Agradeço aos comentários, vou me esforçar para dar-lhes uma boa história =D
Bom, aqui estou eu novamente, treinando pelas madrugadas tibianas, que aliás já tá 43/44 nesse exato momento (03:44h am). Sem mais delongas, o próximo capítulo:
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Capítulo 1 - Um gostinho das coisas que estão por vir
Azra se via agora no teto de algum tipo de templo ou igreja. Diante de si, uma mulher vestindo algo que lhe pareceu uma batina murmurava algumas palavras que ele não reconhecia. Então, como mágica (devia ser mesmo, agora que ele pensava melhor) suas feridas se curaram.
-Essa foi por um triz, achei que não conseguiria lhe tirar de lá a tempo
-O que aconteceu? Onde eu estou? Quem é você - Azra estava completamente perdido, não tinha a mínima ideia do que acabara de vivenciar
-Eu senti energias obscuras vindas das profundezas da ilha, não sabia se conseguiria salvá-lo a tempo - ela fez uma pausa - Isso provavelmente foi obra de Kraknaknork. Ele é um orc shaman poderoso que vêm atormentando a ilha há algum tempo. Você o viu?
-Eu acho que sim, não entendi o que aconteceu - e contou sua história àquela mulher
-Eu estou realmente preocupada com Rookgaard... Nunca nenhum orc foi capaz de entrar no vilarejo, mas este parece ser capaz até de teleportar os aventureiros para dimensões estranhas e invocar demônios. Eu realmente não gosto disso...
-Mas e as tropas de Thais? Por que não mandam reforços?
-Acredite, eu também gostaria que fosse tão simples - ela parou um pouco e começou a pensar. Depois disse - Veja bem, se essa ilha fosse tão simples assim de se chegar, não mandaríamos novatos para cá, já que vários impérios como o dos orcs e dos minotauros tentam constantemente dominar a ilha. Eles falham pois não têm meios de enviar suas tropas para cá. Poucas pessoas sabem como chegar aqui, como a Amber, que hoje cuida dos dormitórios da academia. Ouvi dela que é impossível alcançar a ilha com grandes embarcações, e o único meio de sair aparentemente é com ajuda dos poderes do oráculo. Tente falar com ele para ver o que ele diz, talvez ele traga boas notícias sobre seu futuro. Ou não - e deu uma risadinha.
-É o jeito eu fazer isso mesmo, não que eu tenha outras opções. E qual seu nome, você não me disse...
-Me chamo Asralius, e é um prazer conhece-lo, Azra Lock - Asralius disse sorrindo
-Como você sabe meu nome? - Azra estava espantado
-Eu sei de muitas coisas
-Bom, vou indo então - disse Azra e se afastou, mas parou quando viu que não haviam escadas nem outro meio de descer
-Quer minha ajuda para descer? - Asralius o observava com um ar cômico
-Se não for incômodo
-Que nada, eu te trouxe aqui para cima, sou eu quem deveria desce-lo novamente
Então ela começou a murmurar umas palavras. Azra sentiu a sensação de queda novamente, mas dessa vez não teve luz. Só então que ele se deu conta que o chão tinha se aberto sob seus pés e ele agora estava caindo enquanto Asralius caía na gargalhada lá em cima. Bateu com força no chão frio do templo cujo teto estava embaixo de seus pés momentos antes.
-Merda, se eu soubesse que ela ia fazer isso eu mesmo tinha pulado...
Azra se encontrava agora no interior de um templo. Ao seu lado, caminhava um monge que agia normalmente, como se fosse comum pessoas cairem pelo teto de seu santuário. Bom, talvez fosse mesmo. Azra se levantou, fez uma leve reverência ao monge e se dirigiu à saída. Se deparou com o que parecia ser o centro de um pequeno vilarejo. Placas em prédios próximos indicavam lojas, via algumas pessoas indo e vindo pelas ruas, algumas aparentemente experientes, outras visivelmente sem saber como chegara ali. A rua principal era feita de paralelpípedos bem justos, sem haver muito espaço entre eles, e sua lateral era levemente coberta por uma grama bem verde. À sua direita havia um predio com dois andares, e mais a frente havia um segundo prédio. À esquerda, havia uma provável loja que havia sido cavada dentro da enorme rocha que havia ali anteriormente. Azra perguntou a um transeunte se ele sabia onde ficava o oráculo. Ele simplesmente apontou o prédio mais adiante e seguiu seu caminho.
Azra foi até a frente do predio e viu uma placa onde estava escrito: "A Academia". O interior não era muito grante. Havia apenas dois lances de escada mais adianta, um para cima e outro para baixo, e ao lado uma ampla entrada para uma biblioteca. Havia certa movimentação lá dentro, Azra passou por um pequeno grupo que ia saíndo e entrou na tal biblioteca. Lá havia um homem de aparência forte, que toda hora abordava alguém que parecia ter alguma experiência. Mais ao fundo, aparentemente dando algum tipo de instrução a outro grupo de pessoas estava outro homem, mais magro, com um livro na mão.
-Vamos lá, Rookgaard está passando por tempo difíceis e precisamos de sua ajuda para vencê-los! - dizia o primeiro a um rapaz que ia passando - Eu tenho um plano infalível para acabar com esse maldito orc, so preciso de voluntários!
-Pare de incomodar os estudantes, Vascalir! - gritou o outro homem ao fundo - Não precisamos de seus planos ou de suas histórias, temos um foco, uma meta a cumprir
-Seymour, só você não entende que precisamos derrotar essa criatura maléfica!
-Hum... Com licença... - Azra ia começando
-O quê você se interessou pelo meu plano? - interrompeu Vascalir - Mas você parece meio fraco, deve ter acabado de chegar.
-Ignore esse imbecil - disse Seymour - O que deseja aqui filho?
-Bom, na verdade eu gostaria de saber onde está o oráculo - respondeu Azra
-Fica no andar de cima - disse Seymour e virou-se para reclamar novamente, pois Vascalir havia abordado outro grupo de estudantes
Azra saiu da biblioteca, deixando para trás uma discussão inflamada, e subiu as escadas. Estava numa pequena sala com um tapete, que segua em frente e fazia uma curva para uma entrada ao lado, enquanto mais a frente havia uma saída para a sacada, de onde era possível ver a maior parte do vilarejo. Azra seguiu o tapete que dava em outra sala do mesmo tamanho, com algumas velas acesas e uma grande estátua em forma de anjo ao fundo. E não havia ninguém na sala. Ele então tentou chamar para ver se alguém respondia:
-Olá?
Uma voz muito alta, vinda da estátua, se propagou pela sala
-VOCÊ AINDA NÃO ESTÁ PREPARADO PARA ENFRENTAR O SEU DESTINO. VOLTE QUANDO ESTIVER PREPARADO!
-Eu vim procurar o oráculo! - respondeu Azra assustado, não esperava que justamente a estátua fosse responder
-EU SOU O ORÁCULO! AGORA RETORNE QUANDO ESTIVER PREPARADO PARA ENFRENTAR O SEU DESTINO!
-Eu quero que você me diga qual é o meu destino
-TOLO! EU NÃO TENHO COMO DIZER O SEU DESTINO! VOCÊ É O ÚNICO QUE PODE FAZE-LO!
-Mas eu não sei como, nem sei direito como cheguei aqui! Tudo aconteceu tão rápido...
-VEJO EU SEU CORAÇÃO UMA GRANDE NECESSIDADE DE SE PROVAR, PRINCIPALMENTE DEPOIS DE SER ATACADO. VOCÊ QUER PROVAR PARA SI MESMO QUE NÃO É UM INCAPAZ
-Mas eu não sei o que fazer agora, quando eu achei que estava indo bem aquele maldito orc aparece para bagunçar toda minha vida!
-NINGUÉM EM ROOKGAARD TEM FORÇAS PARA DERROTAR KRAKNAKNORK! MAS SE VOCÊ QUER GRANDES FEITOS, ENTÃO DERROTE-O!
-Mas como você acabou de dizer, ninguém em Rookgaard tem força para derrotá-lo! Você acha que eu tenho essa força?
-ISSO EU É QUE TE PERGUNTO! VOCÊ ACHA QUE É CAPAZ DE FAZER O QUE NINGUÉM MAIS EM ROOKGAARD CONSEGUE?
Azra parou e começou a fitar a estátua, pensativo...
Vascalir estava começando a pensar que não haviam esperanças mais, ninguém na ilha tinha coragem de enfrentar Kraknaknork, e o idiota do Seymour também não ajudava. Estava preparado para arrumar suas coisas e ir para casa, quando o novato que vira mais cedo entrou decidido na biblioteca e se dirigiu a ele:
-Você ainda está procurando voluntários para enfrentar Kraknaknork? Eu aceito - disse Azra - Qual é o plano?
-É - disse Vascalir olhando o novato de cima a baixo - "se não tem tu, vai tu mesmo"
To be continue
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Putz, demorou mais do que eu previ, e so to 45/45 ainda (6h am) :'(
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