Bem, aqui está um capítulo do projeto que citei anteriormente. Estou preparando-o para as férias.
Este texto será a introdução do "Livro dos Clichês", e quando eu criar o tópico que abrigará toda a iniciativa, editarei esse post com o link para o original.
Ah, e uma coisa... Eu sei que vocês estão lendo. Então é o seguinte: Se o número de post não for superior ao dos outros textos que eu postei até agora aqui, entenderei como um sinal de que ninguém está dando muita importância ao que eu estou fazendo aqui, e vou achar que esse projeto não agradou.
Se isso acontecer, é bem provável que o tópico termine aqui mesmo, sem delongas.
Entendam, eu estou sentindo falta de críticas aos textos que eu fiz. Nâo só gramaticais, mas também de outras naturezas.
Será um tópico muito bem ilustrado (com imagens, sim.), organizado, com parágrafos, com muitas partes sublinhadas, em negrito, com variações de tamanho de letra (para que a leitura fique mais dinâmica, não canse o leitor e ainda de quebra faça com que ele preste atenção dobrada ao conteúdo do texto).
A estrutura será cheia de frases simbolizando cada tipo de clichê, cada um terá um pequeno texto escrito por mim colocado no contexto desse clichê, e depois analisarei o conteúdo dizendo os prós e contras de cada um deles.
Eu falarei, entre outras coisas, de Romeu e Julieta, Tolkien, O Justiceiro(o personagem de quadrinhos), Batman (e outros personagens de quadrinhos), falarei de tragédias gregas, de filmes sobre adolescentes, de heróis, dragões, castelos e todo o escambau que eu conseguir lembrar sobre clichê, sempre com muito humor. Um projeto extenso, trabalhoso e, espero eu... Extremamente útil para o nosso fórum.
Aqui está um "aperitivo". Acreditem, não é nada comparado com o que eu estou preparando. Esse texto nem está revisado direito...
Capítulo 1 – Introdução ao clichê. (“Era uma vez, em um lugar muito distante...”)
- ( Descrição retirada da Wikipédia) -
Um clichê (do francês cliché), chavão ou lugar-comum é uma expressão idiomática que de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma reação ruim em vez de dar o efeito esperado.
Exemplo: a união faz a força, ninguém me ama!.
Também pode significar uma idéia relativa a algo que se repete com tanta freqüência que já se tornou previsível e repetitiva dentro daquele contexto.
Exemplo: (em romances, filmes e telenovelas) o mordomo é o culpado do assassinato do patrão, o mocinho fica com a mocinha etc.
EXATO!
Quem já escreveu um livro, o pelo menos leu um, sabe que “bicho” tenebroso é o clichê... Sabe quando o início da história conta sobre uma criança cujos pais foram assassinados que acaba ficando traumatizada com isso? Pois é... Todo mundo sabe que a infeliz vai crescer suprindo um sentimento de vingança e, dependendo do enredo, o clímax da história será um confronto direto entre o jovem traumatizado e o “vilão” que matou a sua família. (Naturalmente, o jovem vence, matando/prendendo o vilão). Mais tarde falaremos sobre esse tipo de clichê em especial.
O quadro sintomático de quem acabou de ler um texto contendo uma trama assim é geralmente a combinação de alguns destes 5 sintomas básicos, dependendo da pessoa:
1-Náusea. (O leitor sente vontade de vomitar em cima do texto.)
2-Raiva do autor. (“Aff... Que porcaria de texto. O cara que escreveu isso deve ser muito imbecil...”)
3-Sentimento de tempo perdido inutilmente. (“Por que raios eu fui abrir este livro? Bah, que história manjada”) (“Eu devia ter lido o outro tópico primeiro...”)
4-Perda da vontade de ler, desmotivação. [Se tratando de fórum] (“Ah, depois eu leio os outros tópicos... Vou dormir um pouco.”)
5-Solidariedade (ou caridade). (“Lá vou eu dar umas dicas de escrita pra esse cara, mais uma vez... Tomara que hoje ele ouça...”)
Certo. Você, caro leitor, nunca se perguntou por que razão o clichê continua a ser disseminado, uma vez que os seus efeitos são tão desagradáveis?
Pois a resposta é simples. Volte um pouco no tempo, nas suas lembranças infantis... Quais histórias eram contadas ao pé da cama antes de dormir? Quais foram os primeiros livros que leu, e quais filmes infantis assistia?
(Aposto que agora a questão começa a se esclarecer, não é?)
O seu cérebro funciona como um computador. Ele começou a ser programado para funcionar no meio onde você vive desde o momento do seu nascimento, e usa as informações que recebe durante a sua vida para fazer tudo, desde tirar conclusões e saber o que é certo ou errado até escrever uma história. Uma grande prova disso é que, quando acaba de ler um bom livro, você passa certo tempo escrevendo de um jeito parecido com o autor dele. Experimente ler um livro longo, passando pelo menos uma semana focado nele. O seu cérebro vai se acostumar com o “estilo” de escrita que você viu durante este tempo e, se o livro tiver uma dose de trechos com fluxo de consciência (trechos de um texto que mostram detalhadamente o que se passa na mente de um personagem), você pode acabar não só escrevendo parecido, mas também pensando conforme o personagem pensava*!
*(Claro, isso nem sempre acontece, e quando acontece nem sempre é perceptível. Para notar uma coisa assim, a pessoa precisa estar acostumada a falar consigo mesma mentalmente.)
Sendo assim, os textos que você escreve são basicamente compilações das muitas histórias que você leu/ouviu e das experiências pessoais que teve. Nada mais natural que você acabe fazendo histórias iguais às da maioria da população, que experimentou livros, filmes e coisas parecidas com você. O que resta para diferenciar um texto do outro é a “dilapidação” que você faz. Assim como no artesanato de uma pedra preciosa, a “Dilapidação textual”, o diferencial entre os seus textos e os do resto do mundo, requere habilidade e prática do artesão (Oh! Não são apenas meros escritores aqueles que se dedicam à produção literária... Também são artesãos, porém das letras!)
Ok, chega de exaltações... Sigamos na nossa trajetória?
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(e por aí segue. o que acharam?)