O primeiro passo é saber o tamanho exato do problema. Calcula-se que, para cada 1 milhão de dólares investido na economia, uma vaga de engenheiro seja criada. A Confederação Nacional da Indústria estima que, ao final de 2012, haverá 150 000 vagas não preenchidas. Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mantidas as atuais condições econômicas e de mercado, podem faltar até 250 000 profissionais em 2015 - 20% mais do que todos os empregos em engenharia existentes hoje no país. "A situação é alarmante e pode frear o desenvolvimento do Brasil", afirma José Cardoso Júnior, diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Pela qualidade do ensino, a Poli é um dos primeiros locais onde as empresas vão buscar futuros profissionais. Segundo -O-D-ACardoso Júnior, muitas chegam à faculdade querendo contratar 200 ou 300 alunos de uma só vez, algo inviável, considerando-se que, na Poli, se formam 630 engenheiros por ano. No início de 2009, uma multinacional de telecomunicações procurou a escola para recrutar 150 engenheiros, mas não foi atendida.
Artigo completo: http://portalexame.abril.com.br/revi...co-545012.html