Quando a nova Guerra se inicou, as potências aliadas à Thais estavam sendo comandadas pela divisão mais bem preparada do exército thianano, os
Banor Militum. Visto que, pareciam estar lutando por “justiça”, as forças aliadas foram chamadas de
Moxes. As divisões do exército englobavam a maior parte dos grupos de Thais, além das academias e escolas. As colônias, com exceção de Liberty Bay, interessaram-se em ajudar o rei para que Carlin finalmente tivesse o destino que Xenom outrora quisera.
Já, Carlin e Kazordoon, os
Innocenses, eram comandados pela Red Corps; o exército aglutinado englobava os
Savage Axes, os
Dragoneaters e a
C.G.B., além de alguns dos Druidas de Carlin e outros grupos de elfos, o que poderia insinuar uma futura adesão de Ab’Dendriel a causa. Existiam, no entanto, grupos contrários a guerra de ambos os lados.
As batalhas ocorriam constantemente, quase sempre próximas a
Dwarven Bridge, e nenhum dos dois grupos avançavam. Assim, Na eminência de se iniciar outra, a academia fazia seus preparativos.
- Como todos sabem, os Innocenses estão com um cerco no
Mt. Sternum. Vocês, cadetes, devem estar atentos as armadilhas que podem surgir. Devem garantir a nossa posição a qualquer custo, pois necessitamos avançar e não regredir – alertava um dos preceptores, que passava em revista a tropa em formação na arena da academia. Este utilizava um leve traje verde, cobrindo o corpo que indicava sua paixão pela natureza e era acompanhado de seu cetro, erguido com a mão direita, com comprimento alcançando seus pés ao limiar dos ombros.
- Senhor, peço autorização para falar! <concedida> Boatos afirmam que o cerco às minas de Kazordoon está caindo devido à falta de comida e água, como então vocês pretenderão nos manter na defesa? – Indagou um soldado.
- Cadete, diga-me seu nome.
- Yaman Durval, senhor!
- Soldado Durval, quer dizer então que a comida agora é mais importante que a nossa causa? De fato estamos com poucas reservas, mas não se preocupem, os druidas estão sendo preparados para se unirem a causa. Breve, nós iremos suprir todas as necessidades, e por isso nós temos que manter o cerco – olhando a expressão de alívio de sua tropa, tornou a falar novamente – Soldados, vocês estão na guerra porque prezam um objetivo, que é, não se esqueçam, a justiça pelo que se procedeu e o que viria a continuar no futuro. Não podemos deixar que o trono de Thais seja assumido por uma tirana ou seu aliado. Portanto, ergam suas espadas e lutem conosco! – com aquela expressão, finalmente o comandante os convenceu – vocês estão liberados para irem as vossas casas, amanhã, deverão ir batalhar conosco – e se retirou, indo para os corredores da academia, enquanto outra pessoa tratou dos procedimentos para a liberação do batalhão.
Aquele homem se dirigiu ao próprio gabinete. Ao abrir a porta, viu-se uma pequena mesa, com uma pena, um tinteiro e uma estranha esfera azul celeste fixa, ambos sobre sua superfície; havia também, alguns papeis aparentemente sem nenhuma importância e uma cadeira por trás do objeto. Uma pequena estante com alguns livros completava o espaço que havia na sala e, uma janela clareava aquele pequeno cômodo.
Então, deixando seu cajado encostado à janela, sentou-se na cadeira. Com o ventre de seu dedo, tocou a pele do queixo e deixou notar sua aparente curiosidade a qual também o deixava angustiado. Não demorou muito para que procurasse por algo que a acalmasse o sentimento, e, por fim, abriu as gavetas do bureau retirando um pequeno objeto brilhante, na verdade, um misterioso broche. E, fixando seu olhar, parou por três a cinco minutos, girando-o no sentido cara e coroa.
Prosseguiu até que seus olhos se voltassem à maçaneta da porta, que estava girando. Rapidamente, guardou o pequeno objeto na mesma gaveta.
- Comandante Terier, alguém pediu para que lhe entregasse essa carta e me pediu sigilo. Não há muito que sei, então, por favor, poupe-me dos interrogatórios – Avisava um dos mensageiros da academia.
- Por favor – levantou-se da cadeira e se dirigiu a janela, colocando as mãos para trás em uma posição de descanso – deixe-a encima do meu gabinete, e me deixe sozinho para que possa apreciá-la.
E quando o mesmo se retirou, Terier tocou o envelope, parecendo prever do que se tratava, por possuir o seguinte remetente: Rei Tibianus III.
Citação:
Terier,
O Rei de Thais, Tibianus III, no uso de suas atribuições, convoca sua presença em seu castelo, no salão de Guerra, às dezesseis horas do presente dia. O objetivo da reunião será discutir os próximos passos para avançar-se sobre o cerco de acordo com as idéias propostas por vossa senhoria e pelos demais representantes das áreas dessa academia o qual também foram convidados.
Campfield,
Ministro da guerra.
Após a leitura da carta, resolveu procurar por suas escrituras. Ao ir à estante de livros, em uma das prateleiras pegou um intitulado “Tibia, o corpo da grande mãe”. Ao abrir, no entanto, nenhum conto havia de existir, mas algumas anotações e desenhos nas páginas que se seguiam, entendidos como planos de guerra. Ainda sim, algo de pessoal estava naquele livro, e um pequeno papel de esvaiu de suas páginas sem que fosse notado pelo comandante, posicionando-se abaixo daquela mesa. Terier, então, tomando seu cajado, pegou-o e saiu da sala que não permaneceu trancada.