Wu Cheng fez a apresentação psicologica do texto. Vamos ver então meu lado da historia...
É este meu complicado amor:
Oculto à sombra do receio
Exposto à luz do desejo
Tem tamanho, idade, cor
A melhor parte pra mim do poema. Diferente de Wu Cheng não achei que se tratava de um amor impossível, mas de algo que realmente aconteceu. Entretanto uma coisa que é bem comum é você não fazer tudo o que sonha e que é encoberto por este receio das
sombras. Mas algo que o desejo por alguém, em sua imaginação acaba criando movimentos, ações perfeitas. Comum...
Sou feliz, pois é pequeno
Assim, só eu posso vê-lo
Este parte do segundo verso coloca o ser-amado como alguém não tão visado, como se só ela o visse, incluindo as possiveis qualidade que ela cita mais a frente. Ou seja, é um amor bem possível.
Sou feliz, pois é jovem
Tem vigor. Da malícia, o selo
Um jovem, um jovem vigorante. Diria numa posição ainda mais machista que de Wu Cheng que o amor é encarado como um possível macho reprodutor. Isto é um toque erotico feminino, muito bem empregado na poesia. Porém diferente do Wu considero a malícia e o selo colocado não como um estado de virgindade do eu-lirico, mas como se a malicia do ser-amado fosse algo marcante nele, uma ponto forte de sua personalidade.
E por isso mesmo até desconsidero esse amor assim não tão "platônico", a impressão que tive foi que não era o primeiro amor, e suas rosas. Já havia a consciência de alguêm que já amou sobre seus proprios pensamentos.
Sou feliz, pois é verde
Em tudo espera, paciente
Jogos Amorais, é claro.
Mas tenho medo
Medo do Tempo
Tempo que pode o tamanho
Idade e cor mudar
Ah, maldito Tempo!
Quisera eu
O relógio poder parar...
O medo que aquela pessoa talvez mude é tipico vindo de outros amores, o erro já é algo aceitável. Você já sabe sonhar mais perto do chão, mas a vontade de ter sonhos mais altos continua...
É isso. Mas não ache que gostei do poema, achei ele ruim. Mas é coisa de gosto pessoal, relaxe.
Vamos ao proximo poema?