@ Danboy - Pois é dan! E o que você acha que o desossa pensaria se visse um cara rodado de coelhos e veados e pedindo comida? xD
@Sombra - Valeu, e tomara que eu chega ao nível da história do ramon (sonho distante mas ok né)...
Enfim, cap 2:
Capítulo 2 - Minha primeira aparição em público.
O dia estava quentíssimo, como de costume. Vendedores gritavam pra lá e civis comuns caminhavam com seus amigos empolgados, e com... Armaduras? Fiquei observando atentamente todas as armaduras esquisitas de todas as pessoas, o calor dificultava a visão. João explicava coisas sobre como funciona o aluguel de casas, como comprar comida e sobreviver na selva, mas tudo o que entendi na hora foi:
- Bla bla bla bla, comida bla bla bla da comida blablabla. Bla bla bla de conseguir comida.
Tudo o que estava ao meu redor era bizarro e eu tentava me socializar, mas todos tinham o mesmo corte de cabelo, não usavam óculos e tinham a face lisinha, totalmente diferente de mim! Mas o pior estava por vir, quando eu já estava achando aquilo o cúmulo da bizarrice, João me convidou a dar um passeio para ver os vendedores:
- Você vai ver, vai ser legal, irá se acostumar com o clima pacífico dos vendedores rapidinho!
- Eu sinceramente não ficarei confortável para conversar com uma pessoa que segura um machado na mão, mas tudo bem, vamos nessa.
Nós caminhamos um pouco e ele me mostrou uma loja de poções (poção é um sangue que você bebe e fica curado, tipo isso), a loja de armaduras, capacetes e a livraria. Mas quando estávamos indo sentar em um banco na praça central, um grito de um vendedor acabou com meu dia...
- COMPRO RATOS! RATOS FRESQUINHOS, MORTOS NA HORA! COMPRO RATOS MORTOS!
... E com meu estômago.
- Cara, para de vomitar, você está fazendo a gente passar vergonha!
- Não... Dá... Ratos... Mundo... Rato... BLOOGH!
João desapontado com minha ação em público me puxou para um lado, sua cara estava tão vermelha que parecia o próprio sol:
- Esquece isso, Desossa, vamos pensar em outra coisa. Eu estava pensando em te levar para caçar ratos, mas... Enfim, vou agora te mostrar um lugar ainda mais especial!
Olhei estranho pra ele, alguma coisa estava errada:
- João, falando assim até parece que você já veio aqui!
- EU? Você pirou é? É que eu já li... Muitos livros sobre o lugar!
- É, pensando bem, é meio impossível você estar aqui antes, né? Nosso lugar é a... Nossa, esqueci o nome.
Ele riu e nos levantamos, seguindo para o norte. Eu ainda não tinha nada em mãos, mas com ele havia duas espadas de madeira em uma mochila marrom. No caminho de lá, vi pântanos e plantações, cobras e aranhas. Para uma pessoa normal aquilo assustaria e tanto, mas pra mim tanto faz. Chegamos a uma escada de mármore, que foi quando ele me deu a espada, e muito cauteloso disse:
- Eu desço primeiro e quando ouvir um grito, desça também ,ok?
Assenti, e ele foi. Me apoiei na sombra de um pedaço de casa caída ao lado da escada, e esperei.
1 minuto, 2 minutos, 5 minutos, 10 minutos... E quando eu já estava descendo para ver o que se passava, um grito estridente encheu toda a ilha.
Me levantei e saí em disparada para a escada, pisei em cima de poças de sangue até achar João cercado por cinco coisas beges e corcundas. Elas socavam e chutavam sem dó, e no meio ele lutava bravamente com uma delas, mas muito ferido já, não ia aguentar por muito tempo. Fui correndo e trombei com duas dessas coisas, elas tropeçaram e caíram no chão. Empurrei João para uma escada que havia atrás dele, e o coitado caiu de costas lá em baixo.
Agora havia cinco monstros contra mim e eu não sabia usar a espada, mas meu desejo por usá-la foi crescendo cada vez mais. Fui de encontro com a coisa mais próxima e desferi um golpe na orelha, sem muito efeito. Uma pancada por trás logo em seguida me atordoou e eu caí para frente, rodeado. Minha visão estava turva e minha cara muito machucada, o corpo dolorido. A voz assustada de fundo ainda não sei se foi real, mas um jovem apareceu e as derrotou uma por uma. Quando ele chutou o último corpo para longe, uma mão foi estendida e eu me levantei. Um jovem alto e forte, provavelmente da minha idade, estava na minha frente:
- Nossa, como foi que você conseguiu ser rodeado por tantos? E antes que eu me esqueça, prazer, Richard.