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Tópico: Tibia - A terra das mudanças

Visão do Encadeamento

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    Capítulo II

    Dramáticas Desventuras



    Parte 4

    Uma boa razão para meu encontro com Cipfried foi o chamado do destino. E assim, estava motivada a ouvir aquele homem, ou melhor, aquele monge. Em detalhes, ele parecia me interpretar e logo, convidou-me para visitar seu templo, uma morada religiosa. Eu, certamente tomada pelas régias, contive-me, mas, não resisti muito, aquele pacífico tom de voz misturado com a sua bondade resplandecente fez com que eu entrasse em uma espécie de transe.

    O templo nada mais era do que uma edificação no centro de RookGaard. Apenas seu inicio já parecia um lugar misterioso, mas certamente um local onde você poderia parar e refletir um pouco. Entretanto, seu teto alimentava algo de curioso e as imagens nas paredes não eram facilmente interpretadas.

    Existiam quatro pilastras bases que sustentavam a estrutura nas laterais do salão, e mais uma encima de cada para dar uma firme consistência. Além disso, as janelas, se é que podem assim serem chamadas, eram nada menos que aquedutos que convergiam o foco de luz para o altar. E este, bem simples, não questionava as condições do templo. Em síntese, um excelente lugar para ter paz.

    Ao entrar no edifício, Cipfried logo me orientou sobre o lugar, e pediu para que eu o esperasse no altar, e desse modo obedeci. Aguardei-o, mas não inquieta, observava constantemente as imagens que naquele momento eram intraduzíveis, algo que aumentava minha sede por curiosidade, e me faziam esquecer aquela terrível noite que havia tido. Ousei a me aproximar mais e mais do altar, até que pude tocar a grande mesa coberta por um lençol vermelho vivo, com traços amarelos nas laterais.

    Mas, a minha curiosidade foi rapidamente interrompida pela entrada de Cipfried novamente, agora acompanhado por um grande livro, uma pena e um tinteiro. Rapidamente se pôs atrás do altar, e puxou uma das cadeiras mais afastadas para que eu pudesse sentar. Logo, sentei-me na cadeira e ele começou a pronunciar certas palavras, que pareciam ser de uma língua estranha, mas que naquela hora me acalmaram ainda mais. Para completar, pegou o jarro que havia no altar e encheu um copo com seu conteúdo, e me ofereceu para que eu tomasse, e assim fiz. O líquido era mais um calmante, bem aromatizado com cheiro de rosas do campo, com uvas e um gosto mais forte. Enfim, senti-me completamente relaxada, e renovada.

    Após aquela “terapia”, ele mudou completamente seu tom calmo, para um mais misterioso, o que atraiu novamente a minha curiosidade. Pegou o livro e se pôs a apontar as pinturas nas paredes. E assim tentou explicar misteriosamente as curiosidades que eu tinha.

    - Cara senhorita, você ainda não me disse muita coisa, no entanto sei mais do que preciso saber, pois quem aqui deve aprender é você. Assim, você conhecerá a sua origem, a nossa origem. Não mais serás ingênua nesse mundo complexo e impiedoso, governado pela chama da fúria de Zathroth.

    - Nós temos textos de vidas, que vários autores escreveram com as suas mesmas curiosidades, guiado pelas palavras dos deuses criadores, e assim pretendo esclarecer sua mente, abrir – lá para as possibilidades, libertando-a.

    Quando ele pronunciou aquelas palavras, enchi-me mais de curiosidade e assim as minhas dúvidas esperaram pelas respostas, parecia que eu finalmente haveria certas respostas para os meus mistérios e ainda me libertaria da ingenuidade me posta pela minha jovem idade, e foi o que estaria para acontecer...

    - Nós temos a vida porque esta nos foi oferecida, nos foi instituída. Não escolhemos nascer, apenas nascemos e nos tornamos imortais, pois nossas almas retornam aos templos que nos originaram e você certamente terá um templo que você determinará como o seu de origem. E tudo isso, baseado em quatro deuses anciões: Fardos, o Criador, Uman e Zathroth, dois deuses e duas metades – a Sabedoria e a Destruição - Também Tibiasula, a Mãe. Foi do amor e do ódio desses deuses que tudo surgiu, do vazio pleno que existia.

    - Mas você tem que entender os princípios, e não a gênesis que poderás encontrar em qualquer livro de qualquer monastério. Perceba, existem quatro faces da criação e uma delas é extremamente má, impiedosa, e é essa que gera o mal em Tibia; a outra entidade é a mãe que morreu para que de seu ventre saíssem o que realmente foi contemplado como criação, assassinada pelo ódio das trevas – a sabedoria que é incentivada pelo mistério e fadada a ser unida com a destruição, enroladas pelo laço do destino, e disfarçadamente separadas e a luz, a criação, que realmente parece a principal mentora de tudo, todavia que vem acompanhada pelo gosto próprio, pela ideia própria. E assim, essas quatro entidades que lhe apresento giram o nosso mundo.

    - E assim perceba o laço da sabedoria e da destruição, aprenda sobre o toque do destino e não se guie por nenhuma das duas. A sabedoria anda de mãos dadas com a curiosidade também, e assim não se pode entrar tanto em seu conteúdo, não se pode ter o domínio completo desta, se não você também terá a destruição e sua aniquilação, movida pelo ódio.

    - Aprenda que você tem mãe, e não foi criada do vento, e não serás jogada a ele. O ventre mais purificado que fez surgir nosso mundo evidencia a maior prova de amor. Aprenda que este é o verdadeiro sentido dos elementos, todos vieram de um único destino.

    - Por fim, utilize a imagem do Criador. Aprenda a usar o divino para criar, para defender todos. Aprenda que o maior amor é de seu Criador por sua Criatura. Saiba que Fardos desafiou pela Criação o poder de outro deus, e para segui-lo basta obter a divindade completa.

    Ao terminar de falar isto, eu não havia compreendido a mensagem que ele tinha me proposto, mas parecia que Cipfried já havia terminado seu pronunciamento. Fiquei e fico curiosa para entender o sentido de sua mensagem, mas em breve eu entenderia o foco que ela queria me levar, e finalmente influenciaria na escolha do meu destino.

    <Fim da página, rodapé> Escrevo essas páginas e as guardo, longe daquele que tenta escrever sobre minhas aventuras. Algumas coisas prefiro entregar ao mundo eu mesma.
    Última edição por Bright Sound; 19-07-2011 às 10:23.
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