A metafísica imanente da vontade do filósofo Schopenhauer afirma que o mundo empírico existe para subjetividade apenas como forma de representação, pois o mundo é visto a partir do sujeito cognoscente que manifesta sua vontade. Ou seja, a vontade tem primazia sobre a razão, pois o corpo tem vontade. Logo, a razão é constituída de vontade e o sujeito constantemente conduzido pela vontade.
Dessa forma, ao tratar sobre justiça o filósofo da vontade afirmará que há três tipos de justiça: a justiça eterna, à justiça como virtude e a justiça temporal. Assim, a justiça eterna independe das instituições humanas, pois reside na essência do mundo, na coisa-em-si e para ser compreendida deve-se adotar uma perspectiva transcendental. Tendo, um caráter metafísico, visto que não considera as vontades particulares do indivíduo e, ainda que o homem não é capaz dessa justiça eterna, pois não vê além dos fenômenos.
Já, na justiça como virtude o indivíduo abdicaria em parte de seu egoísmo, isto é, da sua vontade particular, mantendo-a nos limites da sua esfera de afirmação sem transgredir na esfera de afirmação de vontade de outrem. Pontua-se, ainda que quem age de forma justa – utilizando-se da justiça como virtude – não precisaria ser coagido a agir de determinada forma, pois seria capaz de respeitar as fronteiras éticas que media o justo e o injusto, através da compaixão, mesmo não existindo uma instância superior reguladora – o Estado.
No que diz respeito, a justiça temporal o filósofo da vontade parte do egoísmo - para explicar esse tipo de justiça – que seria a forma de entender a luta contínua entre os indivíduos, a guerra de todos contra todos. Sendo assim, o egoísmo é um ímpeto para existência e para o bem estar como uma afirmação de vontade de vida. Vê-se, então que o egoísmo faz com que os indivíduos anteponham sua existência e bem-estar a todo o resto – é possível observar influências hobbesianas na filosofia de Schopenhauer - porém, o egoísmo não é algo moralmente mal, mas sim uma conduta moralmente indiferente, uma vez que o indivíduo quer conservar-se - nas melhores condições possíveis - e para isso persegue os fins necessários. Logo, sua afirmação de vontade entra em conflito com a de outrem sendo necessário o Estado regulando os comportamentos humanos.
sendo assim, gabriel legenda, eu lhe questiono: o que é injustiça? se a própria noção de moralidade não é intrínseco e não passa de uma criação humana, como você pode afirmar o que é ou não é injusto baseado apenas na sua subjetividade? Isso se torna ainda mais complexo quando visto pelo plano de um servidor de Tibia, que não necessariamente está condicionado a leis mas apenas a regras virtuais facilmente quebráveis. Se o que faz a lei é a punição, sem punição não há lei?
nada faz sentido
tudo é permitido
logo o ademir não está errado e você não pode afirmar que ele foi injusto