Essa semana está para passar na Câmara o
projeto de Lei 3819/20, que fecha mais ainda o oligopólio do mercado de transportes interestaduais rodoviários e aquaviários. Com isso, fica impossível que empresas como a Buser, uma espécie de Uber de ônibus, operem no país, já que exige das empresas interessadas em operar um detalhamento prévio de itinerário, número de passageiros e outras exigências que matariam o caráter dinâmico de todos esses serviços disruptivos.
Infelizmente parece que vai passar, já que todo centrão, base governista e oposição se uniram para aprová-lo. O PL, que tinha sido aprovado no Senado às pressas pelo Rodrigo Pacheco, segue o mesmo caminho, agora com o Arthur Lira.
Transporte mais caro justamente para quem não tem como pagar mais.
Pra quem quiser ler sobre:
https://www.segs.com.br/veiculos/292...ntes-de-onibus
Enquanto os políticos distraem a imprensa e o debate público com CPI da Covid e essa história de Copa América, vários projetos de leis e relatórios problemáticos passam (ou deixam de passar) em suas votações e comissões. Pro pessoal que se diz liberal, vale dar uma olhada no tanto de passo atrás que foi dado nas últimas semanas. Desde proibição de uso medicinal de derivados da maconha, à concessão da Eletrobras que mantém monopólio, finalizando com reforço à oligopólio do transporte interestadual. Só teve bola nas costas,
todas elas votadas tanto pelo governo, quanto pela oposição (na concessão da Eletrobras passaram várias emendas malucas do PT).
O patrimonialismo e o oligopólio na política brasileira continuam mais forte do que nunca, sem qualquer esperança de mudança.