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Tópico: Diário de um foragido.

  1. #1
    Avatar de lucasvertigo
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    Padrão Diário de um foragido.

    Essa é minha primeira historia. Aproveitem.





    Diário de um foragido



    Prólogo

    Sabia que não daria certo. Jamais.Nunca daria certo. Estava escrito.Thoderis Cyniran é um louco. Ou era. Depois que a armada real o pegou, na certa será. O plano perfeito. Se não houvesse um traidor.

    O plano consistia em roubar o banco de Venore. A princípio, eu não queria. Fiquei surpreso ao ver meu bom amigo com essa idéia. Mas não poderia ser diferente. O desespero toma conta das pessoas, e o mais sórdido pensamento vem à sua mente nessas ocasiões.

    Estávamos sendo caçados por uma gangue. Tudo começou em Thais, quando matamos um deles para defender um inocente. Mas isso virou um tormento. Um dia depois fomos sequestrados, e no covil dos malfeitores fomos torturados. Forçaram-nos a pagar tudo que tínhamos, tudo que conquistamos com tanto esforço. E não foi o suficiente. Ameaçaram nos matar se não pagássemos à eles 120.000 moedas de ouro! E tínhamos apenas uma semana para pagar, ou a morte seria certa.

    E então estávamos desesperados. Como arranjar tamanha quantia em tão poucos dias?
    Não sabíamos. Não tínhamos poder suficiente para caçar dragões, pratica comum de quem quer dinheiro rápido. Então me veio a idéia: e se fugíssemos?

    Amávamos Thais, cidade governada pelo poderoso Rei Tibianus III, capital do império.A maior metropole do Tibia,mas a verdade é que não poderíamos viver lá em paz. Fugir era a melhor solução.

    Para onde? Pensamos um pouco e decidimos ir para Venore. A melhor opção. Não tão distante como Carlin, porém isolada no estremo leste do continente.Sim, Venore, um novo começo.

    Viajamos de madrugada. Não tínhamos licença para pegar o navio, fomos a pé. Foi uma viagem sofrida, muito longa, mais de duas semanas. Encontrávamos animais como lobos pelo caminho, neles conseguimos mais comida.

    Chegamos, alugamos um quarto numa espécie de cortiço que ficava ao sul, mas perto do deposito local. Venore é uma cidade estranha. Muito estranha para falar a verdade. É impossível sentir-se seguro numa cidade construída sobre um pântano. Além do horrível cheiro de enxofre do local.
    Passávamos os dias quase que inteiros no deposito, pescando num pequeno lago que fica por perto. Pode parecer muito estranho, mas existe um lago no meio da cidade, bem do lado de um pântano.

    Um dia Thoderis Cyniran conheceu um feiticeiro. Não era forte, qualquer um de nós poderia derrotá-lo facilmente. Mas pouco a pouco ficaram amigos.Seu nome era Karotaren Levon. Vendo que eu desconfiava demais de seu novo amigo, Cyniran me disse um dia: “Qual é Rock? Estamos em uma cidade nova, em vida nova! Precisamos de amigos, certo?” Mas eu não me convencia.

    Um dia fomos descobertos. Alguém denunciara nosso paradeiro à nossos inimigos. E eles vieram atrás de nós. Pegaram-nos de surpresa, em frente à nossa propria casa. Levamos uma surra, quase que sem reagir, esperando a morte. Mas o líder deles, de nome Dulokz, disse: “Acham mesmo que podem escapar à ira da Brutallity? Eu acho que não... Estamos em guerra, caso contrario mataria os dois agora mesmo. Mas vocês têm até amanhã para nos trazer o dinheiro. Caso contrario, não verão nunca mais a luz do sol. Meu machado será a ultima coisa que verão.” E nos soltaram.

    Estávamos em pleno desespero quando Karotaren Levon apareceu. Ele disse que só havia uma maneira de nos livramos de tamanho problema: que assaltássemos o banco. Era arriscado, mas a única saída. Ficou decidido para aquela noite mesmo, Karotaren nos daria cobertura.
    Preparativos feitos, nos dirigimos ao local na meia noite. Chegando no local, o bancário fez a típica pergunta: “Olá Ragna Rock, como posso ajudar você?” Antes que pudesse responder eu havia sacado minha espada “garra de Wyvern” e partido para cima do bancário. Cyniran usou sua poderosa runa de “bomba de fogo” para tampar a entrada do banco, para que as joalheiras não fugissem. Eu apenas desmaiei o bancário, e então pegamos exatamente o que precisávamos, nada a mais. Cyniran então usou uma runa de “destruir campos” e tirou o fogo para que pudéssemos passar. Corremos então para a saída sul da cidade, em direção aos pântanos onde Karotaren estaria nos esperando. Mas foi com terror em meus olhos que vi que a saída estava bloqueada com muitos guardas. E atrás de nós também haviam muitos. Corremos em direção à saída principal, mas sabíamos que seria pior. Chegando lá, também estava tampada. Já estava me entregando quando Cyniran apenas atirou outra de suas runas de “bomba de fogo” para todos os lados, pegando de surpresa todos os guardas. Usou também sua poderosa magia de “onda de gelo”, e eu já me via partindo para cima dos guardas com minha espada. Mas eram muitos, então num ato de heroísmo meu amigo apenas impediu que os guardas me pegassem, tendo que sacrificar a própria liberdade e gritou: “corra amigo, vá para a liberdade! Vingue-nos num futuro distante, mas agora fuja!” Eu corri como um covarde deixando meu amigo druida para a morte. Durante dias vaguei pelos pântanos, sempre escondido para não ser pego. E sempre tendo a certeza de que um dia pegaria o traidor, Karotaren Levon. Porque sei que Cyniran foi levado de volta à Thais, onde na certa morreu enforcado como desertor.

    E agora, depois de atravessar os pântanos, cheguei às temidas “Planícies de Havoc”. Para onde irei, diário, amigo de todas as horas? Sim....minha ultima saída é rumar para o “Campo dos foragidos”.

    Thoderis Cyniran, grande amigo, druida das forças do bem. Onde quer que esteja, prometo que vingarei sua morte.

    continua...

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    Última edição por lucasvertigo; 18-06-2008 às 08:27.

  2. #2
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    Gostei da história, criativa e bem feita uhaua.

  3. #3
    Avatar de caikeke
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    nossa cara mt boa a historia
    tomara que a continuação venha logo!

  4. #4
    Avatar de Krirror
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    Primeiro vou corrigindo enquanto leio...

    Prólogo

    Sabia que não daria certo. Jamais não daria certo¹. Estava escrito.Thoderis Cyniran é um louco. Ou era. Depois que a armada real o pegou, na certa vai ser enforcado². O plano perfeito. Se não houvesse um traidor.
    1: Você deve ter se esquecido de colocar uma pontuação ai, ou então ficou incompleta a frase, mas acho que o correto seria "Jamais, isto nunca daria certo.".

    2: Você começou com um pensamento e terminou com outro, o certo seria, eu acho, "A armada real pegou ele, na certa será enforcado." ou "Depois que a armada real pegou ele levaram-no pra delegacia, na certa será enforcado".

    Estávamos sendo caçados por uma gangue. Tudo começou em Thais, quando matamos um deles para defender um inocente. Mas isso virou um tormento. Um dia depois fomos sequestrados, e no covil dos malfeitores fomos torturados. Forçaram-nos a pagar tudo que tínhamos, tudo que conquistamos com tanto esforço. E não foi o suficiente. Ameaçaram nos matar se não pagássemos à eles 120.000 moedas¹! E tínhamos apenas uma semana para pagar, ou a morte seria certa.
    1: Pagar moedas de quê???? 1 centavo? 2 centavos??? Acho melhor expessificar essa moeda, como "moedas de ouro".

    Outra coisa... Eu aprendi isso de uma maneira um tanto difícil na minha história "A Batalha de Kruzak", você está escrevendo uma história, sobre tibia, mas temos leitores que não jogam tíbia, e não fazem a mínima idéia de como são as cidades e os locais por onde os protagonistas/antagonistas passaram. Diga como é na cidade de Thais porexemplo, onde fica cituada e tals.

    E então estávamos desesperados. Como arranjar tamanha quantia em tão poucos dias?
    Não sabíamos. Não tínhamos poder suficiente para caçar dragões ou mesmo para caçar anões guardiões, pratica comum de quem quer dinheiro rápido. Então me veio a idéia: e se fugíssemos?
    Isso é um Roleplay, não o jogo. O que quero dizer com isso é que você fala "Caçar anões" como se fossem apenas bixos selvagens e primitivos. Mas naverdade são seres racionais, você misturou muito o hambiente do jogo com o Roleplay.

    Outra coisa que aprendi é o "Anões Guardiões", como você sabe que ele é um anão guardião??? No JOGO tem uma plaquinha em cima da cabeça dele, mas um Roleplay é diferente. Eu sugiro TIRAR essa parte de caçar anões, porque:

    Primeiro, eles são seres civilizados, não são animais que se pode caçar em bando, você vai em tal lugar e encontra eles e mata.

    Segundo, porque "Guardiões" é só o emprego deles, você acha mesmo que numa sociedade de mihlões de anões, eles são divididos em grupos? Como "Anões soldados", "Anões gemoancers"??? Você por exemplo é chamado de "Humano estudante", ou "Humano que joga Tíbia"???

    Chegamos, alugamos um quarto numa espécie de cortiço que ficava ao sul, mas perto do deposito local. Venore é uma cidade estranha. Muito estranha para falar a verdade. É impossível sentir-se seguro numa cidade construída sobre um pântano. Além do horrível cheiro de enxofre do local.
    Passávamos os dias quase que inteiros no deposito, percando num pequeno lago que fica por perto.
    Errinho básico, não é peScando que deveria ter ali?

    Um dia Thoderis Cyniran conheceu um sorcerer. Não era forte, qualquer um de nós poderia derrotá-lo facilmente. Mas pouco apouco ficaram amigos.Seu nome era Karotaren Levon. Vendo que eu desconfiava demais de seu novo amigo, Cynyran me disse um dia: “Qual é velho amigo Ragna Rock? Estamos em uma cidade nova, em vida nova! Precisamos de amigos, certo?” Mas eu não me convencia.
    Puta que pariu, que estranha essa parte.

    Primeiro, SORCERER??? Mais um termo do JOGO, o Roleplay é diferente do jogo. O certo é Feiticeiro, Mago, até mesmo bruxo (não precisamos delimitar Feiticeiro, Druida, Cavaleiro e Paladino... Pode muito bem existir um ladrão, um bardo, um qualquer coisa num Rolpelay).

    Pouco apouco... Não seria pouco a pouco??? Isso não tenho certeza.

    Cynyran ou Cyniran???

    Agora a parte que achei um tanto ridícula. "Qual é velho amigo Ragna Rock?"... Qual a necessidade dele de falar o nome do amigo em um momento tão nada a ver??? Eu só poderia falar "Qualé Rock?" ou "Qualé amigo?".
    Eu acho que sei o que você queria, mostrar o nome do narrador (que me lembra Ragnarok não sei porquê). Mas você poderia ter encontrado um momento mais oportuno para isso.

    Exemplo de como isso é ridículo "Ae meu velho amigo Edson Luis Kramer Júnior?", porra, se ele é meu amigo, pra que falar o nome dele??? Você cumprimenta as pessoas assim? No máximo "Ae Edson", ou as vezes "Ae Kramer"...

    Enfim...

    O resto espero que lguém me ajude a terminar... Pois agora não me sinto bem pra continuar a ler... Ta muito frio e eu to meio tonto, acho que preciso dormir.
    ALISTE-SE!

    Exército Brasileiro.

    Marinha do Brasil.

    Força Aérea Brasileira.

    O Brasil precisa de VOCÊ para tornar nossa pátria mais forte.

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  5. #5
    Avatar de lucasvertigo
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    Correções feitas. Obrigado pelas críticas, foram bem construtivas e me deram mais experiência.
    Agora vou esclarecer um ponto: O nome Ragna Rock não tem nada a ver com o jogo Ragnaróck. "Ragnarock" quer dizer fim do mundo nas lendas vickings. Ragna Rock é apenas o nome de um char de um amigo, que já parou de jogar.(pois é pessoal, faltaram idéias para nomes mais legais, todos da hinstoria são de personagens de amigos que abandonaram o jogo) =D




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  6. #6
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    Bem, não sou muito chegado em estórias com muito aspectos do jogo, já joguei ele um pouco, e os termos "espada do wyvern"(acho q é isto) tendem a fazer a literatura se transformar no jogo, e não é bem isto, ela tem que ser viva, e ter alma, então acho legal fazer adaptações como "desempanhei minha espada, apesar de inferrujada, era mortal, sua lámina estava afiáda, e a qualquer gesto suspeito da atendente a degolaria." Algo assim, não reclamo do fato da estória ser fantasiosa, mas tente narrar como se fosse realidade, se alguem chegar e falar, puts vi um doende hoje, você ia perguntar se ele fumou erva estragada.
    Acho estranho comentar sobre dragões, como seres fracos, eles são temidos em quase todas as avenutaras como seres de magnífico poder, e sagacidade. E ninguem mataria um dragão apenas por dinheiro, enfrentar um dragão é quase a mesma coisa que morrer, e todos sabem que dragões guardam tesouros milenares, que com este você teria o suficiente para virar um nobre aristocrata.
    Bem, mas sobre as emoções, achei legal você mostrar o cara como um covarde, mas uma opnião minha, você poderia escrever mais sobre emoções, narrar o que seu personagem pensou antes do assalto, o medo que ele sentiu quando viu q estava incurralado, o medo da morte, acho que quanto mais os sentimentos forem expressos numa narrativa, melhor esta será.
    Bem sem mais comentários, esperando a continuação.

  7. #7
    Avatar de Emanoel
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    Nesse caso, narração em primeira pessoa é um recurso interessante. A falta de informações (aspectos físicos, descrição territorial, etc) acaba sendo perdoada, pois - dessa maneira que foi narrado - o texto realmente parece um diário escrito pelo protagonista.

    Krirror comentou sobre muita coisa que eu poderia falar. E suas correções foram sensatas, melhorou o texto.

    Estou acompanhando.

  8. #8
    Avatar de Neal Caffrey
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    O perfeccionismo do Krirror me impressiona. O povo que vem aqui escrever realmente tem muito a aprender, inclusive eu, que estou no meu primeiro rp.

    @Topic
    Foi bem escrito, apesar de alguns pequenos erros de português e concordância. Eu acho que você está trazendo no seu roleplay o mesmo problema que eu: misturando muito o jogo à realidade. Eu acho que no meu segundo capítulo eu consegui me desprender um pouco, e eu acho que isso vem com o tempo. Como disse o Emanoel, a narrativa em primeira pessoa é realmente bem cativante, apesar de eu preferir escrever em terceira. Mas ficou bom, vou estar acompanhando.




    []'s
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  9. #9
    Avatar de lucasvertigo
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    Capítulo 1-----------------O campo dos foragidos

    Diário, amigo de todas as horas. À dias que não escrevo em suas páginas velhas e humildes. Tenho tido muitos pesadelos com a morte de Thoderis Cyniran. Mas quando acordo desses pesadelos tenho vontade de voltar para os mesmos. A realidade é bem pior.
    Adentrei as planícies de Havoc com cautela, sempre segurando o cabo de minha espada. Embora não tenha um cheiro horrível como o dos pântanos, é um ótimo lugar para se morrer. Lendas de minha infância falam sobre tribos de cyclops, dragões e até mesmo aranhas gigantes que habitam esse nefasto e lúgubre lugar. Alguns juram até que as entradas do inferno são nessas planícies.
    De qualquer forma evitei adentrar o sul desse inóspito lugar. Após sair dos pântanos segui em direção oeste, em direção ao deserto, perto de onde dizem existir o campo dos foragidos.
    Ontem tive um inesperado encontro com uma tarântula. Esse artrópode tem um tamanho gigantesco comparado com as aranhas comuns, chegando a medir quase a altura de um homem adulto. Derrotei o inimigo irracional, mas sofri alguns ferimentos leves. Minha comida está se acabando e ainda não avistei o deserto.

    Hoje encontrei alguns veados, que abati e consegui alguma comida. A mais de uma semana que não encontro uma alma humana. Mas mereço apenas a companhia de vermes e bestas selvagens, tal covarde que sou.
    Olhando o horizonte avisto vestígios de areia. O deserto finalmente está perto.

    Estou no inferno. É o que tudo indica.
    Após chegar nas redondezas do deserto, rumei em direção sul e desde então minha vida que já era deplorável tornou-se insuportável.
    Devo dizer amigo diário que consegui encontrar a entrada para o campo dos foragidos. Mas descobri o porque de que ninguém aproximar-se desse covil de malfeitores. Logo na entrada do local existe uma tribo de minotauros que protege o mesmo como cães de guarda. Minotauros são guerreiros ferozes, e nunca é bem vinda a proximidade dessas criaturas.
    Tentei entrar no campo usando a furtividade aprendida com alguns ladrões, escondendo-me atras de arvores e pouco a pouco aproximando-me mais do objetivo. Mas um minotauro que usava uma tunica roxa, provavelmente um mago, me viu e começou a atacar-me com explosões de fogo e rajadas de eletricidade alternadamente. Tive que usar algumas poções de cura que sempre trago na mochila, para eventuais emergências.
    Minha sorte porém foi a estupidez do minotauro. Este não quis a ajuda de seus irmãos de raça e tentou me liquidar sozinho. Auxiliado pela vegetação local, que era de muitas frondosas e robustas arvores, pude esconder-me atras das mesmas e, não podendo me atacar à distancia, a besta teve que se aproximar cada vez mais. Quando já estava em distancia de um combate corporal, ataquei-o com minha espada, que mesmo dotada de uma pequena lâmina, possui um poder mortal. Tanto que com dois golpes destruí meu oponente.
    O morto possuia consigo algumas moedas de ouro, que peguei. Poderiam ser uteis num futuro proximo.
    Continuei meu caminho, sempre escondendo-me atras das arvores. Os minotauros não notaram a falta do mago, então consegui passar sem mais problemas.
    Orgulhoso com minha vitoria, entrei no campo dos foragidos. É um lugar muito estranho. Segui o caminho da estrada, uma estrada em partes coberta por grama. Muito lixo espalhado pelo chão, diferente de todas as cidades que já conheci.
    Nas margens da estrada existem arvores que formam uma espessa floresta. Depois de quinze minutos de caminhada atenta aos detalhes, encontrei-me com um grupo de moradores locais. Olharam-me desconfiados e seguiram seu caminho sem dizerem nada.
    Uma coisa chamou-me a atenção quando cheguei à “cidade”: esta não passava de algumas ruínas. Ruínas de algo que seria uma pequena cidade como Fíbula ou Northporth, repleto de lixo pelo chão.
    Alguns casebres são a moradia das pessoas. Vejo dois deles brigando. Estão em uma luta mortal, e depois de rapidas trocas de golpes, um deles leva uma apunhalada certeira no coração e cai inerte, sem vida no chão. Sangue quente jorra de seu peito. E alguns que estão por perto nada fazem, como se fosse rotineiro esse tipo de assassinato. Depois de retirar seu punhal do peito do oponente, o assassino apenas diz: “Isso é pra aprender a roubar carne dos outros, filho da P*&@!”
    Mais adiante vejo um homem dormindo no chão, coberto por algumas plantas. E não é o único.
    Existe também uma casa mais arrumada que as outras. Sua porta está aberta, e dela saem dois homens com algum dinheiro em suas mãos. Um deles grita: “H.L JÁ GANHOU....UMA PASSAGEM PRA FORA DO CAMPO DOS FORAGIDOS....NÃO É PRA THAIS NEM PRA DARASHIA....É DIRETO PRA PRISÃO....EITA H.L LADRÃO!” Logo em seguida saiu do barraco um homem com um martelo de guerra em mãos, afugentando os baderneiros, gritando a plenos pulmões: “ VAITOMARNO$%, DA PROXIMA CES VÃO VER C@8@+-*!” Em seguida ele entra de volta no casebre. Entro no casebre e o vejo sentado atrás de um balcão. Possui vestes melhores que os demais “foragidos”. Não que sejam de luxo, mas são bem mais limpas. Ele me pergunta se tenho algo para vender. Digo que não, mas que talvez queira uma cerveja. Ele diz que no andar inferior existe uma taberna. Agradeço e desço as escadas.
    Continua...
    --------------------------------------------------------------------------
    Pessoal, estou tentando cumprir algumas sugestões de voces. Vou remover alguns aspectos do jogo, tals como "espada do wyvern" e, mesmo sendo uma narrativa em primeira pessoa tentarei colocar alguns detalhes, mas não muitos.
    Krirror, aqui está o segundo capítulo. Critique para que eu melhore, uma vez que voce fala como um mestre. E quero seguir seus ensinamentos.

  10. #10
    Avatar de Emanoel
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    Eu acho que você escreve bem, levando em conta o estilo da história. O texto é leve, divertido e não fica chato em nenhum momento. Deu para entender por onde o protagonista passou pelas suas andanças e as descrições de lugares e criaturas foram realistas (no âmbito do jogo, é claro).

    Minha única crítica é quanto aos xingamentos, acredito que não existe a necessidade de censurar.

    Até o próximo capítulo.

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