Era uma noite fria. O inverno havia sido mais longo do que o esperado. Alguns diziam que até a natureza estava sentido o poder obscuro que vinha do norte. O vento frio, congelava a barba dos soldados que estavam guardando as muralhas de Galberhant. Entre eles estava um general, embora tivesse apenas 21 anos, já havia alcançado o afeto do imperador, e se não bastasse suas amizades, sua competência era notável. Havia estudado aos pés de Gamadriel, se aprofundando no método Haldernt de combate, desenvolvido pelos mestres antigos, e que é passado de um único mestre, a um único pupilo. Ali estava ele, com duas centenas de soldados, todos feridos e cansados devido as constantes batalhas que haviam enfrentado. Seu numero era reduzido, se comparado ao numero de soldados que havia no inicio da campanha. Três centenas, esse era o numero de soldados que pereceram na tentativa de defender as planícies de Gilberthan. Eles bateram em retirada, se abrigaram nas cidade mais próxima e ali esperaram. A escuridão que estava dos lados de fora da muralha os amedrontava, a batalha já havia começado dentro de cada um daqueles soldados, uma batalha contra si mesmo, cada segundo que se passava, a escuridão ficava mais ameaçadora, a tortura ficava mais dolorosa, e os corações dos homens mais pesados. O silêncio imperava, porem, o silencio foi rompido, uma voz se ergueu no meio da escuridão, uma vez limpida e cristalina.
- Guerreiros de Jaldrent, não temam a escuridão! É apenas um truque usado por nosso inimigo para nos intimidar! Podemos estar em desvantagem, mas a luz esta conosco! Os dias escuros talvez venham a este mundo, mas enquanto estivermos aqui, defenderemos esse império! Seja com o sangue, o brandir de nossas espadas ou até mesmo o romper de nossos escudos e elmos. Nossas armaduras podem ser destroçadas, nossos corpos mutilados, mas a nossa esperança jamais definhara!
Após essas palavras vozes se ergueram das muralhas e do interior de Haldernt, a voz límpida em contraste com as doces palavras havia despertado os corações daqueles homens, que estavam firmes em seus postos novamente. Mas não por muito tempo. A alegria e o jubilo logo saia dos corações dos homens quando seu querido general passava. Ele andava de um lado para o outro, animando o animo dos seus homens, mas quando ele se retirava para outro lado da cidade, para animar outros corações, a escuridão prevalecia novamente.
Enquanto gritava pelas ruas cidade, foi interrompido por um baque ensurdecedor. Ouviu-se um barulho que vinha do portão principal, como se um ariete estivesse se chocando contra o portão. Alguns homens se amontoaram atrás do portão, e o reforçaram com seus próprios corpos. Foi em vão, após 2 duzias de golpes, o portão se rompeu, caindo sobre aqueles homens que o seguravam, e por aquele portão, como uma represa que rompe e liberta sua aguá, furiosa e impetuosa, que ocupa as planícies e as cidades, entraram dezenas de criaturas, que tinham a estatura de um anão, suas pernas eram arquejadas, e suas mãos curtas, mas com golpes rápidos e mortais como o bote de uma cobra. Uma batalha foi travada logo na entrada da cidade. O general estava ali no meio, perdido entre as palavras de animo que falava e os golpes de espada que desferia. Seus soldados tombavam ao chão junto com os inimigos, eles lutavam e tentavam levar a luta aos portões, na intenção de parar o avanço dos inimigos, porém, quanto mais se esforçavam para levar a luta ao portão, mais eram obrigados a recuar. Suas palavras de conforto, se transformaram em palavras de fúria, ele citava a morte, e a honra de morrer em batalha frequentemente em seus versos. Restavam ali, mais ou menos cinco dezenas de homens mas os inimigos não paravam de entrar na cidade, fosse pelo portão ou pelas escadas que foram erguidas junto as muralhas.
O desespero tomou conta até de seu líder, que vendo a derrota, foram adentrando a cidade. Enquanto fugiam, as flechas acertavam seus homens, que caiam e eram abatidos no chão pelas criaturas rápidas e nojentas. Quando notou, estava sozinho, ficou parado perto do ultimo portão da cidade, o portão que levava a areá residencial, se morresse, teria morrido como a ultima pessoa a lutar pelas vidas aqueles habitantes. Sua cabeça estava baixa, e ele segurava o cabo da espada com força. Suas veias saltavam de seus braços e mãos, e os seus olhos brilhavam, com uma cor azul escura. O ódio e a fúria passavam pelo seu corpo. Ele sentia que seu coração havia parado de lhe bombear sangue, e havia começado a bombear ódio, fúria e vontade de matar.
Ele ficou parado ali, até que seus inimigos ficassem diante dele. Estavam com medo, mesmo estando em numero maior, temiam aquele espadachim. Ficaram ali, até que uma daquelas criaturas gritaram. Com um golpe, a mais de três metros, ele destruiu aquela criatura que foi lançada para trás e caiu imóvel ao chão. Seus companheiros ficaram mais temerosos. Parecia que estavam ali a dias, e o temos crescia juntamente com a fúria no coração do jovem general. De súbito ouviu-se uma voz, que vinha dos céus, que disse:
- Basta. Esse espadachim deve permanecer vivo. Um dia ele se ajuntara a nós, mas não hoje. Considere a chance de poder escapar um presente enviado por mim.
Após isso ele se lançou em seus inimigos, e antes que eles corressem desesperados fugindo pulando as muralhas e os portões, ele conseguiu despedaçar quatro dezenas deles. Quando todos seus inimigos haviam se retirado, ele caiu em cima de seus joelhos, cansado e exausto, algo havia mudado dentro dele. As pessoas começaram a sair de suas casas, temendo que os inimigos estivessem por perto, mas só encontraram o jovem general, sobre um branco de neve, caído no chão, mesmo estando inconsciente, segurava sua espada com a mesma força de outrora.
Publicidade:
Jogue Tibia sem mensalidades!
Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
https://taleon.online







Curtir: 




Responder com Citação