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Tópico: Algoz dos Mortos

  1. #51
    Avatar de Lord Gyullm
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    Tsk, tsk, tsk.

    Quando vi (__________), pensei:

    *O Prólogo: :o Que exageiro de descrição para o ambiente, está parecendo Harry Potter (ZzZzZzZ). Esse médico se parece muito com o House. O Wakka é um grande fã da série e eu sabia que tinha alguma coisa com ela quando vi que haviam médicos protagonistas.

    *Capítulo 01: :confused::eek: WTF??? Achei que só ia parecer com House, mas é quase idêntico. Parece que ele só mudou os fatos e a aparência e nomes dos personagens!

    *Os coments do Cap. 01: :wscared::mad: Wakka, como assim o cap. não teve nada a ver com House??? (não responda, seu estressado)

    *Capítulo 02: :riso::rolleyes: o.O Agora sim! Parece que enfim ele se diferenciou daquele maldito médico da TV!! E que final foi esse??? Adorei!! Estou ancioso pelo próximo cap..

    Quando foi responder ao coments do cap 01 você ficou com cara de quem não aceita crítica alguma, a não ser elogios. Você poderia ter dito simplesmente que foi uma mera parte da sua obra e que o resto seria diferente da série na qual você obiviamente se baseou para fazer o 01.

    :king:

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  2. #52
    Avatar de Wk~
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    Demorou um pouco mais que o esperado porque perdi o Brainstorm. O capítulo ficou pequenino.

    Algoz dos Mortos
    Capítulo 03: Ataque à Prisão Gelada

    Borbas arrastava os pés para trás, o pavor transformara suas reações em movimentos embriagados. Observando o ambiente gélido e metálico, o doutor tenta de alguma forma se afastar, mas tropeça nos próprios pés e cai sentado, frente a frente com ele.

    - O que você fez... Seu... Louco!?

    - Não fiz nada... O corpo já estava assim...

    Álvaro estava sentado no chão, encostado nas gavetas. Os punhos apoiados nos joelhos sustentavam mãos manchadas de sangue já coagulado. Ele bate a cabeça nas tampas metálicas e cerra os olhos.

    - Quem poderia fazer uma coisa dessas?

    Jorge Borbas continuava em silêncio, não conseguia acreditar que a tranqüilidade de Álvaro fosse um bom sinal. Ele empurrava o próprio corpo para trás com os pés, queria levantar e correr, pedir ajuda. O doutor Abacílio se levanta aos gemidos e caminha até o outro médico, suas mãos tremiam talvez por frio, talvez contrariando seu aspecto calmo. Então foi até o amedrontado legista e estendeu a mão trêmula para ajudá-lo a levantar.

    - Não fui eu... – Sua voz saia aos sussurros, hesitante.

    - Então porque está aqui? – Suas palavras ainda ostentavam o medo. Limpava as mãos na roupa.

    - Era minha paciente, me contaram que haviam-na autopsiado e por isso vim até aqui...

    Os dois olharam novamente para o corpo nu e branco no chão. As fendas dos olhos eram iluminadas pela luz clara e forte que vinha do teto, o corte no abdômen estava aberto e ao lado direito jaziam os restos de intestino e outros órgãos, como se ela tivesse se jogado e caído de ventre para baixo, rompendo os pontos e libertando seu complexo interno no piso frio daquela câmara gelada, virando-se para mirar a escuridão enquanto agonizava. Por sorte estava morta. A respiração ofegante dos médicos se misturava aos demais gases e dançava fantasmagoricamente sobre suas cabeças.

    - Quem tem acesso ao local?

    - Vamos ligar para a polícia! – O homem de cabelos grisalhos sacou o celular do bolso e saiu da câmara, procurando sinal. – Merda de cova!

    - Vamos falar com Leônidas, ele pode ligar para a polícia.

    Álvaro lavou as mãos e junto com Jorge Borbas seguiram pelo caminho de volta até o hospital, avisando o guarda para impedir qualquer um de ir até o necrotério. Todo o percurso até o elevador fora acompanhado por um silêncio incomodo, o qual Álvaro não agüentou.

    - E então, Jorge, posso te chamar de Jorge, não? Que tal tomarmos um café?

    - Você é doente... – Olhava ansiosamente para o indicador do andares.

    - Me sinto ofendido. Sua preocupação com aquela mulher não vai mudar o fato de ela estar estraçalhada no chão.

    - Não é a minha preocupação com a mulher, mas com quem fez isso com ela. E não duvido que tenha sido você!

    - Se eu quisesse te matar já tinha feito isso lá na cova. Ou você acha que eu vou te atacar na cafeteria?

    O estalido característico anunciou a pausa do elevador no sexto andar. A porta se abriu para um pequeno corredor encarpetado de branco, logo a frente abria-se para uma sala mais ampla: do lado esquerdo computadores sendo manipulados por pessoas - O centro de informações -, do lado direito, separado por baixos biombos, uma sala de espera rodeada por escritórios fechados. Logo à esquerda, na parede na qual terminava o corredor, havia uma porta com uma placa onde se liam as letras gravadas "Núcleo de Marketing". Seguindo à direita a dupla se dirigiu à porta marcada com os dizeres "Leônidas – Diretor de Medicina".

    Após duas batidas ouvi-se a voz gritar "Está aberta, podem entrar", e assim o fizeram. A sala era ladeada por estantes com livros, acima de uma delas havia uma réplica da pintura de Robert Hinckley, "The first operation with Ether"¹. Em sua frente, atrás de uma mesa de madeira escura com alguns papéis e computador, estava Leônidas em sua poltrona falando ao telefone, de costas para eles, observando a paisagem da janela que dava para o jardim de entrada. Após por o telefone no gancho, Leônidas deu as boas-vindas aos doutores.

    - Sentem-se, doutores – Disse apontando as mãos de grossos dedos para as poltronas a sua frente. – Qual o motivo que vos trás aqui, doutor... ?

    Leônidas era um homem velho. Seus cabelos brancos eram penteados para trás e faziam par com suas grossas sobrancelhas de mesma cor, os olhos azuis afundavam na face trigueira e parcialmente enrugada, delineando o nariz protuberante.

    - Abacílio e Borbas. Estávamos na cova – disse Álvaro enquanto se sentava – e encontramos um corpo jogado no chão, com os pontos abertos.

    - Como? Ele não pode ter caído de uma das macas? – Disse em resposta, sua voz apresentava um tom assustado.

    - Poderia, se não estivesse com o abdômen virado para cima. – Se adiantou doutor Borbas. – O pior é que ela estava sem os olhos, que não poderiam ter saltado com a queda.

    - E ela não poderia ter doado eles?

    - Poderia, se não tivesse morrido de infecção. – Acrescentou Álvaro em tom cínico.

    - E mais alguma coisa fora arrancada!? – Gotículas de suor surgiam na testa e têmporas de Leônidas, que já colocava a mão sobre o telefone.

    - Nada, não pelo que notamos. – Jorge Borbas caminhava inquieto. – É melhor ligar logo para a polícia.

    - Já estou fazendo isso, doutor. – Colocou o fone apoiado entre o ombro e o ouvido e começou a escrever algumas anotações no papel – Departamento de polícia? Aqui é Leônidas Aristarco, diretor de medicina do Gedeão-Rio. Solicito a presença de um investigador e policiais no local urgente e discretamente – A última palavra fora falada com mais rigor. E pôs o telefone no gancho – E vocês, bico fechado! Se a imprensa descobre estamos ferrados.

    Álvaro já levantava e fazia menção para sair quando foi chamado por Leônidas.

    - Onde pensa que vai? Vocês ficarão aqui para explicar às autoridades o que aconteceu enquanto estavam na cova.









    Última edição por Wk~; 02-12-2007 às 12:24.
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  3. #53
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    Muito bom...história bem feita,com detalhes,bem,detalhados.

    Uma trilogia épica com a própria Tibia em disputa!


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  4. #54

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    (Aha! Estou de volta. Férias afinal!)


    Bem Wakka, só tenho a frisar alguns aspectos positivos e um negativo, porque esse capítulo foi quase impecável (ou pelo menos, quase ficou fora do meu alcance de ver algum problema. Certamente uma pessoa mais qualificada veria mais problemas, mas não vem ao caso...).

    "A respiração ofegante dos médicos se misturava aos demais gases e dançava fantasmagoricamente sobre suas cabeças." - Muito bom recurso esse de pegar uma coisa etérea da história, que passaria despercebida, e usar a teu favor. Deixa a imaginação do leitor "ver" a cena como quiser (cada um tem uma noção diferente de "fantasmagórico"), ao mesmo tempo em que dá um clima de suspense. Você definitivamente precisa explorar melhor isso, usar com mais freqüência.

    Outra coisa: O vocabulário. Está muito rico. Dá pra ver que tu honra os livros que lê.
    Vou citar algumas palavras que gostei muito de ver que foram usadas, pra ti ter uma idéia do que eu estou falando... Caso tenha feito tudo inconscientemente:

    -trigueiro
    -estalido
    -gotículas
    -ladeada
    -câmara
    -delineando
    -protuberante

    São apenas alguns exemplos de palavras que foram muito bem usadas , sem fazer balaca.

    Uma coisa que faltou nas descrições... Cor. Sem menção de cor, fica mais difícil imaginar. (A única cor que eu te vi usando, e tu usou três vezes, foi o branco que, cá entre nós, é uma cor meio sem graça, que não chama a atenção e passa muitas vezes batida no texto, ficando em segundo plano. Isso sem contar que tu não explorou esse branco, é branco e pronto... Sem sombra, sem reflexo, sem opacidade nem nada... Simplesmente branco.)

    Os diálogos estão realmente bem feitos, mas eu usaria mais expressão corporal e gestual pra reforçar emoções (tu usou esses aspectos [por exemplo, nas mãos tremendo], mas só basicamente na cena inicial de tensão. Não é extremamente necessário usar mais esse recurso no texto, sendo uma questão de gosto, mas é sempre bom dar uma incrementada... Eu acho.)

    Bem, é isso.


    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I



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