Era mais um dia calmo em Ab’Dendriel. Eu estava indo encontrar Benevola, uma menina nova que chegou nas redondezas da cidade há pouco.
- Olá!
- Olá, Swettie!
- Vamos ao labirinto hoje? Lá é sempre divertido! – perguntei, ansiosa.
- Não sei, amiga Swettie... Alguns lobos estão matando muitos veados brancos... Isto está desequilibrando a natureza – disse-me, triste.
- Vamos, eu lhe ajudo com isto. Mas, depois, vamos ao labirinto!
A jovem ambientalista apenas sorriu e me seguiu. No caminho até os lobos, conversamos bastante principalmente sobre Ab’Dendriel.
- Sabe – disse Benevola, finalizando o assunto – Eu não gosto muito dessa cidade. Os elfos não me aceitaram muito, então decidi morar na floresta.
Fiquei um tempo olhando para ela admirada. Então, me lembrei de algo e falei:
- Ei, vamos ao labirinto? Já terminamos por aqui.
- Ok, você me venceu – e sorriu.
Rapidamente, pegamos duas machetes e outros suprimentos para começar a aventura. No caminho, ainda abanei para Ceiron, o líder dos druidas de Ab’Dendriel e meu tutor. Finalmente, chegamos.
- Vamos, Benevola! Por aqui – fui andando na frente enquanto cortava a grama que crescia. A ambientalista veio atrás de mim. Assim seguimos, até chegar ao coração do labirinto, onde havia um portal. Então nos sentamos cansadas.
- Adoro aventuras! – falei ofegante.
- Realmente, isso foi divertido! Agora vam...
Benevola foi interrompida, pois ouvimos um forte rugido:
- GROOOOAAAAAAAAR!
- O que é isso?
- Acho que é um dragão.
- Swettie! Benevola! – era Ceiron nos procurando.
- Ceiron, estamos no meio do labirinto! – gritei mais alto que pude amedrontada.
- Passem pelo portal! Rápido!
Passamos pelo portal e fomos teletransportadas para um lugar onde havia um sacerdote, que nos falou:
- O dragão de Elvenbane voltou! Protejam-se!
Sabendo do ocorrido, Benevola decidiu ir para casa, se sentia mais segura lá. Despedi-me dela e fui até a casa de Ceiron. Chegando lá, ele estava acompanhado de vários elfos.
- Olá... – falei tímida.
- Olá – responderam.
- Precisamos da sua ajuda, Swettie. Precisamos que mate o dragão de Elvenbane – disse Eroth, o líder dos elfos Cenath.
- Mas, o quê? Por que eu?
- Você é uma jovem, porém poderosa druida e já possui conhecimento suficiente para derrotá-lo – Ceiron se intrometeu.
Confusa e atordoada, tentei me reestabelecer.
- Tudo bem. Mas preciso de equipamentos.
Ceiron, junto com os elfos, pegou os equipamentos que eu poderia precisar.
- Esteja ciente que o dragão é forte. Agora, vá! Ab’Dendriel depende de você - falou duramente o druida.
Com medo, fui. Matei alguns monstros do caminho, até encontrar um buraco e descer. Até a torre onde ficava o dragão, haviam outras criaturas, também de fácil ataque. Finalmente, cheguei à torre do dragão, porém entre o térreo e o andar onde ele estava havia um outro andar, infestado de Paredes de Veneno. Decidi arriscar e toquei naquelas paredes, que me deixaram um pouco fraca. Finalmente, encontrei a escada que levava ao dragão de Elvenbane. Subi.
O dragão, ao me ver, parecia furioso.
- FCHHHH! – e avançou contra mim.
Inicialmente, fiquei extremamente assustada, pois estava enfrentando meu primeiro dragão. Mas ao pensar em Ab’Dendriel e no perigo que aquele monstro representava, me enchi de coragem e investi contra ele muitas vezes com meu bastão de gelo, até que o finalizei dizendo:
- Exori Frigo!
O dragão caiu morto. Vencedora, eu já ia me dirigir de volta a Ab’Dendriel, quando percebi um corte profundo em meu pescoço.
- Oh não...
Sem saber, aquele dragão possuía veneno em suas garras, então eu cai... E não me lembro de mais nada.