Li muito viu? Li coisa pra caramba mas consegui colocar a sua fic em dia. Eu só tinha lido até o ponto que o Ireas deixa Rook, ai pulei o miolo e só fiquei lendo os capítulos finais, da reta final das tretas no meio dos lagartos.
Mas agora to com tudo lido (gente eu não tinha percebido mas o Ireas é gay por isso que geral pede nos comentários pra ele namorar uma paladina coxuda)
Mas como o coitado sofre, Iridium. Que destino horrível, ser obrigado a matar a própria mãe.
Eu achava que a Esquecimento ia perder a luta final mas ia conseguir escapar sei lá e depois tentar mudar de mentalidade. Que tragédia.
Mas pelo visto a aventura continua né, o Ireas agora vai tentar acabar com a irmandade. E isso me leva a pensar em um lugar: Drrrrrrrrrrefia
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Com o capítulo de hoje, o Segundo Pergaminho terá acabado oficialmente; antes de iniciar o Terceiro (e último) Pergaminho para fechar a história com chave de ouro, farei dois posts de retrospectiva do Primeiro e Segundo Pergaminho respectivamente, para tirar dúvidas de quaisquer leitores e contar algumas coisas que eu pretendia (ou não) com cada saga do Ireas.
A II Justas Tibianas ainda está no ar! Leia os tópicos dos escritores e VOTEM!!!
Vamos aos comentários:
Spoiler: Respostas aos Comentários
Postado originalmente por CarlosLendario
Grande Iririri. Mais um excelente capítulo trazido para nós.
Ireas parece sério e determinado a botar pra fuder e destroçar a Irmandade dos Ossos. Gostei disso, sério mesmo. Creio que Ireas ficará mais MAD agora que viu que até mesmo sua mãe estava sofrendo enquanto esteve na Irmandade e quando matou aquelas pessoas. Foi um vilão memorável, que pode, talvez, criar outro vilão; No caso, Ireas. Veremos até quando ele se controlará em sua busca pela destruição dos ossudinhos e o que resultará a reconstrução do culto a Nurnor.
Notei dois erros: Nornur e "aquele veio dele" quando Seline fala do seu ventre perfurado.
Creio que este foi o último capítulo, então, aguardo a continuação dessa história fabulosa que é A Voz do Vento.
Saudações, Carlos!
Obrigada pelo comentário, estava com saudade de você por aqui! Bem, eu já corrigi o segundo erro, obrigada por pontuá-lo
Quanto ao primeiro... A verdade é que eu sempre escrevi esse nome errado. O correto é Nornur mesmo, eu que sempre escrevi errado AHUEHAUEHUAHUAEH
Enfim, aqui vou deixar as duas formas, ok? Mas MUITO OBRIGADA por me corrigir. Quanto ao Ireas: ele tá puto e deprimido. Demais. Veremos o que o Terceiro e último pergaminho reserva kkkk
Abração!
Postado originalmente por Edge Fencer
Dei uma segurada no capítulo passado porque Esquecimento ainda poderia ter uma carta na manga, mas agora sim, finalmente, essa danada foi derrotada... Deu até uma certa empatia por ela nesses momentos finais, mas as merdas que ela já fez superam largamente isso; achei foi pouco
Foi um capítulo ótimo, como era de se esperar. Apesar do Ireas ter passado a impressão de que vai pra cima da irmandade com 40 mil pedras na mão, fico curioso pra ver de que outras maneiras a morte da Esquecimento vai influenciar a personalidade do rapaz. Não dá pra descartar a chance dele se tornar extremamente rancoroso e vingativo (apesar de eu torcer pra que isso não aconteça). Acho que nesse momento ele precisará bastante do apoio dos amigos para não surtar.
Tá muito bacana ver os capítulos saindo rapidamente assim, continue nessa animação xD
Abraço!
Saudações!
HAUEHUAHEUHEUAHUEHUHE nego n curtiu Esquecimento
Veremos o que vai acontecer. Uma coisa é certa: o Ireas alegre e inocente morreu com o Wind debaixo daquelas pedras; vai requerer dele uma dose forte de autocontrole para não ceder ao rage extremo. Fico muito feliz com seu comentário e por estar sempre presente, na medida do possível. E fico MUITO feliz que esteja gostando. Espero que continue até o final xD
Abração!
Postado originalmente por Shirion
Iridium,
Li muito viu? Li coisa pra caramba mas consegui colocar a sua fic em dia. Eu só tinha lido até o ponto que o Ireas deixa Rook, ai pulei o miolo e só fiquei lendo os capítulos finais, da reta final das tretas no meio dos lagartos.
Mas agora to com tudo lido (gente eu não tinha percebido mas o Ireas é gay por isso que geral pede nos comentários pra ele namorar uma paladina coxuda)
Mas como o coitado sofre, Iridium. Que destino horrível, ser obrigado a matar a própria mãe.
Eu achava que a Esquecimento ia perder a luta final mas ia conseguir escapar sei lá e depois tentar mudar de mentalidade. Que tragédia.
Mas pelo visto a aventura continua né, o Ireas agora vai tentar acabar com a irmandade. E isso me leva a pensar em um lugar: Drrrrrrrrrrefia
Saudações!
FAAALA, Shirion AHEHAUEHUEHUAHUAEH
Agora você entendeu o porquê da paladina coxuda? Créditos: @Kerrod (que sumiu de novo!)
A história do Ireas é muito cruel... Maltrato demais meu xodó Mas a vida segue! Espero que tenha gostado de tudo, apesar de ser uma história beeem longa HAUEHAUEHUHUHE
Espero que goste desse capítulo e fique para ver o final da história. Farei dois posts de retrospectiva, um para cada Pergaminho, para o caso de terem ficado dúvidas no caminho rs.
Abração!
Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!
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Spoiler: Bônus Musical
Confesso que, para esse capítulo em particular, foi difícil decidir uma música em específico. Eu tinha duas opções, mas uma delas eu optei por usar em outro momento. Para hoje, recomendo:
Entretanto, eu digo que vocês estão livres para escolher qualquer música que acharem que combina com esse Capítulo. Novamente, agradeço pela presença de TODOS aqui!
Capítulo 60 — Enterrem Meu Coração… Onde Ele Possa Sobreviver
O fim de uma Era… É o início de outra?
(Narrado por Ireas Keras)
Foi a primeira vez que pisei em Yalahar.
Mesmo sem estar em débito comigo, mesmo sem a necessidade alguma de fazer tal gentileza, Kinahked nos abarcou no Caçador de Almas, que ficara intacto na costa de Zao por algum milagre. A tripulação nos recebeu bem, mediante os padrões deles. Enquanto todos foram realocados para suas cabines embaixo do convés, eu quis ficar um tempo sozinho.
Sentei-me perto da proa e deixei no chão de madeira recém-esfregado. Olhando para cima, o céu parecia mais brilhante que o usual. Fiquei olhando as estrelas com o único olho que eu tinha agora, sentindo um vazio imenso tomar conta de meu coração e mente. Eu via o brilho nas estrelas, mas não enxergava beleza… Tudo que eu conseguia ver era as almas dos que já tinham partido daquela vida para outra… E o quão sozinho eu estava me sentindo.
— Keras?
A voz grave soava distante; demorei um tempo para olhar em sua direção e perceber que se tratava de Yami; com o céu bem escuro e pouca iluminação no convés, apenas conseguia ver parte de sua silhueta e o distinto brilho de seus olhos dourados. Ele me olhava, pela primeira vez, com uma expressão que eu nunca havia visto nele.
Preocupação.
— Você ainda não foi dormir? — Indaguei, melancólico e estranhamente indiferente.
— Não. — Replicou o Efreet estranhamente sem jeito. — Você… Ficou com a minha Lâmpada.
— Oh! — Eu me sentei e abri minha mochila, procurando pelo objeto. — Aqui está. — Entreguei a ele a Lâmpada, voltando a me deitar.
Olhei para o lado e ele continuava lá a me fitar; soltei um suspiro ressabiado, piscando devagar.
— Eu lamento por…
— Eu sei. — Repliquei, ríspido, não querendo ter aquela conversa. Não naquele momento.
— Eu lamento por tudo, Keras. — Completou o Efreet, a despeito da minha cortada anterior. — Wind era uma boa pessoa. Para você e todo mundo ao redor dele. Não há como negar isso.
Eu assenti levemente com a cabeça; o Efreet parecia querer falar algo mas apenas retribuiu o cumprimento e saiu de cena com a lâmpada na mão. Fiquei, novamente, sozinho, olhando as estrelas.
Eu me sentia… Sem vontade alguma; não queria fazer nada. Estava com sono e não queria dormir, estava com fome e não queria comer… Sentia dores em meu corpo e em meu olho mas não tinha a menor vontade de resolver a situação. Estava triste… Mas não conseguiu chorar. Não naquele momento. Me sentia oco, seco e vazio.
— Não se culpe, criança…
A voz de Nornur era plenamente audível pelo vento frio que soprava ao meu redor.
— Vento do Norte… Meu filho mais tempestuoso… — Falava o Deus, sereno. —Você fez o que podia… E curar as feridas de Esquecimento Eterno… Permitir que o Outono e Inverno a levassem em uma forma menos decrépita… Foi nobre e honroso da sua parte.
— Mas… Perdi Liive… e Wind… Nesse meio tempo. — Sussurrei de volta, magoado. — Não estou certo… De que fiz as escolhas certas. Eu não deixo de pensar e sentir… Que sou indigno de tudo. Mesmo.
— Você só será indigno, Vento do Norte… Se você se mostrar assim. Se você permitir que te vejam e te julguem dessa forma. — Ele parecia mais forte, assim como o sermão que estava me passando. — Só você pode mudar esse sentimento. Lembre-se de que o Vento do Sul… Seu irmão, ainda vive. Ele pode… Ajudar você. Assim como seus amigos...
Dito isso, sua voz desapareceu no ar e eu fechei o meu olho são, sentindo-me muito melancólico e vazio.
— Espero que esteja certo, Nornur… Espero mesmo.
*****
(Narrado por Rei Jack Spider)
Ao final de três semanas de navegações, dada a habilidade especial do navio de Kinahked, chegamos em Nibelor; passamos apenas para recolher o corpo de Wind e continuar viagem a Yalahar. Ireas estava ainda monossilábico, mas parecia ficar mais feliz ao ver a pequena Skadi balbuciar perto dele. A visão da menina parecia dar-lhe um pouco mais de propósito.
Entretanto, quando saímos de Nibelor, seu humor estava pior; ele parecia ter se desentendido com a cunhada, mas não quis falar a respeito. A bem da verdade, seguimos viagem sem que ele dissesse uma palavra sequer.
Chegamos a Yalahar uma semana depois, quando o Inverno estava já em seu ápice: era o aniversário de Ireas. Chegamos à cidade-ilha de Yalahar e atracamos assim que obtivemos autorização. O porto era mais detonado do que achei que fosse. Ireas desceu junto com Morzan, Sírio, Maximus, Kinahked, Yami e Emulov, cada um deles segurando uma extremidade da maca que levava o corpo de Wind.
Um homem de cerca de quarenta anos, com cabelos castanhos em roupas e penteado similares aos de Wind, veio até nós; eu e Brand logo fomos à frente falar com ele, a fim de evitar que Ireas tivesse um surto e irrompesse em lágrimas ali mesmo. Seu nome era Palimuth, e ele dizia responder pela vasta maioria dos que habitavam a Cidade Interna* de Yalahar.
Explicamos rapidamente nossa situação e ele logo nos permitiu fazer o funeral. Entretanto, havia um pequeno empecilho.
— Rapazes… Nós não fazemos mais enterros em Yalahar. — Falou Palimuth, triste. — Desde nossos incidentes com… Um ser… Terrível, nós não ousamos mais enterrar nossos mortos, os quais tem retornado para noss aterrorizar no Quartel do Cemitério. Por isso, para fazer o funeral desse rapaz, o corpo dele terá que ser cremado. Eu lamento. Ele é um Yalahari e, se não fizermos assim, sua alma não descansará.
Engoli em seco. Eu e Brand olhamos para Ireas, cujo olhar melancólico me encheu de tristeza. Ele respirou fundo e falou:
— Que assim seja. Sei que fala de Variphor, Palimuth. Sei em primeira mão o que ele pode fazer… Se assim Wind obterá o descanso que tanto merece… Faça isso. Creme seu corpo. Mas… Gostaria que suas cinzas fossem colocadas em uma urna funerária. Ele merece isso.
O homem concordou com nossos termos e pediu para que levássemos o corpo a Roxanne, a mulher responsável pelo Templo local. Lá, começaram a preparar o corpo para se despedir do mundo terreno.
****
(Narrado por Ireas Keras)
Foi a última vez que eu pisei em Yalahar.
A pira fúnebre fora colocada dentro da Catedral de Yalahar, no Quartel do Cemitério. Alguns magos Yalahari se responsabilizaram por fechar os acessos que poderiam ser invadidos por criaturas indesejadas. A pira era uma estrutura de bétula de dois pisos, distantes dois metros cada um. O primeiro era um forro para o chão, a fim de poder colocar palha, óleo e o que mais fosse inflamável. No segundo piso ficava o corpo de Wind, devidamente limpo, embalsamado e coberto de óleo para queimar mais rapidamente. Apesar do trabalho milagroso feito por Yami e retocado por Roxanne, ainda era muito doloroso olhar para Wind. Ele estava totalmente diferente do homem que era… Do amigo que conheci, do confidente que tive e daquele que amei um dia.
Na medida em que se aproximavam alguns Sacerdotes para fazer as preces finais, não conseguia parar de pensar em quão estúpida sua morte havia sido; ele havia ido para a expedição responsável por matar Morgaroth! Por aniquilar um dos membros do poderoso e infame Triângulo do Terror! Era um Cavaleiro forte, destemido, explorador, gentil e notável em quase tudo que havia feito em sua vida. Aquela morte… Era indigna dele. Não havia sido gloriosa o suficiente.
Morrer para me proteger… Estava abaixo dele. E eu sabia disso. Eu sempre soube disso.
Em um dado ponto, Palimuth me chamou para acender a pira. Eu relutantemente aceitei, sabendo que aquele ato seria, talvez, meu adeus final ao homem que, por um ano e alguns meses, virara meu mundo de ponta-cabeça. Meu vigésimo aniversário passaria desapercebido em meio àquele funeral… E eu parecia estar em outro mundo. Eu soltei a tocha em meio aos materiais inflamáveis na esperança de que aquela dor passasse… Mas não passaria.
Não passaria a não ser que eu gritasse; eu via o corpo do ruivo Yalahari queimar… Via a fumaça subir… E tudo que eu queria era ter poder de voltar no tempo e nunca ter ido atrás de minha mãe… De ter ouvido o conselho de todos ao meu redor e ter largado essa missão fútil por respostas a perguntas que não tinham nexo ou razão. No entanto, era tarde: Hjaern, meu irmão, estava morto; Liive também, assim como Wind. Não havia mais nada a se fazer.
Levou cerca de três horas para o corpo de Wind ser reduzido a cinzas; Palimuth as colocou em uma urna funerária, como eu havia pedido, e entregou-a a mim. Depois disso, me lembro de quase nada do que ocorrera naquele dia.
****
(Narrado por Yami, o Primeiro)
Mas eu, leitor, lembro. Oh se lembro.
Depois que saímos de Yalahar, Keras rumou para Svargrond, e os demais nos seguiram, com medo de que ele fizesse besteira. Achei que o druida quereria ao menos se esconder do mundo e chorar as mágoas por suas perdas e tudo aquilo que humanos fazem diante da morte.
Bem, ele fez isso… Com outra abordagem.
— Ireas, que você está fazendo?! — Brand gritou sem entender.
— Ireas, pára! Isso não vai trazer o Wind de volta! — Jack tentou protestar e levou uma bola de gelo no rosto e caiu para trás, boquiaberto.
Assim que chegamos em Svargrond, ele correu para a Arena de Combate com fúria; ele fez um machado de seu Cajado da Tempestade de Granizo e começou a acertar tudo em seu caminho; bonecos de treino, grades e gradis, paredes, tudo. Ele arrancou tabardas e bandeiras dos mastros em seu caminho de destruição, gritando palavras em sua língua natal que eu não consegui entender.
— Ireas, me escuta, por favor! — Jack protestava, desesperado.
— NÃO! — Ireas rugiu tal qual um animal ferido — NÃO QUERO CONVERSAR! NÃO TENHO O QUE CONVERSAR!
— Puta merda Ireas! — Maximus falou, irritado. — Para de fazer cena e tenta raciocinar ou eu te forço a fazer isso!
Por fim, quando ele chegou em uma sala que era um beco sem saída, ele congelou os próprios punhos e começou a socar a parede de pedra em uma tentativa, talvez, de quebrá-la e de se soterrar. Ao ver isso, diante da situação toda, tomei uma decisão drástica.
— Eu resolvo isso. — Falei, conjurando uma barreira de mana sólida, impedindo a entrada dos demais.
— Qual é, Yami?! — Protestou Jack — Abre isso! Abre já!
Fiz-me surdo aos apelos de Jack e fui até Keras, que continuava a espancar a parede sem muito sucesso. Tive uma ideia que talvez fosse acalmá-lo.
— Me ataque. — Falei calmamente, apesar da minha experiência de quase-morte nas mãos do rapaz.
— Quê?! — Keras falou, alterado. — Ficou louco?! Eu vou acabar...
— Me matando? — Indaguei, colocando as mãos para trás de meu corpo. — Vá em frente. Você parece estar precisando.
— Por que?! — Rugiu o rapaz, ainda ferido por dentro, com os punhos cerrados pronto para atacar. — Por que fica em meu caminho?! Você não me deve nada! Não precisa fingir que se importa!
— Eu não estou fingindo. — Falei, levemente ofendido, começando a, vagarosamente, caminhar em sua direção. — Depois de tudo que passei com você e seu grupo… Depois de aprender o Caminho dos Sonhos e ser salvo mais de uma vez por você, apesar de ter quase me matado… — Eu já estava a dois pés de distância dele. — Eu genuinamente me importo. Você me fez escolher entre a vida e a morte…
Antes que ele pudesse reagir, eu o abracei; senti as forças do druida falharem e ele cair de joelhos. Simplesmente acompanhei o movimento.
— Agora, é sua vez de escolher entre a vida e a morte, Keras.
Ele berrou e chorou como um animal ferido, eventualmente retribuindo meu abraço. Ele chorou todas as lágrimas que podia. Eu genuinamente me importava; eu mudei naquela jornada. Optei por fazer algo melhor de minha vida do que ser apenas um estorvo e um servo. Fiquei incontáveis minutos com o druida chorando suas dores e perdas em meu abraço, na esperança de que todos nós, e não somente ele, saíssemos mais fortes dessa grande fossa em que Esquecimento Eterno nos metera.
Por Wind, Liive, Hjaern e incontáveis outros… Nós devíamos isso a todos eles. Era o mínimo que podíamos fazer.
Fim do Segundo Pergaminho.
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Glossário:
(*): Tradução livre de Inner City, a parte interna e segura de Yalahar.
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E é isso aí, galera! Acabou o Segundo Pergaminho! A retrospectiva do Primeiro e Segundo vem aí pro Terceiro chegar com tudo! A história do Ireas tá acabando, geeeeente!
Quando eu penso em comentar, um novo capítulo é postado; não só um, mas DOIS capítulos. Enfim, acho que devo comentar brevemente um dos (vários) capítulos que perdi, e então partir para os dois últimos.
Que ótimo capítulo da luta do Ireas e do Yami contra Esquecimento. Mas o que mais marcou o capítulo 58 foi a visão que Ireas teve do outro mundo; foi tudo muito bem descrito. Todas as pessoas que morreram para que Ireas pudesse chegar onde chegou... E essa parte:
Em meio à luz e às cores, um vulto permeado por sombras apareceu e tomou forma; meus olhos se encheram de água ao ver que se tratava de Wind Walker, o Andarilho do Vento.
Não vou comentar mais nada deste capítulo. Apenas venho deixar meus parabéns pelo capítulo escrito, pela batalha... E enfim, vamos ao próximo capítulo.
Antes de mais nada, QUE MÚSICA BEM ESCOLHIDA. Sério, encaixou certinho com o clima do capítulo, com o capítulo... TUDO! Se foi o @Gabriellk~ que escolheu a música, vá agradece-lo novamente, pois engrandeceu muito! Não tenho o costume de ler e ouvir ao mesmo tempo, as vezes eu me foco muito na música( devo ser o único doente que tenta adivinhar a progressão das músicas, lol), mas neste capítulo em específico eu li e ouvi a música... E não me arrependi. TUDO COMBINOU, a música, a escrita, a letra da música, TUDO!
Eu CHOREI na conversa entre Ireas e sua mãe. Ler o seguinte trecho:
— Por que, Seline? — Por algum motivo, minha voz soava distante e eu era incapaz de chamar de “mãe” a mulher à minha frente. — Por que fez tudo isso?
— Liberdade...
Ouvindo um "I Will travel through the gate, to be the finder of my fate"... Eu me arrepiei aqui nesse trecho. Não sei o que comentar deste capítulo, mas acho que você superou o capítulo da morte do Norsir; a carga emocional, a escrita, A MÚSICA, tudo! Mesmo tendo sido um capítulo curto, cada palavra teve um peso diferente... Não sei mais o que comentar; acredito que consegui passer e escrever tudo o que eu queria.
Finalizo o post com o seguinte trecho da música:
Deep abysses I sink into
And behind the light I go
My long journey never ends,
But I will receive what I send
De começo, relacionei este trecho com Esquecimento Eterno... Mas, curiosamente, acabei relacionando este trecho mais com o próprio Ireas, o que leva para o gran finale do Segundo Pergaminho.
Foi um bom capítulo final, colocando as coisas "em seu lugar"; conseguiu retratar muito bem a psique do Ireas, e achei um final adequado para o Segundo Pergaminho, porém...
NÃO TENTE RETRATAR O YAMI COMO UM SER BONDOSO. NINGUÉM NA HISTÓRIA GOSTA DO YAMI, ENTÃO NÃO TENTE FORÇAR ISSO MAIS. SE NÃO DEU CERTO NO FINAL DO SEGUNDO PERGAMINHO, NÃO VAI FUNCIONAR NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS...
Mentira, vai sim. Você sabe que eu amo o Yami <3
Spoiler: O que vai acontecer no Terceiro Pergaminho
Ireas vai chegar bem perto de se tornar algo perto da mãe. Até agora, ele tem seguido os passos de sua mãe com uma assustadora semelhança. Claro, ele não vai se converter pro Dark side pela Brotherhood, mas por outros meios...
Porém eu acho que a famigerada paladina coxuda vai entrar na história. Dando o seu amor, luz divina, castidade e suas... Coxas... Para acordar o Ireas e tirá-lo desse ódio todo. Você vai disfarçar tudo isso com aquele velho papo "de amizade", mas todos sabemos o grande papel que uma paladina coxuda irá exercer na história
Não espere algo bem elaborado e feito. De resto...
Excelente trabalho, Iridium. Fechou um pergaminho e eu ainda com O Mundo Perdido parado. Foda.
O final não foi mais do que triste. Imaginei que algo assim ocorreria, dado a situação em que Ireas se encontra, e com tudo que passou. A jornada dele certamente não seria fácil e eu imaginei isso desde o começo, láá em 2012. Meus parabéns por ter terminado mais uma parte da sua história e por ter criado algo tão bom assim, que nenhuma das minhas obras chega perto.
Eu já chuto que Ireas vai virar um vilão no próximo pergaminho e será derrotado por seus amigos. Seria épico, além de triste.
Aguardo a continuação da história e, mais uma vez, excelente trabalho.
Primeiramente, parabéns por conseguir terminar mais um pergaminho; pensando agora em tudo que aconteceu desde seu início, foi nada menos do que espetacular. E o final, como esperado, foi com chave de ouro.
Em termos de escrita, quase impecável, como de costume. Aquele pequeno diálogo com o leitor no começo da narração do Yami (like a Dom Casmurro) me fez dar um sorriso enquanto lia, muito bom.
A história tá daquele jeito, sensação de melancolia e desesperança em todas as ações do Ireas. O preço pra derrotar a vilã da história foi alto demais, e deu um clima bem peculiar pra esse capítulo. Se eu gostei? Muito! Consegui sentir uma empatia imensa pelo Ireas, vou demorar pra pegar no sono hoje lembrando de todas as merdas que aconteceram pra ele chegar até aqui e a coisa só piorar. Como sofre o rapaz, foi judiado a história inteira
Vejo, a príncipio, poucas maneiras do menino Keras não pirar de vez e chutar o pau da barraca. Primeiro, a sobrinha; ele ainda tem a promessa de ajudar na criação do bebê. Segundo, Jack e Nornur; quem sabe eles, que conhecem a alma do garoto tão bem, consigam recolocá-lo nos trilhos. Terceiro, e mais importante, Yami; eu já achava que o djinn seria importantíssimo pro Ireas há algum tempo, depois desse capítulo então... Quase certeza. Só sei que sou do team #IreasficacomYami, desprezo a ideia da paladina coxuda fortemente
Enfim, é isso. Tem muita água pra rolar na história ainda, então estou bastante ansioso pelo pergaminho derradeiro. Até aqui, a Voz do Vento já foi inesquecível em todos os aspectos; tenho certeza que você a imortalizará com os últimos capítulos xD
Abraço!
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Última edição por Edge Fencer; 12-01-2017 às 04:24.
Como prometido, antes de começar a postar os capítulos do Terceiro Pergaminho, trarei a vocês a Retrospectiva dos dois Pergaminhos, começando pela retrospectiva do Primeiro Pergaminho. Esse post contém SPOILERS, portanto, se você, novo leitor, não chegou até aqui e deseja ler tudo na íntegra, ignore esse post e se oriente pelo índice do post inicial. Do contrário, continue por sua conta e risco.
Esse post serve para refrescar a memória de leitores antigos e tirar as dúvidas dos leitores mais presentes, bem como, talvez, suscitar debates sobre algumas questões que levantei na história. Vamos aos comentários:
Spoiler: Respostas aos Comentários
Postado originalmente por Senhor das Botas
Quando eu penso em comentar, um novo capítulo é postado; não só um, mas DOIS capítulos. Enfim, acho que devo comentar brevemente um dos (vários) capítulos que perdi, e então partir para os dois últimos.
Que ótimo capítulo da luta do Ireas e do Yami contra Esquecimento. Mas o que mais marcou o capítulo 58 foi a visão que Ireas teve do outro mundo; foi tudo muito bem descrito. Todas as pessoas que morreram para que Ireas pudesse chegar onde chegou... E essa parte:
Não vou comentar mais nada deste capítulo. Apenas venho deixar meus parabéns pelo capítulo escrito, pela batalha... E enfim, vamos ao próximo capítulo.
Antes de mais nada, QUE MÚSICA BEM ESCOLHIDA. Sério, encaixou certinho com o clima do capítulo, com o capítulo... TUDO! Se foi o @Gabriellk~ que escolheu a música, vá agradece-lo novamente, pois engrandeceu muito! Não tenho o costume de ler e ouvir ao mesmo tempo, as vezes eu me foco muito na música( devo ser o único doente que tenta adivinhar a progressão das músicas, lol), mas neste capítulo em específico eu li e ouvi a música... E não me arrependi. TUDO COMBINOU, a música, a escrita, a letra da música, TUDO!
Eu CHOREI na conversa entre Ireas e sua mãe. Ler o seguinte trecho:
Ouvindo um "I Will travel through the gate, to be the finder of my fate"... Eu me arrepiei aqui nesse trecho. Não sei o que comentar deste capítulo, mas acho que você superou o capítulo da morte do Norsir; a carga emocional, a escrita, A MÚSICA, tudo! Mesmo tendo sido um capítulo curto, cada palavra teve um peso diferente... Não sei mais o que comentar; acredito que consegui passer e escrever tudo o que eu queria.
Finalizo o post com o seguinte trecho da música:
De começo, relacionei este trecho com Esquecimento Eterno... Mas, curiosamente, acabei relacionando este trecho mais com o próprio Ireas, o que leva para o gran finale do Segundo Pergaminho.
Foi um bom capítulo final, colocando as coisas "em seu lugar"; conseguiu retratar muito bem a psique do Ireas, e achei um final adequado para o Segundo Pergaminho, porém...
NÃO TENTE RETRATAR O YAMI COMO UM SER BONDOSO. NINGUÉM NA HISTÓRIA GOSTA DO YAMI, ENTÃO NÃO TENTE FORÇAR ISSO MAIS. SE NÃO DEU CERTO NO FINAL DO SEGUNDO PERGAMINHO, NÃO VAI FUNCIONAR NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS...
Mentira, vai sim. Você sabe que eu amo o Yami <3
Spoiler: O que vai acontecer no Terceiro Pergaminho
Ireas vai chegar bem perto de se tornar algo perto da mãe. Até agora, ele tem seguido os passos de sua mãe com uma assustadora semelhança. Claro, ele não vai se converter pro Dark side pela Brotherhood, mas por outros meios...
Porém eu acho que a famigerada paladina coxuda vai entrar na história. Dando o seu amor, luz divina, castidade e suas... Coxas... Para acordar o Ireas e tirá-lo desse ódio todo. Você vai disfarçar tudo isso com aquele velho papo "de amizade", mas todos sabemos o grande papel que uma paladina coxuda irá exercer na história
Saudações, Botas!
Muito obrigada pelo SENHOR feedback que você me deu! Eu fico muito lisonjeada com tudo que foi comentado, e eu fico muito feliz que você tenha conseguido sentir a carga emocional que eu queria que esse capítulo tivesse.
Quanto ao Terceiro Pergaminho... Veremos AHEHUEHAUUAHUAEH
É impressionante: nego ou ama o Yami ou odeia. Não existe meio termo aehuaehauhae
Abração!
Postado originalmente por CarlosLendario
Excelente trabalho, Iridium. Fechou um pergaminho e eu ainda com O Mundo Perdido parado. Foda.
O final não foi mais do que triste. Imaginei que algo assim ocorreria, dado a situação em que Ireas se encontra, e com tudo que passou. A jornada dele certamente não seria fácil e eu imaginei isso desde o começo, láá em 2012. Meus parabéns por ter terminado mais uma parte da sua história e por ter criado algo tão bom assim, que nenhuma das minhas obras chega perto.
Eu já chuto que Ireas vai virar um vilão no próximo pergaminho e será derrotado por seus amigos. Seria épico, além de triste.
Aguardo a continuação da história e, mais uma vez, excelente trabalho.
Faaala, Carlos!
Foda. Volta com OMP, nunca te pedi nada AHEUAHUAUEAEUHAUAHU
Fico muito lisonjeada com seus comentários obrigada por ter me acompanhado até aqui, e pode ter certeza que continuarei te acompanhando da mesma forma. Vamos ver como que as coisas vão se desenrolar no Terceiro Pergaminho kkkkk
Abração!
Postado originalmente por Edge Fencer
Pesadíssimo esse capítulo...
Primeiramente, parabéns por conseguir terminar mais um pergaminho; pensando agora em tudo que aconteceu desde seu início, foi nada menos do que espetacular. E o final, como esperado, foi com chave de ouro.
Em termos de escrita, quase impecável, como de costume. Aquele pequeno diálogo com o leitor no começo da narração do Yami (like a Dom Casmurro) me fez dar um sorriso enquanto lia, muito bom.
A história tá daquele jeito, sensação de melancolia e desesperança em todas as ações do Ireas. O preço pra derrotar a vilã da história foi alto demais, e deu um clima bem peculiar pra esse capítulo. Se eu gostei? Muito! Consegui sentir uma empatia imensa pelo Ireas, vou demorar pra pegar no sono hoje lembrando de todas as merdas que aconteceram pra ele chegar até aqui e a coisa só piorar. Como sofre o rapaz, foi judiado a história inteira
Vejo, a príncipio, poucas maneiras do menino Keras não pirar de vez e chutar o pau da barraca. Primeiro, a sobrinha; ele ainda tem a promessa de ajudar na criação do bebê. Segundo, Jack e Nornur; quem sabe eles, que conhecem a alma do garoto tão bem, consigam recolocá-lo nos trilhos. Terceiro, e mais importante, Yami; eu já achava que o djinn seria importantíssimo pro Ireas há algum tempo, depois desse capítulo então... Quase certeza. Só sei que sou do team #IreasficacomYami, desprezo a ideia da paladina coxuda fortemente
Enfim, é isso. Tem muita água pra rolar na história ainda, então estou bastante ansioso pelo pergaminho derradeiro. Até aqui, a Voz do Vento já foi inesquecível emtodos os aspectos; tenho certeza que você a imortalizará com os últimos capítulos xD
Abraço!
Saudações, Edge!
Obrigada pelo comentário mais que lisonjeiro AHEUHUHE
Eu to vendo que a opinião do Kerrod dividiu a galera em dois times! Vamos ver quem se sai melhor nessa HAUEHUEHAUEHAUEHAUHE
A vida do Ireas está uma zorra... E já adianto que no próximo pergaminho, não vai estar lá muito melhor HAUEHAUEHAUHUEHUHEUH
Espero que continue acompanhando e comentando! E eu farei o mesmo pra sua história, não se preocupe! Tirarei um dia para comentar naquilo que falta...
Abração!
Primeiro Pergaminho - Quem Sou, De Onde Venho, e Tu, Quem És?
A Retrospectiva
Spoiler: Aviso: Pode Conter SPOILERS
"Em uma terra assolada pelo caos e destruição, vem ao mundo aquele que carrega consigo uma importante missão - salvar a Natureza da destruição promovida por aqueles que habitam a sua superfície - e salvá-los de aniquilarem suas almas a fim de cumprirem seus propósitos obscuros e gananciosos.
Uma mulher deixa uma criança às portas do Templo de Rookgaard com uma carta, uma rosa azul... E muitas lacunas. A jornada começa verdadeiramente em Ankrahmun, buscando respostas para perguntas que Keras sempre teve - mas jamais soube formular adequadamente…"
E esse foi o início da jornada de Ireas Keras, um druida com um começo de história simples, mas marcados por dúvidas. Um rapaz criado na abadia de Rookgaard com um sobrenome que pouco lhe dizia respeito, uma rotina comum a muitos que fizeram de Rookgaard seu lar (ainda que temporário) e uma personalidade afável, típica de um alguém mais inocente e com poucas ambições.
Da noite para o dia, sua vida virou do avesso: perdeu os amigos, a saúde e as poucas certezas que tinha em sua vida. Dividido entre a curiosidade e a pouca resiliência que tinha, Ireas optou por ouvir sua curiosidade e buscar por sua mãe, a responsável por toda aquela meré de dúvidas. Sua jornada fora de Rookgaard se iniciou em Ankrahmun, a Cidade Eterna, onde conheceu, de cara, seus novos (e futuramente) melhores amigos: King Jack Spider (Rei Jack Spider), Brand Young Third e Wind Walker (esse último vindo a ser amante de Ireas).
Ireas foi descobrindo mais coisas além de traços de personalidade de sua mãe, uma figura que foi de alguém protetor a vingativo e ameaçador em questão de poucas trocas de cartas. Ireas descobriu uma habilidade nata de compreender culturas distintas e se enturmar com facilidade, tendo o feiticeiro Tothdral como um tutor e guia em momentos que Rahkem não pudia fazê-lo. Descobriu, também, ser um Norsir, um dos nativos de Svargrond, por parte de pai. Kaisto Keras, pai de Ireas, era também pai de Hjaern, o xamã que supervisionava Nibelor, casado com Silfind. Kaisto fora assassinado pela mãe de Ireas, sua segunda esposa, ao ser jogado ao mar, em direção à Trincheira Congelada (Frozen Trench).
Com essa descoberta, Ireas tentou se aproximar de suas origens antigas e ganhar mais peças para solucionar esse quebra-cabeças à sua frente, contando com a ajuda de Wind e Liive, um Norsir local que era rival declarado de Wind. Com o Jarl Sven sendo um grande empecilho em seu caminho, coube a Ireas encontrar resistência e coragem para passar em seus testes e ter ao menos o direito de ser considerado um bárbaro honorário aos olhos do líder local.
Aos poucos, Ireas conquistou mais amigos: Icel Emonebrin, Mandarinn, Pingagua, Solaria Shiverbreeze (Solária Brisa-da-Neve), Sírio Snow e outros passaram a fazer parte da vida do rapaz, ganhando cada vez mais atenção, querendo ou não. Ele também descobriu o amor ao ajudar Charlotte e Raymond, avaliando o quesito "primeira paixão" com certa timidez, dando espaço para Wind Walker ganhar seu coração.
Entretanto, nem tudo foi um mar de rosas para Ireas; no radar de sua mãe, suas duas cidades mais amadas, Svargrond e Ankrahmun, foram atacadas pela Irmandade dos Ossos a mando dela, ceifando as vidas de Hjaern, Ishebad e incontáveis outras pessoas. Sem um Grão-Vizir em Ankrahmun, e estando Tothdral impossibilitado de assumir esse cargo, Ireas o aceitou de bom grado, aprendendo, também, algo novo sobre si: a habilidade de manipular a água e seu estado natural, ainda que por tempo limitado.
Enquanto o druida de cabelos azuis estava envolvido nessas questões, Brand, Wind, Jack, Icel e outros guerreiros mais fortes e notáveis foram convocados para enfrentar Morgaroth, o membro do Triângulo do Terror que habitava as profundezas de Goroma, dentro do vulgão Hellgore. Nesse meio tempo, a mãe de Ireas, conhecida como Esquecimento Eterno, começou a semear a discórdia em meio ao círculo social de Ireas, espalhando cartas difamatórias (sobretudo em nome de Wind) visando magoar e afastar Ireas. Liive foi vítima de um ataque mais direto, sendo temporariamente possuído por ela, como um servo sem livre-arbítrio.
No fim, depois de uma batalha longa e árdua, os aventureiros saíram vitoriosos, sendo recebidos de volta a Thais e demais cidades como herois de guerra; Brand fora condecorado comandante-em-chefe das forças de Thais por seus serviços como líder tático e militar, tomando iniciativas e decisões nas horas de maior necessidade e dificuldade.
Eventualmente, chegou o momento de Ireas confrontar os envolvidos, resultando em uma quase morte de Liive e em sua quase morte nas pelas mãos de Brand; com os sentimentos abalados e a mente tomada por dúvidas e dores, Ireas terminou seu relacionamento com Wind. Em uma reuinião em Darashia, seus talentos como arquiteto e vizir foram notados, e Ireas se recusou a sair de Ankrahmun. No entanto, ao receber a informação de que uma das lendárias facções de Djinns poderiam ter informações sobre sua mãe, o druida relutantemente aceitou servir o sultão Kazzan e ser guiado por Wind a conhecer as criaturas metade fogo, metade matéria.
Spoiler: Considerações Finais
Um Pergaminho com uma narrativa mais suave que o Segundo, eu diria. Inicialmente, pensei a trama toda envolvendo o Triângulo do Terror e a evolução do Ireas a partir daí; assim que acabei a batalha contra Morgaroth, a qual ganhou mais partes por conta de uma crítica feita por Gabriellk~ e muitos outros, acabei revisitando essa ideia e decidi fazer da Irmandade dos Ossos o foco de antagonismo, já que seria mais "atingível" individualmente para o Ireas, bem como renderia uma exploração maior de seu psicológico.
Muitas das coisas que escrevi haviam sido planejadas a priori e fluíram naturalmente... Acho que não mudaria nada nessa saga.
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E é isso aí, galera! Até a próxima retrospectiva!
Não esqueçam, por favor, de deixar seu feedback aí embaixo!
Feedback é importante: Feedback Quae Seras Tamem!!!
Bom, comecei a acompanhar a história já no fim do Segundo Pergaminho, mas acho que dá pra eu deixar algumas considerações sobre o primeiro aqui.
O Primeiro Pergaminho, pricipalmente o início, quando o Ireas nem conhecia o nome Esquecimento Eterno, é minha parte favorita da história até aqui. Não sei se já disse isso, mas eu li os 10 primeiros capítulos de uma vez, e me encantei. Nunca tinha visitado a seção de Roleplaying até ali, apesar de olhar a seção Tibia Geral de vez em quando, muito menos havia pensado em escrever algo. Foi depois de ler o início de A Voz do Vento que eu me animei a criar uma conta e escrever alguma coisa aqui; se não fosse o Primeiro Pergaminho, não estaria por aqui hoje, por isso sou muito grato a você!
Deixando de sentimentalismo agora, vamos ao que achei da história nessa primeira parte. O comecinho do Pergaminho foi, de certa forma, um pouco morno. Aquele começo de aventura em Rookgaard, com o Cipfried como guru e o protagonista com um passado misterioso... Como não gostar?
A partir da expedição ao Mino Hell, onde perdeu seus amigos, Ireas começou a se tornar bem único. Depois de encontrar Jack, Brand e, principalmente, Wind, ele já era bem diferente. No começo não gostei muito de nenhum dos três, admito Mas isso não durou muito, pois quando o Ireas descobriu seus sentimentos pelo Wind eu já estava torcendo muito por eles.
Durante a luta contra o Morgaroth, foi bem angustiante ver a indecisão do Ireas quanto ao Wind, e aquelas cartas falsas... Custei a gostar do Liive depois disso kkkk.
Ainda aconteceu tanta coisa... As primeiras peripécias de Esquecimento, a morte de Hjaern, a reconstrução de Ankrahmun... Logo na primeira parte da história o Ireas já havia sido testado de várias maneiras.
É claro que a qualidade da história e da escrita melhoraram bastante com o passar do tempo, mas esse comecinho ainda não foi superado na minha preferência
É isso aí, Iridium. Boa ideia trazer essa retrospectiva; imagino que pra quem acompanhou o início da história deve ser muito nostálgico (já foi um pouco pra mim, que li há poucos meses haha).
Aguardo pela próxima, e mais ainda pelo Terceiro Pergaminho, que promete!
Venho agora com a retrospectiva do Segundo Pergaminho, finalizado semana passada. Depois desse post, aguardem o início do fim, que está próximo
Vamos, antes de mais nada, aos Comentários do post anterior
Spoiler: Respostas aos Comentários
Postado originalmente por Edge Fencer
Bom, comecei a acompanhar a história já no fim do Segundo Pergaminho, mas acho que dá pra eu deixar algumas considerações sobre o primeiro aqui.
O Primeiro Pergaminho, pricipalmente o início, quando o Ireas nem conhecia o nome Esquecimento Eterno, é minha parte favorita da história até aqui. Não sei se já disse isso, mas eu li os 10 primeiros capítulos de uma vez, e me encantei. Nunca tinha visitado a seção de Roleplaying até ali, apesar de olhar a seção Tibia Geral de vez em quando, muito menos havia pensado em escrever algo. Foi depois de ler o início de A Voz do Vento que eu me animei a criar uma conta e escrever alguma coisa aqui; se não fosse o Primeiro Pergaminho, não estaria por aqui hoje, por isso sou muito grato a você!
Deixando de sentimentalismo agora, vamos ao que achei da história nessa primeira parte. O comecinho do Pergaminho foi, de certa forma, um pouco morno. Aquele começo de aventura em Rookgaard, com o Cipfried como guru e o protagonista com um passado misterioso... Como não gostar?
A partir da expedição ao Mino Hell, onde perdeu seus amigos, Ireas começou a se tornar bem único. Depois de encontrar Jack, Brand e, principalmente, Wind, ele já era bem diferente. No começo não gostei muito de nenhum dos três, admito Mas isso não durou muito, pois quando o Ireas descobriu seus sentimentos pelo Wind eu já estava torcendo muito por eles.
Durante a luta contra o Morgaroth, foi bem angustiante ver a indecisão do Ireas quanto ao Wind, e aquelas cartas falsas... Custei a gostar do Liive depois disso kkkk.
Ainda aconteceu tanta coisa... As primeiras peripécias de Esquecimento, a morte de Hjaern, a reconstrução de Ankrahmun... Logo na primeira parte da história o Ireas já havia sido testado de várias maneiras.
É claro que a qualidade da história e da escrita melhoraram bastante com o passar do tempo, mas esse comecinho ainda não foi superado na minha preferência
É isso aí, Iridium. Boa ideia trazer essa retrospectiva; imagino que pra quem acompanhou o início da história deve ser muito nostálgico (já foi um pouco pra mim, que li há poucos meses haha).
Aguardo pela próxima, e mais ainda pelo Terceiro Pergaminho, que promete!
Grande abraço!
Edge, seu lindo! <3
Obrigada pelo comentário, e fico MUITO, muito feliz que a Retrospectiva tenha provocado esse efeito em você. Espero que os demais (que já acompanham a mais tempo mas não tem comentado) tenham sentido o mesmo que você. Espero que goste dessa parte também e que esteja por aqui para ver o Terceiro Pergaminho começar!
Abração!
Agora, sem mais delongas: a Retrospectiva!
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Segundo Pergaminho - Sagrada Mãe Natureza A Retrospectiva
Spoiler: AVISO: pode conter SPOILERS!
"Uma parte da jornada de Keras chega ao fim e outra se inicia. Facções, guerras, amor, ódio e traição; tudo isso esse druida aprendeu e ainda terá mais pela frente.
Mais rosas. Mais cartas. Mais perguntas sem respostas.
O Deserto guarda algumas respostas, bem como outras localidades. Com amigos, sonhos e guias, Keras deverá descobrir de uma vez por todas quem ele realmente é, e porquê vive..."
O Segundo Pergaminho começou com a visita de Ireas às duas Fortalezas dos Djinns, escoltado por Wind. Nesse meio tempo, três personagens novos foram introduzidos logo de cara: Emulov Suv (Emulov Sun) e os gêmeos Yami Yumi e Yami, o Primeiro(First Yami), todos ligados, de início, ao Sirio Snow. Graças ao Vandurano, os três foram apresentados a Ireas e logo teriam um papel importantíssimo na história.
Em Ankrahmun, Ireas havia ganhando influência política, indo de arquiteto a Grão-Vizir no lugar de Ishebad; entretanto, sentindo que aquela não era sua sina, ouviu os conselhos de Tothdral e Rahkem, escolhendo o filho de Jezzara, Ahmad, para assumir seu lugar. Além disso, Ireas nomeou Yami como barqueiro no lugar do finado Sinbeard, apenas para descobrir, posteriormente, que Yami não era quem dizia ser.
Enquanto Yumi e Emulov mostraram-se ser "parte do time", não demorou muito para Yami mostrar a que viera, como um servo de Esquecimento Eterno, jogando Ireas e Emulov em Drefia na primeira oportunidade (!), separando-os de Brand e Wind. Para piorar, Wind fora vítima de uma distorção mental causada por um Braindeath, o que dificultou ainda mais as coisas para o time, refugiado na fortaleza dos Marid por intermédio de Yumi, que, de alguma forma, já suspeitava do gênio ruim de seu irmão. Foi revelado, então, que os gêmeos eram Djinns de diferentes raças: Yumi era uma Marid e Yami, um Efreet.
Uma vez que Brand encontrou, na biblioteca de Djema, um Tomo de autoria de Esquecimento Eterno, a busca começou a tomar outro rumo: guiados por Tothdral, cabia a eles achar todos os Oito Tomos para encontrar Esquecimento Eterno: e descobrir quem ela foi um dia. Nesse meio tempo, Ireas e Wind, grosso modo, haviam reatado, mas de forma frágil e sem a confiança e a paixão de antes. Ireas optou por se filiar a Gabel e seus Marid, para a tristeza de Wind, que havia jurado lealdade a Malor. Wind e Ireas rompem o relacionamento amoroso, mas tentam ser amigos novamente.
Com isso, foi a vez de Emulov fornecer a Ireas uma ajuda: indicando sua amiga Solstícia Solária (Solstice Solarii) para ajudá-lo com a missão de resgatar a Lâmpada mágica amaldiçoada das mãos do Rei Orc. Nesse meio tempo, Sírio, que havia zarpado para a Baía da Liberdade com seu irmão, estava envolvido em uma revolta popular anti-escravidão e anti-colonização. Ao passo que Sírio conseguiu o apoio de Liive e Jack, eles tiveram que lidar com a amarga verdade que tanto Brand quanto Icel estavam no lado oposto do campo de batalha, defendendo os interesses da Coroa acima da amizade.
Enquanto que a incursão à Rocha de Ulderek foi um sucesso, com Ireas conseguindo recuperar a Lâmpada e posteriormente entregando-a a Gabel. Nesse meio tempo, a luta entre colonizados e colonizadores no arquipélago de Vandura terminou com perdas de ambos os lados, mas vitória dos rebeldes. Jack, Icel, Liive, Brand, Sírio e Morzan, no entanto, acabaram sendo capturados pelos piratas a pedido de Mortalheiro, uma criatura dos mares que não era nem morta, tampouco viva, responsável por reger a criação de Bastesh e as almas que morriam ao mar. Nesse período, Jack começa a descobrir uma habilidade estranha: a habilidade de falar ao vento e de, alguma forma, sentir a presença de Ireas e mandar-lhe mensagens pelo vento.
O Mortalheiro falou a eles sobre Esquecimento Eterno e os Tomos, bem como os transportou para fora de Nargor, para a segurança do continente; eventualmente, se reencontraram com Ireas e Emulov, reportando a eles o encontrado.
Yami e Ireas, no auge de suas diferenças, tiveram um embate final, e Ireas chegou perto de dar cabo à vida do Efreet, e Jack foi, novamente, atraído pelo poder de Ireas. Nessa hora crítica, Nornur, o deus dos Ventos, aparece e revela que Jack e Ireas são criações únicas do deus com ajuda de Uman: as Vozes do Vento, sendo Jack o Vento do Sul e Ireas, o Vento do Norte. Nornur explica, também, um pouco sobre o culto que o venerava e que caiu: A Sociedade das Teias Infindas. Esse culto contava com uma grande quantidade de Druidas, seguido por alguns Cavaleiros e Paladinos e Feiticeiros que usavam Energia como sua fonte de poder. A avó de Ireas, Dubra Keras, fora a última chefe do culto e sua mãe, que se chamava Seline Keras, era a herdeira. Nornur revelou que estava cada vez mais fraco, e que precisava da ajuda de suas Vozes para voltar a ter algum tipo de poder notável.
Ireas pega a Lâmpada de Yami e o dobra à sua vontade, e ele e Jack vão para Thais, onde o passado do Paladino é revelado: seus pais foram os últimos membros da Sociedade antes de Esquecimento Eterno esfacelar tudo; é revelado que Seline largou tudo pela promessa de liberdade dada por um Necromante; com isso, largou a Energia pela Maldição e decadência, virando-se contra todos, incluindo Lea, que havia sido sua amante no passado. Munidos de mais informações sobre ela e os Tomos, os dois saíram para traçar um plano de ação.
Brand e Yumi se aproximam e, eventualmente, Brand pede a Marid em casamento; Yumi aceita e os dois, noivos, retornam com ao menos essa boa notícia.
O grupo foi dividido para procurar os tomos: os irmãos Snow foram para Ramoa, Liive e Icel foram para Edron, Ireas, Emulov fora para outra localidade e Wind, Jack e Yami foram para o Monastério Abandonado, onde enfrentaram o Desafio dos Sonhadores para encontrar respostas sobre a Irmandade dos Ossos e aprender uma das artes que era o carro-chefe do culto a Nornur: o Caminho dos Sonhos. Nesse tempo, Yami acabou por se redimir e encontrar novo propósito, e um novo Tomo foi adquirido ao final de tudo.
Entretanto, não foi uma jornada fácil: Liive acabou morrendo em Edron em meio a uma emboscada da Irmandade dos Ossos, e sua perda foi um golpe duro para Ireas. Os demais Tomos foram recolhidos sem sequelas, faltando os dois últimos de Zao para completar a charada e a coleção. Em Zao, é introduzida a família de Emulov: sua mãe adotiva Ting Li, seus irmãos Zula, Zala, Chen, Araz e Ren. O pai de Emulov, Yao Kai, foi introduzido como um Chosen, vítima da corrupção de Zao, em que Esquecimento Eterno estava tendo sua parte de culpa.
Nasce a sobrinha de Ireas, Skadi, no mesmo dia que Liive morre.
Ireas e os demais contaram com o abrigo e ajuda da família de Emulov, especialmente quando optaram por ajudar a Resistência dos Lagartos em nome de Zalamon, seu líder. O casamento de Yumi e Brand ocorreu antes da primeira batalha em solo Zaoano; quando o grupo chega ao Templo do Equilíbrio, resgatam um monge e antigo Cavaleiro Real de Thais, Maximus Meridius (Don Maximus Meridius) o qual tem uma rixa antiga com um grande Elemental de Fogo a serviço do Imperador e, pela promessa de vingança, aceita ajudar Ireas.
Em meio aos campos de arroz, enquanto o grupo se vê em uma dúvida atroz quanto a envenená-los ou não, Kinahked, um amigo de longa data de Maximus e do finado Liive, aparece para resgatar o primeiro, mas acaba por aceitar ajudar Ireas a fim de vingar o segundo. Em meio às Planícies, o grupo novo vai ao combate, onde Emulov ficou para trás para segurar os Drakens enquanto os demais lidavam com as tropas. Entretanto, Zhi, um Draken a serviço de Esquecimento Eterno, retira o time todo de combate e os separa dentro dos complexo de túneis controlado por Esquecimento Eterno.
Nesse meio tempo, cada grupo faz seu melhor para sobreviver; Sírio é salvo da morte por Icel, Brand e Yumi são resgatados por Maximus e Kinahked, e o ex-cavaleiro de Thais consegue sua vingança contra Incineron, descobrindo que seu Dojo fora destruído por ação de um delator, e Wind faz o maior dos sacrifícios para que Ireas e Yami sigam adiante: o Yalahari força o desabamento de um paredão de terra e morre por ação do soterramento e gangrena dos órgãos danificados pelos ossos quebrados. Com o coração partido, e forçado a escolher entre um ou outro, Ireas usa sua última bênção da Rosa Azul, criada por Yami a mando de Esquecimento Eterno, para salvar o Efreet.
A mando de Ireas, Yami os transportam para os aposentos de Esquecimento Eterno, a qual os levou a outra localidade assim que chegaram. O embate começou com aparente vantagem da dupla, mas Yami foi derrubado e Esquecimento revelou sua forma semi-demoníaca, quase matando tanto Ireas quanto Yami; em um último e milagroso esforço, Ireas, após ser incentivado pelos espíritos daqueles que se foram, retorna à vida e ao combate, perdendo o olho direito. Yami retorna do desmaio e ataca com agressividade. Nesse meio tempo, Jack usa o Vento para rastrear Ireas, falando encantos em uma língua estranha, encontrando as silhuetas de energia do Vento do Norte e do Efreet.
Yami e Ireas combinam forças para aniquilar Esquecimento Eterno e conseguem; o telhado abaixo deles cai e os demais caem na sala; Esquecimento Eterno explica seus motivos em sua hora final, e seu corpo é curado pelo poder de Ireas. O grupo se retira e Yami ateia fogo aos aposentos de Esquecimento Eterno.
O corpo de Wind é velado e cremado em Yalahar, onde Ireas percebe ainda mais os seus erros e tem um ataque de fúria diante da morte daquele que tanto amou e que, por orgulho, não readmitiu em sua vida. Ele jura destruir a Irmandade dos Ossos e refazer a Sociedade das Teias Infindas.
Spoiler: Considerações Finais
Esse Pergaminho demorou MUITO para ser terminado (quase três anos, para ser exata) e foi revigorante ver que a diferença dele para o Primeiro é abismal; aqui, creio eu, começou a história do Ireas como protagonista; ele começou a amadurecer e assumir suas responsabilidades e a ficar mais ativo, mais guerreiro, mais impetuoso, mais Norsir.
A morte de Wind era algo que eu já tinha planejado desde que eu o introduzi na história; vejo a morte dele como um mal necessário, algo que precisava ocorrer para que o Ireas percebesse o nível de sua ingenuidade e arrogância em muitos aspectos. Olhando em retrospecto, o Ireas evoluiu demais, assim como todos da história.
Para mim, o Segundo Pergaminho tornou Ireas mais interessante como protagonista, assim como deu mais vida aos demais personagens. Agora, é hora de vermos como a história terminará.
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E é isso, galera! Acabaram as Retrospectivas! O Terceiro e último Pergaminho começa em breve! Até mais!
O Terceiro Pergaminho, eu adianto, terá apenas 15 (quinze) Capítulos. Haja coração!
Nossa, vendo a retrospectiva a gente se dá conta de quanta coisa aconteceu nesse Pergaminho! Nem sei por onde eu começo a comentar kkkk
Apesar de gostar mais do Primeiro Pergaminho, esse aqui traz alguns capítulos que, individualmente, são um espetáculo. Acho que até já citei em outros comentários, mas os capítulos da apresentação do Nornur pro Ireas e Jack, morte do Liive e nascimento da sobrinha, e, mais pro final, a morte do Wind e toda a luta contra Esquecimento... Sem dúvidas valeria ler toda a história simplesmente por eles. Porém, felizmente, o Pergaminho ainda teve muito o que oferecer.
Não estava lembrando bem da revolução em Vandura, muito menos do Mortalheiro. Acho que acabei lendo essa parte da história rápido demais :s
Entretanto, lembro bem da luta do Brand contra o Jack (só falta eu ter confundido os personagens, pra acabar de vez comigo kkkk), foi uma das partes mais pesadas emocionalmente da história até aqui.
Não poderia deixar de citar também a aparição de Yami, que foi meu personagem mais odiado no início, e agora é meu preferido. Talvez isso tenha acontecido pq agora ele apoia o Ireas, então, na verdade, eu preferiria mesmo o Keras, e todos que o apoiam atrairiam meu gosto por tabela...
Ok, não acho que é isso. Gostei mesmo foi do desenvolvimento do personagem, como ele passa de um vilão, um mero instrumento da Esquecimento, para um ser cheio de dúvidas, angústia e, no fundo, um bom coração. Como a lâmpada mágica já foi durante um tempo, acho que agora os sentimentos do djinn pelo Ireas são as amarras que o prendem ao druida. Tô bastante curioso pra ver onde vai dar essa história.
Outro ponto que achei legal do Pergaminho foi ter trazido a Yumi pra história. Realmente senti um pouco a falta de uma personagem feminina mais marcante no lado do "bem", visto que a grande vilã da história já fazia esse papel do outro lado da força. Brand que se deu bem, e acabou com um djinn coxuda no fim das contas (quem precisa de paladina coxuda aqui? ).
A partir de quando eles foram para Zao eu já estava acompanhando a história, então acho que não tenho muito a acrescentar sobre eles além dos meus outros comentários. Só reitero que achei excelente.
Bom, agora é aguardar pelo novo Pergaminho. Vamos ver se ainda surgirá um novo vilão/vilã nesses 15 capítulos restantes, ou se a Irmandade como um todo será a inimiga final do Keras. Isso se ele realmente enfrentá-la, tenho minhas dúvidas ainda.
Sendo repetitivo, gostei muito até aqui da história, e a retrospectiva foi ótima pra relembrar algumas coisas. Continue firme aí nessa reta final xD
Começaremos, hoje, o Terceiro e último Pergaminho de A Voz do Vento! Gostaria de agradecer a todos que curtiram, agradeceram, comentaram e me deram apoio nesses últimos quatro, quase cinco anos.
Agora, o inevitável chegou: a história do Ireas, ao menos no que concerne meus escritos, está no começo de seu fim. Andei olhando a seção e tenho alguns planos em mente (antes, é claro, entregarei os escritos que devo a @Thomazml), e é bem possível que eu faça um livro d'A Voz do Vento, mesmo que seja de graça (já que mudar TODA A PARTE TIBIANA me daria um trabalho desgraçado de demorado só pra evitar processo da Cip) para dar um pouco mais de cor a essa história.
Quem me conhece sabe a dificuldade que tenho em terminar projetos, sejam eles quais forem. Sempre tive um problema com minhas histórias, talvez por ter um processo tendenciosamente destrutivo quando encontro a frustração. Quando fiquei aquele ano todo sem vir aqui no Fórum, sem jogar e sem escrever, eu estranhamente não senti isso. Senti apenas a frustração de um dever não cumprido... E voltei não só por isso, mas também pelo carinho que tenho por esse cantinho de escritores e o carinho que todos temos uns pelos outros.
Chega de sentimentalismo. Vamos aos comentários:
Spoiler: Respostas aos Comentários
Postado originalmente por Edge Fencer
Nossa, vendo a retrospectiva a gente se dá conta de quanta coisa aconteceu nesse Pergaminho! Nem sei por onde eu começo a comentar kkkk
Apesar de gostar mais do Primeiro Pergaminho, esse aqui traz alguns capítulos que, individualmente, são um espetáculo. Acho que até já citei em outros comentários, mas os capítulos da apresentação do Nornur pro Ireas e Jack, morte do Liive e nascimento da sobrinha, e, mais pro final, a morte do Wind e toda a luta contra Esquecimento... Sem dúvidas valeria ler toda a história simplesmente por eles. Porém, felizmente, o Pergaminho ainda teve muito o que oferecer.
Não estava lembrando bem da revolução em Vandura, muito menos do Mortalheiro. Acho que acabei lendo essa parte da história rápido demais :s
Entretanto, lembro bem da luta do Brand contra o Jack (só falta eu ter confundido os personagens, pra acabar de vez comigo kkkk), foi uma das partes mais pesadas emocionalmente da história até aqui.
Não poderia deixar de citar também a aparição de Yami, que foi meu personagem mais odiado no início, e agora é meu preferido. Talvez isso tenha acontecido pq agora ele apoia o Ireas, então, na verdade, eu preferiria mesmo o Keras, e todos que o apoiam atrairiam meu gosto por tabela...
Ok, não acho que é isso. Gostei mesmo foi do desenvolvimento do personagem, como ele passa de um vilão, um mero instrumento da Esquecimento, para um ser cheio de dúvidas, angústia e, no fundo, um bom coração. Como a lâmpada mágica já foi durante um tempo, acho que agora os sentimentos do djinn pelo Ireas são as amarras que o prendem ao druida. Tô bastante curioso pra ver onde vai dar essa história.
Outro ponto que achei legal do Pergaminho foi ter trazido a Yumi pra história. Realmente senti um pouco a falta de uma personagem feminina mais marcante no lado do "bem", visto que a grande vilã da história já fazia esse papel do outro lado da força. Brand que se deu bem, e acabou com um djinn coxuda no fim das contas (quem precisa de paladina coxuda aqui? ).
A partir de quando eles foram para Zao eu já estava acompanhando a história, então acho que não tenho muito a acrescentar sobre eles além dos meus outros comentários. Só reitero que achei excelente.
Bom, agora é aguardar pelo novo Pergaminho. Vamos ver se ainda surgirá um novo vilão/vilã nesses 15 capítulos restantes, ou se a Irmandade como um todo será a inimiga final do Keras. Isso se ele realmente enfrentá-la, tenho minhas dúvidas ainda.
Sendo repetitivo, gostei muito até aqui da história, e a retrospectiva foi ótima pra relembrar algumas coisas. Continue firme aí nessa reta final xD
Abraço!
Edge, seu lindo!
Obrigada pela presença e comentários constantes! Estou muito, muito feliz em tê-lo aqui!
Fico contente que tenha gostado e agradeço o feedback! Vê se não me abandona viu?
Abração!
Sem mais delongas, a abertura do Terceiro Pergaminho!
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Spoiler: Bônus Musical
Para abrir o Terceiro Pergaminho, tia Iridium recomenda:
(Vei... A cinemática da versão dos primeiros 2 min desse vídeo, pra quem joga World of Warcraft, sabe o tiro de escopeta que é no coração T-T Especialmente para quem é Druida, mds...) Rip Ysera... Rip Mother of Dreams
Prólogo
SETE ANOS DEPOIS
Uma vida por outra; mil vidas por outras, e as dívidas todas seriam pagas. Ireas jurou guerra à Ordem que destruíra toda sua vida antes mesmo que ele chegasse a essa conclusão. A guerra contra a Irmandade começou no dia em que Ireas Keras optou por reconstruir a ordem caída do deus que dera vida a ele e Jack.
No entanto, a vida pessoal do Vento do Norte está ainda mais conturbada: mas um Sonho pode ser a saída para todos esses problemas…
Capítulo 1 — As Teias da União
Todos os Caminhos levam ao Sonho.
(Narrado por Ireas Keras)
Era noite plena, e nenhuma estrela brilhava nos céus. Não havia brilho senão do etéreo contorno esverdeado das nuvens que dançavam próximas ao mar; o som de trovões ao longe entrecortava o silêncio quase eterno da escuridão ao meu redor.
— Vento do Norte… — A voz de Nornur fez-se presente no ambiente em meio à tempestade. — Acorde, criança…
Vinte e sete anos; vinte e sete anos de existência. Mais um ciclo fechado.
— Estou acordado… — Murmurrei, abrindo o olho.
Sim… O olho. Apenas um; o olho esquerdo foi o que me restou da batalha contra Esquecimento Eterno, minha mãe; a cicatriz feia que fendia a parte inferior de minha sobrancelha e se estendia até a parte mais alta da maçã de meu rosto no lado direito era um amargo memento que teria que carregar até o fim da vida. Um resquício de uma batalha que custara a vida de Liive, Wind, Hjaern, Sinbeard e vários civis de Svargrond, Edron, Ankrahmun. Além de ter quase custado a minha própria vida.
Sentei-me no assoalho úmido de madeira em que estava; o convés escuro, a despeito da pouca luz, me era muito familiar. Eu estava à bordo do Caçador de Almas. Metros à minha frente, quase como uma silhueta discreta, estava Kinahked, olhando para o horizonte.
— Voltou, Ireas? — Indagou o pirata em tom alto, para que pudesse ser ouvido além da tempestade. — Está certo de sua decisão?
Eu me levantei vagarosamente; aquele local, que não era nem parte do mundo dos vivos, tampouco dos mortos, me assustava. Eu sentia minha alma ainda mais inquieta, assim como a dos demais membros da tripulação, os quais ora podia ver, ora não estavam mais ali. Aproximei-me de Kinahked em meio à tempestade, que parecia ter cessado, sendo substituída apenas pelo ruído do vento ao nosso redor.
— Estou… — Falei, após soltar um breve suspiro. — Tem certeza de que não há outra opção?
— Creio que não… — Replicou Kinahked, sem deixar de olhar o horizonte incerto, nebuloso e tomado pelas nuvens e pelos raios de cor esverdeada. — Ao menos não no caso dela. Contente-se com o que tem, Ireas…
— Quase. — Replicou Kinahked, com um sorriso. — Unna, meu amor! Venha até mim!
Quando Kinahked falou, uma pequena parte do oceano adentrou no barco, e as águas assumiram a forma de uma bela mulher de quadris largos, pele morena, com discretas sardas douradas, olhos castanhos claros e cabelos cacheados e escuros, vestida com uma camisa frouxa de cor branca, um corsete de couro, calças de couro pretas e botas carmim. Ela sorriu para mim e entrelaçou seu braço com o de Kinahked. Aquela era Unna.
— É ele? — Indagou a moça com uma voz suave como a marola.
— Sim, meu amor. — Replicou Kinahked, apontando para mim. — Faça sua mágica… Ele tem compromissos e já passou tempo demais no Reino Etéreo*.
— Mas, Ked… — Indaguei, antes que continuassem. — E quanto a…
— Você verá. — Replicou o pirata, sorrindo e bebendo um gole de sua garrafa de rum. — Agora… Deixe Unna fazer sua magia.
Concordei, meneando a cabeça. Realmente, eu já havia passado tempo demais longe de meus afazeres. Unna se aproximou de mim e soprou perto de meu rosto; fechei os olhos e seu sopro logo se tornou mais úmido, e senti meu corpo atravessando rapidamente as distâncias como se eu estivesse no oceano, amparado por uma forte corrente nas águas.
Quando abri meu olho novamente, estava em outro local; um local primitivo, onde a energia corria solta e os sonhos moldavam a realidade. Yami estava do meu lado, vestindo um terno branco e sandálias de ouro, além de usar seus típicos adereços de ouro. Estávamos dentro de uma salinha de pedra, cuja saída era um arco, no qual Yami estava à frente.
— Bem vindo de volta, Vento do Norte, à Sociedade das Teias Infindas. — Falou o Efreet cordialmente, estendendo-me a mão. — Vamos logo, que o casamento está prestes a acontecer?
— Estou muito atrasado? — Indaguei, espanando a areia de minhas roupas.
— Não exatamente… — Replicou Yami. — Mas você vai se atrasar se não se vestir!
O Efreet estalou os dedos e minhas roupas mudaram; minha tradicional vestimenta feita de pelo de urso fora trocada por um conjunto que me cobrisse mais, incluindo luvas e um capuz que eu podia remover assim que sentisse vontade, e tudo em cor cinza, em pele de lobo do inverno**. O cheiro forte de água salobra diminuiu de meu corpo e meus cabelos, na altura do pescoço e com mechas um pouco mais irregulares, estavam ao menos apresentáveis.
Saímos da salinha para darmos de cara com o coração daquela parte da Sociedade das Teias Infindas: uma fonte de pedra com vapor e água ao centro e algumas pessoas trajando túnicas brancas e cinzas, com sandálias douradas, passando pelos arredores; havia, também, algumas iurtas de pedra, similares às de Svargrond, e um vórtice em um santuário com pedra e areia, de onde entravam e saíam outros adeptos.
— A Sociedade cresceu muito em pouco tempo, Ireas. — Yami comentou enquanto andávamos rapidamente. — Seu pai e Nornur estariam orgulhosos do que você conseguiu aqui.
— Espero que esteja certo… — Repliquei, ansioso, mas sério. — E Jack?
Um pequeno espírito luminoso passou por nós, farfalhando docemente; parei para deixá-lo brincar com meus cabelos e mãos; ele em seguida foi para Yami, fazendo o mesmo. O Efreet, levemente desconfortável, tentou brincar um pouco, mas logo deixou o ser luminoso passar adiante.
— Tudo está indo bem na porção Sul da Sociedade. — Replicou o Djinn. — Jack está tendo muito sucesso em estabelecer as Pontes de Sonho em Vandura. Com a ajuda de Sírio e Morzan, não foi difícil encontrar entre os piratas e os nativos adeptos leais.
— Fico feliz em saber, Yami. — Repliquei com um sorriso de canto, ainda inquieto. —
Ao passarmos da fonte e das iurtas, um santuário novo, feito de pedra e energia, estava à frente, o qual tinha dois andares e três alas: uma nave central e dois átrios, um ao leste e outro, a oeste. À frente da porta etérea, estava Brand.
— Até que enfim, atrasildo! — Falou Brand, abrindo os braços de forma debochada. — Ficou lombrando na droga e esqueceu do compromisso de hoje?!
— Uma porra. — Repliquei, cumprimentando-o vigorosamente ao bater minha mão contra a dele, e segurá-la em um aperto rápido. — Eu só precisava ver uns detalhes antes…
— E a pessoa misteriosa, cadê? — Indagou o Thaiano enquanto cumprimentava Yami de forma similar. — Vem ou não vem?
Diante do assunto, Yami ficou calado, e eu pude ver através de seu semblante aparentemente debochado, a sua estranha frustração.
— Vem sim. — Repliquei, com um sorriso nervoso. — Só espero que ela não seja o centro das atenções, afinal…
— O casamento não é seu, oras! — Replicou Brand, guiando nós dois para dentro. — Agora, vamos! Vamos que o noivo está surtando!
Com um riso discreto, eu, Yami e Brand adentramos no santuário e nos dirigimos à ala oeste; Brand abriu a porta e demos de cara com Sírio, Morzan, Icel e o noivo.
Emulov.
O Zaoano estava trajando uma armadura especial, de metal escuro, denso e escovado, muito similar à de um Zaogun, mas ricamente adornada com desenhos geométricos em ouro e ferrolhos de prata. O rapaz de olhos bicolores estava andando de um lado a outro, sibilando uma reza em uma língua incompreensível para nós, visivelmente agitado e nervoso.
— Qual é, Lagartinho! — Falou Morzan, debochado. — Não vai me dizer que vai dar para trás agora!
— Não…! — Replicou Emulov, nervoso. — Não é isso, mas não posso negar… Eu estou com medo!
— Medo de quê, pobre diabo?! — Replicou o Vandurano — Ela só está grávida de você, não de Zoralurk!
— Eu não sei se serei um bom chefe de família! — Replicou Emulov, ainda nervoso e andando de um lado a outro. — Eu sobrevivi à guerra, mas meus irmãos não! A morte deles me assombra… E… Sei lá, nunca tive grandes posses, o que um antigo guerreiro pode oferecer a uma mulher aventureira com mais posses?!
— Segurança. — Repliquei, aproximando-me lentamente de Emulov. — Estabilidade. A certeza de um lugar para voltar e, o mais importante de tudo: apoio e amor.
Segurei os ombros de Emulov, que parou de andar de um lado a outro; estava ligeiramente mais alto, então conseguia olhar para o rosto do Feiticeiro de quase dois metros de altura sem fazer tanto esforço como outrora.
— Já faz quatro anos que vocês estão nessa história de “noivos, não noivos”. — Falei, calmamente. — E mesmo antes disso, quando todo o rolo em Zao acabou e vocês estavam vendo outras pessoas, logo viram que o destino de vocês já estava ligado. A criança que ela carrega, Emulov, é mais um sinal certeiro disso, pode confiar.
O Feiticeiro de Zao inspirou profundamente e expirou mais calmo.
— Você tem razão, Ireas. — Sibilou Emulov. — Eu devo honrar meu compromisso com ela e com o filho que está para nascer. Obrigado pela ajuda.
Concordei com a cabeça. Nesse meio tempo, apareceu um xamã à porta: o oficial da cerimônia. Yami olhou para nós, sério.
— A noiva está pronta. Hora de irmos.
Emulov concordou e se posicionou atrás de nós. Um a um, fomos saindo: primeiro Sírio, depois Morzan, Icel, Brand, Yami, eu e Emulov por último. No lado oposto a nós, vinham as madrinhas: Yumi, Obsídia e outras três amigas da noiva. A noiva sairía por última, de fato.
E nada da pessoa que eu queria que estivesse lá aparecer…
Nos posicionamos ao final da nave, alinhados ao lado do altar, onde o xamã, um conhecido meu de Svargrond, aguardava pela noiva; logo começou uma sinfonia harmônica para a entrada da noiva.
Solstícia Solária.
Ela estava radiante; vestido claro, longo e arrastado, com algumas tiras pintadas em cores diferentes, imitando algumas mechas de seu cabelo preto, que tinham as cores rosa e azul para complementar. Carregava um buquê simples, e sorria que nem uma garotinha diante dos convidados e do templo. Sua gravidez era visível e estava bem avançada.
— Ufa! — Suspirou Solstícia, afobada. — Subir essas escadinhas foi um tormento!
Rimos levemente da declaração bem-humorada dela. Fiquei observando o casal com certa dose de inveja; na medida em que o xamã oficializava o rito de himeneu, ficava pensando em minha vida como um todo: quisera eu simplesmente… Me assentar, como meus amigos pareciam estar fazendo. Estavámos já todos na casa dos trinta ou passando dela e eu não cansava de me perguntar: quando seria a minha vez de ter algum tipo de sossego, alguma forma de paz?
Quando dei por mim, os noivos já haviam recitado seus votos e estava na hora do xamã dizer as partes finais da cerimônia.
— Emulov Suv, aceita essa mulher, Solstícia Solária como sua consorte, para amar e ser amado, respeitar e ser respeitado, cuidar e ser cuidado, defender e ser defendido até que a morte encerre sua união?
— Aceito.
O xamã sorriu e acenou com a cabeça, voltando seus olhares para Solstícia.
— Solstícia Solária, aceita esse homem, Emulov Suv como seu consorte, para amar e ser amada, respeitar e ser respeitada, cuidar e ser cuidada, defender e ser defendida até que a morte encerre sua união?
— Aceito!
— Pelos poderes a mim concedidos aos olhos de Nornur, que tece as teias infinitas da união, eu os declaro consortes até o fim de seus dias!
Meio desajeitados, os dois se abraçaram, selando a união com um beijo tímido; aplaudimos, todos, pois enfim o Feiticeiro de Zao havia tomado coragem para firmar compromisso com sua paixão de longa data. Era bom ver que, apesar de todos os pesares, estávamos ainda vivos para ver momentos felizes em nossas vidas, e não apenas tragédias. Entretanto, eu não conseguia deixar de pensar em uma outra pessoa, cuja ausência estava me fazendo falta.
A comitiva toda começou a se dirigir para fora da igreja, quando uma última pessoa, que não estava dentre nós antes, apareceu na porta.
Meu coração quis saltar pela minha boca e eu abri um sorriso; era ela!
— Me perdoem pelo atraso, senhores! — Acenou para todos, e depois fixou seus olhares em mim. — Olá, bonitão.
Seus olhos castanhos escuros pareciam destacados em sua pele bronzeada com pequenas sardas douradas adornando suas bochechas e seu nariz; seus lábios estavam pintados de roxo, e seus cabelos castanho-avermelhados estavam presos em uma bela trança grossa e comprida, que chegava até metade de suas costas. Trajava uma blusa frouxa que deixava seus ombros à mostra, com um corpete cinzento deixando seus seios volumosos mais bem ajeitados, uma calça de tecido grosso e de cor azulada e botas de couro preto com um pequeno salto. Eu sorria em êxtase ao vê-la ali, magnífica como sempre.
— Lisette! — Falei, indo ao seu encontro em um amoroso abraço. — Já estava começando a achar que tinha desistido!
Como eu sentia falta daquele contato! Quisera eu tê-la encontrado antes… Era bom tê-la em meus braços de novo depois de toda aquela ausência. Ficando exatamente de minha altura com aquele leve salto, ela me roubou um beijo em frente a todos, e eu não me fiz de rogado: deixei, claro, e retribuí, enfim sentindo a ansiedade indo embora de mim.
— Não perderia isso por nada, meu doce xamã! — Replicou Lisette, sorridente, com sua mão entrelaçada à minha. — Mas vamos parar de roubar a atenção de todos: hoje é o dia de Solstícia e Emulov, então… Vamos celebrar!
Concordei com a cabeça, segurando sua mão e acompanhando os demais ao local do baile. Agora sim eu estava em paz. Entretanto, ainda havia uma sensação estranha tomando conta de mim… Como se o Vento estivesse tentando me dizer alguma coisa.
Boa ou ruim… Não tinha como ter certeza.
*****
Ao final do dia, já havia regressado a Nibelor pela Ponte dos Sonhos; Yami já dormira em sua Lâmpada e Lisette estava adormecida em meus braços. Entretanto, eu custava a pegar no sono. Suon brilhava mais forte que de costume nos céus em noite plena, o que poderia indicar algum tipo de mudança. Fechei meus olhos, tentando me convencer de que não seria nada.
Tudo escureceu; consegui, finalmente, me concentrar. Aos poucos, comecei a sonhar; de início, era uma paisagem similar ao templo principal da Sociedade em Svargrond; a neve caía em flocos dourados e Nornur me esperava à frente da porta. Jack estava a alguns metros de distância, mas alinhado a mim. O deus, entretanto, nada falava.
Vimos, então, um grupo se aproximar. Um grupo de homens e mulheres com auras esplêndidas, mais altos e delicados que humanos e assustadoramente divinos, ainda que parecessem tão ordinários quanto o mais simples dos homens.
— O Sonho é o Caminho, Vozes do Vento… — Sussurrava o Deus. — Sejam os guias das crianças do Sonho, meninos...
Quando eu e Jack começamos a nos aproximar de sua figura, o ambiente começou a mudar; o cheiro familiar e horrendo de corrupção começou a se alastrar. Em um piscar de olhos, aqueles seres divinos começaram a gritar enquanto o ambiente se aqueceu. Não demorou muito a um grande incêndio tomar conta do ambiente, com demônios tentando invadir a proteção do Caminho dos Sonhos.
E, para piorar, o chão começou a tremer, abrindo uma grande fenda entre Jack e eu. Eu ouvia gritos, mas não conseguia me mover; olhei para o lado e não vi nada. Quando olhei novamente para onde Jack estava, o Paladino estava a alguns metros abaixo de mim, com o corpo preso por vinhas e inconsciente. Eu, no entanto, comecei a sentir o ambiente mais e mais gelado, como se a solidão estivesse se apossando do ar.
O inverno ficou cada vez mais rigoroso e frio, e minha visão começou a embaçar.
— As Crianças do Sonho estão voltando… — A voz de Nornur ainda era audível a despeito do ambiente cada vez mais hostil. — Sejam seus guias… Minhas Vozes…
Quando eu e Jack começamos a nos aproximar de sua figura, o ambiente começou a mudar; o cheiro familiar e horrendo de corrupção começou a se alastrar. Em um piscar de olhos, aqueles seres divinos começaram a gritar enquanto o ambiente se aqueceu. Não demorou muito a um grande incêndio tomar conta do ambiente, com demônios tentando invadir a proteção do Caminho dos Sonhos.
E, para piorar, o chão começou a tremer, abrindo uma grande fenda entre Jack e eu. Eu ouvia gritos, mas não conseguia me mover; olhei para o lado e não vi nada. Quando olhei novamente para onde Jack estava, o Paladino estava a alguns metros abaixo de mim, com o corpo preso por vinhas e inconsciente. Eu, no entanto, comecei a sentir o ambiente mais e mais gelado, como se a solidão estivesse se apossando do ar.
O inverno ficou cada vez mais rigoroso e frio, e minha visão começou a embaçar.
— As Crianças do Sonho estão voltando… — A voz de Nornur ainda era audível a despeito do ambiente cada vez mais hostil. — Sejam seus guias… Minhas Vozes…
Acordei com um grito; acordei Lisette no susto, com o corpo gelado. Ela segurou meus ombros, mas eu só conseguia ofegar e balbuciar frases sem sentido. Ela me abraçou e, por mais reconfortante que fosse, eu não conseguia afastar aquele sonho da minha mente.
O que diabos seria aquilo? Quem eram as Crianças do Sonho?
Continua...
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Glossário:
(*): Um Reino intermediário entre o Reino Físico, o Reino dos Sonhos e o Reino dos Espíritos; seria uma área coberta pelo vazio e matéria escura e disforme.
(**):Tradução livre de “Winter Wolf”.
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Eeeee o Terceiro Pergaminho já começou! Para quem está se perguntando, Lisette é baseada no personagem tibiano de uma amiga minha da Suécia, cujo nome real é Lisette (e que me deu permissão para usar o personagem em minha história):
Name: Pirate Mistress
Sex: female
Vocation: Elite Knight
Level: 126
Achievement Points: 153
World: Secura
Former World: Unitera
Residence: Thais
Married To: Akivashi
House: Alai Flats, Flat 17 (Thais) is paid until Feb 20 2017
Guild Membership: Infernal Doom Knight of the Devil Clan
Last Login: Jan 18 2017, 19:01:32 CET
Comment: Condorhapje ~ best friends since i dont know when <3
Akivashi ~ friends since i dont know when <3
Account Status: Premium Account
Sete anos se passaram... E muito mudou. Espero que tenham gostado! Até o próximo!
Abraço,
Iridium.
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