Horey ...
Não estranhem a falta de letra maíuscula e a falta do uso de "-", isso é apenas uma novo tipo de discurso que aprendi (Discurso indireto livre).
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Capítulo II – O presente de um desconhecido além: o elfo que chorou (por Fex).
A lealdade entre nós havia crescido. Minhas condutas modificaram-se completamente, até mesmo meu ponto de vista se modificara. Tudo e todos conversavam em um banquete, todas as noites, cujas eram quentes e agradáveis. Havia dias em que todos saiam de suas casas e caminhavam a saída. Ficávamos horas, nas montanhas á observar estrelas. Mostrei a eles a escada da estrelas. Estrela por estrela, fazendo suposições sobre seu nascimento, sobre sua história, calculando sua distância. Satiren sentava-se sempre ao meu lado, comentava minhas observações com engenho e astúcia, sempre depois pegava seu diário anotava toda a confabulação. Deflagrava qualquer erro meu, zombava e corrigia-me. Ignorância era a minha perto do encéfalo daquele gênio, que vibrava quando explicava suas teorias revolucionárias, todos aplaudiam como focas ao receber seu sustento.
Arion já havia sido nomeado, bobo da corte, por fazer todos divertirem-se com suas trapalhadas. Havia pedido a nosso imperador para mandar sua família, morariam aqui junto aos anões. Ele tinha perdido todo o medo e angustia; não se senti em meio a dragões prestes a comê-lo vivo.
Três anos já haviam se passado, e era o dia que o imperador iria chegar à cidade para acertar os acordos de aliança. O alvoroço na cidade era tamanho, adultos tentavam criar calunias para nos desmascarar, diziam que tal aliança era inconstitucional. Não havia escrúpulos, nem motivos para sua criação.
A notícia de que a família de Arion estava chegando, animava o enquanto terminava os preparativos do documento. Os anões, por sua parte, enclausuravam-se em suas casas com coelho em sua toca. O baile de comemoração seria a noite, no palácio. Eu estava no meu quarto com Satiren, conversando os últimos detalhes:
- Olha Fex, foi muito bom terem criado essa aliança – pegou uma maçã e passou a mão na barba, e voltou a comentar – eu conheci você e agora poderei fazer pesquisas em Ab’dendriel, disse olhando para o chão, calmo. Pensando melhor, vocês não acreditam em nós, não estou correto?
“Errado” disse a ele, deitando-me na cama – não a céus que te faça acreditar que confio em você, resmunguei colocando olhar de desapontamento sobre ele. Parecia que aquele anão só confiava em si mesmo, ou em seu povo. Ele não confiava em mim, tinha certeza, dúvidas não me maltratavam. – você confia em mim? fez silêncio – você confia em mim?
- Confio! disse mostrando o punho – confio a vós minha vida. Sentou-se na cadeira de balança, quase a quebrando. Pegou a almofada colocou sobre o colo e espetou dois alfinetes – olha, apontou para os alfinetes – esse alfinete da direita, sou eu, e o outro é você, pousou sua mão sobre o braço da cadeira e olhou firme para mim. – Se um cair, o outro cai junto! Satiren era assim, sempre buscava explicações básicas e sem sentido, mostrava com empenho, algo realmente estranho. Ficou ali a mostrar aqueles alfinetes há horas. “Você está entendendo?” pergunta, sempre mexendo a almofada, só parou quando finalmente furou-se. Dali só escutei passadas rápidas e sem ritmo, várias delas. Depois ouvi batidas na porta, “Já vou” e caminhei dentre os moveis.
Eram guardas da corte, armados e severos - o rei pediu o comparecimento dos dois na corte, imediatamente! – brandia um deles em tom robusto. Sai calmamente, peguei a chave, e tranquei a casa. Satiren arrumou o quarto, e colocou no lugar a almofada, lançou os alfinetes no seu bolso. Correu para me alcançar e andamos até a zona. Cerca de vinte minutos até o local, a corte, o palácio.
- Seja lá o que for, vamos logo, pois estou ansioso – entramos por uma saleta de pouco mais de seis metros quadrados, de altura de dois e metros e meio, dando de cara a um portão grande e detalhado, onde dois guardas nos esperavam. Abriram à porta, e dei de cara com um enorme salão, com cortinas de seda, muitas cadeiras e mesas, tapetes belíssimos e o trono. O salão, por parte, tinha mais de trinta metros quadrados e devia ter uns dez metros de altura. Esbanjava em finura e elegância. Arion estava sentando numa poltrona velha e era amarado a cordas de aço, gemia de tristeza – mais o que está acontecendo aqui... – Não tive tempo de terminar a frase e os guardas me amararam a uma poltrona a esquerda do bobo, imóvel e realmente assustado, eu novamente tentei falar. – O que está acontecendo, ninguém me respondeu – o que está acontecendo?! gritei com todas as minhas forças.
- Silêncio, balbuciou Satiren aborrecido – Vossa excelência poderia nos explicar o que aconteceu, o rei com toda postura, levantou-se e apontou seu cajado para mim, de forma agressiva e impetuosa.
- Mandei matar os parentes daquele – continuava a me apontar.
- Os meus parentes, não fale asneiras, não os tenho. “Mas que astúcia daquele
reizinho” pensava comigo.
- Queria dizer os parentes deste – apontou para Arion e deu uma cutucada com o cajado – Esse melancólico agora está sob custodia. Novamente ele fez com agressividade, que rei podia ser aquele. Não o era, o general Pino XI, era a figura, imponente e prepotente.
- Mais por que fizeste isso? indagou Satiren sem paciência, colocou sua mão sobre meu braço, e deu-me um beliscada, como se quisesse que eu parasse com os insultos, pois quase não me agüentei a mandar aquele general a um lugar.
- Não devo satisfações, a decisão foi geral, todos concordaram. Lembra-te que eles não são confiáveis, lembra-te de teus pais... Lembra-te Satiren, foram esses, não te lembra, olhou risonho, num tom de deboche para nosso paladino. Feriou-o com palavras sem sonoridade e sem classe, era de se esperar de um ignorante.
- Não me lembro, e nem o quero! exclamou rude, colocou sua mão sobre sua adaga, e fez reverencia, caindo de joelhos – se tiver que lutar, este irei – sacou a, e cortou nossas cordas – Fex, Arion o que esperam, a morte?
- Parem-nos agora! A clássica. Os dois guardas começaram a correr atrás de nos, mais nada fizemos continuamos a correr.
[...]
A falta de decência teve inicio, os indefesos escondiam-se em suas casas, com feixes de medo. Satiren só observava a mim com temor, novamente olhou para mim com olhos cegos, com olhar calmo, porém severo. Sabia que teria que lutar, olhou para trás indicando com a cabeça cerca de dez anões aproximando-se, voltou-se para mim e disse:
- Fex, vou pecar!
- O que?! Não faça isso, a culpa não...
- Cale-se! Não tem discussão – pegou seu martelo, mais uma vez, e soltou sua capa, agora! – moveu seu dedo para os lados e cerca de trinta elfos, providos de arcos, atiraram rumo aos anões, que eram derrubados facilmente – veja Fex, você não está só, e nem nunca estará.
- Você sabe que não sei lutar, nem nunca vou saber, meu fardo é de paz! deu-me uma espada e aconselhou que seguisse rumo ao norte, matando se fosse necessário, e matei, uma pena. Dê meus olhos caia água, sim! elfos choram.
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Drasty

