Essa é minha primeira historia. Aproveitem.
Diário de um foragido
Prólogo
Sabia que não daria certo. Jamais.Nunca daria certo. Estava escrito.Thoderis Cyniran é um louco. Ou era. Depois que a armada real o pegou, na certa será. O plano perfeito. Se não houvesse um traidor.
O plano consistia em roubar o banco de Venore. A princípio, eu não queria. Fiquei surpreso ao ver meu bom amigo com essa idéia. Mas não poderia ser diferente. O desespero toma conta das pessoas, e o mais sórdido pensamento vem à sua mente nessas ocasiões.
Estávamos sendo caçados por uma gangue. Tudo começou em Thais, quando matamos um deles para defender um inocente. Mas isso virou um tormento. Um dia depois fomos sequestrados, e no covil dos malfeitores fomos torturados. Forçaram-nos a pagar tudo que tínhamos, tudo que conquistamos com tanto esforço. E não foi o suficiente. Ameaçaram nos matar se não pagássemos à eles 120.000 moedas de ouro! E tínhamos apenas uma semana para pagar, ou a morte seria certa.
E então estávamos desesperados. Como arranjar tamanha quantia em tão poucos dias?
Não sabíamos. Não tínhamos poder suficiente para caçar dragões, pratica comum de quem quer dinheiro rápido. Então me veio a idéia: e se fugíssemos?
Amávamos Thais, cidade governada pelo poderoso Rei Tibianus III, capital do império.A maior metropole do Tibia,mas a verdade é que não poderíamos viver lá em paz. Fugir era a melhor solução.
Para onde? Pensamos um pouco e decidimos ir para Venore. A melhor opção. Não tão distante como Carlin, porém isolada no estremo leste do continente.Sim, Venore, um novo começo.
Viajamos de madrugada. Não tínhamos licença para pegar o navio, fomos a pé. Foi uma viagem sofrida, muito longa, mais de duas semanas. Encontrávamos animais como lobos pelo caminho, neles conseguimos mais comida.
Chegamos, alugamos um quarto numa espécie de cortiço que ficava ao sul, mas perto do deposito local. Venore é uma cidade estranha. Muito estranha para falar a verdade. É impossível sentir-se seguro numa cidade construída sobre um pântano. Além do horrível cheiro de enxofre do local.
Passávamos os dias quase que inteiros no deposito, pescando num pequeno lago que fica por perto. Pode parecer muito estranho, mas existe um lago no meio da cidade, bem do lado de um pântano.
Um dia Thoderis Cyniran conheceu um feiticeiro. Não era forte, qualquer um de nós poderia derrotá-lo facilmente. Mas pouco a pouco ficaram amigos.Seu nome era Karotaren Levon. Vendo que eu desconfiava demais de seu novo amigo, Cyniran me disse um dia: “Qual é Rock? Estamos em uma cidade nova, em vida nova! Precisamos de amigos, certo?” Mas eu não me convencia.
Um dia fomos descobertos. Alguém denunciara nosso paradeiro à nossos inimigos. E eles vieram atrás de nós. Pegaram-nos de surpresa, em frente à nossa propria casa. Levamos uma surra, quase que sem reagir, esperando a morte. Mas o líder deles, de nome Dulokz, disse: “Acham mesmo que podem escapar à ira da Brutallity? Eu acho que não... Estamos em guerra, caso contrario mataria os dois agora mesmo. Mas vocês têm até amanhã para nos trazer o dinheiro. Caso contrario, não verão nunca mais a luz do sol. Meu machado será a ultima coisa que verão.” E nos soltaram.
Estávamos em pleno desespero quando Karotaren Levon apareceu. Ele disse que só havia uma maneira de nos livramos de tamanho problema: que assaltássemos o banco. Era arriscado, mas a única saída. Ficou decidido para aquela noite mesmo, Karotaren nos daria cobertura.
Preparativos feitos, nos dirigimos ao local na meia noite. Chegando no local, o bancário fez a típica pergunta: “Olá Ragna Rock, como posso ajudar você?” Antes que pudesse responder eu havia sacado minha espada “garra de Wyvern” e partido para cima do bancário. Cyniran usou sua poderosa runa de “bomba de fogo” para tampar a entrada do banco, para que as joalheiras não fugissem. Eu apenas desmaiei o bancário, e então pegamos exatamente o que precisávamos, nada a mais. Cyniran então usou uma runa de “destruir campos” e tirou o fogo para que pudéssemos passar. Corremos então para a saída sul da cidade, em direção aos pântanos onde Karotaren estaria nos esperando. Mas foi com terror em meus olhos que vi que a saída estava bloqueada com muitos guardas. E atrás de nós também haviam muitos. Corremos em direção à saída principal, mas sabíamos que seria pior. Chegando lá, também estava tampada. Já estava me entregando quando Cyniran apenas atirou outra de suas runas de “bomba de fogo” para todos os lados, pegando de surpresa todos os guardas. Usou também sua poderosa magia de “onda de gelo”, e eu já me via partindo para cima dos guardas com minha espada. Mas eram muitos, então num ato de heroísmo meu amigo apenas impediu que os guardas me pegassem, tendo que sacrificar a própria liberdade e gritou: “corra amigo, vá para a liberdade! Vingue-nos num futuro distante, mas agora fuja!” Eu corri como um covarde deixando meu amigo druida para a morte. Durante dias vaguei pelos pântanos, sempre escondido para não ser pego. E sempre tendo a certeza de que um dia pegaria o traidor, Karotaren Levon. Porque sei que Cyniran foi levado de volta à Thais, onde na certa morreu enforcado como desertor.
E agora, depois de atravessar os pântanos, cheguei às temidas “Planícies de Havoc”. Para onde irei, diário, amigo de todas as horas? Sim....minha ultima saída é rumar para o “Campo dos foragidos”.
Thoderis Cyniran, grande amigo, druida das forças do bem. Onde quer que esteja, prometo que vingarei sua morte.
continua...
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