Aí vai o primeiro capítulo, espero que a história tenha começado a tomar um rumo e estou espeando por mais críticas

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Guerra de Tíbia
Capítulo 1: As Lágrimas de uma Mãe
Após a ter matado a jovem garota, Laverick se espantou com o que fizera, todas as outras garotas, que vestiam uma blusa verde mão cuidada e uma calça avermelhada, mas já estava marrom de tão suja e possuíam cabelos em geral negros, que estavam presos por cordas muito velhas, nenhuma das garotas se preocupava com a vaidade, mesmo assim, não podia negar que algumas eram belas, estavam com uma expressão de coragem e ousadia misturados á tristeza ao observar companheira morta, ela estava estirada no chão e não havia nenhum sinal de fratura, parecia que haviam tirado a sua alma pois estava com os olhos abertos e vidrados mas estavam sem luz, a linda garota estava vestindo um véu branco e um vestido verde-esmeralda, não parecia ser uma guerreira ao seu ver, mas a sua ousadia e coragem despertou uma grande raiva dentro de Laverick que recobrou parte de suas forças, o jovem tinha cabelos louros e olhos azuis características típicas dos moradores de Thais, tinha o rosto bem desenhado mas não é forte, tanto que virou um feiticeiro. O jovem Laverick desabou no chão, sua mochila estava abarrotada de runas, mas ele não sentia mais o peso olhou para as próprias mãos que estavam acinzentadas após ter utilizado algumas runas Maldição Suprema para matar a garota: “Eu não sou o culpado, ela que me desafiou!!” repetia Laverick em sua mente, até tentar se convencer disso, o que não aconteceu.
Ele precisava de um abraço amigo, mas estava só, Laverick procurava algo para poder consolá-lo, então olhou para frente e se deparou com uma visão exuberante que é a cidade de Carlin, era uma bela cidade, possuía uma rua de pedra em foram de paralelepípedo beirado por uma grama verde e bem cuidada, as casas e lojas eram todas feitas de pedra como a da rua, e em vez de telhados, havia um jardim de onde Laverick apenas conseguiu ver algumas árvores pequenas com flores e frutas. A maioria das lojas da cidade eram lojas que vendiam equipamentos de caça e armaduras, escudos, capacetes, Laverick percebeu que não conseguiu ver nenhuma loja de equipamentos mágicos, afinal, Thais possui muitas lojas de equipamentos mágicos e poucas de equipamentos de caça.
Uma das garotas que abordaram Laverick se aproximou o rapaz e ela o chutou com todas as suas forças:
- VIU O QUE VOCÊ FEZ!!! – berrou a garota para Laverick, que ficou calado, achou que mereceu este chute, colocou a mão no rosto, que estava ensangüentado, afinal, o sapato da garota era de couro de Minotauro com sola de madeira e era pontudo, e doeu bastante – SABIA QUE EM CARLIN É PROIBIDO RESIDIR OU RESEBER VISITAS, EM FIM , É PROIBIDO QUE HOMENS ENTREM NA CIDADE, E VOCÊ FOI ENVIADO SÓ PARA MATAR A PRINCESA!!! – gritou a garota, que ficou se fôlego e começou a bufar.
Laverick sabia que em Carlin não pode existir nenhum homem em nenhum momento, com apenas uma exceção, o marido de Eloise, rainha de Carlin, que vive numa espécie de prisão domiciliar, não pode sair do castelo de Carlin, tirando ele, todos os homens que se atreveram a entrar na bela cidade estão abarrotados nos calabouços no subsolo do castelo, contudo, Laverick acreditava que as moças de Carlin eram “doces” e iam entender a sua situação e ia lhe fornecer comida, mas isso não aconteceu e como Laverick é bondoso, mas possui um temperamento meio nervoso, matou a garota “Tudo bem, é só mais uma, muita gente morre todo o dia em Tíbia, qual é o problema??” pensou ele, mas não se tratava apenas de mais uma garota, a linda moça que ele matou era Elisabeth, a princesa de Carlin, a melhor arqueira da cidade e uma bela garota, Laverick percebeu que estava encrencado e principalmente quando muitas pessoas começaram a se aproximar, pois ouviram os gritos da garota que lhe deu um pontapé e todas mulheres, com aparência guerreira e com músculos e cabelos presos ou curtos que chegavam e se espantavam com a cena, as guerreiras que acompanharam a princesa estavam ajoelhadas e de cabeça baixa, a garota que lhe deu um ponta pé olha Laverick com um olhar penetrante mas naquele momento ela estava fazendo muita força para conter as lágrimas, porém seus olhos já estavam marejados, moças, meninas, garotas de toda Carlin estavam observando a cena.
Longe dali, a rainha de Carlin, Eloise estava observando a cena com indignação: “O que todas essas pessoas estão fazendo ali?” indagava a rainha. Eloise era uma mulher com idade de 45 anos, é uma bela mulher de cabelos louros e olhos azuis (Eloise é Thaiense, mas foi expulsa da cidade por ter desacatado o rei Tibianus, desde então tem ódio de toda aquela cidade) sempre veste um vestido real de tom vermelho-vinho, carrega um cetro de vidro com uma esmeralda preza no topo que simboliza o seu poder e anda sempre com arco e flechas preza nas costas, diz que a inspira em suas decisões, é uma mulher implacável, ordenou o massacre de milhares de homens com declarou que Carlin fosse 99.9% feminina (os 0.1% de homens é formado por seu marido e os prisioneiros da cidade) mesmo sendo cruel, Eloise despertou o espírito guerreiro de muitas moradoras de Carlin, e mesmo quando a cidade entrou em uma grande depressão, correndo o risco de desaparecer devido á queda da população (só tinha mulheres, então, não tinham como se reproduzir) Eloise manteve o pulso firme e ordenou que todos os homens fossem feitos prisioneiros para servirem ás mulheres como objeto de reprodução, se as mulheres dessem a luz á filhos, os garotos viviam com as mães em prisão domiciliar até certa idade, quando eram mandados para os calabouços de Carlin. Com grandes decisões que Eloise se tornou popular e conquista cada vez mais mulheres de todo Tíbia. Também é conhecida como Mulher de Ferro, pois nunca foi vista chorando em público.
Eloise estava debruçada na Janela de seu grande quarto, pintado de vermelho-vinho e amarelo no teto, tem a parede cheia de cabeças de grandes criaturas que derrotou sozinha, como Dragões, Demônios e Gigantes, pois é uma habilidosa arqueira, sua filha Elisabeth herdou isso de sua mãe, na qual a mesma se orgulha muito disso, tem uma cama grande, com um véu negro em volta e lençóis brancos, um armário marrom e surrado e um Lustre de ouro, mas tão surrado como o armário:
- Camila, venha até aqui e me explique o que está ocorrendo lá fora! – ordenou a rainha com uma voz implacável:
- Parece que uma garota morreu. – disse Camila, a faxineira do castelo, sempre com cabelos negros presos e com expressão de medo:
- Uma garota?! Mas isso não pode ser possível! – bradou a rainha, com ar de ameaça, assustando mais Camila:
- Foi um forasteiro é o que me disseram. – disse Camila, evitando olhar para a rainha:
- Isso não pode estar acontecendo! – balançou a cabeça – Preciso ir até lá imediatamente! – e empurrou Camila para um canto e foi rumo ao local do assassinato.
No local do assassinato, Laverick não conseguia se mover, seus pensamentos só estavam focados em uma coisa: “Me ferrei legal, mas posso tentar escapar antes que a rainha descubra.”, mesmo assim, ele não conseguia se mover, não podia abandonar tudo e fugir, não faz o seu estilo então resolveu permanecer onde estava, só mais um pouco, a garota não o vidrava mais, havia soltado seus cabelos para esconder as lágrimas, Elisabeth ainda estava olhando para o além, como se algo estivesse esperando por ela, nenhuma das guerreiras tiveram coragem de fechar os olhos da princesa, não queriam suportar o fato de que uma grande amiga, uma líder, as abandonou e queriam fingir que ela estava viva e manterem seus olhos abertos, muitas das garotas nunca havia chorado na vida e agora estavam lamentando a morte da princesa, todas as mulheres que estavam presentes também estavam agüentando firme, mas muitas não agüentaram, até Laverick deixou escapar uma lágrima ligeira de seus olho, mas o silêncio foi quebrando quando uma voz rígida ecoou no local:
- Saiam da frente, o que esta acontecendo aqui? – Eloise abria caminho entre as pessoas – Alguém pode me explicar...
Ela não conseguiu continuar, entrou em choque, largou seu cetro sem querer, que se espatifou no chão, seus dentes começaram a bater uns nos outros e seus olhos tremiam, ela estava com o corpo imóvel, sentiu uma coisa que nunca havia sentido na vida, estava com medo, medo do rosto que estava por trás daquele corpo, ela se agachou cuidadosamente, tocou o corpo com uma das mãos e o virou para ver qual era o rosto da mulher, quando viu o rosto de sua filha a rainha não agüentou, desabou no chão como se tivesse sido atingida em cheio, ela abriu e fechou os olhos para ver se era verdade e quando comprovou seus olhos marejaram e começaram a cair uma, duas, três lágrimas e a rainha abraçou o corpo da filha e entrou em desespero:
- É A MINHA FILHA!!!!!!!- berrou ela para os céus – MINHA FILHAAAAAA!!!
Todos mantiveram o silêncio, agora, as guerreiras não conseguiam mais esconder nem os soluços.
A rainha indignada e desesperada chorava sem o menor controle, muita mulheres que assistiam a cena começaram a se afastar, não queriam mostrar seus sentimentos em público. Laverick continuava ajoelhado no chão, olhando para o corpo inerte de Elisabeth, mesmo assim, não pensava em fugir e queria se explicar com a rainha, por mais difícil que fosse.
Eloíse não suportava mais observar o corpo de sua filha com seus olhos abertos, ela tinha que encarar a realidade e lentamente fechou os olhos da mesma, neste momento, as guerreiras começaram a se afastar e deixaram Eloise, Laverick e o corpo Elisabeth. Agora, Eloíse já não dava mais atenção para o corpo de sua filha, seus olhos molhados vasculharam tudo em volta até pararem em Laverick:
- É que, bem, não foi como à senhora está pensando, foi assim sabe é... não sei como dizer... – Laverick procurava algo para dizer de consolo para a rainha, mas a mesma parecia não lhe dar ouvidos:
- Você viu o que você fez com minha filha? – a voz que deveria ser chorosa ficou totalmente forte e sem falhar – Homens são proibidos de entrar nessa cidade em qualquer ocasião, acho que sabe disso não é? – perguntou a rainha, recebendo o aceno positivo de Laverick como resposta – Pois bem, o que você veio fazer numa cidade que não é bem vindo? – perguntou Eloise, agora se aproximando mais do garoto, que permanecia de joelhos no chão:
- Eu vim pedir um pouco de comida e sua filha junto com aquelas guerreiras queriam me prender e...
- E você matou minha filha – completou Eloise, era incrível a força com que ela se mantêm sem se abalar ao mencionar que sua filha estava morta – Bem, acredito que o senhor saiba a penalidade por assassinato. – afirmou ela, sem esperar resposta – Você deverá paga com sua vida! – ao dizer isso, pegou seu arco e uma flecha e mirou na cabeça de Laverick, em um ato rápido, Laverick rolou para o lado, para não ser acertado pela flecha e começou a correr – EU VOU TE MATAR!! – gritou a rainha, puxando outra flecha e mirando no rapaz, que foi acertado na perna. Laverick soltou um urro e tombou, tirou a flecha rápido antes que Eloíse pegasse outra, executou uma magia de vida e continuou a correr, deixando um pedaço de papel cair no chão, Eloise, não se preocupando mais com o garoto que estava longe, pegou o papel que o mesmo deixou cair e leu atentamente, após ler, um sorriso apareceu no rosto de Eloíse, e quando retornava para o castelo, observou o corpo de sua filha e disse:
- Elisabeth, sua morte não será em vão! – e continuou andando em direção ao Castelo de Carlin.
TO BE CONTINUED.
Nota do autor: não precisa me lembrar que o Laverick ta mau descrito, fiz isso de propósito, vamos descobrir mais sobre Laverick a partir do próximo capítulo, fora isso, me critiquem a vontade.