forma como você retratou.
Quanto à narrativa, foi bem agradável de se ler, e eu consegui pegar uma certa ironia na história: Enquanto o elfo gastou toda sua vida pensando no que
"tudo fere, tudo mata", acabou sendo condenado pela própria resposta do enigma, o tempo. Também gostei dos versos do enigma; apesar de simples, encaixaram bem com o resto do texto.
Uma crítica que posso fazer é sobre o final mesmo; como alguns comentaram na época, achei ele muito abrupto e um pouco vazio também. Não me incomodou por ter sido um final trágico, mas sim porque poderia ter sido mais bem desenvolvido e escrito com mais profundidade.
No geral, foi uma leitura simples, porém muito agradável, e isso é algo que me atraí demais nos textos -- não gosto de histórias cheias de palavras difíceis, que só estão ali por enfeite, e poderiam ser facilmente substituídas por outras que deixariam a leitura mais fluída. Gostaria de ler mais contos nesse estilo xD
O Lobo: A parte da escrita segue o mesmo que comentei sobre o primeiro conto: Bem fluída, simples e interessante. Não consigo explicar bem, mas sua narrativa consegue me prender na história, mesmo eu sendo um pouco disperso -- não é qualquer texto que prende minha atenção por mais de dois minutos.
Senti um pouco de dificuldade para me localizar no ambiente de Rookgaard; mesmo eu conhecendo bem a ilha, acho que faltaram algumas referências mais concretas da localização dos lugares, apenas os nomes que você forneceu foram um pouco insuficientes.
Quanto à história, achei a ideia excelente, uma forma bem peculiar e criativa para explicar a existência do Blind Orc. Também não tenho nada contra o uso dos lobos, nem mesmo sobre a vingança de um deles, já que ele estava "possuído" por Crunor. O que me decepcionou um pouco foi o sumiço do mago Ivirn, achei que ele poderia ter um papel decisivo no decorrer da história; porém, não acho que isso prejudicou muito.
A canção da Bebedeira: Foi muito agradável e divertido ler esta canção haha, fiquei imaginando uma taverna lotada de bêbados selvagens batendo seus copos nas mesas e cantando os versos desafinadamente; sem dúvidas as rimas e as palavras simples casaram muito bem com esse ambiente.
Canção dos não-robôs: Com certeza o texto que eu mais gostei. É uma ótima visão irônica sobre os guerreiros valentes e amantes da guerra, sem contar o título dela, que achei bem representativo. Preciso comentar também que achei a última estrofe simplesmente genial, parabéns!
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Acho que é isso. No geral, posso dizer que adorei os textos; apesar das falhas que apontei, eles foram muito bem escritos e adequados ao estilo que você propôs. Sei que já fazem anos que você escreveu os dois primeiros contos, mas ficaria bem contente se você escrevesse mais alguns nesse estilo xD
Abraço!